Como já foi aqui levemente discutido na mensagem anterior, é sabido que o magnânime Maléfico (eu próprio) se deslocou em missão secreta a um dos mais badalados festivais de Verão que os humanos destas paragens organizam precisamente no Verão - O Super Bock Super Rock. O que se segue é uma resenha do relatório que preparei e que enviei atempadamente ao nosso Maior.
Todos estamos familiarizados com o conceito de festival, a diferença mais visivel, ao que nós demónios diz respeito, é que neste festival não se ouviriam as doces melodias de Satã (vulgo Heavy Metal) - mas não era isso que lá me enviava, o que interessava mais a Maléfico era o estudo do comportamento humano, que me levou a conclusões interessantes e manifestamente optimistas quanto ao futuro da estupidez humana.
Tudo se iniciou rapidamente, um bilhete caído do céu, o rápido assumir de forma humana, e os cascos a caminho - sempre a tirar notas. O trabalho iniciara-se.
O que cedo agradou a Maléfico foi o caos que se gerou ainda a longos quilómetros se estava do epicentro do festival, o caos no trânsito, com carros parados e a certeza de se perder alguns concertos logo no primeiro dia fizeram com que os humanos começassem a mostrar sinais de irritação logo ali, foi bonito ver o desrespeito com que se tratavam mutuamente, ainda nem tinham saido do carro. Ultrapassagens pela berma, insultos, buzinadelas, algum desepero portanto, isto durante as 5 horas que se demorou a fazer os 30/40 km finais - aliado ao aspecto resignado com que viamos alguns energumenos ficar pelo caminho com os seus bólides avariados - foi bonito.
Chegando ao recinto propriamente dito, tudo melhorou aos olhos de um demónio, quase me senti em casa, não é que chegando ao local e com várias horas de música perdida (bem feito para quem comprou bilhete!) a visão se assemelhava ao Inferno na terra?! Uma neblina de pó denso encobria uma multidão de muitos milhares de pessoas que enchiam um espaço sub-dimensionado e que se encavalitavam, chocavam e vagueavam em todas as direcções. Isto enquanto a desculpa para todos nos encontrarmos ali (a música) ia sendo debitada nos dois palcos com um som sofrível (ia e vinha parecendo ao sabor do vento) o que foi capaz de irritar o mais sofredor dos amantes de música ali presente.
Nos dias seguintes tudo melhorou - o lixo acumulou-se. Toneladas de lixo por todo o lado, os recipientes próprios cheios, partidos, a transbordar e a serem engolidos por volume de lixo quatro vezes o seu tamanho. Sendo então possível verificar na zona do campismo como o ser humano consegue conviver de livre vontade (ainda pagando para isso, note-se) com a imundice e o nojo. Adicionado ao facto de a organização fazer questão que todos os que mais conviveram com o pó e o lixo tivessem extrema dificuldade em aceder a água para a sua higiene pessoal - suspeito que fosse algum colega nosso encarregue deste departamento.
Se na zona de campismo, as pessoas dormem com lixo, na zona de alimentação, as pessoas comem com lixo. O único sitio onde era possível sentar, sem ser na areia/chão desconfortável, era um local diminuto onde as 40 mil pessoas convergiam incessantemente. Tudo a comer por cima dos restos de alimentação de dezenas de pessoas, isto durante três dias de comilanço guloso, que isto de festivais dá fome e, infelizmente, o pó não alimenta ninguém.
A música sofrível (vários milhares de pessoas foram obrigadas a assistir a anomalias como The Gift) aliada a condições deploráveis - o mau génio latente em toda a gente começa a a vir ao de cima. Para exemplificar, após o presenciamento de várias pessoas a exigir boa educação aos berros depois de muitos encontrões e calcadelas, o momento mais hilariante foi mesmo o de uma cândida rapariga a ameaçar calcar todos os que não se levantassem do seu caminho, algumas pessoas sentadas, dificuldade em contornar e os berros: "Se não se levantam calco todos!!!, estou farta disto!!", alguns indicadores que um esganaço podia vir a caminho e tudo ficou sanado com uns olhares de ódio. Era este o ambiente festivo que se viveu, e que descambaria em mortes e batalhas campais se mais dois ou tres dias de festival existissem.
Basicamente foi isto, dir-se-ia estarmos num dos circulos do Inferno a que chamamos casa. O acesso a cerveja era fácil, no meio daquilo tudo assistiu-se a dois ou três concertos fenomenais (de um demónio lhes tirar o chapéu) e a conclusão que tiro e que muito me agrada, tem a ver com o espírito. O chamado espírito festivaleiro que há uns anos podia ser descrito como o passar de uns belos dias na natureza, com condições básicas de campista, a conviver e a assistir a música de artistas adorados ou por descobrir, agora ter-se-á transformado em passar uns dias no lixo e pó, a fazer filas para ter brindes em circos montados ao redor de vários palcos onde por acaso se ouve música.
Li que a organização considerou este evento como um sucesso completo e que jurou a sua continuidade no mesmo local por muitos e bons anos. O que me apraz muito e faz soltar uma gargalhada sonora já antecipando o sofrimento dos energumenos que lá voltarão ou irão, incautos, pela primeira vez. Só vou é pedir ao Sr. Satanás para não me enviar para lá outra vez, nunca mais, por favor.
P.S. - O meu conselho ao idiotas que insistam em falar no "espirito de festival" como razão para se aguentar condições deste género é que mergulhem de cabeça numa das poucas casas de banho disponiveis no recinto - qualquer uma, escolham.
P.S.1 - Houve música, é verdade, como mencionado no texto. Poderei debruçar-me mais sobre este aspecto se o colega mafarrico assim o desejar. Existiram alguns aspectos para louvar e desejar repetir, mas também muitos para ridicularizar e fazer suspirar pelo nosso querido Heavy Metal que nunca nos deixa mal.
Mostrar mensagens com a etiqueta REL. VERIDICO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta REL. VERIDICO. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 19 de julho de 2011
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Dos confins de um planalto....CAOS EMERGENTE!!
Eis a esperada, a aguardada, a inequívoca mensagem da presença de um tridente de 6 6 6 nesse espaço mítico, Sport Club Nun'Álvares em Recarei, outrora cenário de prática desportiva e agora transformado para sempre em local de culto dos rugidos das profundezas!!
Assim foi há 11 Séculos atrás, tanto tempo passou, mas a memória não se apaga, desses momentos de comunhão com tantas outras criaturas diabólicas, maléficas, mafarrificas até. Estaria lá Satanás ele próprio, disfarçado quiçá, mas estavamos em nítida comunhão de ideais, em sintonia de vestes, mas algo se distinguia no meio dos demais...não estou a falar do Maléfico de camâra em punho a apontar para o palco, mas da presença dos fiéis da Masmorra, que estremeceram de pânico os diabos menores que neles tentavam focar o olhar.
O orgulho pelas nossas novas vestes trespassava-nos as mentes e estava patente em cada passada que dávamos. O caminho estava a ser conquistado!!
Não querendo plagiar algo que já li por aí, começamos pelas bifanas com picante servidas por catraios nitidamente em situação de exploração de trabalho infantil, e como nos agradou essa visão de miúdos que tinham de perguntar ao pai como faziam os trocos enquanto nos tentavam sugar pela ratoeira plantada mesmo à frente da barraca das bifanas improvisada para o efeito.
Seguimos para o recinto, percebemos que estavam à nossa espera e não nos alongamos mais, entramos portanto!! Ouvimos mais uma criança chorar por não ter uma armadura como a nossa, mas isso não é para todos miúdo! Vais ter de esperar.
Entramos, agora sim e tratamos de adquir algo para matar a sede. Logo um energúmeno nos veio pedir um pouco do nosso líquido com uma caneca vazia, partilhamos, mas pouco, e eu já tinha bebido e salivado o meu copo.
De seguida um transeunte passa por nós, eu não reparei, o Mafarrico também não, foi o Maléfico que chamou a atenção. Era o vocalista dos Napalm Death, falha-me agora o nome, mas o encontro ficou por aí, estavamos em missão e não iamos para socializar com ele.
Dirigimo-nos ao palco e divertimo-nos com os Holocausto Canibal a grunhir e a girar os longos e feios cabelos. Penso que envergonharam qualquer porco em situação de matança, pois conseguiram fazer bem melhor, de forma mais selvagem e autentica do que os próprios porcos com a faca espetada no pescoço e a esvairem-se em sangue. Prenha de um canídeo, Fetofilia e Punição Anal são apenas alguns temas que recordo como sendo os mais bem conseguidos.

A seguir vieram os Napalm, figuras de cartaz e o povo louco correspondeu numa mosh desmedida, com diabos menores a rolarem pelo chão e outros pelo ar, foi engraçado de se ver. Diabolicus não participou, caso contrário aquela mosh poderia ter deixado estragos no terreno.
Os Napalm corresponderam para quem já os conhece e superaram as expectativas para quem não está tão por dentro dos seus sons. O seu vocalista mostrou garra, são uns senhores!
Finalmente, já toda a planteia estava satisfeita, a missão da Masmorra estava concluída, mas os Moonspell resolveram brindar-nos com um concerto agradável. Não tão agitado como os Napalm, mas de excelente nível. Não sabia que havia tipos de Lisboa capazes de produzir tamanho espectáculo, foram a surpresa da noite.
Gostei da frase do seu vocalista, nem os Moonspeel são grandes demais para o Caos Emergente, nem o Caos Emergente é grande demais para os Moonspeel...ainda bem que chegou a essa conclusão.
Foi uma noite bem passada, num dia em que a Masmorra saiu à rua e alguns privilegiados tiveram oportunidade de ver ao vivo os lendários Mafarrico, Maléfico e Diabolicus.
Assim foi há 11 Séculos atrás, tanto tempo passou, mas a memória não se apaga, desses momentos de comunhão com tantas outras criaturas diabólicas, maléficas, mafarrificas até. Estaria lá Satanás ele próprio, disfarçado quiçá, mas estavamos em nítida comunhão de ideais, em sintonia de vestes, mas algo se distinguia no meio dos demais...não estou a falar do Maléfico de camâra em punho a apontar para o palco, mas da presença dos fiéis da Masmorra, que estremeceram de pânico os diabos menores que neles tentavam focar o olhar.
O orgulho pelas nossas novas vestes trespassava-nos as mentes e estava patente em cada passada que dávamos. O caminho estava a ser conquistado!!
Não querendo plagiar algo que já li por aí, começamos pelas bifanas com picante servidas por catraios nitidamente em situação de exploração de trabalho infantil, e como nos agradou essa visão de miúdos que tinham de perguntar ao pai como faziam os trocos enquanto nos tentavam sugar pela ratoeira plantada mesmo à frente da barraca das bifanas improvisada para o efeito.
Seguimos para o recinto, percebemos que estavam à nossa espera e não nos alongamos mais, entramos portanto!! Ouvimos mais uma criança chorar por não ter uma armadura como a nossa, mas isso não é para todos miúdo! Vais ter de esperar.
Entramos, agora sim e tratamos de adquir algo para matar a sede. Logo um energúmeno nos veio pedir um pouco do nosso líquido com uma caneca vazia, partilhamos, mas pouco, e eu já tinha bebido e salivado o meu copo.
De seguida um transeunte passa por nós, eu não reparei, o Mafarrico também não, foi o Maléfico que chamou a atenção. Era o vocalista dos Napalm Death, falha-me agora o nome, mas o encontro ficou por aí, estavamos em missão e não iamos para socializar com ele.
Dirigimo-nos ao palco e divertimo-nos com os Holocausto Canibal a grunhir e a girar os longos e feios cabelos. Penso que envergonharam qualquer porco em situação de matança, pois conseguiram fazer bem melhor, de forma mais selvagem e autentica do que os próprios porcos com a faca espetada no pescoço e a esvairem-se em sangue. Prenha de um canídeo, Fetofilia e Punição Anal são apenas alguns temas que recordo como sendo os mais bem conseguidos.
A seguir vieram os Napalm, figuras de cartaz e o povo louco correspondeu numa mosh desmedida, com diabos menores a rolarem pelo chão e outros pelo ar, foi engraçado de se ver. Diabolicus não participou, caso contrário aquela mosh poderia ter deixado estragos no terreno.
Os Napalm corresponderam para quem já os conhece e superaram as expectativas para quem não está tão por dentro dos seus sons. O seu vocalista mostrou garra, são uns senhores!
Finalmente, já toda a planteia estava satisfeita, a missão da Masmorra estava concluída, mas os Moonspell resolveram brindar-nos com um concerto agradável. Não tão agitado como os Napalm, mas de excelente nível. Não sabia que havia tipos de Lisboa capazes de produzir tamanho espectáculo, foram a surpresa da noite.
Gostei da frase do seu vocalista, nem os Moonspeel são grandes demais para o Caos Emergente, nem o Caos Emergente é grande demais para os Moonspeel...ainda bem que chegou a essa conclusão.
Foi uma noite bem passada, num dia em que a Masmorra saiu à rua e alguns privilegiados tiveram oportunidade de ver ao vivo os lendários Mafarrico, Maléfico e Diabolicus.
domingo, 13 de setembro de 2009
CE2009 - Visão do ser Maléfico
Como já foi amplamente divulgado visitei o certame internacional designado como Caos Emergente 2009. Como a quase totalidade de vós saberá fui a acompanhar (e acompanhado) os meus colegas contribuidores nesta Masmorra que se quer Infernal (isto porque a totalidade de vós, sois, de facto os mencionados colaboradores).
Foi uma jornada triunfal.
Saímos da Masmorra pontualmente, as dificuldades surgidas a caminho foram prontamente ultrapassadas e demos connosco no local do evento. Um local ermo e escuro no topo de uma colina, onde era visível a estrutura que serviria de palco, caminhamos para lá encontrando seres e colegas que se notava espantados e humildemente felizes por nos ver a trilhar os mesmos caminhos que eles. Chegando ao local da bilheteira e após rápido e brilhante raciocinio deixamos a aquisição dos bilhetes para mais tarde e fomos morfar.
Encontramos um agradibilissimo restaurante para saciar a fome, onde o chef nos proporcionava uma selecção de bifanas gourmet que foram acompanhadas, por uns, com um consumé de caldo verde e, por outros, por um vinho super bock colheita de 2009. Excelente! Infelizmente não reparei no nome do restaurante mas penso que se chamaria "Buraco no muro do caminho que vai dar à estrada". Gostaria de me alongar mais sobre esta refeição, mas não é isso o mais importante neste relato.

Das bifanas na mão, para o porco no espeto em palco. Os portugueses Holocausto Canibal levaram consigo uns adereços que faziam lembrar uns, não muito longinquos, churrascos. Além do que levaram também instrumentos musicais e debitaram durante um bom bocado um som potente e agradável q.b.. Os H.C. são uma banda com sentido de humor e praticaram um concerto simpático com musicas ininteligiveis e convidativas ao headbanging furioso. Todos nós da masmorra que lá estavamos sentimo-nos ligados emocionalmente aquela banda que não conheciamos de lado nenhum e proponho, aqui e agora, tornarmo-nos membros honorários do line-up. Que acham os restantes membros? Podemos participar com ideias para titulos de músicas, a escolher : "Bailarico c'o maçarico", "Dissecação no pavilhão" ou "Azia rectal". Estes rapazes deram mesmo azo à frase da noite : "Este concerto foi melhor do que o da Madonna", e isto diz tudo.
Depois vieram os senhores Napalm Death, sobre eles já foi tudo dito. Ganharam um "Lifetime Achievement Award" da Masmorra Infernal, pelo que foram apreciados com o respeito que se guarda para os grandes. Com grande profissionalismo tocaram grandes clássicos assim como temas dos discos mais recentes. São uma inspiração e conquistaram todos os que estavam na plateia. Um grande concerto. Fenomenal! Sois grandes ó napalmes.

Depois do ponto alto da noite seguiram-se os Moonspell, um bocado teatrais de mais para o gosto Maléfico, mas interessantes. Arrancaram rasgados aplausos do público mas penso que isso foi porque conseguiram manter os três espectadores mais importantes no recinto até ao final do respectivo concerto, o que encheu de júbilo a organização, a própria banda, os restantes festivaleiros e a população de Recarei em geral.
Foi uma jornada triunfal.
Saímos da Masmorra pontualmente, as dificuldades surgidas a caminho foram prontamente ultrapassadas e demos connosco no local do evento. Um local ermo e escuro no topo de uma colina, onde era visível a estrutura que serviria de palco, caminhamos para lá encontrando seres e colegas que se notava espantados e humildemente felizes por nos ver a trilhar os mesmos caminhos que eles. Chegando ao local da bilheteira e após rápido e brilhante raciocinio deixamos a aquisição dos bilhetes para mais tarde e fomos morfar.
Encontramos um agradibilissimo restaurante para saciar a fome, onde o chef nos proporcionava uma selecção de bifanas gourmet que foram acompanhadas, por uns, com um consumé de caldo verde e, por outros, por um vinho super bock colheita de 2009. Excelente! Infelizmente não reparei no nome do restaurante mas penso que se chamaria "Buraco no muro do caminho que vai dar à estrada". Gostaria de me alongar mais sobre esta refeição, mas não é isso o mais importante neste relato.
Das bifanas na mão, para o porco no espeto em palco. Os portugueses Holocausto Canibal levaram consigo uns adereços que faziam lembrar uns, não muito longinquos, churrascos. Além do que levaram também instrumentos musicais e debitaram durante um bom bocado um som potente e agradável q.b.. Os H.C. são uma banda com sentido de humor e praticaram um concerto simpático com musicas ininteligiveis e convidativas ao headbanging furioso. Todos nós da masmorra que lá estavamos sentimo-nos ligados emocionalmente aquela banda que não conheciamos de lado nenhum e proponho, aqui e agora, tornarmo-nos membros honorários do line-up. Que acham os restantes membros? Podemos participar com ideias para titulos de músicas, a escolher : "Bailarico c'o maçarico", "Dissecação no pavilhão" ou "Azia rectal". Estes rapazes deram mesmo azo à frase da noite : "Este concerto foi melhor do que o da Madonna", e isto diz tudo.
Depois vieram os senhores Napalm Death, sobre eles já foi tudo dito. Ganharam um "Lifetime Achievement Award" da Masmorra Infernal, pelo que foram apreciados com o respeito que se guarda para os grandes. Com grande profissionalismo tocaram grandes clássicos assim como temas dos discos mais recentes. São uma inspiração e conquistaram todos os que estavam na plateia. Um grande concerto. Fenomenal! Sois grandes ó napalmes.
Depois do ponto alto da noite seguiram-se os Moonspell, um bocado teatrais de mais para o gosto Maléfico, mas interessantes. Arrancaram rasgados aplausos do público mas penso que isso foi porque conseguiram manter os três espectadores mais importantes no recinto até ao final do respectivo concerto, o que encheu de júbilo a organização, a própria banda, os restantes festivaleiros e a população de Recarei em geral.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mais novas das terras nórdicas
Meus caros,
para uma coisa serviu a minha viagem por terras do norte, para adivinhar onde estáveis circa 1626. Vocês estariam , os dois, ou um, ou os dois separados, nas mesmas terras que eu calcorreei em 2009.
Diria mesmo que estariam entre os engenheiros do projecto do barco de guerra de nome Vasa. Diria que estavam preparados para rir a bom rir.
Quase que adivinho que estariam entre a equipe que no séc. XVII recebeu ordens do rei sueco para, no auge do domínio daquele pais por aguas da região, construir o mais potente e temível vaso de guerra a ser usado na guerra dos trinta anos.
Quase que vos adivinho a dizer ao engenheiro responsável para ir supervisionar os adornos no convés enquanto vós trataríeis calmamente dos cálculos para o lastro do navio.
Vejo-vos confiantes e com um secreto sorriso, embrenhados na comitiva que viu o recém-barco, com 150 homens a bordo, com um armamento recorde, ricamente decorado e preparado para espalhar o terror, espanto e inveja nos inimigos se lançar pela primeira vez às aguas do Báltico.
Ouço-vos a rir a bom rir quando o barco andou mil e duzentos metros e afundou.
Histórias destas são dignas da nossa masmorra. E devido aos vossos prováveis actos pessoas de todo o mundo podem visitar um museu na Suécia e rir-se enquanto os próprios suecos tentam rentabilizar o barco sem ser alvos de muito ridículo.
Cliquem aqui para ler a história deste soberbo e risível barco de guerra (os vossos nomes foram omitidos).
para uma coisa serviu a minha viagem por terras do norte, para adivinhar onde estáveis circa 1626. Vocês estariam , os dois, ou um, ou os dois separados, nas mesmas terras que eu calcorreei em 2009.
Diria mesmo que estariam entre os engenheiros do projecto do barco de guerra de nome Vasa. Diria que estavam preparados para rir a bom rir.
Quase que adivinho que estariam entre a equipe que no séc. XVII recebeu ordens do rei sueco para, no auge do domínio daquele pais por aguas da região, construir o mais potente e temível vaso de guerra a ser usado na guerra dos trinta anos.
Quase que vos adivinho a dizer ao engenheiro responsável para ir supervisionar os adornos no convés enquanto vós trataríeis calmamente dos cálculos para o lastro do navio.
Vejo-vos confiantes e com um secreto sorriso, embrenhados na comitiva que viu o recém-barco, com 150 homens a bordo, com um armamento recorde, ricamente decorado e preparado para espalhar o terror, espanto e inveja nos inimigos se lançar pela primeira vez às aguas do Báltico.
Ouço-vos a rir a bom rir quando o barco andou mil e duzentos metros e afundou.
Histórias destas são dignas da nossa masmorra. E devido aos vossos prováveis actos pessoas de todo o mundo podem visitar um museu na Suécia e rir-se enquanto os próprios suecos tentam rentabilizar o barco sem ser alvos de muito ridículo.
Cliquem aqui para ler a história deste soberbo e risível barco de guerra (os vossos nomes foram omitidos).
domingo, 21 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
quando o caos emerge o homem afunda
meu caro e preguiçoso diabolicus, nunca mais nos faça uma destas! É que o seu breve poema teve um efeito tal que foi notória a falta de produtividade de tantos os três quantos o leram.
Eu próprio fiquei num estado precáriamente equilibrado no meu assento, a olhar vagamente para o futuro e sem fazer nada além de respirar de quando em vez. Foram uns bons momentos, mas voltemos ao labor a bem da demoniosidade mundial.
É muito a ferros que descubro um tema para trazer a debate, e a minha escolha é condicionada pela urgência em divulgar um evento antes que seja tarde de mais. É que faltam pouco mais de dois meses para esse espectáculo que se quer de luz e poderoso som a que alguém convencionou chamar de Caos Emergente 2009.
Se bem se lembra mafarrico, deslocamo-nos incógnitos à edição do ano passado (Caos Emergente 2008), deslocação que como não podia deixar de ser foi amplamente ignorada aqui no nosso folhetim da masmorra. Se no ano passado visionamos uma série de bons concertos, este ano perfila-se ainda melhor e é de destacar a presença dos nossos preferidos Napalm Death (depois do lifetime achievement award da masmorra outra coisa não poderia suceder), dos germânicos Destruction (como estarão os guinchos do pequeno schmier vinte anos depois?), dos extremamente malvados, malévolamente satânicos e completamente polacos Behemoth e dos lusitanos Moonspell (na 156434ª actuação no nosso pais).
Noto que este apontamento é curto, mas os efeitos da maldição de preguiça lançada na mansagem anterior foram vastos. Talvez quando outros nomes forem adiantados para o cartaz seja possivel gatafunhar algo mais.
Deixo o video da praxe para aguçar o apetite das nossas já de si aguçadas orelhas.
Uma ultima nota para o facto de termos de abandonar a nossa masmorra para nos deslocarmos à vasta metrópole de Recarei, mas tenho a certeza que talvez nos consigamos orientar pelo menos até um local frontal ao palco.
Eu próprio fiquei num estado precáriamente equilibrado no meu assento, a olhar vagamente para o futuro e sem fazer nada além de respirar de quando em vez. Foram uns bons momentos, mas voltemos ao labor a bem da demoniosidade mundial.
É muito a ferros que descubro um tema para trazer a debate, e a minha escolha é condicionada pela urgência em divulgar um evento antes que seja tarde de mais. É que faltam pouco mais de dois meses para esse espectáculo que se quer de luz e poderoso som a que alguém convencionou chamar de Caos Emergente 2009.
Se bem se lembra mafarrico, deslocamo-nos incógnitos à edição do ano passado (Caos Emergente 2008), deslocação que como não podia deixar de ser foi amplamente ignorada aqui no nosso folhetim da masmorra. Se no ano passado visionamos uma série de bons concertos, este ano perfila-se ainda melhor e é de destacar a presença dos nossos preferidos Napalm Death (depois do lifetime achievement award da masmorra outra coisa não poderia suceder), dos germânicos Destruction (como estarão os guinchos do pequeno schmier vinte anos depois?), dos extremamente malvados, malévolamente satânicos e completamente polacos Behemoth e dos lusitanos Moonspell (na 156434ª actuação no nosso pais).
Noto que este apontamento é curto, mas os efeitos da maldição de preguiça lançada na mansagem anterior foram vastos. Talvez quando outros nomes forem adiantados para o cartaz seja possivel gatafunhar algo mais.
Deixo o video da praxe para aguçar o apetite das nossas já de si aguçadas orelhas.
Uma ultima nota para o facto de termos de abandonar a nossa masmorra para nos deslocarmos à vasta metrópole de Recarei, mas tenho a certeza que talvez nos consigamos orientar pelo menos até um local frontal ao palco.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Um pequeno teste
A verdade é que outro dia tive de me locomover por via aérea, e fazendo um esforço por manter o meu disfarce terreno, aturei todas estas idiotices humanas de aeroportos, bilhetes, check-ins, horários e lugares marcados.
Foi precisamente este ultimo aspecto que o Sr. Satanás aproveitou para um pequeno teste à minha demoniosidade.
Não foi depois de olhar poucas vezes para o bilhete que entrei na aeronave e me dirigi pelo corredor ao lugar que me estava destinado. Para quem não sabe o lugar está marcado em forma de charada simples, tipo coordenada (por ex. 16-A), em que o numero se refere a fila de cadeirões a começar da fila um e incrementando uma unidade a cada fila, e a letra refere-se, dentro da fila, a um determinado cadeirão a começar de uma janela até à janela oposta, é fácil para nós mas para alguns energumenos humanos é mais dificil do que parece.
Foi precisamente um desses energumenos humanos que encontrei sentado no lugar que me estava destinado. Com a convicção que tal combinação numero-letra não é dificil de decorar e com o bilhete já guardado no bolso dirigi-me ao reles que não tinha sido capaz de tal raciocinio e , mal escondendo um profundo suspiro, disse-lhe:
- Esse lugar é meu.
Pareceu-me uma boa forma de lhe colocar a questão, uma vez que a interacção com tal ser era incontornável e a iniciativa tinha de partir de mim próprio. O homem olha para mim, um pouco sonolento, e responde-me de uma forma que, confesso, eu não esperava.
- E eu sento-me onde?
Reparem que, naquelas circunstâncias, a violencia brutal estava fora de questão, e os olhares de outros passageiros, ávidos por algo que os distraisse, estavam postos em nós. Retorqui :
- O senhor senta-se no lugar que estiver escrito no seu bilhete.
O homem olhou para mim, sendo impossivel decifrar os seus pensamentos. Eu olhei para ele, pensando quão dificil poderia ser o tal decifrar das coordenadas. Ao que ele quebrou o silêncio dizendo um brilhante:
- Para mim os Fs (o lugar era um F) são todos iguais.
Levantou-se e sentou-se no lugar ao lado, pelo que eu passei por ele, sentando-me no belo lugar a janela ficando ele no lugar do meio de uma série de três.
Passando um pouco de tempo, já com o veiculo em andamento e toda a gente nos seus lugares, estranhei que o tipo tivesse ficado naquele lugar uma vez que tinha afirmado que o seu lugar era tambem um F (e não o E onde estava sentado), tembem achei estranho que o comparsa que me acompanhava não tivesse ficado ao meu lado quando tinhamos feito o check-in em simultâneo.
As provações do Sr. Satanás são muitas e aparecem-nos de todas as formas e feitios, começei a suspeitar que a Sua Garra estivesse metida nesse episódio, pelo que suspirei mais uma vez e enquanto o avião acelerava para descolar, deitei uma olhadela tão discreta quanto possivel, para o bilhete que se encontrava no bolso de dentro do casaco. Lá estava, a terrivel marca Dele, a rasura que ao sair da impressora tinha transformado o meu E num F. Só uma leitura atenta revelava o defeito do bilhete, mas era agora claro que o meu lugar era o do meio e o lugar correcto do ser humano ao meu lado era o que eu ocupava. Era um teste!! O que deveria fazer eu nesta situação?
Deixei-me ficar, claro, já referi que o lugar era a janela?
Foi precisamente este ultimo aspecto que o Sr. Satanás aproveitou para um pequeno teste à minha demoniosidade.
Não foi depois de olhar poucas vezes para o bilhete que entrei na aeronave e me dirigi pelo corredor ao lugar que me estava destinado. Para quem não sabe o lugar está marcado em forma de charada simples, tipo coordenada (por ex. 16-A), em que o numero se refere a fila de cadeirões a começar da fila um e incrementando uma unidade a cada fila, e a letra refere-se, dentro da fila, a um determinado cadeirão a começar de uma janela até à janela oposta, é fácil para nós mas para alguns energumenos humanos é mais dificil do que parece.
Foi precisamente um desses energumenos humanos que encontrei sentado no lugar que me estava destinado. Com a convicção que tal combinação numero-letra não é dificil de decorar e com o bilhete já guardado no bolso dirigi-me ao reles que não tinha sido capaz de tal raciocinio e , mal escondendo um profundo suspiro, disse-lhe:
- Esse lugar é meu.
Pareceu-me uma boa forma de lhe colocar a questão, uma vez que a interacção com tal ser era incontornável e a iniciativa tinha de partir de mim próprio. O homem olha para mim, um pouco sonolento, e responde-me de uma forma que, confesso, eu não esperava.
- E eu sento-me onde?
Reparem que, naquelas circunstâncias, a violencia brutal estava fora de questão, e os olhares de outros passageiros, ávidos por algo que os distraisse, estavam postos em nós. Retorqui :
- O senhor senta-se no lugar que estiver escrito no seu bilhete.
O homem olhou para mim, sendo impossivel decifrar os seus pensamentos. Eu olhei para ele, pensando quão dificil poderia ser o tal decifrar das coordenadas. Ao que ele quebrou o silêncio dizendo um brilhante:
- Para mim os Fs (o lugar era um F) são todos iguais.
Levantou-se e sentou-se no lugar ao lado, pelo que eu passei por ele, sentando-me no belo lugar a janela ficando ele no lugar do meio de uma série de três.
Passando um pouco de tempo, já com o veiculo em andamento e toda a gente nos seus lugares, estranhei que o tipo tivesse ficado naquele lugar uma vez que tinha afirmado que o seu lugar era tambem um F (e não o E onde estava sentado), tembem achei estranho que o comparsa que me acompanhava não tivesse ficado ao meu lado quando tinhamos feito o check-in em simultâneo.
As provações do Sr. Satanás são muitas e aparecem-nos de todas as formas e feitios, começei a suspeitar que a Sua Garra estivesse metida nesse episódio, pelo que suspirei mais uma vez e enquanto o avião acelerava para descolar, deitei uma olhadela tão discreta quanto possivel, para o bilhete que se encontrava no bolso de dentro do casaco. Lá estava, a terrivel marca Dele, a rasura que ao sair da impressora tinha transformado o meu E num F. Só uma leitura atenta revelava o defeito do bilhete, mas era agora claro que o meu lugar era o do meio e o lugar correcto do ser humano ao meu lado era o que eu ocupava. Era um teste!! O que deveria fazer eu nesta situação?
Deixei-me ficar, claro, já referi que o lugar era a janela?
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Ironia do DEMO
Caros Parceiros do Mal,
Atentai no negro relato que se segue e tirai dele as conclusões possíveis ou impossíveis se fordes mais ousados.
Sem mais demoras e porque o tempo urge passo de seguida ao relato dos factos, não vos fazendo perder mais do vosso precioso tempo e ócio.
Acredito que a curiosidade tomou conta de Vós, e estais neste momento a pensar o que me faz dirigir-me em tão honroso palco às vossas reles pessoas, por isso passemos à acção.
Encontrando-me eu calmamente a correr e aos pontapés no meio de alguns anjinhos e diabos de classes inferiores, eis que num momento de calma aparente sou supreendido por uma violenta patada por trás, desferida por um dos presentes...
Nos breves instantes que se seguem a estas surpresas, temos de ser rápidos a pensar e a reagir, sob pena de sermos conotados com seres desprovidos de inteligência e cujo tempo de reacção é enorme.
Assim pensei rápido....e automaticamente verifiquei!
Este é dos nossos!! Perante tal cumprimento tenho de o saudar de forma ainda mais entusiástica.
Se bem pensei melhor o fiz e esmurrei-o com toda a violência possível mesmo na zona dos dentes.
Automaticamente aconteceu a reacção natural típica destes cumprimentos mais efusivos e em tudo semelhante ao que acontece quando esmagamos com o punho um anjinho...isto é, bastante sangue a jorrar...
No momento seguinte a ter dado ainda mais um cumprimento ao colega, desta feita com o pé, mas não tão forte como a primeira saudação, verifiquei o dito sangue na minha mão...e pensei, eheh, este diabo simpático quis deixar-me uma recordação sua..
Quando verifiquei a quantidade de sangue que tinha na realidade na minha mão, o meu 2º pensamento foi: caramba, obrigado mas não era preciso tanto.
E já num 3º momento de raciocínio verifiquei a Ironia Suprema!!!
O sangue era meu, aquela cor era-me familar, e não parava de jorrar do meu punho!!!
Depois de algumas lambidelas entusiasmadas, tive de deixar o antro em que me encontrava, para colocar alguns químicos que estancassem a referida hemorragia sob pena de ficar desprovido de todo o sangue que corre nas minhas corrosivas veias.
Tive muita pena de não poder continuar os festejos de encontro de iguais, mas uma das minhas manápulas estava inoperante e limitei-me a ensinar algumas palavras ao diabinho que tremia, naturalmente não estava ainda ao nível de convívio com um diabo da minha estirpe.
Atentai no negro relato que se segue e tirai dele as conclusões possíveis ou impossíveis se fordes mais ousados.
Sem mais demoras e porque o tempo urge passo de seguida ao relato dos factos, não vos fazendo perder mais do vosso precioso tempo e ócio.
Acredito que a curiosidade tomou conta de Vós, e estais neste momento a pensar o que me faz dirigir-me em tão honroso palco às vossas reles pessoas, por isso passemos à acção.
Encontrando-me eu calmamente a correr e aos pontapés no meio de alguns anjinhos e diabos de classes inferiores, eis que num momento de calma aparente sou supreendido por uma violenta patada por trás, desferida por um dos presentes...
Nos breves instantes que se seguem a estas surpresas, temos de ser rápidos a pensar e a reagir, sob pena de sermos conotados com seres desprovidos de inteligência e cujo tempo de reacção é enorme.
Assim pensei rápido....e automaticamente verifiquei!
Este é dos nossos!! Perante tal cumprimento tenho de o saudar de forma ainda mais entusiástica.
Se bem pensei melhor o fiz e esmurrei-o com toda a violência possível mesmo na zona dos dentes.
Automaticamente aconteceu a reacção natural típica destes cumprimentos mais efusivos e em tudo semelhante ao que acontece quando esmagamos com o punho um anjinho...isto é, bastante sangue a jorrar...
No momento seguinte a ter dado ainda mais um cumprimento ao colega, desta feita com o pé, mas não tão forte como a primeira saudação, verifiquei o dito sangue na minha mão...e pensei, eheh, este diabo simpático quis deixar-me uma recordação sua..
Quando verifiquei a quantidade de sangue que tinha na realidade na minha mão, o meu 2º pensamento foi: caramba, obrigado mas não era preciso tanto.
E já num 3º momento de raciocínio verifiquei a Ironia Suprema!!!
O sangue era meu, aquela cor era-me familar, e não parava de jorrar do meu punho!!!
Depois de algumas lambidelas entusiasmadas, tive de deixar o antro em que me encontrava, para colocar alguns químicos que estancassem a referida hemorragia sob pena de ficar desprovido de todo o sangue que corre nas minhas corrosivas veias.
Tive muita pena de não poder continuar os festejos de encontro de iguais, mas uma das minhas manápulas estava inoperante e limitei-me a ensinar algumas palavras ao diabinho que tremia, naturalmente não estava ainda ao nível de convívio com um diabo da minha estirpe.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Grande plano
meus colegas
muitas palavras gastei a explicar-vos que a missao discutida em mensagem anterior tinha sido coroada de sucesso, prometi-vos resultados prometedores, elevei as expectativas.
Se dúvidas perssistissem, deixo-vos com um pequeno exemplo de como estava correcto, vide como um humano tido como dócil e simpático, um humano que serve de exemplo para milhares e cujas acções são seguidas por milhões "perdeu a cabeça" e selváticamente agrediu outro em directo e a cores.
Pergunto-lhes, terá este personagem eliminado da champiões ligue visionado o encontro da sua anterior equipa na semana passada? É óbvio que sim. O Diabo cose errado por linhas tortas e não devemos questionar os seus planos.
"perdi a cabeça", "não sei o que me aconteceu". Nós sabemos Pepe, nós sabemos ....
M.P.
muitas palavras gastei a explicar-vos que a missao discutida em mensagem anterior tinha sido coroada de sucesso, prometi-vos resultados prometedores, elevei as expectativas.
Se dúvidas perssistissem, deixo-vos com um pequeno exemplo de como estava correcto, vide como um humano tido como dócil e simpático, um humano que serve de exemplo para milhares e cujas acções são seguidas por milhões "perdeu a cabeça" e selváticamente agrediu outro em directo e a cores.
Pergunto-lhes, terá este personagem eliminado da champiões ligue visionado o encontro da sua anterior equipa na semana passada? É óbvio que sim. O Diabo cose errado por linhas tortas e não devemos questionar os seus planos.
"perdi a cabeça", "não sei o que me aconteceu". Nós sabemos Pepe, nós sabemos ....
M.P.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
recordar é viver pt. 2
mafarrico,
numa altura de balanços e relaxe, permita-se recordar alguns momentos bem passados a rever e reouvir os sons demoniacos outrora praticados num lugar que já não existe.
Nós estavamos lá, numa altura em que comprovadamente os jovens se empenhavam de forma activa e participativa nos eventos culturais neste pais :
mas nem tudo é conhaque e como não podemos estar 100% de férias deixo aqui um importante documento com vista a descatolicizar qualquer um pobre crente que o visualize por mais de 30 seg. (com som claro)
sem som, penso que o terá de visualizar na totalidade para surtir efeito. Ou então ler a letra da musica ...
ou então as duas coisas ao mesmo tempo, mas isso já não sei que efeito terá num não-demonio.
M.P.
numa altura de balanços e relaxe, permita-se recordar alguns momentos bem passados a rever e reouvir os sons demoniacos outrora praticados num lugar que já não existe.
Nós estavamos lá, numa altura em que comprovadamente os jovens se empenhavam de forma activa e participativa nos eventos culturais neste pais :
mas nem tudo é conhaque e como não podemos estar 100% de férias deixo aqui um importante documento com vista a descatolicizar qualquer um pobre crente que o visualize por mais de 30 seg. (com som claro)
sem som, penso que o terá de visualizar na totalidade para surtir efeito. Ou então ler a letra da musica ...
ou então as duas coisas ao mesmo tempo, mas isso já não sei que efeito terá num não-demonio.
M.P.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Ordens são ordens
mafarrico,
conhecendo nós tão bem o poder das hierarquias, sabemos que as ordens são para cumprir. E se por um lado ter somente o Sr. Satanás com mais poderes do que nós próprios é reconfortante e tem bastante piada, por outro lado significa acatar as Suas ordens prontamente para depois podermos massacrar os outros com as nossas próprias directivas.
Isto para lembrar que temos de estar preparados para em qualquer altura fazer cumprir a ordem Maléfica.
Episódio insólito aconteceu quando no outro dia tive de pagar a um ladrão para me roubar o carro. Estava eu sentado no lugar do passageiro e o ladrão no lugar do condutor, e ele ia praticando o seu óficio de duplicar chaves, quando deu por cumprido o primeiro passo do seu trabalho. Ao cumprimento desta tarefa deu-se que o rádio se ligou na minha fm preferida e chegou-me logo aos ouvidos e em bom som a voz do Divino a ordenar-me algo. Eu assim fiz, e quando o vulgar rufia sentado ao meu lado me olhou espantado e olhei-o e repeti o refrão da musica (veiculo muitas vezes usado para a Sua voz). É óbvio que o rapazola largou a fugir valendo que já tinha completado o que se lhe tinha sido ordenado. O Sr. Satanás tem bom timing.
M.P.
conhecendo nós tão bem o poder das hierarquias, sabemos que as ordens são para cumprir. E se por um lado ter somente o Sr. Satanás com mais poderes do que nós próprios é reconfortante e tem bastante piada, por outro lado significa acatar as Suas ordens prontamente para depois podermos massacrar os outros com as nossas próprias directivas.
Isto para lembrar que temos de estar preparados para em qualquer altura fazer cumprir a ordem Maléfica.
Episódio insólito aconteceu quando no outro dia tive de pagar a um ladrão para me roubar o carro. Estava eu sentado no lugar do passageiro e o ladrão no lugar do condutor, e ele ia praticando o seu óficio de duplicar chaves, quando deu por cumprido o primeiro passo do seu trabalho. Ao cumprimento desta tarefa deu-se que o rádio se ligou na minha fm preferida e chegou-me logo aos ouvidos e em bom som a voz do Divino a ordenar-me algo. Eu assim fiz, e quando o vulgar rufia sentado ao meu lado me olhou espantado e olhei-o e repeti o refrão da musica (veiculo muitas vezes usado para a Sua voz). É óbvio que o rapazola largou a fugir valendo que já tinha completado o que se lhe tinha sido ordenado. O Sr. Satanás tem bom timing.
M.P.
domingo, 20 de julho de 2008
Converge @ Tuatara 19/07/08
mafarrico,
percorri 300 km para sul de modo a poder estar presente num convívio demoníaco para o qual estava ansioso faz uns meses. Fui apreciar e deleitar-me com o show de luz e som dos colegas Converge.
Algumas impressões sobre essa noite:
As bandas suporte são sempre uma seca, e estas não foram excepção. As primeiras duas tinham uma sonoridade idêntica, genérica e ouvida 1000000 de vezes antes. Musicalmente falando devo apontar que a principal diferença entre elas seria mesmo o facto de o vocalista de uma usar um boné com a pala para a frente e o outro usar o boné com a pala para trás. Ver energumenos a usar boné num local fechado é sempre cómico, mas mais cómico eram os seus apelos ao movimento no público que se mantinha estático e os agradecimentos sentidos por as pessoas lá estarem, como se alguém lá tivesse ido por causa deles. No entanto há que apoiar as novas bandas nacionais e eu deixo-lhes uma mensagem de incentivo. Essa mensagem é "O vosso futuro acenta na mediocridade, e nunca chegarão a lado nenhum".
Depois seguiram-se os If Lucy Fell, que estavam a ser suporte mas já têm um estatuto que lhes permite não serem ridicularizados na masmorra. Por isso não digo nada. De salientar o facto de o vocalista ter traços asiáticos e eu ter passado muito do tempo seca a jogar sudoku no telemóvel (acho que é de pensar nisto). Deram um bom concerto e comprei o cd deles na barraquinha do merchandise.
Passado um tempo chegaram ao palco os Converge. Agrupamento tocado pela graça de Lucífer (pareceu-me mesmo que era ele na bateria). Um espectáculo de som arrasador, com muito movimento, suor, calor, stage diving e grandes musicas. Uma intensidade impressionante. No fim ninguém de entre a minha comitiva (eu próprio) se magoou e voltei para a charrete infernal para fazer os 300 km de volta à masmorra com um sorriso nos lábios e os ouvidos a ressoarem com um dos melhores concertos a que tive o prazer de assistir na minha longa existência.
Aviso : Tem de parar de ter faltas de comparência nestes eventos, lembre-se que o Diabo tudo vê.
Encontrei mais este video, que tem como principal curiosidade a de o meu braço (tomei forma humana) aparecer várias vezes do lado esquerdo. Ponho-o aqui não para seu agrado, mas para eu o poder rever facilmente quando assim me apetecer.
M.P.
percorri 300 km para sul de modo a poder estar presente num convívio demoníaco para o qual estava ansioso faz uns meses. Fui apreciar e deleitar-me com o show de luz e som dos colegas Converge.
Algumas impressões sobre essa noite:
As bandas suporte são sempre uma seca, e estas não foram excepção. As primeiras duas tinham uma sonoridade idêntica, genérica e ouvida 1000000 de vezes antes. Musicalmente falando devo apontar que a principal diferença entre elas seria mesmo o facto de o vocalista de uma usar um boné com a pala para a frente e o outro usar o boné com a pala para trás. Ver energumenos a usar boné num local fechado é sempre cómico, mas mais cómico eram os seus apelos ao movimento no público que se mantinha estático e os agradecimentos sentidos por as pessoas lá estarem, como se alguém lá tivesse ido por causa deles. No entanto há que apoiar as novas bandas nacionais e eu deixo-lhes uma mensagem de incentivo. Essa mensagem é "O vosso futuro acenta na mediocridade, e nunca chegarão a lado nenhum".
Depois seguiram-se os If Lucy Fell, que estavam a ser suporte mas já têm um estatuto que lhes permite não serem ridicularizados na masmorra. Por isso não digo nada. De salientar o facto de o vocalista ter traços asiáticos e eu ter passado muito do tempo seca a jogar sudoku no telemóvel (acho que é de pensar nisto). Deram um bom concerto e comprei o cd deles na barraquinha do merchandise.
Passado um tempo chegaram ao palco os Converge. Agrupamento tocado pela graça de Lucífer (pareceu-me mesmo que era ele na bateria). Um espectáculo de som arrasador, com muito movimento, suor, calor, stage diving e grandes musicas. Uma intensidade impressionante. No fim ninguém de entre a minha comitiva (eu próprio) se magoou e voltei para a charrete infernal para fazer os 300 km de volta à masmorra com um sorriso nos lábios e os ouvidos a ressoarem com um dos melhores concertos a que tive o prazer de assistir na minha longa existência.
Aviso : Tem de parar de ter faltas de comparência nestes eventos, lembre-se que o Diabo tudo vê.
Encontrei mais este video, que tem como principal curiosidade a de o meu braço (tomei forma humana) aparecer várias vezes do lado esquerdo. Ponho-o aqui não para seu agrado, mas para eu o poder rever facilmente quando assim me apetecer.
M.P.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
mub 08
mafarrico,
aproveitando a sua pertinente pausa na silly season venho dar conta de um pequeno trabalho que efectuei este dia passado.
Desloquei-me vários quilómetros para assistir a um festival designado como mub08. Achei necessário porque era a primeira edição deste evento, e é importante uma deslocação ao local para posterior relatório ao Chefão.
Este festival não era dirigido pelos ruídos pouco subtis a que estamos habituados, mas antes por sonoridades de agrupamentos pouco conhecidos e que apostam mais na tristeza e depressão que conseguem retirar dos seus instrumentos em deterimento de som arrasador. É eficaz e dá azo a grandes momentos musicais, épicos até.
O festival em si estava mau, porque o local e a organização estava preparado para receber "4 mil visitantes diários" e não estariam lá mais do que 400 , 500 almas. quando assim é corre tudo estranhamente, porque basta, por ex. ter la dois gajos a vender panikes mistos que ninguém nota que não há comida, basta ter um caixote do lixo junto da mesa de som, que nada fica excessivamente sujo e as casas de banho chegam e sobram porque não são 4000 pessoas a utilizar, são um décimo. Como é óbvio e dado a nossa natureza, preferíamos ver o pessoal com fome, frio e raiva, a vociferar impropérios contra a sujidade do recinto e problemas de organização, e quantos mais melhor. Isso não aconteceu.
Uma nota à parte para a musica. Vizualizei e ouvilizei cinco concertos. Foram todos bons, ou muito bons ou excelentes.
Como ilustração disto, deixo-o com uma banda que esteve presente, uma prestação noutro sitio qualquer , noutro ano e com um tema que não tocaram.
i bid you farewell, i see you in hell
M.P.
aproveitando a sua pertinente pausa na silly season venho dar conta de um pequeno trabalho que efectuei este dia passado.
Desloquei-me vários quilómetros para assistir a um festival designado como mub08. Achei necessário porque era a primeira edição deste evento, e é importante uma deslocação ao local para posterior relatório ao Chefão.
Este festival não era dirigido pelos ruídos pouco subtis a que estamos habituados, mas antes por sonoridades de agrupamentos pouco conhecidos e que apostam mais na tristeza e depressão que conseguem retirar dos seus instrumentos em deterimento de som arrasador. É eficaz e dá azo a grandes momentos musicais, épicos até.
O festival em si estava mau, porque o local e a organização estava preparado para receber "4 mil visitantes diários" e não estariam lá mais do que 400 , 500 almas. quando assim é corre tudo estranhamente, porque basta, por ex. ter la dois gajos a vender panikes mistos que ninguém nota que não há comida, basta ter um caixote do lixo junto da mesa de som, que nada fica excessivamente sujo e as casas de banho chegam e sobram porque não são 4000 pessoas a utilizar, são um décimo. Como é óbvio e dado a nossa natureza, preferíamos ver o pessoal com fome, frio e raiva, a vociferar impropérios contra a sujidade do recinto e problemas de organização, e quantos mais melhor. Isso não aconteceu.
Uma nota à parte para a musica. Vizualizei e ouvilizei cinco concertos. Foram todos bons, ou muito bons ou excelentes.
Como ilustração disto, deixo-o com uma banda que esteve presente, uma prestação noutro sitio qualquer , noutro ano e com um tema que não tocaram.
i bid you farewell, i see you in hell
M.P.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Mais boas novas sobre a reunião anual!
mafarrico,
por certo lembra-se de eu ter anunciado a reunião anual aqui há uns meses atrás. Aquela que seguindo a tradição se realizaria pela primeira vez e pelo segundo ano consecutivo, e onde existiriam aqueles "bilhetes" que seria necessário adquirir. Mais importante e entusiasmante aquela reunião onde se nos juntariam os nossos colegas Opeth.
Pois muito bem, trago boas novas sobre este evento espectacular!
Foi cancelado.
O efeito de ter sido mencionado na Masmorra foi devastador e o festival is no more (como dizem os islandeses de ascendência paraguaia).
O que é certo é que me parece que aquilo estava a ser organizado por uns demónios de uma estirpe um pouco mais elevada do que poderíamos pensar no inicio. Estariam assim na estirpe entre o esterco e o musgo, penso eu (sem querer ofender ninguém).
Se não vejamos, o festival em si foi anunciado com um cartaz deveras apetecível com algumas das melhores bandas da nossa praça. Logo era possível adquirir os ingressos, mas nunca através dos locais habituais (como é habitual dizer-se), antes deveria processar-se tudo por multibanco, sendo que o talão de multibanco daria para entrar no recinto. Ora isto não parecia muito profissional, mas terá havido uns poucos que mais ou menos entusiasticamente lá se apressaram a passar o seu precioso ouro para o desconhecido.
Alguns tempos passados, e sabe-se lá quantas transferências feitas, a organização anunciou um anuncio bombástico. De um dia para o outro dez das bandas de maior renome teriam 'cancelado' a sua vinda por 'motivos externos à organização'. 10! DEZ! uma banda cancelar a vinda sem dar motivos e dizer "desculpem lá mas numbaidar pa ir" é uma coisa, agora DEZ bandas de uma vez. É estranho, lá isso é. O pessoal lá se queixou, mas iludidos pelos nomes que ainda se mantinham no cartaz lá esperaram que as substituições fossem à altura.
Não, as substituições não foram a altura, bandas de 3ª linha apareceram no cartaz em substituição das de 1ª linha. É mau, se fosse ao contrário era bom, mas assim é mau.
O pessoal queixou-se.
As coisas não pareciam alterar-se em nada, um nome mais vigoroso para o cartaz tardava em aparecer.
Nisto dá-se o que muitos não esperariam, pelo menos aqueles crentes que compraram bilhete com cinco meses de antecedência não esperariam com certeza. O cancelamento. Diz a organização que o recinto foi violentamente destruído por vândalos anónimos o que torna impossível a realização do festival. Mesmo a calhar, digo eu.
Pode pensar-se que eu estou aqui a atirar ao ar acusações de fraude. Se não soubesse eu que o verdadeiro motivo deste azar, má sorte e violência que se abateu sobre tal festividade se deve tão somente à referência prévia na Masmorra (que como sabemos, se mal controlada, tem sempre efeitos devastadores no referido), poderia pensar que sim, mas não.
Arranje agora o mafarrico uma reunião anual para os fãs desejosos de nos ver que a mim já não me apetece.
M.P.
por certo lembra-se de eu ter anunciado a reunião anual aqui há uns meses atrás. Aquela que seguindo a tradição se realizaria pela primeira vez e pelo segundo ano consecutivo, e onde existiriam aqueles "bilhetes" que seria necessário adquirir. Mais importante e entusiasmante aquela reunião onde se nos juntariam os nossos colegas Opeth.
Pois muito bem, trago boas novas sobre este evento espectacular!
Foi cancelado.
O efeito de ter sido mencionado na Masmorra foi devastador e o festival is no more (como dizem os islandeses de ascendência paraguaia).
O que é certo é que me parece que aquilo estava a ser organizado por uns demónios de uma estirpe um pouco mais elevada do que poderíamos pensar no inicio. Estariam assim na estirpe entre o esterco e o musgo, penso eu (sem querer ofender ninguém).
Se não vejamos, o festival em si foi anunciado com um cartaz deveras apetecível com algumas das melhores bandas da nossa praça. Logo era possível adquirir os ingressos, mas nunca através dos locais habituais (como é habitual dizer-se), antes deveria processar-se tudo por multibanco, sendo que o talão de multibanco daria para entrar no recinto. Ora isto não parecia muito profissional, mas terá havido uns poucos que mais ou menos entusiasticamente lá se apressaram a passar o seu precioso ouro para o desconhecido.
Alguns tempos passados, e sabe-se lá quantas transferências feitas, a organização anunciou um anuncio bombástico. De um dia para o outro dez das bandas de maior renome teriam 'cancelado' a sua vinda por 'motivos externos à organização'. 10! DEZ! uma banda cancelar a vinda sem dar motivos e dizer "desculpem lá mas numbaidar pa ir" é uma coisa, agora DEZ bandas de uma vez. É estranho, lá isso é. O pessoal lá se queixou, mas iludidos pelos nomes que ainda se mantinham no cartaz lá esperaram que as substituições fossem à altura.
Não, as substituições não foram a altura, bandas de 3ª linha apareceram no cartaz em substituição das de 1ª linha. É mau, se fosse ao contrário era bom, mas assim é mau.
O pessoal queixou-se.
As coisas não pareciam alterar-se em nada, um nome mais vigoroso para o cartaz tardava em aparecer.
Nisto dá-se o que muitos não esperariam, pelo menos aqueles crentes que compraram bilhete com cinco meses de antecedência não esperariam com certeza. O cancelamento. Diz a organização que o recinto foi violentamente destruído por vândalos anónimos o que torna impossível a realização do festival. Mesmo a calhar, digo eu.
Pode pensar-se que eu estou aqui a atirar ao ar acusações de fraude. Se não soubesse eu que o verdadeiro motivo deste azar, má sorte e violência que se abateu sobre tal festividade se deve tão somente à referência prévia na Masmorra (que como sabemos, se mal controlada, tem sempre efeitos devastadores no referido), poderia pensar que sim, mas não.
Arranje agora o mafarrico uma reunião anual para os fãs desejosos de nos ver que a mim já não me apetece.
M.P.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Boris @ LX Factory 27/05/08
mafarrico,
ontem dirigi-me a uma fábrica abandonada e sem condições para receber um concerto rock'n'roll. Para quê? Para assistir a um concerto rock'n'roll. Foi pena que me tenha deslocado para assistir exactamente a um evento para o qual o local não era adequado, mas ... acho que já percebeu a ideia. Mas afinal, uma fábrica abandonada é adequada para quê? Grandes questões do nosso tempo.
É que o som, ao ser debitado em grande volume fazia eco em tudo quanto era paredes e tectos e parecia que vinha de cima e era preciso uma grande dose de concentração para se perceber o que é que o colectivo japonês estava a tentar fazer em cima do palco. Outros presentes, porventura mais familiarizados com o trabalho do trio (eram quatro) estavam em extâse, mas eu não, eu estava só a pensar que a prestação de uma grande banda, com grandes músicas e grande postura estava a ser arruinada por um som deficiente.
Foi pena, mas lembre-se, vizinhos dos nossos vizinhos, nossos vizinhos são (se não formos nós, claro!).
M.P.
ontem dirigi-me a uma fábrica abandonada e sem condições para receber um concerto rock'n'roll. Para quê? Para assistir a um concerto rock'n'roll. Foi pena que me tenha deslocado para assistir exactamente a um evento para o qual o local não era adequado, mas ... acho que já percebeu a ideia. Mas afinal, uma fábrica abandonada é adequada para quê? Grandes questões do nosso tempo.
É que o som, ao ser debitado em grande volume fazia eco em tudo quanto era paredes e tectos e parecia que vinha de cima e era preciso uma grande dose de concentração para se perceber o que é que o colectivo japonês estava a tentar fazer em cima do palco. Outros presentes, porventura mais familiarizados com o trabalho do trio (eram quatro) estavam em extâse, mas eu não, eu estava só a pensar que a prestação de uma grande banda, com grandes músicas e grande postura estava a ser arruinada por um som deficiente.
Foi pena, mas lembre-se, vizinhos dos nossos vizinhos, nossos vizinhos são (se não formos nós, claro!).
M.P.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
um sinal do Demo
mafarrico,
o Chefe gosta de nos por à prova através dos nossos bólides locomocionais. Hoje gozando de um dia de férias e aproveitando o sol quente de verão dirigi-me na minha charrete infernal para a zona da praia. Onde tinha um encontro marcado com uma diabinha.
Férias, praia, diabinhas! Nosso Senhor Belzebu não nos deixa gozar tais prazeres sem uma prova para nos por à prova. E nisto, quando entro na ultima rua antes do local marcado, sinto a charrete a descair para a direita, e o carro instável assim como quando se está com um pneu furado.
Parei numa sombra, sai do carro e que se me depara? Consegue imaginar? Era um pneu furado.
Fiquei a olhar para aquilo. E ..... fui almoçar.
Voltei do almoço, troquei o pneu para um que tinha na mala e não estava furado e continuei o meu dia. Que emoção!
No caminho de volta, pensava em mais esta provação do Senhor. Porque me teria ele posto à prova desta maneira? Mas ... teria sido mesmo uma prova infernal? Poderia nem tudo ser obra do nosso Mestre? Filosoficamente pensando, poderia Ele não existir? Começava a questionar a minha fé, com este episódio tão sem sentido e tão facilmente ultrapassado.
Precisava de um sinal.
Nisto o meu olhar cruza-se com o conta-quilómetros da charrete. E fez-se luz, senti uma calma diabólica a descer sobre mim. Tudo estava bem, tinha sido efectivamente posto à prova e tinha-me portado bem, o visor marcava 90 666 Km.
Há-de estar atento porque ciclicamente o Senhor manda-nos este tipo de sinais pelo visor do conta quilometros, devemos pensar nisso para decifrar o que quer ele dizer-nos.
M.P.
o Chefe gosta de nos por à prova através dos nossos bólides locomocionais. Hoje gozando de um dia de férias e aproveitando o sol quente de verão dirigi-me na minha charrete infernal para a zona da praia. Onde tinha um encontro marcado com uma diabinha.
Férias, praia, diabinhas! Nosso Senhor Belzebu não nos deixa gozar tais prazeres sem uma prova para nos por à prova. E nisto, quando entro na ultima rua antes do local marcado, sinto a charrete a descair para a direita, e o carro instável assim como quando se está com um pneu furado.
Parei numa sombra, sai do carro e que se me depara? Consegue imaginar? Era um pneu furado.
Fiquei a olhar para aquilo. E ..... fui almoçar.
Voltei do almoço, troquei o pneu para um que tinha na mala e não estava furado e continuei o meu dia. Que emoção!
No caminho de volta, pensava em mais esta provação do Senhor. Porque me teria ele posto à prova desta maneira? Mas ... teria sido mesmo uma prova infernal? Poderia nem tudo ser obra do nosso Mestre? Filosoficamente pensando, poderia Ele não existir? Começava a questionar a minha fé, com este episódio tão sem sentido e tão facilmente ultrapassado.
Precisava de um sinal.
Nisto o meu olhar cruza-se com o conta-quilómetros da charrete. E fez-se luz, senti uma calma diabólica a descer sobre mim. Tudo estava bem, tinha sido efectivamente posto à prova e tinha-me portado bem, o visor marcava 90 666 Km.
Há-de estar atento porque ciclicamente o Senhor manda-nos este tipo de sinais pelo visor do conta quilometros, devemos pensar nisso para decifrar o que quer ele dizer-nos.
M.P.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
uma lição para a (curta) vida
mafarrico,
estava eu num momento de descontracção, sentado numa esplanada infernal a contemplar as negras estalactites do firmamento quando me chama a atenção o burburinho causado pela brincadeira de dois demóniozitos que por ali andavam. Eis a conversa infantil e desprovida de inteligência que os dois tiveram.
Diabinho 1 diz:
tou a brincar
Diabinho 2 diz:
tas nada, nao és um demonio a serio. vou dizer ao satanás!
Diabinho 1 diz:
diz burro! diz, a ver o q acontece ... ele tb não gosta de ti nem das tuas asneiras. buurro!!!!!! parvo!!!!és um catolico praguejante.
Diabinho 2 diz:
vais ver! vais ver! vou-lhe dizer e tu vais ver!
Diabinho 1 diz:
pois vou! vou ver tu a seres consumido pelas chamas.
Diabinho 2 diz:
vais nada.
Diabinho 1 diz:
ai vou vou, tu mesmo disseste antes
Diabinho 2 diz:
vais é ver uma chama labareda na tua direcção
Diabinho 1 diz:
eu desvio-me mt rapido para o lado e a chama dá a volta e acerta-te! ahahahahah , ganhei.
Diabinho 2 diz:
ahahahah, era giro! fluuuuuuuuuuuuuuush!!! mas o satanas ressuscitava-me
Diabinho 1 diz:
oh pois era ele faz sempre isso.
Diabinho 2 diz:
pára com esta conversa!
Diabinho 1 diz:
para tu primeiro
Diabinho 2 diz:
tu é que começaste
Diabinho 1 diz:
foi nada, foste tu
Diabinho 2 diz:
foi sim ... tu!
Diabinho 1 diz:
eu! não, tu! és um diabo palhaço
Diabinho 2 diz:
nao, eu! nao! tu! palhaço és tu diabo
nesta altura levantei-me com um sorriso nos lábios, aproximei-me das crias, inclinei-me para eles e disse-lhes " SENHOR!!! Satanás. Miúdos! Para a próxima mostrem mais respeito pelo nosso Mestre.", Mas não haverá próxima, pois logo de seguida lhes mandei tamanho pontapé na zona das caudas que eles voaram e ficaram empalados nas estalactites.
O que, penso, chamará muita clientela para aquela esplanada durante os tempos mais próximos.
Um abraço.
M.P.
estava eu num momento de descontracção, sentado numa esplanada infernal a contemplar as negras estalactites do firmamento quando me chama a atenção o burburinho causado pela brincadeira de dois demóniozitos que por ali andavam. Eis a conversa infantil e desprovida de inteligência que os dois tiveram.
Diabinho 1 diz:
tou a brincar
Diabinho 2 diz:
tas nada, nao és um demonio a serio. vou dizer ao satanás!
Diabinho 1 diz:
diz burro! diz, a ver o q acontece ... ele tb não gosta de ti nem das tuas asneiras. buurro!!!!!! parvo!!!!és um catolico praguejante.
Diabinho 2 diz:
vais ver! vais ver! vou-lhe dizer e tu vais ver!
Diabinho 1 diz:
pois vou! vou ver tu a seres consumido pelas chamas.
Diabinho 2 diz:
vais nada.
Diabinho 1 diz:
ai vou vou, tu mesmo disseste antes
Diabinho 2 diz:
vais é ver uma chama labareda na tua direcção
Diabinho 1 diz:
eu desvio-me mt rapido para o lado e a chama dá a volta e acerta-te! ahahahahah , ganhei.
Diabinho 2 diz:
ahahahah, era giro! fluuuuuuuuuuuuuuush!!! mas o satanas ressuscitava-me
Diabinho 1 diz:
oh pois era ele faz sempre isso.
Diabinho 2 diz:
pára com esta conversa!
Diabinho 1 diz:
para tu primeiro
Diabinho 2 diz:
tu é que começaste
Diabinho 1 diz:
foi nada, foste tu
Diabinho 2 diz:
foi sim ... tu!
Diabinho 1 diz:
eu! não, tu! és um diabo palhaço
Diabinho 2 diz:
nao, eu! nao! tu! palhaço és tu diabo
nesta altura levantei-me com um sorriso nos lábios, aproximei-me das crias, inclinei-me para eles e disse-lhes " SENHOR!!! Satanás. Miúdos! Para a próxima mostrem mais respeito pelo nosso Mestre.", Mas não haverá próxima, pois logo de seguida lhes mandei tamanho pontapé na zona das caudas que eles voaram e ficaram empalados nas estalactites.
O que, penso, chamará muita clientela para aquela esplanada durante os tempos mais próximos.
Um abraço.
M.P.
segunda-feira, 31 de março de 2008
reunião anual

mafarrico,
continuando com a tradição de muitos anos, realiza-se este ano pela primeira vez (e pelo segundo ano consecutivo) o encontro anual da Masmorra Infernal.
Decidi organizar um mega evento para nós dois, e deleguei para terceiros a organização de um festival musical. Sem que esses seres se apercebam estar a trabalhar para nós, vão laborando e delineando um festival, única e exclusivamente para nosso deleite. O meu plano inclui que mais demónios assistam ao espectáculo de luz e som para não dar muito nas vistas e assim poder usar este truque mais vezes.
A reunião será no Algarve nos dias 25,26 e 27 de Julho (temperatura infernal) e contará com a presença de alguns dos grupos musicais mais apreciados da nossa praça. O gdM já está tocando alguns dos sons que nos vai ser possível ouvir lá e já nos devemos preparar para estar a altura dos elogios, piropos e vénias que receberemos ao passearmo-nos pelo recinto. Isto claro, se formos.
É que neste ano a organização optou por um MO totalmente original. Passo a explicar. Quem quiser assistir ao show, deve previamente adquirir um rectângulo de papel (a que eles chamaram "bilhete") para poder ter acesso ao local. O local estará vedado a quem não possuir esse "bilhete" e teremos de o mostrar a um qualquer mastodonte que estará na porta de acesso.
Ora esse garante de visualização do espectáculo é adquirivel somente mediante uma garantia monetária não recuperável. Além de tudo isso, e de acordo com as limitações físicas que se impõem existe um numero finito de "bilhetes", pelo que temos de nos despachar.
Isto claro se decidirmos ir, mas seria uma desfeita enorme não aparecermos depois do trabalho todo que estão a ter por nossa causa. Eles agora não sabem, mas eu conto na altura subir ao palco e explicar a todos como foram manipulados e receber muitos "VIVAS!!!" e agradecimentos.
Deixo-o com um pequeno aperitivo para o que poderão ser as três noites do festival.
Vai ser masmorrífico
M.P.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Nº 14
mafarrico,
gostaria de saber a sua opinião sobre as tão populares listas de melhores do ano, que estranhamente aparecem sempre no início de um ano e se referem ao que acabou.
Acho isso tudo muito estranho e não consigo elaborar tais documentos, uma vez que, como se sabe a noção de "ano" é muito relativa e simplesmente nunca sei se o que estou a ouvir é do referido ano, ou do anterior, ou de algum que esteja para vir.
A única coisa que ainda consigo escolher é o melhor espectáculo musical a que assisti, e mesmo isso é só porque não consigo ver as referidas actuações repetidas vezes de maneira a me ir fartando e mudar de opinião a cada semana.
Quero, portanto, referir o concerto dos Sonic Youth a que tive a honra de assistir em Paredes de Coura. Uma maravilha! Durante toda a duração do mesmo estive como que hipnotizado com o que se passava no palco, tal era a mestria dos executantes, a presença com que ocupavam todo o recinto e a excelência da sua musicalidade. Um concerto que me está bem gravado na memória e estará durante muitos anos passados.
E há medida que se vão acumulando anos de luta diabólica, algo nos toca cá no fundo ao verificar que os veteranos têm sempre algo de especial e intocável, principalmente quando no mesmo dia tocam com bandas imberbes, irritantes e bem-comportadas como Cansei de Ser Sexy e Pete Bjorn And John ou lá o que era.
Aqui fica um pouco do que presenciei nesse dia.
M.P.
gostaria de saber a sua opinião sobre as tão populares listas de melhores do ano, que estranhamente aparecem sempre no início de um ano e se referem ao que acabou.
Acho isso tudo muito estranho e não consigo elaborar tais documentos, uma vez que, como se sabe a noção de "ano" é muito relativa e simplesmente nunca sei se o que estou a ouvir é do referido ano, ou do anterior, ou de algum que esteja para vir.
A única coisa que ainda consigo escolher é o melhor espectáculo musical a que assisti, e mesmo isso é só porque não consigo ver as referidas actuações repetidas vezes de maneira a me ir fartando e mudar de opinião a cada semana.
Quero, portanto, referir o concerto dos Sonic Youth a que tive a honra de assistir em Paredes de Coura. Uma maravilha! Durante toda a duração do mesmo estive como que hipnotizado com o que se passava no palco, tal era a mestria dos executantes, a presença com que ocupavam todo o recinto e a excelência da sua musicalidade. Um concerto que me está bem gravado na memória e estará durante muitos anos passados.
E há medida que se vão acumulando anos de luta diabólica, algo nos toca cá no fundo ao verificar que os veteranos têm sempre algo de especial e intocável, principalmente quando no mesmo dia tocam com bandas imberbes, irritantes e bem-comportadas como Cansei de Ser Sexy e Pete Bjorn And John ou lá o que era.
Aqui fica um pouco do que presenciei nesse dia.
M.P.
Subscrever:
Mensagens (Atom)