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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O Cisne Negro

O conceito de probabilidade, não é mais que uma desesperada tentativa de reduzir a um conjunto de regras matemáticas, a imprevisibilidade da vida mundana de quem, ao contrário de nós, tem um tempo finito de presença neste mundo.

Poderá o alado colega, porventura enumerar a quantidade de coisas improváveis que poderão acontecer de um momento para o outro, de forma totalmente inesperada? Imensas, será por certo a sua resposta. Ora se são assim tantos os eventos improváveis que poderão ocorrer, eu diria que é bastante provável que algo improvável aconteça.

É neste pressuposto, que o Sr. Satanás se baseia para eludir os incautos humanos, que teimam em não reconhecer a Sua mão vermelha quando esta guia os desígnios da torpe massa que estes formam. E para tornar a coisa mais poderosa e com um impacto ainda mais abrangente, nomeou-a com o pomposo nome de teoria do Cisne Negro. Nome esse que alude ao primeiro avistamento de um cisne negro, aquando do qual todo o conceito de que só existiam cisnes brancos ruíu.

Nela os descrentes, encontram a explicação para a ocorrência de tais fenómenos, raros e de díficil previsão, e de grande impacto nas comunidades onde se manifestam.

Trago este tema ao lume, porque me parece de grande injustiça que inverta a verdade dos factos e manipule alguma da informação que tem sido lançada na comunicação social. Esta, tem dado grande relevo a um vulgar filme que conta a história de umas bailarinas que saltitam ao som de música clássica, e que pelos vistos é do agrado de um tal de Sr. Oscar.
Quer-me parecer que tal não deverá nem irá ofuscar o sofrível tema Black Swan, dos Megadeth, editado em 2007 como lado B de um single promocional ao album United Abominations.

“...and now I'm here with the Devil, on my own”



Qual era a probabilidade de existir uma música de 2007 do Dave Mustaine, com o mesmo nome de um filme de 2010 do Darren Aronofsky? Muito alta.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Breve interlúdio maligno

Comparsas malignos,
Sinto que esta masmorra já não é o que era.
É com magoa que olho para trás, e recordo tempos idos em que este antro fervilhava de actividade, em que as ideias brotavam dos nossos cerebros como cogumelos (nalguns casos literalmente), li referências brilhantes seguidas de comentarios que não o eram menos, em que o genio da inteligência iluminava as nossas palavras e daí os nossos testemunhos escritos, o humor negro, sarcastico e caustico era uma presença assidua e os nossas críticas mordazes eram por ele polvilhadas.
Há que fazer um momento de reflexão, e constatar que pioramos. Que deixamos que a qualidade e a quantidade descesse a niveis nunca antes atingidos, que permitimos que a sagacidade e a vivacidade se esvaísse das nossas já não tão estupendas épicas reflexões quotidianas.
Em suma estamos de parabéns!
A decadência é e será sempre, um dos grandes motes dos principios infernais pelos quais nos regemos e que disseminamos melhor que ninguém.
Mas para tudo há uma razão, sendo esta a única excepção à regra, não havendo portanto mais nada a acrescentar sobre este facto.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Nomes que ficam para a história

caros,

Existem personalidades cujo nome ficam para a história, relembrados são estes seres por eras e eras, através das épocas e para todo o sempre. A missão que levamos a cabo impede-nos de nos expormos de tal forma que o nosso nome se entranhe assim nas mentes humanas, mas há humanos que conseguiram superar o teste do tempo e é sobre um deles que vos falo hoje.

Corria o ano de 59 a.C. (o J.C. ainda não tinha aparecido) e em Roma morava um já reconhecido general de seu nome Marco Crasso. Já tinha ganho tudo o que tinha para ganhar e estava bem na vida, quando decidiu que devia procurar novos desafios. Ele era reconhecido por já ter conquistado a Hispânia e Jerusálem mas ainda assim meteu na cabeça subjugar os Partos (não os patos, os Partos), um povo da pérsia.

Pegou então em 50000 homens e lá foi ele confiante, dizimar a meia duzia de partos que se intrometeriam no seu caminho. Chegando perto do local, e inexplicavelmente abandonado todas as tácticas que antes empregara, o nosso general Crasso, decidiu meter por um atalho onde foi emboscado e as suas legiões de 50000 homens pereceram na totalidade contra algumas centenas de oponentes. O próprio Crasso foi desta para melhor, ninguém sabe o que lhe passou pela cabeça, mas este episódio e o erro que o provocou deu a honra a este general de ver o seu nome reconhecido e indelévelmente ligado ao vocabulário corrente até aos dias de hoje.

Trago-vos pois, em jeito de ilustração, uma imagem inédita de Crasso com os seus conselheiros, instantes antes da batalha fatidica.




Parece que dos 50000 só dois se safaram, isto há coisas do Diabo ....

M.P.

domingo, 29 de março de 2009

Alcides Pinto

Quem foi Alcides Pinto?!

Há muitos e longos anos, num determinado dia à noite, recebi o chamamento do Sr. Satanás.
Estando eu ainda, numa fase embrionária da ascensão meteórica da minha carreira ao serviço das Trevas, não me terei apercebido de imediato da urgência de tal chamado, pelo que proferi as palavras: “ o quê!?”, ao qual o Sr. Satanás respondeu veementemente “anda cá, já disse!”.
Vi-me então reunido em negro concílio, com outros demais, escutando atentamente as palavras com que o Mestre nos bafejou então, com seu hálito bafiento que tanto nos repugna e inspira.
O mandamento era o de buscarmos novos servos e aliados, não entre as vulgares e inocentes vitimas das nossas investidas, mas desta feita, directamente ao núcleo duro do inimigo, tresmalhando as suas ovelhas. O efeito procurado era o de simultaneamente fortalecer as nossas hostes e enfraquecer as dele. Economias de escala, portanto.

Foi assim que me saiu em sorte esse personagem, sobre o qual deveria incidir a minha atenção e responsabilidade de atrair para o nosso lado. Sempre causando o máximo de dor e consternação. Vi-me destacado numa lúgubre e interior localidade rural, onde predominava o temor a deus e onde a igreja e o seu amplo adro, eram o centro nevrálgico de toda a actividade diária dos seus tristes habitantes.

Entre eles, destacava-se esse sobre o qual se centraria a minha atenção: Alcides Pinto!

Alcides Pinto era um homem de palavra. Religioso (entre todos o maior), baptismo feito, comunhão e casamento, nunca esqueceu o caminho do senhor. Assíduo á missa, católico e crente. Alma divina e coração leal, nunca passava sem confessar-se e comungar.
Fazia tudo para se livrar do Mal.

Quando me deparei com o perfil casto e vontade férrea deste personagem, percebi o quão difícil seria este desafio que o Mestre me lançara. Mas a minha força de vontade demoníaca e o meu carácter malévolo, não me deixaram desanimar nem lançar o tridente ao chão. Astutamente aguardei e longamente observei, à procura de um ponto fraco por onde lhe pegar.
Foi então que tomei conhecimento com sua mulher, Fátima de nome.

Para ele a sua alma estava pura, mas lá na aldeia já todos sabiam que ela não passava de uma miserável criatura.
Não era santa e muito menos virgem e enquanto Alcides estava no confessionário a redimir-se humildemente dos pecados, ela encornava-o em casa com o vigário.

Num lampejo de genial bestialidade, digno dos melhores artifícios de maldade, passei à acção e com um mordaz e sádico plano, confrontei este venerável homem com a realidade nua e crua. Religioso, homem de palavra, Alcides Pinto era um verdadeiro crente. Assim que soube a mulher o enganava, ficou passado e deu-lhe um baque de repente. Dizem na aldeia que ficou fora de si. Fechou-se em casa pelo menos por 6 dias. E só ao fim do 6º é que saiu à rua, sujo e barbado, pregando heresias.
Os habitantes temendo a sua raiva, julgando estar Alcides amaldiçoado
não arriscaram, mantiveram-se á distância, e limitaram-se a segui-lo com cuidado.

E assim seguiram como uma espécie de cortejo, a testemunhar o crime daquele anti-cristo. Alcides Pinto pegou fogo á igreja, depois fugiu e nunca mais foi visto

Reza a lenda, que privados do seu centro de oração, os restantes habitantes se entregaram por completo ao deboche e à adoração do Demo, executando desavergonhadamente os nossos bem conhecidos ritos de iniciação. Mas isso, ficou já a cargo de legiões de intervenção mais operacionais (as LI+O) pelo que me pude retirar para a Masmorra para um justo e merecido descanso.

E foi assim meus caros, que terminou com rotundo sucesso, mais uma missão que o Grande Chifrudo, entregou a este vosso humilde colega.

Esperando ter-vos inspirado mais uma vez, deixo-vos agora, com uma singela homenagem que o agrupamento musical Peste & Sida me prestou em tempos, adaptando ao seu cancioneiro esta inspiradora história da qual vos deixei aqui relato:


quinta-feira, 26 de março de 2009

Devilution

Expressão que deriva do termo inglês “evolution” (evolução).
Define o processo de crescimento, mudança ou desenvolvimento, segundo o qual, uma determinada espécie ou indivíduo, através de sucessivas ascensões entre níveis progressivamente superiores, muda as suas características psíquicas e/ou biológicas que lhe permitem atingirem o estado da danação máxima e se transforma num demónio.

Não confundir com a expressão, também inglesa, devolution que quer dizer outra coisa completamente diferente.

\m/

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

se duvidas houvessem... persistiriam

Caros colegas de Masmorra,

Apenas uma breve nota para vos dar a conhecer um simples trecho, que é bastante elucidativo quanto à nossa existência e importância, como entidade disseminadora dos valores Luciferianos.
Que sirva de resposta para aqueles, de entre Nós, que ainda questionam se a Masmorra é de facto um local real, ou se, obviamente, não passa de uma fantasia ridícula de 3 almas danadas.
Aqui fica o testemunho de um dos mais reconhecidos eruditos, altamente iluminado sobre estes temas que tanto prezamos: o Sr. Homer Smith!


"Um dos mais interessantes aspectos da satanologia é o tema de humanos fazendo pactos com o diabo. A lenda de Fausto é o caso mais conhecido: em troca da alma, Satanás dá saúde, poder, tudo, durante um tempo específico. Na maioria das versões Fausto engana o Diabo e evita o pagamento. No original, o Diabo mutila e mata Fausto no fim do contrato. O cérebro é espalhado pelas paredes, os olhos e dentes jazem no chão e o corpo numa masmorra.[Smith, Homer W. Man and His Gods, ch. vi, p. 269]"

Cumprimentos Masmorríficos
\m/

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Um Natal Infernal!

Agora que atravessamos uma época tão especial, como o são todas as épocas que nós atravessamos, nem que seja pelo simples facto de nós as atravessarmos, dado que somos nós mesmos especiais, apraz-me a ideia de trazer a todos os ouvintes deste nefasto antro, um hediondo Conto de Natal.

Quando se fala em Natal na Masmorra, de imediato nos vêm à mente três simples, mas poderosas palavras: Natal, Masmorra e Moçambique. Das 3 apenas 2 não começam por N, mas não é essa incrível coincidência que as une de forma tão inequívoca.

Há tempos remotos, corria de boca em boca por essas terras, a profecia de que um dia chegaria aquele que seria a salvação de toda a humanidade. Uma entidade tão poderosa, que nada nem ninguém ousaria por em causa os seus ensinamentos. Um Messias diziam uns, dois Messias diziam outros, três Messias não disse ninguém!

Durante milhares de anos, tal chegada foi aguardada com antecipado entusiasmo. Houve mesmo quem permanecesse em pé durante todo esse tempo à porta de local incerto, para não perder o lugar e assim testemunhar em primeira instância a chegada desse salvador. Outros chegaram a alugar camelos pensando que isso poderia de alguma forma dar-lhes a vantagem necessária para serem os primeiros a chegarem ao local onde tão milagroso evento iria ocorrer (o que se provou ser um erro crasso).

Isto leva-nos à segunda e derradeira parte desta trilogia.
Decorria o negro dia de 29 de Janeiro de 2008, quando a Masmorra Infernal do Sr. Satanás se deu a conhecer à humanidade, revelando toda a sua negra sabedoria, acabando com toda, a já de si ínfima esperança e apagando mais uma luz nos corações dos homens.




Este evento ficou para sempre conhecido como Natal, e é desde então anualmente celebrado um pouco por todo o planeta, mas especialmente e por factos desconhecidos tem o seu máximo apogeu em Moçambique, onde um fã anónimo passa desde então 22 minutos a assimilar coisas que aqui lê.
Nota: por lapso é também denominado Natal, uma celebração desses desprezíveis seres angélicos, mas trata-se de um triste equívoco que nunca é demais recordar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Bewitched

Aproxima-se essa época festiva que não nos convém aqui nomear.

Não porque isso acarrete qualquer tipo de punição ou maldição, mas simplesmente porque é uma época muito chata!

Andamos nós demónios, um ano inteiro, a promover o verdadeiro espírito do Mal e o desprezo pelos valores da fraternidade e compaixão, e chegada a esta altura do ano todos se lembram do mesmo! Assim do nada, como se isso fosse a coisa mais fácil e evidente, todos se transformam em pequenos seres vis e desprezíveis, acorrem às grandes catedrais do consumo desenfreado e num frenesim sem paralelo com qualquer época do ano corrompem-se numa espiral depressiva em contagem decrescente que só termina com o culminar, no dia 25.
Nessa apoteose final enchafurdam-se das mais diversas iguarias, deixando-se dominar pelo pecado da gula, fazendo lembrar os nossos ritos iniciais, pelos quais almejamos atingir os estágios primários em que nos é permitido um vislumbre se Sua Altiva Majestade, o Senhor das Trevas.

Enfim, podemos pelo menos descansar por estes dia, que o ano de 2009 promete ser um ano em cheio para os nossos!
Até lá, aqui fica um dos melhores e mais decadentes vídeos até hoje feitos (ateste os efeitos especiais utilizados):

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Inicio da época

parece-me que já estamos atrasados.

O outro lado já trabalha da forma mais vil e mesquinha possível (andam a aprender umas coisas), ao lançar desinformação para o público em geral de forma a retirar crédito aos nossos. Chegou-me às mãos um estudo que foi lançado na comunicação social, pretensamente efectuado por uma entidade independente. Passo a transcrever a noticia :

Estudo: Fãs de música clássica e heavy metal são parecidos

Um estudo que analisou a relação entre o gosto musical e a personalidade sugere que há semelhanças entre fãs de música clássica e aqueles que gostam de heavy metal.

O estudo foi realizado na Universidade Heriot Watt, em Edimburgo, na Escócia, através de entrevistas a 36 mil pessoas.

Os investigadores fizeram perguntas sobre as características da personalidade de cada participante e pediram para que os voluntários avaliassem 104 estilos musicais.

Os resultados sugerem, por exemplo, que fãs de jazz são criativos e extrovertidos, enquanto aqueles que gostam de música pop tendem a ter pouca criatividade.

Segundo Adrian North, que liderou o estudo, a surpresa foi descobrir semelhanças na personalidade de fãs de música clássica e heavy metal.

«São pessoas muito criativas e que estão bem consigo mesmas, o que é estranho. Como é que se pode ter dois estilos tão distintos com grupos de fãs tão parecidos?», afirmou North.
O professor sublinha que uma das explicações pode ser o «aspecto teatral desses estilos, que são dramáticos».

«As pessoas em geral têm um estereótipo sobre os fãs de heavy metal, acham que eles têm tendências suicidas, são deprimidos e representam um perigo para si e para a sociedade em geral. Na verdade, são pessoas bem delicadas», afirmou.


CALÚNIAS!!!!! Não sei o que me enfurece mais! Poder ser confundido com um adorador de musica clássica ou esta usurpação dos nossos métodos baixo nível para irritar o inimigo.

De qualquer maneira isto obriga-nos a relançar a luta, e de forma muito objectiva e sem rodeios quero aqui deixar a recomendação de uma forma muito concreta de combater este problema, que se deve pautar por uma acção célere e directa ao assunto, por forma a resolver isto de uma vez por todas.

Cumprimentos objectivos,
M.P.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

relatos da vida de um Demónio


Prezados parceiros,

Avançados que estamos em plena Silly Season, eis chegado o momento certo para um breve interlúdio para que possamos desanuviar um pouco da grandeza e gravidade dos temas recentemente expostos.
Decidi assim fazer uma breve referência literária a uma obra de um colega nosso: Norman Mailer, que se findou para este mundo há coisa de 8 meses.

A obra que terá a honra de aqui ser mencionada responde pelo nome de “The castle in the forest” e tem uma particularidade interessante: o que um vulgar leitor consideraria uma obra de ficção é para nós uma espécie de relatório (um pouco romanceado) duma missão de vulto levada a cabo por um ilustre colega.

Trata-se da narração, na primeira pessoa, do trabalho de um Demónio a que Satanás incumbiu a árdua missão de acompanhar Adolf Hitler desde a sua génese e durante a infância, de forma a assegurar que fossem atingidos os resultados previamente estipulados. O colega, de nome Dieter, acaba por se revelar a paginas tantas e vai-se assumindo em trechos como os que se seguem:

Sim, sou um intrumento. Sou um agente do Demónio. E este instrumento de confiança acabou de cometer um acto de traição: não é admissível revelarmos quem somos” (ainda estava um pouco confuso nesta fase)

Vou tentar dar, então, uma pequena explicação sobre estes dois Reinos, o Divino e o Satânico. (…) É desnecessário acrescentar que nós os demónios somos confrontados diariamente com uma hoste formidável de anjos (decidimos chamar-lhes bastões).

Embora essas forças rivais não sejam estranhas a qualquer pessoa que tenha lido Paraíso Perdido, observaria que muitos de nós somos muito versados nos clássicos da literatura. Não posso falar pelos anjos, mas os demónios são obrigados a devotarem-se à boa escrita. Milton, por conseguinte, está bem cotado nos nossos arcanos dos poucos artistas literários que não temos de considerar como sendo inexoravelmente de segunda categoria.

(…) os Demónios ao serviço do Maestro já não vão para a guerra em falange contra os anjos. Em vez disso, estamos artificiosamente instalados por esta altura em todos os recantos da existência humana.

Há ainda uma passagem demasiado extensa para que a transcreva aqui, onde o nosso colega relata os eventos ocorridos a 18 de Maio de 1846 num descampado nos arredores de Moscovo aquando da coroação do Czar Nicolau II.
Aí, seguindo um plano detalhado pelo próprio Maestro, um conjunto de demónios leva ao motim de um conjunto de esfarrapados camponeses que resulta na prevista morte de milhares de pessoas que haviam acorrido ao local para participar nas festividades, e assim manchar de vermelho e desgraça uma cerimónia patrocinada e protegida pelos referidos bastões.

Enfim, uma boa leitura de fim-de-semana (aprox 500 paginas) onde podemos atestar das dificuldades de missões como as nossas.
Voltemos então à Silly Season, agora que está completo este périplo literario.
Demoniosamente me despeço,
\m/

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pelo aspecto a coisa não está bem ...

mafarrico,

O aspecto do heavy metal nunca foi muito bom. Entre o azeiteiro e o andrajoso, sempre fomos bombardeados com imagens dos artistas nas várias etapas da sua carreira. São invariavelmente muito feios, mas é algo que não podemos evitar.

Se as fatiotas não são minimamente indicativas da qualidade da música são indicativas de outras coisas a outro nível. É perfeitamente visível através delas entender duas coisas :

- A banda está em inicio de carreira e aparece nas fotos com a roupa com que andaria na rua.
- A banda mantém os pés bem assentes na terra, apesar do seu maior ou menor sucesso.
- A banda é composta por mercenários capazes de tudo o que a editora mandar para vender mais discos e ganhar mais dinheiro.

Passo a explicar com desenhos.

Metallica (1992 vs. 1996)

Pensava-se que em 1992 teriam chegado ao máximo do mainstream, mas em 96 apareceram de cabelo cortado, camisas de desporto, suspensórios, maquilhagem ... o nu-metal estava a chegar e os velhotes queriam vender discos aos miudos.

Paradise Lost (1994 vs. 1999)

Em 1994 havia muitos metaleiros assim e eles pareciam só mais uns com jeito para a música. Em 1999 queriam ser os radiohead, o mais ridiculo é que como agora o metal vende outra vez as fotos actuais são muito parecidas às mais antigas. Tirando um que ficou careca e já não conseguiu deixar crescer o cabelo novamente.

Machine Head (1994 vs. 1999)

1999 era a altura dos limp bizkit, yo! Até foram buscar o macaquinho de rastas no cabelo. Quando os ventos do negócio mudaram o vocalista e chefe tirou a tinta do cabelo e deixou o guitarrista numa estação de serviço durante uma digressão.

Claro que existem artistas genuínos e merecedores das maiores aprovações (1980 vs. 1990 vs. 2000 vs. 2006)





Acho mesmo que este nosso colega deveria quicar o ass dos visados nas fotos anteriores.

Esforçando-me por chegar ao 99 me despeço,
M.P.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

maldita sorte

Sexta-feira 13!
Dia azarado e de má memoria para muitos. Ninguém sabe muito bem porquê, mas em dias como este, que se sucedem com frequência variável (e curiosamente apenas quando o dia 1 calha num domingo, facto que merecia por si só ser devidamente investigado), os supersticiosos redobram os muitos cuidados que normalmente já têm e os não supersticiosos continuam a não ligar muito (muitos ainda pensam que é um vírus do computador).

Calhou-me em sorte, fazer uma pequena resenha deste que, de todos os projectos do Demo, é um dos menos conseguidos admitamos.
De facto, analisando o impacto histórico desta iniciativa, que em tempos teve por aspiração criar um dia de pânico e de consternação por entre os humanos, em que todas as crenças e protecções divinas cairiam por terra e todos se entregariam temerosamente à bajulação do Nosso Senhor Satanás, implorando-lhe que o azar não lhes batesse à porta, vemos que os dias que correm não nos são muito favoráveis.

O projecto era grandioso e revestido de alguma magnanimidade! Começamos pela aquela brincadeira de atrasarmos a crucificação e esperarmos que nas patuscas ceias das quintas estivessem os 13 todos (havia sempre um ou outro que mandava mensagem a dizer que não ía ao jantar…), e o que nos divertimos naquele maldito dia, sexta-feira 13, em que maquinamos a queda dos templários (tudo preso e queimado eheheh, azar!).
Mas depois a coisa descambou e para isso muito contribuiu a lamentável película Friday 13th, levada à exaustão por inúmeras sequelas em que o tema não foi abordado com a merecida dignidade…
A coisa esteve perto de pegar, quando há uns anos ainda se dizia, em dias como o de hoje, que não devíamos ligar os PCs, mas a verdade é que a coisa se transformou assim numa espécie de brincadeira e já ninguém leva isto muito a sério.

Houve mesmo acções nossas contraproducentes que levaram a que muitas facções considerem hoje o 13 como um número da sorte! Foi sem duvida um erro estratégico e de comunicação, pelo que sugiro que seja abandonado.
Para já, alguns exemplos (peço desculpa pela musica de fundo):

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ele há coincidências... parte II

Colegas,

Após leitura atenta do post anterior cuja autoria é apontada ao Maléfico, e dada a pertinência do assunto abordado, optei por não responder.

Não pensem, prezados colegas, que tomo por leviano este tema da numerologia satânica! Bem pelo contrário. É para mim um tema muito caro, apesar de obviamente ter dele uma leitura algo divergente da dos comuns mortais, como creio ser também a vossa posição.
Muitos são aqueles que procuram toda a espécie de associações numéricas em datas, siglas, textos e outros escritos em busca do sempre presente 666. Normalmente, quando essa evidência é demonstrada, a infeliz conclusão para a qual os mais incautos se precipitam, é a de estarem perante um sinal evidente da existência do Demo e da sua acção na esfera terrestre.
Apesar de indirectamente essa ser uma verdade, não precisaríamos de tal laborioso processo para atingir tão evidente corolário. O Mal que tanto praticamos e disseminamos está bem à vista de todos, muito graças ao nosso trabalho silencioso (umas vezes mais que outras…).

Apesar da predominância da nossa estirpe tender para o avassalador, há que atentar contra os nossos inimigos e não nos expormos em demasia. Um anjo será sempre um anjo (menos quando lhes tiramos as asas) e nunca podemos confiar em seres tão fanáticos e obstinados com a luz que lhes cega os olhos.
É neste âmbito que a numerologia encriptada é utilizada. Serve, como sabem, para nos reconhecermos uns aos outros em situações em que a discrição é vital para o sucesso de mais uma pérfida missão!
O numero 666, quando revelado, indica que estamos perante o trabalho de um dos nossos, qual assinatura, ou simplesmente nenhum dos casos anteriores….

Se não vejamos o nosso próprio caso, caros colegas!

Peguemos nas sequências numéricas associadas às datas de nascimento que nos foram atribuídas aquando da nossa entrada nesta missão:

Mafarrico: 24091973
Maléfico: 25041977
Diabolicus: 05111976

Procedam agora à adição de todos os números aqui apresentados acima….
Multipliquem o resultado anterior por 6,66……


Pois é! A ocorrência dos nossos nascimentos terrenos, não foi de todo o resultado de um a sucessão de acasos e afortunadas coincidências!Fomos aqui colocados com um propósito por Esse que já desde então planeou o surgimento de um blog com o nome de A Masmorra Infernal do Sr. Satanás!
Despeço-me com despedimentos!
\m/

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ele há coincidências...

Colegas,

estamos no dia 02/06/2008 .... é um dia dos Diabos.

Ora acompanhem-me.

o dia 02 acrescentado do mês 06 diminuído do primeiro digito do ano 2008 = 6

o mês 6 = 6

o ano 2008, invertido (todos sabemos o poder das coisas invertidas), 8002, tirando os zeros e subtraindo o agora ultimo digito ao primeiro (8-2) = 6

o que dá o nr. 666, o nosso numero, o nr. da besta! Coincidências? São coisas que acontecem ... AH! Para nós peritos em numerologia e criptografia sabemos que não é assim.

M.P.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

o trabalho do Demo, Diabolus in Musica

Maléfico, Diabolicus,

Sinto a ausência de som a reverberar pelas paredes da nossa oca masmorra.

Estando eu em silêncio profundo, imóvel, observante, a aguardar uma qualquer resposta ao meu post anterior, não pude deixar de me sentir impactado pelo poderoso e frio silêncio que preenche este antro maléfico.
O vazio e o desespero que isso me transmitiu, foram particularmente acolhedores e encheram um dos meus corações com aquele calorzinho a que chamamos a sensação “lar-doce-lar”.

Estava eu nisto, quando me apercebi que afinal não seria de facto o silêncio lúgubre e absoluto o que escutava! Havia ali algo. Um ritmo soturno, uma batida quase fúnebre que alegrava todo o ambiente e me causava esse bem-estar. E que batida era esta que me causava tal sensação?

Em poucos segundos, vasculhei no fundo da minha vasta mente, profusamente instruída em todos os ensinamentos negros e recordei-me de uma longínqua aula de educação musical, éramos nós petizes diabinhos, onde o então mestre de educação musical fez menção a uma técnica que tem como objectivo causar o desconforto e lançar a inquietude nas mentes de quem escuta uma melodia de forma menos atenta.

Dessa técnica, que dá pelo nome de Tritone, pouco mais sei. Desse dia, guardei mais vividamente, a imagem do dito tutor musical a ser projectado ainda vivo e em chamas pela janela.
Talvez por isso os nossos conhecimentos musicais serem um pouco limitados, mas recordo que ainda deu para fazer umas brincadeiras mais ou menos bem conseguidas. Assim de repente vem-me à ideia uma 9ª sinfonia de Beethoven (o que a gente se riu quando escrevemos esta pequena obra).
Mas voltando ao Tritone, basicamente trata-se de um intervalo musical que dura 3 tons (o que é equivalente a dizer que é o mesmo que um quarto aumentado). É vulgarmente referido como um intervalo dissonante ou desarmónico. Por isso mesmo, e pelos efeitos subversivos que causa nos desprevenidos ouvintes, foi classificado pela igreja medieval como a nota do Diabo, o seu uso foi proibido e correctamente baptizado de Diabolus in Musica!
Obviamente que as coisas não se ficaram por aqui, e com a disseminação dos nossos por todos os poros da sociedade, o Tritone voltou a ser utilizado para o fim para o qual foi criado.
Vivaldi, Beethoven, Bela Bartok, são apenas alguns dos demónios mais dados a estas coisas da música que relançaram o uso desta técnica.

Mas como seria de esperar, é nos géneros musicais mais pesados, aqueles em que a predominância do Sr. Satanás é de todo avassaladora, onde encontramos os grandes executores desta e de outras técnicas diabólicas.
Em conversa com alguns deles, foram-me dados inúmeros exemplos de casos, mas permito-me destacar apenas dois, que pela sua magnificência e carga diabólica se destacam dos demais. São eles:

A entrada e o riff principal do tema Harvester of Sorrow dos Metallica;

O soberbo inicio da musica Bitter Peace dos Slayer, retirado do álbum que dá pelo nome de…. Diabolus in Musica… eh eh eh

Atentem então a estes dois soberbos exemplares do verdadeiro trabalho do Demo!!!



quarta-feira, 7 de maio de 2008

As Maias


Iniciado que está mais um mês, tanto na Masmorra como no mundo exterior, e à semelhança de todos os outros anos, optei por escrever um tema cujo tema seja o tema em si, ie, o próprio mês.
Consultando o ancestral calendário que temos por cima do desnecessário frigorífico da nojenta cozinha da nossa vil masmorra, concluo após alguns cálculos e deduções, que nos encontramos no mês conhecido por Maio.
A este mês do calendário babilónico, estão associados muitos eventos e acontecimentos ancestrais e cujas tradições remontam às longínquas eras esquecidas, e que por isso mesmo já ninguém se lembra, tanto das eras como dos eventos.

Mas há um que nos é (ou deveria ser) particularmente querido.
Falo, como concerteza terá deduzido pelo título deste post, das Maias.
Não, não se trata da obra literária que o colega escreveu em tempos, nem dos nossos desenhos animados preferidos. Refiro-me à tradição que os (des)crentes têm, de colocar ramalhetes destas flores um pouco por todo o lado, mas mais vulgarmente nas suas casas (por detrás da porta) ou ridiculamente nos capôs dos seus automóveis.

Há varias explicações bastante lógicas para este procedimento, mas que me abstenho de descrever aqui. Em primeiro por serem muito alongadas e depois porque não o quero maçar com os meus vastos conhecimentos. Mas basicamente é algo que sempre se fez e que estava relacionado com rituais (ditos pagãos) dos quais o nosso Maior fazia parte com frequência e que normalmente envolviam moças campestres roliças e rosadinhas a correrem semi-nuas pelos campos fora.
Entretanto os tempos mudaram e essas práticas começaram e não serem bem vistas pelos que corriam menos que as moças, e a coisa foi-se perdendo.

Nos tempos correntes, vendo que não conseguiam irradicar a pratica da colocação da dita flor em casas e afins, o clero começou a associar este evento à crendice de que desta forma nenhum de nós conseguiria entrar dentro dos lares assim supostamente protegidos. Esta preocupação assume especial ênfase nesta fase do ano, dado que sendo Maio um dos muitos nomes do nosso Sr. Satanás os ignorantes julgam-nos mais activos por estes dias, chegando alguns a pensar que estaremos de tal forma frenéticos que inclusivamente teremos algum interesse em entrar nos capôs das suas viaturas (as maquinas diabólicas não precisam que o façamos dado serem elas próprias membros das nossas hordas).

Existem diversas versões bastante patéticas, que visam levar os descrentes a colocar tal sinalética nas suas moradas, que vão desde que assim evitam serem mordidos por um burro até aquela que é sem duvida a mais hilariante de todas: a que diz que se a casa não estiver devidamente protegida por tal enfeite floral, o Diabo ao passar, entra na casa e ….caga nos tachos!!!

Esta tradição é-nos deveras favorável! Não goremos portanto as expectativas de quem espera o pior de nós! Prepare-se pois caro colega, que temos uma grande obra pela frente! Eu já procedi às alterações gastronómicas necessárias a potenciar um resultado máximo em termos de capacidade de produção.


Mafarricamente me despeço
Mafarrico

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Celebração!

A todos!

Nós, os demónios, damos uma grande importância a tudo o que são celebrações e eventos de carácter sazonal e que portanto para além de repetitivos têm a característica de nos fazerem sentir imutáveis à passagem do tempo.

Sendo que se aproxima a uma velocidade vertiginosa uma das celebrações seculares mais marcantes da Masmorra, não quis deixar de me antecipar e ser o primeiro a trazer à lembrança de todos o porquê da nossa exultação.

Ao contrário dos vulgares humanos e seres celestiais inferiores, nós os demónios somos reconhecidos por uma invulgar longevidade que se aproxima conceptualmente da eternidade.
A forma como o conseguimos é extremamente simples, mas apenas possível graças a uma subtil mas engenhosa manipulação dos factos.
O que fazemos é que, ano após ano, ao invés de marcarmos a passagem do tempo pela contagem dos movimentos de translação deste calhau em torno da estrela mais próxima, celebramos os anos que nos reservamos até à próxima descida de círculo infernal!

Assim, na próxima aurora solar, o co-fundador da Masmorra Infernal Maléfico Patético irá celebrar o facto de que apenas faltam 30 anos para o final da sua presença terrestre. Ora se pensarmos que no ano passado foram 29 e que para o ano serão 31, obtemos o efeito inverso que contraria e anula os efeitos da passagem do tempo!

Dado a recente manifestação de interesse por essa forma de arte que é a colocação de capas de LPs na parede da Masmorra, permita-me que o presenteie com esta bela obra onde aparecemos os dois a ladear o nosso prezado Sr. Satanás.~






Penso que a irei colocar aqui dentro da lareira, para que as chamas lhe confiram um efeito mais conseguido!

Caro Maléfico, que lhe faltem cada vez mais anos para celebrar! São os desejos deste seu comparsa de actos perfidos e carregados de malvadez.

Mafarrico

quinta-feira, 17 de abril de 2008

It's fucking art, man!!!

mafarrico,

é a fucking arte, homem! Claro que a sua imensa sabedoria já localizou a que arte pertence esta lírica, proferida por esses líricos de tempos idos.

E a arte? O que é a arte? É uma questão que nos atravessa os pensamentos pelo menos nenhuma vez na vida, ou até menos. Pelo que se impõem que se chame a atenção para ela.

Falemos a sério de assuntos sérios. A arte foi um conceito criado por Satanás para levar uma percentagem considerável da população humana para o Inferno. Passo a explicar, grande parte da população fica bastante irada ao ser confrontada com a dita 'arte' nos museus, basta reparar com atenção como os mortais proferem de forma raivosa "ISTO é arte?". Dito isto, estão a incorrer no pecado da ira, e como se não bastasse, muitas vezes, dão um pontapé no caixote do lixo mais próximo, espalhando chicletes e papeis amarrotados pelo chão.

Entre nós sabemos o que é a verdadeira arte e sabemos que ela é disseminada na forma de capas de LPs Heavy Metal. Ora foi imbuído de espírito artístico que decidi dar um pouco mais de cor à masmorra e escolher um quadro para pendurar na parede.

Primeiro escolhi o local - o corredor que vai dar às salas de tortura da sub-cave. Depois fui vasculhar os LPs em busca da imagem mais apropriada, que tivesse algo a ver com o local, o ambiente e a parte mais poética das nossas não-almas ... a minha escolha recaiu sobre :







O LP homónimo dos Metallica, por certo terá outras escolhas. Pendure-as ao lado deste, se o conseguir encontrar que eu dei uns passos atrás para ver se estava torto, deviei os olhos e não mais o consegui localizar.

M.P.

sábado, 12 de abril de 2008

MCa - Capitulo primeiro

"Deixai-os pousar, mafarrico, deixai-os pousar ....".

Quantas vezes já me ouviu proferir esta frase, mafarrico? Uma, exactamente. A primeira vez que estupefacto não me viu a arremeter destruidora, agressiva e freneticamente contra um anjinho que pairava a nosso alcance, e me questionou quanto ao que se passava. Passado esse episódio e sendo dotado de soberba inteligência infernal, o meu colega, entendendo o esquema, não mais pôs em causa a minhas acções.

É verdade que às vezes os anjos nos visitam. Muitas vezes, e devido à sua idiota natureza, vêm com ideias de nos converter. Há várias maneiras de lidar com esses seres dependendo de vários factores. O principal, ensino eu, é a paciência com que nos encontramos na altura do embate. Podemos então esquematizar este capitulo em dois pontos.

PONTO 1 - Se nos encontramos sem paciência nenhuma (o que é mais provável), existem muitas maneiras de lidar com o ser angelical. Todos eles são caracterizados por uma violência extrema e bastante rápida. Pode-se usar o esquema tridente, moca com pregos ou o esquema mata-moscas, bastante populares. No entanto a táctica da funda é a minha preferida, este método consiste em usar o anjinho como se de uma funda se tratasse, segurando-o pelas asitas, o anjo comporta-se como uma pedra que se arremessará para as profundezas do inferno onde será devorado por varias criaturas infernais. É divertido q.b..

PONTO 2 - Se nos encontramos num momento zen infernal, podemos dar ao anjo a possibilidade de se passear pela masmorra até ele se sentir seguro. Poderá o inocente pensar que afinal é capaz de conseguir os seus intentos e sair daqui com vida. É nessa altura que nos devemos aproximar sorrateiramente sem sermos vistos. Muito devagarinho, sem fazer qualquer ruído, até estarmos a poucos centímetros da sua nuca, podemos respirar por sobre o ombro da pobre criatura, deixa-lo só pressentir o perigo sem nunca verdadeiramente se aperceber do que se passa.

É importante para o impacto final, deixar-se ficar assim por largos minutos, para o dito animal ficar com aquela sensação que está a ser observado e que nem tudo está bem. Fazemos isto até se nos acabar a paciência.



Brevemente o capitulo segundo.
M.P.