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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Lifetime Achievement Award

"That's why I find it so amusing that the latter-day saints of our
business... one, attribute to me motives that just weren't there, and two,
accuse me of corrupting morality, which I wish I had the power to do.
Prepare to die."


O Lifetime Achievement Award da Masmorra Infernal do Sr. Satanás é um prestigiado prémio na área das artes e humanidades, este prémio é atribuído de vez em quando e desde que não seja logo a seguir ao anterior, e tem como recompensa, além do prestigio a ele associado, o facto de os vencedores poderem chorar baba e ranho, puxarem os cabelos e gritarem que o objectivo de uma vida foi alcançado sem que o público em geral ache que estão a exagerar.



Os Carcass, formados em 1985, são os pioneiros do estilo designado como grindcore, editaram uma série de discos até 1994, tendo no ano passado alcançado o topo do top mcieusdb aqui nesta Masmorra. Os seus primeiros discos são de uma agressividade, sujidade e rapidez impecáveis (e implacáveis) e são mais conhecidos pelos uso depravado e humorístico de temas nojentos acompanhados de gíria médica, resultando numa eficaz mensagem que se havia de colar nos cérebros metaleiros por todo o mundo e para todo o sempre."I devour the pediculous corpse/Whetting my palate as I exhume/The festering stench of rotting flesh/Makes me drool as I consume..." - poesia infernal de alto gabarito.

É, no entanto, ao terceiro álbum que o agrupamento musical alcança um perfeito balanço entre a enormidade das suas liricas e a excelência dos seus acordes. Com Necroticism: Descanting The Insalubrious estava entre nós um dos grandes discos do HM e um que ajudou a moldar o refinado gosto que é hoje o dos colaboradores da Masmorra (quase todos). Foi com este disco que pudemos cantarolar musicas como Pedigree Butchery ou linhas inesqueciveis como "Pultacious.../Pugnacious.../Delicious.../Gastric-idiopathology..." - até o mais idiota apreciador do HM terá materializado mentalmente e imediatamente os sons que acompanham estas palavras.

O seguinte trabalho - Heartwork - já foi alvo de uma ref. discografica aqui na Masmorra pelo que não vale a penal alongarmo-nos sobre ele. É um disco fenomenal.

O último, e adequadamente intitulado Swansong, foi o marco final numa carreira que foi destruída pelo lado menos simpático dos negócios que acompanham a edição de rodelas de plástico com sons lá dentro. Um grande álbum, a demarcar-se musicalmente e liricamente dos seus antecessores, mas com grande pujança e musicalidade. Keep On Rotting In The Free World, Room 101, Generation Hexed ou Go To Hell são músicas para o headbanger que existe em todos nós acarinhar no seu negro coração.

Isto foi o fim da banda, que, qual vitima de um assassinato brutal, só teve tempo de mandar uns berros antes de se finar ao ainda incluir num cd em jeito de best-of uns quantos originais de boa memória e que valem a pena descobrir. Entre eles encontra-se um grito de revolta contra a máquina da industria que os fez desvanecerem-se, aparentemente, contra sua vontade."Really done it now, sold out/But to who, what, when, where and how,/Yeah, really done it now, sold out,/I've taken my cut/And corporate rock really sucks".

Claro que nos podemos revoltar, espernear e virar as costas a quem quisermos mas dinheiro é dinheiro, pelo que mais de dez anos depois os Carcass reuniram-se como tantos outros zombies musicais e desde o ano passado que andam por ai a tocar ao vivo os grandes hits do antigamente. Em boa hora o vêm fazer a Portugal, porque calhou mesmo na altura da atribuição deste Lifetime Achievement Award e assim poderemos ir vê-los e dar-lhes as boas notícias. Faltam 16 dias. Aposto que eles os estão a contar compulsivamente.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ref. discografica - plenty bad preachers for The Devil to stoke


"Believe in me and send no money
I died on the cross - that ain't funny"
Haaa! It was twenty years ago, and the tiniest sound of this record still takes me, the almighty Maléfic, time travelling to that sofa on the Masmorra we shared back then, holding this record for the first time. Eventually i got up from the sofa and went to the escritório (as we called it) and listened to it, but what i remember best is the holding of the record, and the attentive look, almost religious, i gave to the cover and the back photo.


Do you remember, Mafarric? It was you that, having just bought it, made a triumphant return to our castle and claimed with a deep and roaring voice "Hello there! I bought the last Maiden album!". I remember even, that you were accompanied by one of your servants (amigo). It was a good time to be alive and what a glorious feeling it was to be, not only alive, but a Maiden fan as well.

Fockin'hell. I can even remember seeing the official video-clip for "Holy Smoke" for the first time, it wasn't easy to see these things in the pre-internet days, it was on ar-tee-pee 2, the guy in the tv claiming it had been banned in the UK, thus rising my expectations to see some Infernal Shit on-screen, and beeing rewarded with what might as well be the most Epic heavy metal video ever recorded on this Earth. It seems that it was banned only because of the use of the word SHIT. Of course, the REC button was pressed at the right time and we were able to re-see it countless times. Glorious days, i don't hesitate to say again. Up the irons!!!
"I've lived in filth, I've lived in sin
And I still smell cleaner than the shit you're in"


Nice.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O assassino em série, esse animal (extra)

Uma edição extra de modo a termos algum vislumbre real sobre este negro assunto, atentemos portanto ao trabalho verídico de um homicida verdadeiro.

Wayne Gacy (aka Killer Clown) foi condenado pelo brutal assassinio de pelo menos 33 pessoas. Passemos os olhos pelo seu trabalho :



Aquando da sua estadia no cárcere, Gacy dedicou-se ao desenho e pintura, sendo que este trabalho acabou como capa do um excelente disco, assinado pelos nossos excelentes amigos Acid Bath. Um trabalho a contemplar e dele retirar sérias considerações sobre a fragilidade e a brutalidade da pessoa humana.



Broken glass and dirty needles
Soul erosion truth
Electric god, our superman
Found dead in a telephone booth
Shards of teeth
Ice pick abortions
Orgasmic death, so warm
Let's die screamin', black goat semen
I can't hear you whisper "conform"

Hearts will stop and brain cells pop
Apocalyptic high
She screams bloody murder as they chop off her fingers
So this is how it feels to die

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ref. Discografica 666 - full of hell and sin

Caros colegas, inimigos, entidades malignas em geral,
Muitas têm sido as oferendas musicais, humildemente depostas a nossos pés, que temos recebido na Masmorra desde que abrimos este espaço de adoração do profano e do herético, onde a auto-bajulação é mais do que uma atitude, é uma forma de vida.
Os nossos cérebros, com as suas mentes superiores e capacidades sensoriais acima da média, inebriam-se com as inovadoras torrentes musicais que fluem em quantidade e qualidade. A disseminação da palavra está assegurada e nós, embaixadores do Demo, podemos javardar à vontade, orgulhosos e com a certeza de que alguém assegurará que o nosso trabalho seja feito.
Mas é em momentos destes, que um Demónio olha para a frente e vê o trabalho que ficou para trás.
Assim proponho que façamos uma pequena viagem no tempo e recuemos ao ano terreno de 1993. Por esses dias a nossa missão era árdua. O nosso Maior andava de olho em nós e esperava resultados contundentes. Viviam-se momentos inquietantes e perspectivavam-se dificuldades, um tratado de redução de armamento assinado entre Bush (pai) e Yeltsin, a separação pacífica da Checoslováquia, a chegada de Bill Clinton perspectivava uma era de paz e entendimento no médio Oriente, os Oasis ganhavam alento e fama, Varg Vikernes dos Mayhem preso e condenado a 21 anos por assassinato, os Celtic Frost anunciam o fim da carreira e Bruce Dickinson dá o seu último concerto como vocalista dos Iron Maiden (estas duas ultimas estavam-se mesmo a ver que era só para chamar a atenção, mas enfim...).
De certa forma o optimismo e a esperança no futuro singravam por entre a massa humana e esperava-se, da nossa parte uma resposta firme e definitiva.
É neste contexto que surge Wolverine Blues.

Os Entombed já dominavam dentro da cena Death Metal com os seus dois primeiros poderosíssimos álbuns “Clandestine” e “ Left Hand Path” que apesar de inovadores, estavam muito contidos dentro do género em si, limitando assim a capacidade de arrecadar seguidores e de espalhar a Mensagem.
Mas com este seu terceiro álbum, inspirados que foram pelo bafo nojento de Satanás, os Entombed derrubaram barreiras e criaram as raízes do género musical, o Death’n’roll. Em tão pouco como 35min e 42seg, lograram destilar toda a técnica intrincada, atitude e sonoridade pulsante do Death Metal nórdico e criar um estilo totalmente novo, mais orgânico, mais real. Com muito menos riffs/min, as composições são simples mas estranhamente desconcertantes e criam uma sensação algo groove mais comum no rock do que propriamente num disco de metal.
Apesar da viragem que este álbum representou na carreira dos Entombed, o mais incrível é que a sonoridade das guitarras de Uffe Cederlund e Alex Hellid permanece inconfundível assim como o estilo da voz de Lars Petrov. Na verdade eles não mudaram, eles evoluíram sem cortes com o passado. De referir ainda o multi facetado Nicke Andersson, compositor, baterista, guitarrista, letrista, cerne da criatividade do grupo.
Mesmo para nós, críticos crueis e sempre cáusticos, é difícil destacar uma ou duas músicas. São todas excelentes! Eyemaster a abrir, Rotten Soil e Out of Hand no fecho, são os momentos mais acelerados, propícios ao headbanging e mosh desenfreado. Já os temas Wolverine Blues, Demon, Contempt, Full of Hell e Heaven's Die, trazem a tal sonoridade mais mid-tempo e Blood Song, Hollowman um compassado mais lento e arrastado.
Quanto às letras, pouco há a dizer a não ser que são gloriosas pérolas da ironia e do satanismo aplicados às problemáticas do dia-a-dia, que tanto deprimem os humanos.

“Meet the devil who is your host
Strike down what you believe in
get it done with a gun
when I'm in hell you can talk to my ghost”

“Vicious mammal
the blood is my call
pound for pound
I am the most vicious of all”

“Trembling in the balance
exploring new extremes
all sweet forms of self-destruction
coming to me in my dreams”

“No matter how low you are
there's always someone to look down upon
and it goes
on and on”

“It's fucked to hear one idiot's words
but worse to see others believe it
fucked up minds in fucked up times
it's up to you to foresee it”

A simplicidade das letras, das quais estas passagens são um bom exemplo, permite que a mensagem de desespero e frustração flua pelas mentes incrédulas, e que assim cresçam na sua sobranceria e orgulho e sejam pasto verdejante para os que executam o trabalho do Demo.
Usado com mestria e saber, este álbum foi o ponto de partida para duas negras décadas que nos permitiram rechear as nossas legiões de seguidores fiéis, que até aí se mantinham afastados de géneros musicais mais agressivos e tecnicamente virtuosos.
Para o fim deixo o texto completo do tema Full of Hell.
É raro o dia em que não recite mentalmente estes versos, em forma de mantra, que me fortalece a vontade e a inspiração.

“I've got a 24-lane highway
going straight through my head
a peace of mind like a brainstorm
and thoughts that knocks me dead
I've got sympathy for the devil
and demon is in my vein
I'm organized chaos
but don't call me stupid I'm insane

At my worst I'm at my best
wide awake but let sanity rest
I'm full of hell
all kinds of hell

I've got a heart like a graveyard
they're dying to get in
I'm from a lot of different places
and I'm full of hell and sin
I'm offended by human nature
was told the truth by someone who lied
there are times when not being human
would be a source of inner pride

In my heart and deep within
I've got it's fire under my skin”
[Hellid]

Com os melhores cumprimentos,
\m/

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ref. discografica 666 - O machado cairá

Um dos eternos problemas da humanidade, para aqueles que gostam de filosofar e de discutir o sentido da vida, é o de tentar perceber se um qualquer trabalho é referenciado na Masmorra porque é uma obra-prima ou se se torna uma obra-prima por ter sido referenciado na Masmorra. Nós bem sabemos a resposta, mas a humanidade continuará na dúvida porque nós não falamos com humanos.

Os meus amigos Converge, já diversas vezes referidos neste espaço, e que tiveram até a honra de ser o mote para o primeiro post deste blog (o célebre Nº 8), editaram este ano um trabalho intitulado "Axe To Fall", ora sendo eu um apreciador dos subtis sons emanados pelos seus anteriores registos, acrescido de ter sido esmagado por eles (qual rolo compressor) numa data ao vivo no nosso pais (tambem alvo de palavras neste magnifico blog), agraciei-os com a honra de lhes comprar o recém-editado cd.



Devo, após inumeras audições, dizer com todas as palavras, que este disco superou as minhas elevadíssimas expectativas. Os Converge demonstram ser uma banda que após anos de evolução constante atingiu o seu pico. É fácil encontrar em vários temas, pontos de contacto com grandes temas do passado, e ainda assim encontrar algo de novo e supreendente para o menos atento dos fãs.

Dos treze temas do disco devo destacar Dark Horse, Effigy (com os colegas Cave In), Worms Will Feed/Rats Will Feast e Wishing Well como portentos sónicos que muito agradam ao gira-discos maléfico, não posso também deixar de fora as duas composições que encerram o disco (Cruel Bloom e Wretched World) tal é a sua beleza e intensidade. Acima da média e, portanto, dignas de referencia são também Reap What You Sow, Axe To Fall, Damages, Losing Battle, Dead Beat, Cutter e Slave Driver.

Um disco de qualidade constante, adivinhando muitas dores de cabeça nos decisores quando tiveram de decidir qual música escolhar para destacar com um video. Terão mesmo desistido desta tarefa, quando alguém com superior inteligência terá lembrado que um vídeo dar-lhes-ia mais hipóteses de conseguir uma ref. discográfica nesta Masmorra adorada por todos. Escolheram esta :



"Beasts will become what they were meant to be / in the name of lovers in the name of wars / we'll show the demons for what they are"

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ref. discografica 666 - A Grande Depressão

Agora que os dias bonitos regressaram, o gira-discos maléfico escolheu rodar uma rodela plástica recheada de momentos felizes e pensamentos positivos. Daqueles que nos assaltam a mente vezes sem fim durante a nossa existência e que, portanto, nos apetece ouvir em formato musical gravado por um qualquer agrupamento de pessoas mais ou menos humanas.

O disco a que faço referência entitula-se World Coming Down e é um desenrolar de humor negro deprimente acompanhado por musica de excelência, que poderia muito bem ser a banda sonora para esta masmorra que se quer infernal. O disco tem quatro não musicas que, sendo não musicas, dão bem a idea do teor das musicas que as rodeiam, a primeira musica do disco, por exemplo, são onze segundos de emulação de um cd arranhado seguido de um berro, que se poderia traduzir como “IDIOTA!”, conseguindo assim proceder-se a um insulto eficaz a todo e qualquer um que tenha comprado o cd (isto é o humor caracteristico), as outras três não musicas traduzem a depressão que acompanha todas as musicas e tentam simular os canais através dos quais os membros da banda pensam que vão desta para melhor e intitulam-se Sinus, Liver e Lung (Cocaina, Alcool e Tabaco).

As musicas a sério são para ser ouvidas atentamente e com um sorriso nos lábios, destacando-se Everyone I Love Is Dead com a dura realidade no pensamento que todos os que conhecemos e gostamos irão morrer um dia e o depressivo-suicida World Coming Down – “I'm so fortunate yet filled with self-hate that the mirror shows me an ingrate”. A grande musica do disco retoma um assunto já referido (dá pano para mangas), mas com menos subtileza e intitula-se Everything Dies.

White Slavery e Who Will Save The Sane? são para ser ouvidas com um sorriso acompanhado da ocasional gargalhada sarcástica, completando o disco a habitual cena destes senhores com as miudas gótico-pimba na péssima Pyretta Blaze e a ode ao Halloween em Creepy Green Light com uma musicalidade acima da média. O Nosso Senhor Satã está, claro, presente na festiva e excelente All Hallows Eve onde se ouve : “Saint Lucifer hear me praying to thee on this eve of all saints/High be the price but then nothing is free my soul i'll gladly trade”.

Finaliza-se com um medley de covers dos Bitales, medley que tem o condão de tornar audivel as “musicas” que esse quarteto idolatrado pelos humanos produzia.

Despeço-me com um apelo retirado da segunda musica do disco:
“Let me say Pepsi Generation / A few lines of misinformation / Watch your money flow away oh so quick / To kill yourself properly Coke is it”.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A oferenda

Estávamos todos em deprimente comunhão, celebrando mais um centenário do vil Mafarrico, quando por artes negras algo se materializou por entre as suas patas imundas.

Ficamos todos petrificados de espanto ante aquela aparição repentina, todos menos Mafarrico, que como tem os cascos duros não reparou no que lhe tinha ali aparecido e já ia deglutir o objecto junto com uma fatia de pizza de olhos humanos com cebola.

Embora petrificados, gritamos todos em uníssono : "ALTO!"

Ao que Mafarrico respondeu gritando "QUE FOI?"

Agora já não petrificados, mas ainda abalados, apontamos e gritamos : "ORA VÊ LÁ ISSO QUE TENS AI!"

E Mafarrico, mantendo a calma gritou "ISSO O QUÊ? AAAH ISTO AQUI. QUÉ ISTO?!?!?"

E analisamos aquilo que se tinha materializado do nada. Ficamos estupefactos, Mafarrico logo se apercebeu que aquele era um momento que nunca mais iria esquecer na vida. Era uma oferenda do próprio Sr. Satanás, um cd comemorativo compilado no Inferno, com as musicas que o próprio Grande Demónio escolheu e gravou num CD-R para ofertar ao nosso colega e assim não deixar passar em claro a amizade que nutre por ele, isso se notou na dedicatória escrevinhada na capa (excelentemente executada, diga-se já, muito bela). A dedicatória era bastante comovente, mas Mafarrico não deixou ninguém lê-la uma segunda vez pelo que já nao me lembro o que tinha lá escrito.

O alinhamento do CD, caros amigos que queiram ter uma ideia dos sons que estão na moda no Inferno era:

Entombed - Like This With The Devil
Slayer - War Ensemble
Napalm Death - Silence Is Deafening
At The Gates - Under A Serpent Sun
Kreator - Coma Of Souls
Coroner - D.O.A.
Testament - The New Order
Nuclear Assault - Brain Death
Overkill - Gasoline Dream
Megadeth - Countdown To Extinction
Anthrax - N.F.L.
Iron Maiden - Killers

Parece-me que seria isto, já não me lembro o que terá sido gravado. Talvez Mafarrico, tendo sido ele o feliz afortunado recebedor da oferenda, nos queira elucidar mais sobre o conteúdo e, quem sabe explicar, o significado do presente.

Acabo com uma ponte para o post anterior, uma citação retirada da musica primeira desta colectânea infernal:
"And what good is a song for peace
when the fucker doesn't even rhyme"

O Sr. Satanás quer que pensemos nisto.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Citações Infernais do Sr. Satanás

Ex.mos colegas,

Ao longo dos incontáveis anos em que esta nossa demoníaca missão se estende, muitos são os meios a que recorremos sem olharmos a consequências para nada nem ninguém, mas sempre tendo em mente os fins a que nos predispomos!

Como responsáveis máximos, indigitados pelo próprio Sr. Satanás para a área musical, criamos em tempos idos o Heavy Metal, aqui mesmo nesta Masmorra, e que desde então tem sido um dos canais privilegiados para a condução da sua nefasta mensagem aos povos terrestres entre outros.

Muitos têm sido os demónios que, sob a nossa batuta (não confundir com o tridente), dedicam toda sua infernal existência à criação de subversivos textos, que após serem musicados e por nós aprovados, são lançados no éter e assim se imiscuem nas mentes incautas de todos aqueles que bebem esse éter ou que simplesmente ouvem essas músicas.

O que me proponho fazer, é criar um espaço dentro da Masmorra, em que alguns desses demónios vejam, por efémeros instantes que sejam, algum tipo de reconhecimento da nossa parte do seu silencioso trabalho após o que poderão espolinhar-se humilhantemente na lama e agradecer-nos eternamente essa fracção de segundo que dedicamos à sua infeliz existência.

Como é óbvio, nada é óbvio nesta Masmorra! Assim optei por elaborar uma curta selecção de breves citações e expô-las para vossa observação. Desta forma aumenta-se a ansiedade dos autores, sedentos de algum reconhecimento e criamos aqui um desagradável momento de reflexão em que os Vossos conhecimentos desta temática são de certa forma postos à prova!

Desafio-os portanto a identificarem os porcalhões que escreveram os ditos que se seguem e, se disso forem capazes, a obra na qual tais trechos estão incluídos.

Ora aqui vai (isto ainda não é, isto sou eu a dizer que o que se segue é que já é):

I was soaked in gasoline,
Playin' with a match.”

“Don't ask what you can do for you country
Ask what your country can do for you
Take no prisoners, take no shit”

“When all is done
Who shall benefit? Who is the one?
Not those who pass on
But those dictators divine waving their deceitful wands.”

“Punk ain't no religious cult,
punk means thinking for yourself.
You ain't hardcore 'cause you spike your hair,
when a jock still lives inside your head.”

“I'm coming back I will return
And I'll possess your body and I'll make you burn
I have the fire I have the force
I have the power to make my evil take it's course



Aguardo ociosamente pelas V/ respostas.

\m/

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ref. discografica 666 - filosofia moderna

mafarrico,

é hora de mais uma referencia discografica e chegados ao numero 666 (já vamos neste numero, como o tempo passa) achei que era altura de prestar homenagem a um grupo defunto e recentemente ressuscitado e que portanto andará nos próximos tampos por ai a cirandar qual zumbi putrefacto.

É um agrupamento musical que aprecio por demais, a sua musicalidade é evidente, o seu ecletismo é assinalável e o seu humor caracteristico e negro fazem das suas liricas uma real lição de filosofia para o diabo moderno. Começando pelo seu simples e estranho nome, que traduzido para a nossa lingua (indecifrável para o comum dos mortais) seria algo como "Fé Nunca Mais".

Se a audição dos seu trabalhos é um regozijo para os ouvidos infernais, a leitura dos seus escritos é deveras reconfortante e traduz-se muitas vezes em letras sem um fio condutor e aparentemente insanas, mas que se explanadas linha a linha podem ajudar deveras um demónio em busca de rumo espiritual.

Ora vejamos alguns exemplos retirados da rodela plástica impregnada de sons que de entre a sua vasta discografia escolhi para esta referencia.

If you don't make a friend, now
One might make you -
So learn
The gentle art of making enemies
de The Gentle Art Of Making Enemies

And dying is dry-
Like a fact of history
And when you die, you'll become
something worse
Than dead-
You'll become
A legend
de Star A.D.

Shit lives forever
de Cuckoo For Caca

You did one thing wrong
You woke up.
de Ugly In The Morning

What a day, what a day
If you can look it in the face
And hold your vomit
de What A Day

e o inspirador e sempre presente nas nossas vidas

It's always funny until somone gets hurt...
And Then it's just hilarious!
de Ricochet com que vos deixo



E isto foi de cor, sem qualquer espécie de pesquisa, pelo que se depreende que será recompensador passar à lupa os trabalhos destes filósofos.

M.P.

terça-feira, 3 de março de 2009

Praeclarum Custodem Ovium Lupum

Bem sei, bem sei, odioso Maléfico! Bem sei, que esses que se auto proclamam de berço da sujidade não estão por entre o restrito grupo dos que merecem a Vossa atenção e aprovação.
Tão bem sei igualmente, que tendes as melhores razões para sentirdes nada mais do que desprezo pelo tão irritantemente asqueroso anão guinchador. Recordo o vosso hediondo relato do longínquo evento em que tão rebaixa criatura vos impediu de testemunhardes presencialmente a actuação dos então poderosos The Haunted, por quem nutris tanto apreço. Sei-o bem…

Mas por isso e por muito pouco mais, não resisto a falar-vos desse que é o ultimo opus musical da autoria destes negros servos do Mal.

Godspeed on the Devil’s thunder é um álbum que não aporta nada de novo ao que já nos deram a conhecer no passado estes CoF, mas que assim se mantém fiéis à sua poderosa sonoridade gótica que apela ao nosso imaginário mais negro, cheia de ambientes sinfónicos, riffs pesados e claro os estridentes guinchos do meia leca do vocalista.

Aqui fica para Vossa irritação um breve trecho dessa obra:



A libertine so grim
Sometimes tore them limb from limb
Slitting their throats
Pissing on graves
Jesus saved but the devil made him

Praeclarum
Custodem
Ovium
Lupum

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Aqueles por quem os raios são atirados

Prezados & profanos comparsas,

Inspirado que me senti, pelo anterior post do colega Maléfico, sobre os deuses negros do grind-core a quem tanto devemos, senti nas veias um latejar de algo mais do que a habitual lava que por aí circula, impulsionada que é pelos meus brutais músculos cardíacos.
Senti, meus caros, o chamamento de antigos mas nunca olvidados ritos!
Ritos que nos trazem à lembrança que para além de sermos aquilo que procuramos ser, somos também aquilo de que nos recordamos nas nossas lembranças do que devemos ser. Daí a sua importância, tanto dos ritos anciãos como dos chamamentos que daí advém. Ou talvez ao contrário...

Seguindo então esse chamamento ou essa lembrança, já não me recordo bem agora, eis que dei por mim a pesquisar nos profundos arquivos da mente, envolto numa pesada bruma que preenchia a saturada atmosfera da Masmorra (temos que sacudir os tapetes mais amiúde...).
Inebriado por essa sensação negativa de ritmos pesados, pesarosos, lentos e guturais eis que ponho os vermelhos olhos (irritados pela tal névoa) nesta pérola musical dos mestres do ritmo sincronizado e compassadamente alternado que são os brutais Bolt Thrower.

Pura adrenalina jorra compassadamente nos nossos cérebros perante tal opus de violência musical!

Não fazendo parte integrante do tema que aqui deixo, não resisto a deixar aqui um excerto em outro tema destes grandes demónios. Pura e vil inspiração daqui nos advém!

Another world falls to its knees,
With vast contempt your hatred breads,
Nothing left for us to slaughter
Annihilation achieved
Where next to conquer?




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Lifetime Achievement Award

mafarrico,

chegou a altura de indicar o vencedor do mais prestigiado prémio atribuido pela masmorra infernal do sr. satanás.

O prémio lifetime achievement award é um prémio atribuido pela masmorra a cada dois anos e que premeia a excelência de um ou mais parceiros do mal nas mais variadas áreas. Estas personalidades estão em risco de ser contempladas para este prémio simplesmente pelo facto de existirem, ficando com mais hipóteses de ganhar se fizerem algo de jeito, repetidamente através dos anos e que seja de agrado do juri, que é composto por metade dos contribuidores da masmorra.

Ora esta metade (50%), reune-se antes de decidir o vencedor (poderia ser depois, mas é assim que estão as regras), e procedendo a contagem dos votos é decidido o vencedor havendo unanimidade. Leva-se para este efeito muito a sério a célebre máxima "Um Demónio, Um Voto".

Neste ano, o vencedor foi um agrupamento musical que quase trinta anos depois da sua formação continua a ensinar uma coisa ou outra a todos nós. Numa altura em que todos os seus membros já passaram a barreira dos quarenta anos terrestres, os Napalm Death têm um disco novo e prometem arrasar novamente as mentes demoniacas sedentas de boa e rapidissima musica. Criadores de um género musical, com inumeros seguidores e com sólidos e frequentes lançamentos ao longo dos anos (já vão em 14 discos de originais), aliam a excelente capacidade musical a letras inteligentes com forte cariz e preocupação politica.

Arrasadores quando visionados em pessoa e ao vivo, mantêm-se na estrada mostrando que estão firmemente empenhados em manter vivo um certo modo de fazer musica muito genuino que se tem vindo a perder desde que este tipo de musica também demonstrou ser veiculo possivel para alguns se tornarem estrelas.

É impossivel qualquer um de nós se sentir velho enquanto estes senhores andarem para ai a debitar décibeis e o novo álbum "Time Waits For No Slave" já está nos escaparates, este terá de ser adquirido pelas vias legais pois o próprio Satanás se encarregará de fulminar os que sigam o caminho da pirataria em relação a este registo.

Deixo-o com uma musica de 2005 entitulada "Silence Is Deafening", porque penso demonstrar bem a genialidade destes musicos, achando mesmo que o minuto 2:30 em diante é um riff bem exemplificativo do poder e qualidade de todo um género musical.



e já que se fala tanto em crise, esta música alerta para o seguinte sobre os ricos e poderosos : "Their silence is deafening/From the retreats of tamed apologists/Their disdain is crippling/For those whose crises they have fixed"

é importante ter amigos de ambos os lados da barricada

M.P.

domingo, 6 de julho de 2008

post 101

mafarrico,

If you want a picture of the future, imagine a boot stamping on a human face … for ever.

Esta bela noção de um futuro melhor é-nos deixada no livro de Eric Arthur Blair, 1984. Um belo livro que nos trouxe ideias tão marcantes como o Big Brother, os dois minutos de ódio ou a imagem que pessoalmente mais me agrada e que é a do quarto 101.

O quarto 101, no romance, é uma câmara de tortura no ministério do amor, em que o visado é sujeito à sua pior fobia. No estado totalitário relatado na obra literária, tudo é conhecido acerca de todos, pelo que até os medos mais íntimos de cada um estão
compilados nos registos da polícia. Assim, o individuo prevaricador, ao ser presente ao seu torturador seria introduzido na sala 101, onde teria de enfrentar qualquer que fosse aquilo que mais teme. Uma visão simpática, se se tiver o trabalho de torturador oficial do ministério.

Por exemplo, se eu vivesse nessa sociedade imaginária futurista, e fosse apanhado em falta (muita probabilidade de cometer faltas, mas pouca de ser apanhado). Ao sentir a porta fechar-se atrás de mim que encontraria?

Estou a imaginar, um quarto pesadamente mobilado, mobiliário de madeira, a última ceia retratada num quadro na parede, um crucifixo na parede oposta, o rádio sintonizado na renascença (perpétuamente hora do terço). Nisto entrariam duas ou três religiosas de avançada idade, que me sentariam na mesa com o lanche pronto, bolachinhas e leite com groselha, a sua companhia seria incessante em me relatar passagens da bíblia ou novo testamento, fábulas!!! contar-me-iam fábulas sem parar, sempre a perguntar se estava preparado e sabia os horários da catequese ........... NÃAAAO!! medo! não consigo continuar.

(respirar fundo)

mafarrico, consegue fazer tal exercício de se imaginar no seu quarto 101?

A música de fundo para este post é: Carcass - Room 101

M.P.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O'Malley's Bar - justiça poética

Parceiros do Mal,

Atingidos que estão os 15 posts mensais da praxe, permito-me levantar um pouco a fasquia e acrescentar mais um, para que no próximo mês nem nos lembremos de tal coisa!

Desta feita, ocorreu-me escrevinhar uns ditos sobre um álbum que me apraz particularmente já desde os tempos em que a Masmorra Infernal não passava de uma referência de renome por entre todas as entidades infernais de peso, quando ainda estava longe a projecção cósmica que sabíamos na altura viríamos a alcançar mas que nem nos passava pela cabeça.

Refiro-me a um dos primeiros não-Heavy Metal álbum que realmente apreciei, tanto pela música em si (sempre positivo tratando-se de um disco) como pelas letras e neste caso, pelo conceptualismo em torno da referida obra.

Refiro-me como já terão todos adivinhado (com excepção obvia dos dois colegas de Masmorra) do disco “Murder Ballads” do sombrio e maquiavélico Nick Cave.
Este conjunto de músicas de 1996, é integralmente dedicado à descrição em forma cantada de assassinatos a sangue frio, sem excepção!
Do princípio ao fim, somos brindados com as explicações sobre métodos e motivações por parte dos executores e dos sentimentos e tristeza das suas vítimas. Sempre em ambientes idílicos e inocentes.

Deste compêndio da arte de assassinar sem remorsos nem emoções, destaco um tema que é por demais interessante tanto pela extensão temporal (14’28”), como pela quantidade de mortos (12): “O’Malley’s bar”.
O enredo é basicamente o seguinte, a personagem principal, um ser solitário e atormentado por pensamentos deviantes, entra num bar de uma pequena cidade americana de onde ele é natural. Após tomar uma bebida, pega na sua arma e dá inicio a um processo de reflexões filosóficas e de execuções sumarias dos restantes convivas, à medida que tece comentários sobre os próprios. A letra é por demais extensa para ser colocada aqui na MI (4 paginas A4), mas vou destacar algumas passagens para que tenham uma ideia mais correcta do que me refiro:

“I am tall and I am thin
Of an enviable hight
And I've been known to be quite handsome
In a certain angle and in certain light

Well I entered into O'Malley's
Said, "O'Malley I have a thirst"
O'Malley merely smiled at me
Said "You wouldn't be the first"

I knocked on the bar and pointed
To a bottle on the shelf
And as O'Malley poured me out a drink
I sniffed and crossed myself

My hand decided that the time was nigh
And for a moment it slipped from view
And when it returned, it fairly burned
With confidence anew

Well the thunder from my steely fist
Made all the glasses jangle
When I shot him, I was so handsome
It was the light, it was the angle”

(…)

“Well, the light in there was blinding
Full of God and ghosts of truth
I smiled at Henry Davenport
Who made an attempt to move

Well, from the position I was standing
The strangest thing I ever saw
The bullet entered through the top of his chest
And blew his bowels out on the floor”

(…)

“Well, I checked the chamber of my gun
Saw I had one final bullet left
My hand, it looked almost human
As I raised it to my head

"Drop your weapon and come out!
Keep your hands above your head!"
I had one one long hard think about dying
And did exactly what they said”


Simples e poético!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

ref. discografica 666 - Covenant


Caros comparsas do Mal,

Com o intuito, mais do que qualquer outra coisa, de atingir o mesmo numero de Mensagens do mês passado, ocorreu-me que seria de extremo interesse escrever mais uma referencia discografica, desta feita a nº 666.
Dada a curiosidade de termos atingido este numero tão especial para todos nós, pensei que deveria aproveitar a ocasião para homenagear esses que poderiamos chamar de irmãos, não se desse o caso de não termos com eles qualquer tipo de afinidade familiar. Falo do agrupamento musical Morbid Angel.

Os MA, são senhores de um som poderoso e denso, e uns dos fundadores do genero denominado de Death Metal. Como sabe é um estilo musical muito querido pelas nossas paragens, e muito utilizado pelos nossos para se distrairem dos imensos momentos de ócio com que somos frequentemente confrontados.

Estes demonios, têm uma carreira já longa e os seus albuns são verdadeiros compêndios das artes negras e de relatos demoniacos. Têm a particularidade de os titulos dos seus albuns estarem ordenados por ordem alfabética, quando postos por ordem cronologica e passo a exemplificar:

1986 · Abominations of Desolation
1989 · Altars of Madness
1991 · Blessed are the Sick
1993 · Covenant
1995 · Domination
1996 · Entangled in Chaos
1998 · Formulas Fatal to the Flesh
2000 · Gateways to Annihilation
2003 · Heretic

Resta saber se delinearam este plano desde o 1º dia ou se apenas deram conta da coincidência após uns 3 ou 4 albuns e resolveram aproveitar...

Queria chamar a atenção do conhecedor colega, do 4º album da lista, Covenant, que é para mim uma das melhores obras de disseminação da palavra Satânica de todos os tempos.
Para além de uma catita foto da escrivaninha de trabalho do nosso Maior colocada na capa, temas como "World of shit (the promised land)", "Angel of disease", "Sworn to the Black" e o fantastico "God of emptiness (I. The Accuser, II. The Tempter)" são disso prova.
Na falta de oportunidade de os interpretar a todos, eu mesmo, aqui na Masmorra por manifesta falta de tempo da minha parte, deixo-o com o ultimo desta negra lista...



Tentei de facto, retirar uma ou outra frase mais emblematica deste sublime tema, mas é tal a intensidade desta mensagem, escrita pelo proprio Demo e dirigida ao referido antagonista, que optei por a transcrever na integra:


Lies - And you fill their souls

With all oppressions of this world

And all the glory you receive?

So, What makes you supreme?

Lies - Your crown is falling

I offer fantasy

And you, you creator are

Blind with envy

Let the children come to me

Their mother loves me, so shall they

Woman, bleeding, ate my gifts

Man was close behind

Just like a snake I'm slithering

Thru my world divine

And like the cat I'm stalking

I'll take your soul and You'llBe like me

In emptiness, free

Just bow to me faithfully

Bow to me splendidly

terça-feira, 25 de março de 2008

bad luck wind

Hoje proponho-lhe uma curiosa curiosidade de natureza musico-infernal.
Trata-se de um daqueles paradigmas que se apresentam deveras confusos aos comuns mortais, mas que para nós, os que seguimos os anti-dogmas infernais, não passam de curiosas curiosidades que comprovam a curioso comportamento da componente temporal do tempo metereo-cronológico.

O prezado colega conhecerá melhor do que ninguem o trabalho do estimado e afamado colega Glenn Danzig, que se deu a conhecer ao mundo sob o cognome de Danzig. Conhecerá tambem o não menos diabolico Johnny Cash, que apesar de operar num registo musical diferente, foi sem duvida um dos nossos à sua maneira blues/country.

A curiosidade que lhe trago e que é prova irrefutavel, para aqueles que ainda acreditam de que o tempo é apenas o que parece, é então a seguinte:

O tema musical "Thirteen" composto por Glenn Danzig e apresentado no seu album com a simpatica denominação de "6:66 Satan's Child" em 1999, aparece em forma de cover no album do J. Cash de 1994 entitulado de "American Recordins"!

Curioso, certo? Mas consegue o culto Malefico, chegar ao ponto que uniu estes dois momentos no tempo?

Para o entreter e encher um pouco mais este curto post, deixo-o com a fantastica letra da musica em questão:

"Bad luck wind been blowin' on my back
I was born to bring trouble wherever I'm at
With the number '13' tattooed on my neck
That ink starts to itch
Black gon' turn to red
I was born in the soul of misery
And I never had me a name
They just give me a number when I was young

Got a long line of heartacheI carry it well
The list of lives I've broken
Reach from here to Hell
And a bad luck wind been blowin' on my back
Pray you don't look at me
And I pray I don't look back

I was born in the soul of misery
And I never had me a name
They just give me a number when I was young

Found me with a preacherman confessin' all I done
Catch me with the devil playing 21
And a bad luck wind been blowin' on my back
I was born to bring trouble wherever I'm at

I was born in the soul of misery
And I never had me a name
They just give me a number when I was young
When I was young
When I was young
When I was young"

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

resposta a uma questão interessante ...

mafarrico,

uma vez que isto é uma resposta à sua desinteressante questão, aconselho-o a ler primeiro o post anterior, uma vez que foi você próprio que o escreveu, pois conhecer a resposta antes de conhecer a pergunta que formulou antes de ler a resposta à sua pergunta poderia tornar-se algo confuso.

Agora que já conhece a pergunta que se perfilou na sua mente horas antes do meu aviso, deixe-me dizer-lhe que sempre gostei da maneira como vai directo ao assunto sem rodeios desnecessários, penso mesmo que é isso que o diferencia das pessoas que abordam assuntos com rodeios necessários.

Também me agrada a maneira como recorre à minha infinita paciência e superior inteligência com que o ajudo relutantemente e de forma humilde.

A resposta :

Estou na ideia que num feio dia de inverno, os elementos deste agrupamento musical estariam na sua sala de ensaios e tiveram a visita de um dos nossos que os marcou para sempre. Pois que seguiram a aparição, e num estado de temor e tremor, vieram conhecer o nosso lado. Saíram de lá pessoas diferentes e, acalmada a vontade de se tornarem uma banda de Black Metal, compreenderam a utilidade que tinham em se manter infiltrados. De seguida escreveram a seguinte musica explicativa da sua incursão e agora usada para atrair pobres coitados (como eles anteriormente) às profundezas do nosso mais adorado covil e a preencher as nossas hostes.

Respondo-lhe, portanto, como tantas vezes, com uma lírica de um conjunto musical.

Aceito, antecipadamente, os seus mais sinceros agradecimentos. E deixo-o com a resposta à sua pergunta.

Wilco - Hell Is Chrome

When the devil came
He was not red
He was chrome, and he said

Come with me
You must go
So I went
Where everything was clean
So precise and towering

I was welcomed
With open arms
I received so much help in every way
I felt no fear
I felt no fear

The air was crisp
Like sunny late winter days
A springtime yawning high in the haze
And I felt like I belonged
Come with me

Come with me
Come with me
Come with me
Come with me
Come with me
Come with me
Come with me


M.P.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

ref. discografica 666 - heartwork

mafarrico,

voltando ao tema preferido da masmorra - estas recomendações que vamos rasgando a sangue nas costas dos infelizes que aqui estão detidos, vis criaturas que não sabem adorar o Sr. Satanás, seguidores do bem que estão agora subjugados ao Mal, o nosso desprezo é bom demais para tais vermes.

Dizia eu, voltando a este tema, decidi recuperar as ref. discográficas que tanto trabalho nos deram a enumerar e decidi relembra-lo desta rodela de plástico gloriosamente barulhenta e tão tocada no meu gira-discos maléfico.

Refiro-me ao fantástico, pioneiro e inultrapassável Heartwork editado em 1994 e desde então mantendo-se sempre no top das preferências de qualquer seguidor do Mal que se preze. Tudo neste disco é excelente, desde a capa do nosso caro colega de outras artes H.R.Giger, passando pela excelente musicalidade, e boas letras que foram um passo em frente em relação ao que os jovens desta banda faziam até então.

Não existe neste curto disco(pouco mais de meia hora), uma única música que seja possível passar à frente, e neste caso particular nem foi preciso nenhum esforço extra do nosso Querido Lorde Das Trevas, a começar nos primeiros acordes da música de abertura (clássico, mafarrico, clássico ... quando a bateria arranca dando o mote para todo o disco..... uma beleza extrema é o que lhe digo), até ao ultra-rápido Death Certificate são 10 temas indispensáveis ao ouvido apurado do amante requintado de música que é o apreciador de Heavy Metal.

De realçar o mérito que este disco e os seus autores têm ao conseguir atrair para o mundo escuro e pestilento de Masmorras e afins novos seguidores, pelo menos a julgar pelo sem número de novas bandas que editam covers de uma ou outra música deste CD.

É muito difícil escolher uma faixa, uma vez que são todas fantásticas e com certeza já terá as suas preferidas, mas deixo-o com a que me atraiu mais nas primeiras audições nesse longínquo ano de 1994.



In futility, for self preservation
We all need someone
Someone to hate

M.P.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

histórias da vida

mafarrico,

os mais diversos bardos trovam as histórias dos fieis servidores. Aqui fica mais um relato das atribulações de um dos nossos.

Baby, have mercy, please don't be unkind!
I remember chips of woman let me down and blew my mind.
For out of my back, she's gonna look way back into the back of my eyes.
She said: "You've done your baby wrong and you know you're gonna die tonight."

Now, the villagers are coming with a pitchfork and a screaming dog.
I got long black hair growing way out of the back of my skull.
Feeling kinda itchy, I got blood on my mouth.
She said: "You gotta get away, come on baby, go on way down south!"

She said, she said, she said, she said.

She said: "You got nothing left, you ain't a man no more, you're outta control.
And the moon, baby, is blooming, you're gonna find out, what it's like to lose your soul."
Now, my teeth are long, pentagram on my palm. What have I done?
I said: "Get up now, please baby! Come on! I gotta fly, I gotta run."

She said, she said, she said, she said.

I crave to taste the blood. Lord almighty, good Lord above, my soul is lost!
I said: "I curse the day that I ever was born!"
Baby, have mercy, don't you hear me screaming in pain?
I said my prayers at night, come on please, I won't forsake your name!

They're gonna lay me right here in this marshy swamp.
Hit by a silver bullet right throught my heart.

She said, she said, she said.
She said: "Werewolf".
She said: "Werewolf".
She said: "Werewolf".


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Nº 17

mafarrico,

já aqui conversamos sobre as pessoas patéticas que o deixam de ser. Mas também existe a outra face da moeda. O vice-versa como se costuma dizer. Isso irritam-me fortemente, ao ponto de desejar que tais fulanos passem a eternidade na brisa amena do céuzinho (ao contrário de nós que iremos para as chamas do Inferno).

Infelizmente uma dessas pessoas já foi figura proeminente na nossa causa, líder e ídolo de uma geração, ele é o otário Dave Mustaine. E como todos os otários não consegue estar calado, agora diz :

"I made clear to my agent that I won't play with Satanic bands, and the promoter booked the band without checking with the agent. Because I'm a legend, I don't need to play with people who have gone on record and said they're an enemy of mine. Because I believe in God and he believes in Satan, that means we're enemies, right? It doesn't mean I can't pray for the guy; it just means he doesn't like me and he said so. And I told them that I was stepping off the bill. I never said to cancel those guys. "

Ah! A velha tolerância cristã, que em consciência não o deixa utilizar o palco que horas ou minutos antes foi utilizado por um ser maléfico da nossa estirpe (buuuuhuuuuu!!!).... Será que o nosso amigo também não utilizaria uma carruagem de metro se soubesse que no dia anterior o Vincent Price a tinha utilizado a caminho do seu pequeno-almoço? Será que iria procurar um outro hospital de urgência se o sr. enfermeiro lhe dissesse "Por acaso, ontem tivemos aqui o Sr. Crowley com um braço partido.". Será que se a sua influência no mundo musical fosse outra, ele continuaria com a mesma posição e voltava ele para casa, em vez de obrigar os nossos rapazes a desistirem do concerto? Não sei ,são questões que não interessam ao menino jesus (como é costume dizer-se).

Interessa é recordar o obra deste senhor quando tinha algo que não era totalmente idiota a dizer:

"If there's a new way,
I'll be the first in line.
But, it better work this time.
"

(e que grande, grande música, enorme!)



Infelizmente para o Sr. Mustaine a sua "new way" foi uma paspalhice total

Um forte abraço,
M.P.