quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

o trabalho do Demo, um relato verídico II

"Ó Diabo, esta porcaria não está a funcionar!"....

ao ouvir estas palavras, indignado, vocifero alto e bom som, cuspindo uma resposta agressiva - "Mas agora a culpa é minha?! Vocês é que têm a obrigação de ter a maquina a funcionar!!!"

De repente apercebi-me da gafe que havia cometido, quando reparo nos olhares pasmados e inquisidores (detesto esses gajos, são uns desmancha prazeres) dos restantes clientes que aguardavam ordeiramente em fila dita indiana (nunca percebi bem porquê) na caixa da estação de serviço, onde me dirigi esta amanhã para abastecer de combustivel o meu corcel metalico.

Perante a possibilidade de me ter auto-desmascarado, tentei imitar o olhar enbasbacado que saltava das caras dos comuns mortais e... olhei fixamente para o tipo que se encontrava imediatamente atrás de mim na referida fila que fugiu assustado.

O dia-a-dia de um demonio não é facil... bolas

1 comentário:

Maléfico Patético disse...

mafarrico,

agiu em conformidade ...
é difícil estarmos 100% do tempo alerta, e num momento de mais descontracção podemos deitar tudo a perder.

Faz-me lembrar certa ocasião em que num grupo de humanos meus conhecidos alguém utilizou a expressão "Não lembra ao menino jesus" ... ao ouvir este nome, saiu-me instantaneamente uma cuspidela para o meio dos presentes e um rosnado "criança desprezível".
Ao reparar no que tinha feito, e ao enfrentar os olhares dos que me acompanhavam, pensei, "Estou perdido! Vou ter de justificar a minha acção e as minhas palavras .... "

Estava num dilema, que fazer? Não os podia eliminar, havia demasiada gente presente. Não lhes podia explicar quem sou eu verdadeiramente, alguns poderiam não suportar a verdade e fugir horrorizados .... eram muitos , se fugissem em direcções opostas pelo menos um poderia escapar a uma morte silenciadora.

Naquele momento difícil, decidi utilizar um subterfúgio, pensei rápido e partindo da ideia que já tinha lançado fluidos pela boca, agarrei-me ao meu próprio pescoço, babei-me um pouco e gritei que me tinha engasgado com a chiclet (era de morango)..... dito isto atirei-me para o chão em espasmos. Foi chamado o INEM, e com a confusão foi esquecido o episódio causado pela menção daquele miúdo irritante.

Foi por pouco .....

Estes relatos verídicos adicionam muito ao que se discute na MI, não nos devemos coibir de os partilhar

que demónios o acompanhem neste dia,
M.P.