Estive procurando por você há tanto tempo. Agora não vai mais conseguir sair de minhas garras.
Você tem vivido há tanto tempo, escondida por trás dessa máscara falsa.
E você e eu sabemos que isso não vai durar pra sempre.
Sua aparência e seus sentimentos é tudo o que restou do seu passado.
Você está substituindo as asas, enquanto espera a cortina cair.
Conhecendo o terror, possuindo você e a todos nós.
Sim, sei que vai me arranhar, aleijar e dilacerar.
Você sabe que estou necessitado do seu hipnótico ronronar.
Mantenha a distância, se afaste, não caia no engodo dele.
Não se perca, nem desapareça.
Cuide-se, ele saiu pra te pegar, é o que quer.
Não se perca, do caminho estreito.
Estou correndo e me escondendo em meu sonho vou estar sempre lá.
Você é o Fantasma da Ópera, é o diabo que está ai para apavorar.
Você prejudicou minha mente e minha alma flutua pelo ar.
Assombre-me, zombe de mim, em sua toca você me tortura.
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
ref discografica 666 - como não fazer uma capa
Os Iron Maiden têm um novo album.
Isto só por si na verdade, não é nada de especial. Afinal de contas já é o 26º em 30 anos, contando com os “albuns mesmo”, os “ao vivo”, os “best of” e outras coisas incriveis que a EMI se foi lembrando, para ter sempre um disco dos Maiden à venda em cada Natal.
Acontece no entanto, que os Maiden são uma banda de culto dentro do género. Os criadores da NWBHM (do metal)! Uma referência para toda uma geração de musicos, e não só, que se lhes seguiu. Uns Senhores a bem dizer!
Sendo Mafarrico um Diabo culto e atento, obviamente que domina por completo todo o universo de informações que orbita em torno do imaginario musical criado pelos IM. Assim, há que dizê-lo, um disco dos IM nunca passaria despercebido a Mafarrico, assim como Mafarrico nunca passaria despercebido aos IM (tiveram mesmo a oportunidade de me ver num efémero encontro em Vilar de Mouros, aqui há uns anos. É perguntar-lhes.).
Apesar da intensidade do impacto emocional, sempre que há novidades destes jovens diabos, se ter vindo a esbater e já não ser a mesma de há 20 anos, e de a extensa discografia IM repousar já coberta por espessa película de pó nas negras estantes da Masmorra, não é menos verdade que impera sempre alguma curiosidade na pérfida mente de Mafarrico, sempre que ecoa o pregão “novo album dos Maiden”.
Mas, prezado colega que segue atentamente estas linhas, algo diferente se passa desta feita. Siga, se tal lhe for possível, o meu raciocínio, passo a passo até à brilhante conclusão no qual culmina de forma peremptória.
Tendo entrado eu, numa enormíssima e desconhecida superfície comercial, onde humanos ignorantes adquirem rodelas musicais em troco de avultadas quantias de moeda, vejo-me confrontado com a inquietante presença de um cartaz de generosas dimensões, que anunciava a todos os passantes, o dito lançamento do novo album dos IM! Para além do referido cartaz, o cenário era composto por vastos escaparates carregadinhos de dezenas e dezenas de exemplares do anunciado cd e diversos pontos de escuta, onde, de forma gratuíta, era permitido aos mais curiosos, escutar na integra, se assim o pretendessem, todas as futuramente famosas faixas musicais.
E foi aqui que teve início a estranheza do sentimento que se apossou da minha mente. Algo de inesperado conjurou-se perante o meu olhar e preencheu o meu espírito de uma sensação que se pode resumir em total e absoluta... indiferença.
E porquê tal desprezo, se nem sequer uns breves segundos havia escutado de tão admirada e estruturalmente importante banda?
Após breves fracções de segundo de introspecção e busca pela verdade, eis que percebo o que estava errado em tão caricata situação.
Vejamos, no placard estava representado em tamanho XXL, a art-work da capa caro colega. A capa do disco.
Durante os primeiros anos de existência (digamos os primeiros 10/15), os IM, paralelemente à sua progressão/crescimento musical, souberam explorar na perfeição o conceito de conceptualização das capas dos seus albuns, usando a famosa mascote Eddie como elemento transversal que, pela mão do mítico Derek Riggs, aparecia como se mais um elemento da banda se tratasse.
De forte impacto e com excelente resultados, esta formula foi repetida uma e outra e outra vez, até se tornar chata, desinteressante e inadequada.
Claramente que os IM falharam ao não terem tido a coragem de mudar o estado das coisas. Se musicalmente, até se aceita que apesar de assentarem as suas formulas num genero estremamente bem balizado, são suficientemente progressistas e inovadores para continuarem a ser interessantes e uma referência, no que concerne ao grafismo e imagem a que continuam presos são do mais monótono e quase infantis. Compreende-se que entendam que esta seja uma forma de atrair jovens na casa dos 15 anos, para quem o Harry Potter e a saga Twilight são o que está a dar, mas não deviam descorar o impacto nefasto nos fãs com mais de 20 anos (de idade).

2010
_cover.jpg)
1980
E foi assim que Mafarrico, após breve pausa de fronte do referido escaparate ironmaidiano, estugou o passo e seguiu pesarosamente em frente sem prestar mais atenção aos IM e à sua propaganda infantil. Nem mesmo a aparatosa queda de todo o cenario, causado por um ligeiro toque de cauda num dos apoios, foi motivo para o mais subtil olhar para trás.
Isto só por si na verdade, não é nada de especial. Afinal de contas já é o 26º em 30 anos, contando com os “albuns mesmo”, os “ao vivo”, os “best of” e outras coisas incriveis que a EMI se foi lembrando, para ter sempre um disco dos Maiden à venda em cada Natal.
Acontece no entanto, que os Maiden são uma banda de culto dentro do género. Os criadores da NWBHM (do metal)! Uma referência para toda uma geração de musicos, e não só, que se lhes seguiu. Uns Senhores a bem dizer!
Sendo Mafarrico um Diabo culto e atento, obviamente que domina por completo todo o universo de informações que orbita em torno do imaginario musical criado pelos IM. Assim, há que dizê-lo, um disco dos IM nunca passaria despercebido a Mafarrico, assim como Mafarrico nunca passaria despercebido aos IM (tiveram mesmo a oportunidade de me ver num efémero encontro em Vilar de Mouros, aqui há uns anos. É perguntar-lhes.).
Apesar da intensidade do impacto emocional, sempre que há novidades destes jovens diabos, se ter vindo a esbater e já não ser a mesma de há 20 anos, e de a extensa discografia IM repousar já coberta por espessa película de pó nas negras estantes da Masmorra, não é menos verdade que impera sempre alguma curiosidade na pérfida mente de Mafarrico, sempre que ecoa o pregão “novo album dos Maiden”.
Mas, prezado colega que segue atentamente estas linhas, algo diferente se passa desta feita. Siga, se tal lhe for possível, o meu raciocínio, passo a passo até à brilhante conclusão no qual culmina de forma peremptória.
Tendo entrado eu, numa enormíssima e desconhecida superfície comercial, onde humanos ignorantes adquirem rodelas musicais em troco de avultadas quantias de moeda, vejo-me confrontado com a inquietante presença de um cartaz de generosas dimensões, que anunciava a todos os passantes, o dito lançamento do novo album dos IM! Para além do referido cartaz, o cenário era composto por vastos escaparates carregadinhos de dezenas e dezenas de exemplares do anunciado cd e diversos pontos de escuta, onde, de forma gratuíta, era permitido aos mais curiosos, escutar na integra, se assim o pretendessem, todas as futuramente famosas faixas musicais.
E foi aqui que teve início a estranheza do sentimento que se apossou da minha mente. Algo de inesperado conjurou-se perante o meu olhar e preencheu o meu espírito de uma sensação que se pode resumir em total e absoluta... indiferença.
E porquê tal desprezo, se nem sequer uns breves segundos havia escutado de tão admirada e estruturalmente importante banda?
Após breves fracções de segundo de introspecção e busca pela verdade, eis que percebo o que estava errado em tão caricata situação.
Vejamos, no placard estava representado em tamanho XXL, a art-work da capa caro colega. A capa do disco.
Durante os primeiros anos de existência (digamos os primeiros 10/15), os IM, paralelemente à sua progressão/crescimento musical, souberam explorar na perfeição o conceito de conceptualização das capas dos seus albuns, usando a famosa mascote Eddie como elemento transversal que, pela mão do mítico Derek Riggs, aparecia como se mais um elemento da banda se tratasse.
De forte impacto e com excelente resultados, esta formula foi repetida uma e outra e outra vez, até se tornar chata, desinteressante e inadequada.
Claramente que os IM falharam ao não terem tido a coragem de mudar o estado das coisas. Se musicalmente, até se aceita que apesar de assentarem as suas formulas num genero estremamente bem balizado, são suficientemente progressistas e inovadores para continuarem a ser interessantes e uma referência, no que concerne ao grafismo e imagem a que continuam presos são do mais monótono e quase infantis. Compreende-se que entendam que esta seja uma forma de atrair jovens na casa dos 15 anos, para quem o Harry Potter e a saga Twilight são o que está a dar, mas não deviam descorar o impacto nefasto nos fãs com mais de 20 anos (de idade).

2010
_cover.jpg)
1980
E foi assim que Mafarrico, após breve pausa de fronte do referido escaparate ironmaidiano, estugou o passo e seguiu pesarosamente em frente sem prestar mais atenção aos IM e à sua propaganda infantil. Nem mesmo a aparatosa queda de todo o cenario, causado por um ligeiro toque de cauda num dos apoios, foi motivo para o mais subtil olhar para trás.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
ref. discografica - plenty bad preachers for The Devil to stoke
"Believe in me and send no moneyI died on the cross - that ain't funny"
Haaa! It was twenty years ago, and the tiniest sound of this record still takes me, the almighty Maléfic, time travelling to that sofa on the Masmorra we shared back then, holding this record for the first time. Eventually i got up from the sofa and went to the escritório (as we called it) and listened to it, but what i remember best is the holding of the record, and the attentive look, almost religious, i gave to the cover and the back photo.
Do you remember, Mafarric? It was you that, having just bought it, made a triumphant return to our castle and claimed with a deep and roaring voice "Hello there! I bought the last Maiden album!". I remember even, that you were accompanied by one of your servants (amigo). It was a good time to be alive and what a glorious feeling it was to be, not only alive, but a Maiden fan as well.
Fockin'hell. I can even remember seeing the official video-clip for "Holy Smoke" for the first time, it wasn't easy to see these things in the pre-internet days, it was on ar-tee-pee 2, the guy in the tv claiming it had been banned in the UK, thus rising my expectations to see some Infernal Shit on-screen, and beeing rewarded with what might as well be the most Epic heavy metal video ever recorded on this Earth. It seems that it was banned only because of the use of the word SHIT. Of course, the REC button was pressed at the right time and we were able to re-see it countless times. Glorious days, i don't hesitate to say again. Up the irons!!!
"I've lived in filth, I've lived in sinAnd I still smell cleaner than the shit you're in"
Nice.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Atenção cambada infernal!
Atenção, pela primeira vez na historia da humanidade uma mensagem escrevinhada na Masmorra será integralmente copiada (vulgo copipasta) de outro local. Claro, isto não contando com esta introdução, e ora uma vez que a introdução, apesar de ser uma introdução, também faz parte da mensagem isto poderá querer dizer que aquela palavra - "integralmente" - se calhar é um bocado exagerada. Se é exagerada se calhar não faz grande sentido estar com este alarido. Pelo que podem ignorar este à parte como se não existisse.*
Atenção cambada!
Bilhetes à venda a partir de hoje para o documentário, exibido dia 21 em várias cidades portuguesas, sobre a digressão dos históricos do "heavy metal" em 2008
Uma única sessão, diríamos que do Inferno, para ver em Portugal "Iron Maiden: Flight 666", o documentário de Scott McFayden e Sam Dunn sobre a primeira parte da digressão dos históricos do "heavy metal" em 2008. A data de estreia é mundial e os bilhetes para a sessão única, mas em várias cidades portuguesas, estão à venda a partir de hoje. O preço são uns icónicos 6,66 euros.
No dia 21, "Iron Maiden: Flight 666" passa no Porto (cinemas Marshopping e Parque Nascente), em Lisboa (Vasco da Gama e Alvaláxia), Almada (Almada Fórum), Torres Vedras (Cinema Zon Lusomundo Torres Vedras) e na Figueira da Foz (Foz Plaza). A Zon Lusomundo diz esperar "uma corrida aos ingressos tal como aconteceu em todos os países onde as mesmas exibições já foram anunciadas".
O filme persegue a banda britânica entre Fevereiro e Março do ano passado, quando entraram em digressão para promover o álbum "Somewhere Back In Time". Esta etapa da digressão passou por 13 países e 23 concertos em estádio e arenas esgotados (500 mil fãs) em três continentes - Ásia, Austrália e América. Foram 45 dias e 70 mil quilómetros a bordo do Boeing 757 pintado com o logo da banda e com a sua mascote, Eddie, na cauda, e com o cantor Bruce Dickinson na cabine de pilotagem. O nome do avião? Ed Force One. Lá dentro, além da banda e da sua equipa, 12 toneladas de equipamento (palco incluído).
"Iron Maiden: Flight 666" foi recentemente premiado no festival texano South By Southwest com o galardão 24 Beats Per Second. Em Portugal, passa em Som Surround 5.1 e com mistura do produtor dos Maiden, Kevin ‘Caveman' Shirley. Além de excertos das actuações, o documentário mostra os bastidores da digressão.
Os Iron Maiden estão no activo desde 1975 e lançaram já 14 discos de originais, para além de nove registos ao vivo. Estiveram em Portugal no Verão passado no Super Bock Super Rock e passaram pelo Pavilhão Atlântico em Junho de 2005 para assinalar os 25 anos de carreira.
* mas se não existe isso quer dizer que esta mensagem é um marco na historia da humanidade porque pela primeira vez (agora que penso nisso ...) uma mensagem na Masmorra é copipastada de outro local.
Atenção cambada!
Bilhetes à venda a partir de hoje para o documentário, exibido dia 21 em várias cidades portuguesas, sobre a digressão dos históricos do "heavy metal" em 2008
Uma única sessão, diríamos que do Inferno, para ver em Portugal "Iron Maiden: Flight 666", o documentário de Scott McFayden e Sam Dunn sobre a primeira parte da digressão dos históricos do "heavy metal" em 2008. A data de estreia é mundial e os bilhetes para a sessão única, mas em várias cidades portuguesas, estão à venda a partir de hoje. O preço são uns icónicos 6,66 euros.
No dia 21, "Iron Maiden: Flight 666" passa no Porto (cinemas Marshopping e Parque Nascente), em Lisboa (Vasco da Gama e Alvaláxia), Almada (Almada Fórum), Torres Vedras (Cinema Zon Lusomundo Torres Vedras) e na Figueira da Foz (Foz Plaza). A Zon Lusomundo diz esperar "uma corrida aos ingressos tal como aconteceu em todos os países onde as mesmas exibições já foram anunciadas".
O filme persegue a banda britânica entre Fevereiro e Março do ano passado, quando entraram em digressão para promover o álbum "Somewhere Back In Time". Esta etapa da digressão passou por 13 países e 23 concertos em estádio e arenas esgotados (500 mil fãs) em três continentes - Ásia, Austrália e América. Foram 45 dias e 70 mil quilómetros a bordo do Boeing 757 pintado com o logo da banda e com a sua mascote, Eddie, na cauda, e com o cantor Bruce Dickinson na cabine de pilotagem. O nome do avião? Ed Force One. Lá dentro, além da banda e da sua equipa, 12 toneladas de equipamento (palco incluído).
"Iron Maiden: Flight 666" foi recentemente premiado no festival texano South By Southwest com o galardão 24 Beats Per Second. Em Portugal, passa em Som Surround 5.1 e com mistura do produtor dos Maiden, Kevin ‘Caveman' Shirley. Além de excertos das actuações, o documentário mostra os bastidores da digressão.
Os Iron Maiden estão no activo desde 1975 e lançaram já 14 discos de originais, para além de nove registos ao vivo. Estiveram em Portugal no Verão passado no Super Bock Super Rock e passaram pelo Pavilhão Atlântico em Junho de 2005 para assinalar os 25 anos de carreira.
* mas se não existe isso quer dizer que esta mensagem é um marco na historia da humanidade porque pela primeira vez (agora que penso nisso ...) uma mensagem na Masmorra é copipastada de outro local.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Olha o passarinho!
Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
"'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door —
Only this, and nothing more."
And so on and so on .... É uma obra de referência, todos a sabemos de cor. Acho que é meu dever chamar a atenção para ela no dia em que passam aproximadamente 159 anos, 4 meses e 14 dias da morte do autor.
A sua obra é extensa e fica marcada principalmente pelas fortes influências retiradas da N.W.O.B.H.M . Sabe-se que o autor era um ávido fã deste género de musica e que muita da sua inclinação para temas mais lúgubres e melancólicos se deve ao facto de as suas bandas preferidas teimarem em não fazer digressão nos US of A.Voltarei a este tema na próxima efeméride digna de nota, relacionada com este ou com outro qualquer escritor,
M.P.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Ref discográfica 666 - a matter of life and death

À falta de outras temáticas menos interessantes, vou dedicar um pouco da infernal actividade que trespassa o meu afamado cérebro, a escrevinhar umas linhas pejadas de ironia e sarcasmo em jeito de critica discográfica.
O infeliz alvo do meu desdém e superior capacidade argumentativa são desta vez os velhinhos e já não muito diabólicos Iron Maiden.
Quem são eles? Não carecem de apresentações. Agrupamento musical oriundo da ilha britânica, foram pioneiros e criadores do estilo a partir de então denominado Heavy Metal nos idos anos de 1980…
A questão agora, não será analisar a carreira destes devotos seres das trevas que na verdade talvez nunca o tenham chegado a ser, mas sim dissecar este seu último trabalho e perceber o que devemos fazer com eles em termos de planos futuros.
A verdade é que a audição consecutiva e insistente deste que é o 14º álbum, deixa neste seu amigo, uma sensação de confusão e de que algo já não está certo.
Comecemos pelo título da obra – a matter of life and death – uma questão de vida e de morte. O recurso a um trocadilho muito pouco evidente foi no meu entender um erro. Ao pegarem no chavão “uma questão de vida ou de morte” e trocarem o “ou” pelo “e”, Steve Harris e os seus comparsas pretendiam concerteza dar a entender algo que sinceramente não atinjo, mas ao faze-lo de forma tão subtil perdem completamente o sentido e banalizam este que sempre foi um dos pontos fortes da imagem dos I.M.
Mesmo as palavras vida e morte, é algo já visto e revisto nos discos dos Maiden: live after death, a real dead one, a real live one, no prayer for the dying, dance of death…
A verdade verdadinha é que após o fulgurante retorno do Bruce Dickinson no álbum A brave new world, os dois seguintes: dance of death e este de que falamos, são álbuns estranhos.
Essa estranheza advém também em grande parte da exaustão de uma fórmula que foi em tempos de sucesso mas que agora está maniestamente esgotada. Refiro-me aos longos temas épicos, com grandes intros e terminus, que os tornam por vezes maçadores. Neste disco temos 7 musicas (em 10) com mais de 7 minutos que se perdem em variantes mais ou menos previsíveis (parecem tiradas a papel químico do disco anterior).
Longe vão os tempos em que os álbuns dos Maiden eram cheios de temas rasgadinhos, sempre a abrir e deixavam para o fim um ou outro tema mais vasto e épico em jeito de grande final. Lembra-se com certeza de to tame a land, phantom of the opera, hallowed be thy name, rime of the ancient mariner, Alexander the great, seventh son of a seventh son… grandes malhas que nos ficarão para sempre na memoria e de toda uma geração! Mas dai a fazer álbuns só com temas deste género vai uma grande distancia…
E as letras? São complicadas, têm uma métrica cansativa (demasiadas palavras, pouco eficaz), e os significados são quase sempre incompreensíveis: muita coisa para dizer muito pouco. Dá a entender que o Bruce Dickinson canta o que lhe apetece sem ligar ao resultado final.
O que safa este e qualquer disco dos Maiden, são as incríveis sucessões de solos de guitarra que assumem proporções infernais, principalmente após a formação do trio de guitarras com o regresso do Adrian Smith há 3 discos atrás. Para quem for um apreciador da técnica e do virtuosismo destes guitar heroes, Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers serão sempre uns senhores!
Acho que infelizmente Steve Harris e companhia voaram tão alto que à que assumir que a queda é inevitável.
Já não são capazes de criar temas clássicos. Falharam-no nestes 2 últimos álbuns de forma clamorosa e tenho as minhas dúvidas que o voltem a fazer (os anos já pesam).
Quem como nós já esteve num concerto destes senhores, sabe que uma das características do reportório de clássicos normalmente interpretados é a facilidade com que o publico entoa as melodias e os referões. É de facto fantástico ouvir os milhares de pessoas a sobreporem as suas vozes aos mega decibéis debitados pela banda em plena actuação!
Mas mais uma vez, optaram pelo facilitismo. É que neste álbum parece que em todas as músicas lá está um inevitável ooohooohoooh, já como quem prepara a entoação do público nos concertos… já não há a espontaneidade de outros tempos.
Em termos de originalidade safa-se este tema the reincarnation of Benjamin Breeg que mostra uma abordagem mais simples e mais retro. Apesar dos seus 7 minutos (a passar) ouve-se bem e tem um solo a fazer lembrar os tempos do Seventh Son, ora senão veja:
Mesmo as palavras vida e morte, é algo já visto e revisto nos discos dos Maiden: live after death, a real dead one, a real live one, no prayer for the dying, dance of death…
A verdade verdadinha é que após o fulgurante retorno do Bruce Dickinson no álbum A brave new world, os dois seguintes: dance of death e este de que falamos, são álbuns estranhos.
Essa estranheza advém também em grande parte da exaustão de uma fórmula que foi em tempos de sucesso mas que agora está maniestamente esgotada. Refiro-me aos longos temas épicos, com grandes intros e terminus, que os tornam por vezes maçadores. Neste disco temos 7 musicas (em 10) com mais de 7 minutos que se perdem em variantes mais ou menos previsíveis (parecem tiradas a papel químico do disco anterior).
Longe vão os tempos em que os álbuns dos Maiden eram cheios de temas rasgadinhos, sempre a abrir e deixavam para o fim um ou outro tema mais vasto e épico em jeito de grande final. Lembra-se com certeza de to tame a land, phantom of the opera, hallowed be thy name, rime of the ancient mariner, Alexander the great, seventh son of a seventh son… grandes malhas que nos ficarão para sempre na memoria e de toda uma geração! Mas dai a fazer álbuns só com temas deste género vai uma grande distancia…
E as letras? São complicadas, têm uma métrica cansativa (demasiadas palavras, pouco eficaz), e os significados são quase sempre incompreensíveis: muita coisa para dizer muito pouco. Dá a entender que o Bruce Dickinson canta o que lhe apetece sem ligar ao resultado final.
O que safa este e qualquer disco dos Maiden, são as incríveis sucessões de solos de guitarra que assumem proporções infernais, principalmente após a formação do trio de guitarras com o regresso do Adrian Smith há 3 discos atrás. Para quem for um apreciador da técnica e do virtuosismo destes guitar heroes, Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers serão sempre uns senhores!
Acho que infelizmente Steve Harris e companhia voaram tão alto que à que assumir que a queda é inevitável.
Já não são capazes de criar temas clássicos. Falharam-no nestes 2 últimos álbuns de forma clamorosa e tenho as minhas dúvidas que o voltem a fazer (os anos já pesam).
Quem como nós já esteve num concerto destes senhores, sabe que uma das características do reportório de clássicos normalmente interpretados é a facilidade com que o publico entoa as melodias e os referões. É de facto fantástico ouvir os milhares de pessoas a sobreporem as suas vozes aos mega decibéis debitados pela banda em plena actuação!
Mas mais uma vez, optaram pelo facilitismo. É que neste álbum parece que em todas as músicas lá está um inevitável ooohooohoooh, já como quem prepara a entoação do público nos concertos… já não há a espontaneidade de outros tempos.
Em termos de originalidade safa-se este tema the reincarnation of Benjamin Breeg que mostra uma abordagem mais simples e mais retro. Apesar dos seus 7 minutos (a passar) ouve-se bem e tem um solo a fazer lembrar os tempos do Seventh Son, ora senão veja:
Perdoe-me caro Maléfico se lhe pareço demasiado azedo e caustico para com estes nossos parceiros, mas tenho andado especialmente de bom humor e apetecia-me desenfreadamente dizer mal de algo ou alguém.
Claro que nada disto é verdade obviamente!
Cumprimentos metálicos, MAIDEN -MAIDEN -MAIDEN!!!
Mafarrico
sábado, 23 de fevereiro de 2008
stress
mafarrico,
o stress pode ser um problema, claro que não o stress dos outros, esse é agradável de presenciar, mas quando nos ataca a nós ou a nossos colegas de luta, ai pode ser uma chatice do caraças.
e esta luta contra pessoas de bem, pode ser irritante e mexer com os nervinhos. Ai o que me irrita quando eles dão a outra face. Pode ser frustrante.
Parece-me que os nossos amigos e velhos conhecidos Iron Maiden, a quem nunca tivemos hipótese de ser apresentados, passaram por uma fase de stress e o que aconteceu foi isto :
Iron Maiden shreds
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Claro que isto é uma montagem, meu amigo mafarrico, por certo não pensou que uns demónios Heavy Metal sucumbiriam às garras do stress. Isso é coisa para fracos. É apenas um vídeo feito por um qualquer demónio anónimo na tentativa de agradar ao Sr. Lúcifer, consta que o Sr. Lúcifer soltou uma gargalhada visivelmente agradado e deu um pontapé na cabeça do autor abrindo-a a meio. Uma galhofa!
Cumprimentos prazenteiros mas sem nunca esquecer uma maldade inerente às nossas pessoas,
M.P.
P.S.
Aquela cena de dar a outra face irrita, não irrita?
o stress pode ser um problema, claro que não o stress dos outros, esse é agradável de presenciar, mas quando nos ataca a nós ou a nossos colegas de luta, ai pode ser uma chatice do caraças.
e esta luta contra pessoas de bem, pode ser irritante e mexer com os nervinhos. Ai o que me irrita quando eles dão a outra face. Pode ser frustrante.
Parece-me que os nossos amigos e velhos conhecidos Iron Maiden, a quem nunca tivemos hipótese de ser apresentados, passaram por uma fase de stress e o que aconteceu foi isto :
Iron Maiden shreds
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Claro que isto é uma montagem, meu amigo mafarrico, por certo não pensou que uns demónios Heavy Metal sucumbiriam às garras do stress. Isso é coisa para fracos. É apenas um vídeo feito por um qualquer demónio anónimo na tentativa de agradar ao Sr. Lúcifer, consta que o Sr. Lúcifer soltou uma gargalhada visivelmente agradado e deu um pontapé na cabeça do autor abrindo-a a meio. Uma galhofa!
Cumprimentos prazenteiros mas sem nunca esquecer uma maldade inerente às nossas pessoas,
M.P.
P.S.
Aquela cena de dar a outra face irrita, não irrita?
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Nº 13
mafarrico,
um dos seus comentários anteriores pôs-me a pensar sobre o mundo do futebol. E de como ele é utilizado pelo nosso Senhor Mestre Das Trevas para espalhar a dor e miséria pelo mundo.
Das formas mais subtis Ele vai espalhando demónios de baixa estirpe por esse mundo, para que mexam os cordelinhos e façam sofrer multidões. E um dos que se tem saído melhor é o nosso reles servidor LFV desse clube que é o SLB. desde que foi colocado no cargo que ocupa, LFV especializou-se em subir as expectativas dos pobres adeptos daquele clube, para logo de seguida as esmagar cruelmente - fazendo-os sofrer sempre as mesmas desilusões a uma cadência alucinante. E não é coisa pouca uma vez que segundo estatística oficial dos próprios sofredores, são 6 000 000 de adeptos que vão na cantiga, e acabam invariavelmente em lágrimas. Se isto não é obra de Lúcifer ....
Incansável, LFV não deixa os sócios e simpatizantes da sua equipa lamber as feridas e logo lhes incute uma falsa mentalidade vencedora, hoje voltou à carga :
«Sabemos que nenhum benfiquista está feliz, e de certeza absoluta que aqueles que estão mais infelizes são os membros dos órgãos sociais e todos os profissionais desta casa», notou Vieira, afiançando: «Tivemos um ciclo muitíssimo bom e vamos iniciar agora outro ciclo bom, que vai durar mais tempo que o anterior».
Para ele, e também para si, aqui fica a minha recomendação de hoje. Iron Maiden com Déjà Vu :
"'Cause you know that you've heard it before,
And you feel that this moment in time is surreal,
'Cause you know when you feel deja-vu."
cordialmente,
M.P.
um dos seus comentários anteriores pôs-me a pensar sobre o mundo do futebol. E de como ele é utilizado pelo nosso Senhor Mestre Das Trevas para espalhar a dor e miséria pelo mundo.
Das formas mais subtis Ele vai espalhando demónios de baixa estirpe por esse mundo, para que mexam os cordelinhos e façam sofrer multidões. E um dos que se tem saído melhor é o nosso reles servidor LFV desse clube que é o SLB. desde que foi colocado no cargo que ocupa, LFV especializou-se em subir as expectativas dos pobres adeptos daquele clube, para logo de seguida as esmagar cruelmente - fazendo-os sofrer sempre as mesmas desilusões a uma cadência alucinante. E não é coisa pouca uma vez que segundo estatística oficial dos próprios sofredores, são 6 000 000 de adeptos que vão na cantiga, e acabam invariavelmente em lágrimas. Se isto não é obra de Lúcifer ....
Incansável, LFV não deixa os sócios e simpatizantes da sua equipa lamber as feridas e logo lhes incute uma falsa mentalidade vencedora, hoje voltou à carga :
«Sabemos que nenhum benfiquista está feliz, e de certeza absoluta que aqueles que estão mais infelizes são os membros dos órgãos sociais e todos os profissionais desta casa», notou Vieira, afiançando: «Tivemos um ciclo muitíssimo bom e vamos iniciar agora outro ciclo bom, que vai durar mais tempo que o anterior».
Para ele, e também para si, aqui fica a minha recomendação de hoje. Iron Maiden com Déjà Vu :
"'Cause you know that you've heard it before,
And you feel that this moment in time is surreal,
'Cause you know when you feel deja-vu."
cordialmente,
M.P.
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