sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O assassino em série, esse animal (1/3)

Caros,

recupero o âmbito do circulo temático. Desta feita para dar a conhecer o melhor que se fez na sétima arte sobre esse nobre animal humano : o assassino em série.

O humano assassino em série, assim conhecido por cometer series de crimes, é um humano normalissimo, que se distingue simplesmente pelo facto de sofrer graves perturbações mentais que o levam a incutir sério sofrimento nos outros para daí retirar prazer ou alivio.

É para as películas do cinema que devemos orientar as nossas atenções se quisermos um certo vislumbre da vida destes energúmenos.

O primeiro filme que apresento neste circulo foi realizado em 1986 e conta a história vagamente ficcionada de Henry Lucas.

Henry foi, na vida real, um homem que reclamou o assassinio de mais de 600 pessoas. Mais tarde, os investigadores começaram a desconfiar que ele apenas estava a declarar-se culpado de todos os crimes que lhe apontavam para assim ter melhores condições na cadeia.Enfim, o truque que se vê nos filmes de proporem um deal se ele confessasse um crime, funcionava na perfeição, porque assim ele dizia que sim a tudo. Mas, lá terá morto uma meia dúzia, e não se safou de ser condenado à morte. Ou safou-se? Safou-se, porque a certa altura o nosso querido George W. Bush chegou a governador do Texas e comutou-lhe a pena. Pode-se sempre contar com o bom velho W.

O Henry do cinema, é um assassino brutal, que só muito espaçadamente mostra alguma emoção, e que anda para ali a aviar fregueses a torto e a direito conforme lhe dá na gana.

Henry, durante um jantar romântico abre-se com a sua recente amiga : "Yeah, i killed my mamma"

Conta-se que no fim da estreia do filme, um homem anónimo acercou-se do realizador e interpelou-o acaloradamente - "Não podem fazer isto! Um filme em que o assassino se safa sem lhe acontecer nada!", ao que o John (o realizador) pensou um pouco e respondeu : "We just did.".



*nota para a excelente versão do tema titulo que os excelentes Fantômas executaram no seu excelente Director's Cut.

2 comentários:

\m/afarrico disse...

Extremamante interessantes estes animais humanos que tanto têm para ensinar aos demais.
É certo que ainda não representam uma porção consideravel da humanidade, mas para lá caminhamos.

O Henry é que parecia ser mais esperto do que afinal revelou ser. 600 assassinatos deixavam-no bem colocado para uma eventual admissão directa nas nossas hostes. Mas para isso teria que ele próprio falecer.
No final de contas terminou com um saldo fraquinho de só meia duzia e nem sequer morreu... enfim, eu voto contra.

Unknown disse...

Genial Mike Patton.