Não querendo etiquetar a sonoridade destes Moho, não é todos os dias que uma banda pode ser catalogada de Stoner/Grindcore/Doom, mas eles são isso tudo ... e muito menos!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
ref. discografica nr. 666 - se uma unha incomoda muita gente ...
Não querendo etiquetar a sonoridade destes Moho, não é todos os dias que uma banda pode ser catalogada de Stoner/Grindcore/Doom, mas eles são isso tudo ... e muito menos!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Russian Circles + Boris no Hard Club Junho 2011

No preciso momento em que Mafarrico colocou o 1º casco no interior da sala 2 do antro a que deram o nome de Hard Club, o Sr. Dave Turncrantz iniciou o set dos Russian Circles rufando nos seus tambores o intro de Harper Lewis.
Com um gesto magnânime Mafarrico respondeu, agraceando a banda por esta singela homenagem e libertando os presentes para que pudessem, agora sim, prestar atenção ao evento que acabara de ter início.
E que evento!
Tirando as outras duas vezes, esta foi a primeira vez que Mafarrico assistiu a uma prestação ao vivo deste agrupamento pós-rock de Chicago. E mais uma vez não houve espaço a desilusões. Os RC são um trio musical do mais simples que há em todas as perspectivas possíveis uma bateria, um baixo, uma guitarra, nada de vocalistas, nem conversa, e muito menos idiotices cénicas despropositadas. Apenas a banda e a sua música. Sem falhas.
Não é por acaso que o Sr. Satanás tem prestado mais atenção a este genero musical
ultimamente. Pode ter algum handicap pelo facto de ser instrumental e ser dificil passar mensagens subliminares subversivas (só com os olhos), mas o espírito maligno daqueles riffs e ritmos prevalece e o objectivo almejado é sobejamente atingido: mais almas torturadas, rendidas ao poder da besta cornuda.
Após aproximadamente três mil, setecentos e oitenta segundos de actuação, em que proporcionaram aos presentes a audição do set-list que se segue: Harper Lewis, Geneva, Youngblood, Philos, Carpe, 309 (novo tema), Malko, Station e Death Rides a Horse, os RC que pelos vistos vão ter novo album um ano antes de Outubro do próximo ano, deram lugar aos senhores que se seguiam: os Boris.
"Quem são os Boris?", perguntou Mafarrico a um infeliz que se encontrava ao seu lado, que antes de desfalecer e cair fulminado de terror, ainda teve tempo de balbucinar uns sons dos quais Mafarrico conseguiu discernir que "Boris é uma banda japonesa conhecida por mudar a sonoridade musical de álbum para álbum. Exemplo de gêneros musicais que a banda já tocou: Drone doom, stoner rock, rock psicodélico, rock alternativo, ambient music e recentemente, apenas o rock and roll. O nome da banda vem de uma música do The Melvins chamada Boris do álbum Bullhead, lançado em 1991."
De toda a prestação destes nipónicos do Japão, Mafarrico irá concerteza para sempre reter alguns elementos na sua nunca finda memória, 1. o baterista, de seu nome Sr. Atsuo, é um poser com tiques de glam rock, 2. os Boris têm uma guitarrista, 3. o baterista lançava pequenos gritinhos irritantes, 4. dos 75 min da sua performance os ultimos 25, foram gastos com uma extensa e monótona balada que induziu um sono latente em quase todos os presentes (mm dos que estavam a gostar), 5. o baterista usava luvas pretas, laca e baquetas pretas com pontas brancas fosforescentes, 6. os Boris até tocam bem o Rock'n'Roll mas as músicas não são do Demo, 7. o baterista, depois da actuação do Sr. Turncrantz dos RC, parecia que estava a tocar em câmara lenta.
De nota o facto dos Boris (ou melhor o Sr. Atsuo) se fazerem acompanhar de um enorme gongo, estratégicamente colocado no centro do palco, nas costas do referido senhor. Mafarrico esteve particularmente atento a este adereço e à utilização que lhe foi dada. Penso estar em condições de garantir a todos os interessados que o número de vezes que tal instrumento foi utilizado não chegou a três. Dado o peso e a dimensão do referido objecto e com as proporcionais repercussões que tal normalmente tem nos custos de transporte e considerando ainda que o mesmo terá vindo do Japão (que é longe), julgo ser legítimo considerar que a decisão (provavelmente do Sr. Atsuo) de trazer tal adereço é estupida.
Finda a actuação dos Boris, Mafarrico retirou-se saciado com mais uma excelente noite plena de rock'n'roll, apenas tendo como "ponto a alterar" o facto de não ter cabido aos Russian Circles o headline da noite.
domingo, 12 de junho de 2011
Entombed @ Hard Club 11Jun11

Bom, após um breve interregno motivado por motivos, já sabemos qual a música que se esvai actualmente do pesaroso sistema sonoro que sustenta e mantém altivo o Pandemónio.
O Sr. Satanás, porventura por achar que pudessemos estar a desviar-nos do caminho errado, enviou alguns dos seus esbirros mais fiés, para nos recordar qual a verdadeira essência da sua mensagem.
Mas mais do que isso, Ele próprio compareceu no local onde se deu a sessão de esclarecimento, só com direito a respostas, sem perguntas.
E foi sem grande espanto nem admiração, que Mafarrico e Maléfico, testemunharam a magnifica e magnânime prestação dos Entombed, mestres suecos do Death'n'Roll, essa pérfida simbiose entre a brutalidade do death metal com o groove do rock'n'roll. Sempre com a presença bem visível do Seu vulto em fundo e a pairar sobre as nossas cabeças, prestes a fazer rolar algumas caso a coisa não corresse na imperfeição por Ele desejada.
Tudo aconteceu ontem no Hard Club, que continua assim a fazer juz à sua fama de local de culto à musica das tribos alternativas.
Com um setlist composto por 18 temas e baseado nos primeiros trabalhos da banda (Clandestine (92) e Wolverine Blues (93) foram as principais fontes da contaminação, com 5 e 4 temas respectivamente), os Entombed traziam instruções precisas sobre como abrir mentes, arrancar cabeças e assim reavivar as consciências mais obliteradas do verdadeiro espírito do nosso Senhor.
O evento teve na sua abertura o tema Eyemaster para não haver dúvidas ao que os Entombed vinham: riffs do Inferno e ritmos do Diabo.
Clássicos como Living Dead, Sinners Bleed ou Left Hand Path encheram os presentes de amargura e fizeram rejubilar o mais contido dos demónios.
Mas o pico máximo da apóteose deu-se aquando do primeiro encore, com os incontornáveis Chief Rebel Angel e Demon. Uma forma simples e erudita que os Entombed encontraram de comunicar aos seus seguidores que ainda são uma banda do C@#&lh0 e que é esta a verdadeira música do Demo.
A coisa terminou com o épico (no mau sentido) Out of Hand, e coisa rara nos dias de hoje, com a banda a mostrar-se imune a qualquer sindrome de pedantismo e a vir cumprimentar os presentes com apertos de mão, cachaçadas e violentas cabeçadas.
E Ele, sempre ali... a ver...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O Ultimo Programa da Masmorra Infernal do Sr. Satanás
Mastodon - sleeping giant @ blood mountain;
Liturgy - glory bronze @ aesthethica;
Celeste - (s) @ morte(s) nee(s);
Agalloch - ghosts of the midwinter fires @ marrow of the spirit;
Alcest - sur l'ocean couleur de fer @ écailles de lune;
Caspian - the raven @ live in dc;
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Ataque nostálgico infernal
segunda-feira, 2 de maio de 2011
XIV SWR Barroselas Metalfest - Venom, o Concerto
De regresso ao recinto e já completamente refeitos do violento choque a que tinham sido sujeitos, M&M posicionaram-se para mais uma prestação musical. Desta vez foram mesmo lá para a frente, junto ao palco, num local vago e com excelente visibilidade sobre e, do mesmo. Apenas os incautos poderiam achar estranho o facto de esse lugar estar ali à disposição de M&M. É que os Necros Christos, sabendo da presença de M&M terão solicitado que estes tivessem um tratamento priveligiado. Mal a banda alemã, praticante de um som que anda ali entre o Doom e o Black Metal, começou a tocar os primeiros e poderosos acordes, as não menos poderosas colunas a que M&M estavam encostados, começaram a reverberar causando uma surdez subita a todos os que se encontravam nesse ponto, i.e., a M&M, uma vez que mais ninguém se tinha chegado tão perto, por certo pelo temor que sabemos estes seres instigam aos demais.
Após alguns breves minutos, em que conseguiram manter uma altivez e um olhar aprovador, M&M retiraram-se cá para trás com o pretexto de que se impunha uma colocação estratégica em frente ao palco principal, onde os Venom iriam dar a prestação mais aguardada da noite.
Mal a prestação dos NC terminou, a multidão em furia começou a posicionar-se para esse que seria o grande momento da noite: a actuação dos Venom!
Quem já esteve num concerto de Heavy Metal, sabe que há dois momentos chave neste tipo de actuação, principalmente quando se tratam de bandas históricas: a entrada em palco dos artistas e a interpretação daquele tema que de alguma forma é considerado o mais marcante do set list. São momentos que põem a multidão em fúria descontrolada e ficam para sempre retidos na memória como momentos épicos.
Ora, sabiamente, os Venom optaram por fazer um 2 em 1. Escolheram para abrir, o velhinho tema (29 anos...) Black Metal, talvez uma das músicas mais icónicas desdo o início primordial do Heavy Metal, início esse de que os Venom fizeram parte activamente.
E foi assim, que sob a pressão da enorme expectativa da multidão que havia confluído aquele local, que havia aturado dezenas de outras bandas, aguentado estoicamente o longo caminho até aquele ermo que é Barroselas, saciado a fome com as porcarias das barracas, foi assim dizia eu que se deu o grande.... fracasso da noite.
O som falhou.
De potencialmente épico, o instante passou a ser realmente patético. Cronos, vestido com umas roupas que faziam lembrar uma mistura entre um sem-abrigo e um drag-queen, com idade para ser o pai dos outros dois elementos da banda e avô da maioria da multidão, saltou para o microfone e começou a vociferar, em silêncio, a letra do hino satânico de eleição. Apenas se ouvia o torpedear incessante da bateria e os acordes da guitarra um pouco ao longe.
Após uns segundos que mais pareceram uma eternidade no Inferno, o som lá voltou, mas completamente desajustado de tão alto que estava. Parecia que o pessoal da mesa de som, tinha ido para os copos e deixado uns demónios tresloucados a mexer nos botões.
Na impossibilidade de manter a posição, até então defendida arduamente contra o violento mosh que se formou por entre a multidão, M&M não tolerando mais os violentissimos decibeis que estavam a ser descarregados sobre a insensivel trupe, afastaram-se do epicentro da violentissima prestação musical e procuraram um local mais aprazivel de onde pudessem testemunhar este momento único nas suas carreiras de Demónios dissiminadores da música do Demo.
Os Venom prosseguiram calcorreando um set-list mais ou menos previsivel, sem grandes surpresas. Há parte de algumas acções de stage diving levadas a cabo por alguns elementos mais tresloucados, incluindo uma galinha gigante, o concerto não teve grandes momento altos.
É verdade que os Venom até são uma das bandas no activo, mais marcantes da historia do Metal, mas ao fim de 30 anos de carreira o tempo torna-se implacável! A formula está gasta.
Para a posteridade fica esse momento da desgraçada reunião em que Cronos fica a conhecer M&M.
XIV SWR Barroselas Metalfest - A Blasfema Trindade,
Já cá fora e cientes do chamamento do Sr. Satanás, percorreram as imediações do recinto em busca do sinal da sua marca. Seguindo uma estranha e encriptada sinalética, qual Estrela da Manhã a brilhar nos céus, em forma de setas impressas em folhas A4 coladas de forma sequencial com os dizeres “Meet & Greet”, vislumbraram uma ofuscante luz que mais não era do que a iluminação artificial de um anexo ao recinto principal. Desse anexo, a fazer lembrar um estábulo da antiga Galileia, saía uma extensa fila de devotos metaleiros que, quais pastores dos montes Sinai, aguardavam a sua oportunidade para O verem, trazendo as suas oferendas.
Num rapido e sagaz pensamento a dois tempos, M&M perceberam! Lá estava Ele, o terceiro elemento, aquele pelo qual tinham sido convocados a este desgraçado local, a terceira ponta do tridente que nesta noite, estava escrito, iria refulgir e espalhar o caos e a desordem: Cronos, ancião fundador dos Venom, criador do Black Metal, detentor das mais altas insignias do Sr. Satanás e de um dos cortes de cabelo mais risiveis da historia do Metal!
Com o peito cheio de violência e urrando de raiva, ultrapassaram tudo e todos, aguardando ordeiramente pela sua vez.
O que se seguiu, não será do entendimento da esmagadora maioria dos que possam ler estas linhas. A energia maligna que se libertou desta reunião blasfemica, atingiu niveis nunca vistos nem descritos na Masmorra Infernal do Sr. Satanás! Após um rapido cerimonial de reconhecimento entre as partes, seguiram-se os ritos satânicos habituais: apertos de mão voaram, fotografias foram mesmo tiradas a sangue frio e há quem tenha sobrevivido para relatar os profanos mantras que foram entoados, tais como: “hello”, “how are you”, “thank you”....
Cronos, senhor de uma provecta idade, que apesar de não parecer, nota-se bem que a tem, não aguentando o confronto emocional deste encontro de tão alta estirpe, pede a M&M que se retirem para que possa retemperar energias. Além disso a fila de subditos, ansiosos por uma troca de olhares, alongava-se atrás de nós.