quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Parabéns Asmodeu



Asmodeu, um velho comparsa bem conhecido por todos, em grande parte graças a uma assaz interessante referência bibliográfica da Masmorra, está hoje de parabéns!

Não será bem ele, mas é quase a mesma coisa.

Para os mais ignorantes nos canones históricos infernais, como será eventualmente o caso do colega Maléfico, importa recordar que este nobre e porcalhão colega que responde pelo epíteto de Asmodeu, demónio de grandes poderes e um dos mais temidos, não é mais que um dos principais príncipes do Inferno que surgem em segunda linha, logo após o nosso maior, e lado a lado com o N/ Patrono.

Também conhecido por aquele da Lúxuria e da Ira, tem na sua página no Facebook, entre hobbies e passatempos, a luxuria, a destruição de casamentos, os ciúmes, a fornicação, a ira, a vingança, e os jogos (cluedo e monopólio). Diz ainda que adora induzir obsessões, a discórdia, discussões e o engano.


Do seu vasto curriculum, destacam-se as mortes bíblicas dos 7 maridos de Sara, filha de Raguel e de Edna (que jogou no Benfica).


Mas, como o colega bem se recordará, não é exactamente este nosso comparsa que está de parabéns no dia de hoje. Esse está de parabéns todos os dias.

Recuando uns miseros 155 anos até ao ano de 1856, nesta mesma data, podemos testemunhar o início de actividade desse que foi um dos embriões da Masmorra Infernal do Sr. Satanás: o jornal “Asmodeu” que se definiu como, e passo a citar outras fontes infernais:


“um semanário burlesco e não político. Fundado pelo ex-visconde de Borratem, e ílustrado por Nogueira da Silva. Tem como lema “ridendum dicere verum quid vetat ? Castigat ridendo mores”, e no seu primeiro edital pode-se ler: «Asmodeu e a cafila de diabos seus companheiros, tinham grandes desejos de se apresentar ao publico em mais brilhante equipagem e com adornos mais ricos. Têem porém, tido que luctar com grandes dificuldades para apparecerem assim mesmo, porque tudo são impecilhos n’este paíz em que se encontram, sem bilhete de residencia, nem recommendação propria ou estranha.»

«Com auxílio que mandaram vir do Inferno e que devem chegar pelo primeiro wagon do caminho de ferro de leste, esperam poder para o futuro satisfazer a espectativa publica.»

«Desculpem a modestia do réclame e esperem-lhe pela pancada.»

Não foi um caso de estudo em termos de longevidade, é verdade, mas o ex-visconde de Borratem, Demónio visionario, merece ainda assim esta breve e fútil referência na Masmorra. Por certo que por esta altura, prostrado a nossos pés, olhará para nós (com a cabeça de lado) com admiração e maravilhar-se-á com o que almejamos alcançar, esperando quiçá que o seu Asmodeu tenha contribuído para o nosso sucesso, 155 anos depois. Mas não, não ajudou em nada.

1 comentário:

Maléfico Patético disse...

O semanário Asmodeu! Já não me lembrava de tal publicação, é verdade que tem as suas semelhanças com a nossa Masmorra, lá isso tem.

Muitas tardes de Inferno passei eu a completar o sudoku da última página.

A mini-biografia do colega Asmodeu, que conheço muito bem, também não está despropositada, visto que, com os mais atentos terão reparado partilha o mesmo nome com o semanário que é referenciado ao posterior. Contrariamente ao que o meu colega diz, conheço bem os canhões históricos infernais e sou amigo de abraço deste Mastodeu, até lhe posso indicar uma falha na sua idiótica biografia ... era o Milionário que ele jogava, não Monopólio.