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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Bewitched

Aproxima-se essa época festiva que não nos convém aqui nomear.

Não porque isso acarrete qualquer tipo de punição ou maldição, mas simplesmente porque é uma época muito chata!

Andamos nós demónios, um ano inteiro, a promover o verdadeiro espírito do Mal e o desprezo pelos valores da fraternidade e compaixão, e chegada a esta altura do ano todos se lembram do mesmo! Assim do nada, como se isso fosse a coisa mais fácil e evidente, todos se transformam em pequenos seres vis e desprezíveis, acorrem às grandes catedrais do consumo desenfreado e num frenesim sem paralelo com qualquer época do ano corrompem-se numa espiral depressiva em contagem decrescente que só termina com o culminar, no dia 25.
Nessa apoteose final enchafurdam-se das mais diversas iguarias, deixando-se dominar pelo pecado da gula, fazendo lembrar os nossos ritos iniciais, pelos quais almejamos atingir os estágios primários em que nos é permitido um vislumbre se Sua Altiva Majestade, o Senhor das Trevas.

Enfim, podemos pelo menos descansar por estes dia, que o ano de 2009 promete ser um ano em cheio para os nossos!
Até lá, aqui fica um dos melhores e mais decadentes vídeos até hoje feitos (ateste os efeitos especiais utilizados):

terça-feira, 1 de julho de 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Encontro de irmãos

mafarrico,

Encontro De Irmãos é um filme realizado por Barry Levinson em 1988. Ganhou 4 óscares e eu não o aprecio muito. Mas há quem goste.

E encontros de irmãos há muitos, não se pense que é só esse, nós próprios já presenciamos muitos, de quase todas (se não todas) as vezes que nos encontramos.


Estes, já agora, podiam ter-se encontrado escrevendo uma musiquinha melhor, mas já não está mal. Com aquela besta a correr e a fazer barulho também não seria fácil concentrarem-se , ainda assim já os ouvi a fazer melhor.

M.P.

domingo, 16 de março de 2008

mastodontes

mafarrico,

seguindo a dica do meu prezado colega, decidi retornar às mensagens musicais. Deste modo partilhamos momentos ruidosos que, de outra maneira, poderiam passar ao lado (quais momentos silenciosos) de um de nós que não nós próprios (o outro!).

Neste momento concreto trago-lhe uma música e não uma colecção de músicas (como é vulgar chamar aos LPs), porque se pretendo chamar atenção para a totalidade da obra destes singer-songwriters do demo penso que a melhor maneira é apresentar uma única música.

A verdade é que tenho um especial apreço por estes miúdos porque vi-os em 2003 (eu e mais uns milhares de pessoas na digressão europeia), no Hard Club colocados num mísero lugar de banda suporte dos The Haunted. Logo (qual olheiro) reparei nas suas faculdades musicais e disse a quem me quis ouvir (por acaso não foi ninguém porque o som estava muito alto e estavam todos atentos ao concerto), disse eu : "Estes rapazes vão longe!". E foram, foram tão longe que nunca mais voltaram à cidade onde estamos radicados e são agora os meninos bonitos do estilo musical vulgarmente denominado como 'extremo'.

Por acaso andam-se a esticar um bocado, porque andam a vender muitos discos, e já se sabe que não é cool gostar de bandas que vendem muitos discos.

Adiante, este vídeo é estranho e merece ser visionado. São os Mastodon no seu melhor (no deles, não no seu) e num registo a que eu chamaria clown-metal.



Para me manter fiel ao que escrevi anteriormente despeço-me com uma mcieusdb do mesmo agrupamento, que já não é clown-metal, mas tem lá num fim um gajo lunático pendurado por uns ganchos que não sei muito bem mas deve ser qualquercoisa-metal.



M.P.

terça-feira, 11 de março de 2008

ref. discográfica 666 - sujos podres e imbecis

mafarrico,

o gira-discos maléfico tem tocado com alguma insistência uma banda que merece ser referenciada. Os nossos veteranos colegas D.R.I., o disco - 4 Of A Kind. Porquê? Porque escolheu o gdM esta rodela de plástico em particular? Não sei.

O gdM tem estes humores e já me habituei a não o questionar e a deixa-lo rodar e debitar o nosso querido ruído infernal. Para gáudio dos meus ouvidos, não me costuma deixar ficar mal.

É um disco estranho este, não tem nada de particularmente fascinante e no entanto é difícil não o ouvir na totalidade. O som é particularmente característico da banda e aqueles riffs metal com aquela atitude punk (só R.D.P. se aproxima?), a voz inconfundível, os mini solos de bateria e baixo sempre presentes, as frequentes mudanças de tempo. É bom!

Não sei se o disco merecia mais reconhecimento do que o que tem, o que é certo é que teremos sempre um sorriso e um headbanging para ele, uma vez que esteve bem presente nos nossos anos formativos, quando éramos uns petizes sedentos de novos sons.

E será essa a razão! Se calhar, o Sr. Satanás encaminhou o gdM até este disco, todos estes anos depois porque estamos (ou deveríamos estar) a comemorar 20! anos da sua edição. 20 anos, mafarrico! E a banda por aí continua, com uma saudável postura underground a editar quando não na estrada. O que me faz lembrar um agradável show ao vivo em 97 ou 98 no Hard Club.

Belo espectáculo a que tive o prazer de assistir na integra e que foi tudo o que se esperava destes rapazes que até então só tinha visionado na tv. Até uma cena de pancadaria se desencadeou no público. Entre uns skinheads e uns punks (clássico). Se bem se lembra o hard club tinha uns lampiões, no meio daquilo que parecia ser uma rua frente ao palco. Pois que um dos lampiões até veio abaixo quando um dos punks deu com os costados no referido, sendo posteriormente posto na rua (o punk, o lampião ficou lá). Este episódio está pejado de vaticínio, uma vez que uns anos depois todo o Hard Club veio abaixo.

Na impossibilidade de o deixar com a minha faixa preferida (Do The Dream), colepasto na parede da masmorra uma outra faixa bem agradável do mesmo álbum. Uma musica dedicada aos gajos de fato e gravata que por ai andam.



Despeço-me executando um movimento idêntico ao do símbolo que acompanha a banda em todos os seus trabalhos,
M.P.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Nº 19

mafarrico,

devo dizer-lhe que sou um adepto dos desportos infernais. Gosto de acordar tarde, tomar uma refeição fast-food e embrenhar-me na cidade, em contacto com todo o lixo e multidão existentes, e praticar algumas dessas actividades.

Deixo desde já a ideia de combinarmos um fim de semana Infernal, em que juntamente com mais colegas e inimigos das Profundezas, praticassemos alguns desses desportos. Aumentaria a camaradagem e o convívio entre a equipa seria salutar. Quem sabe poderíamos ter uma visita do nosso Capitão de equipa. Não diga que não seria um feio dia!!!!!

E assim o deixo, com o seguinte desafio. O de conseguir contar o número de diferentes desportos infernais que foram praticados aquando do ultimo retiro de ruído que efectuei com uns amigos. Aqui está o vídeo que fizemos desse encontro:



Infernalmente,
M.P.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Ref discográfica 666 - a matter of life and death



À falta de outras temáticas menos interessantes, vou dedicar um pouco da infernal actividade que trespassa o meu afamado cérebro, a escrevinhar umas linhas pejadas de ironia e sarcasmo em jeito de critica discográfica.

O infeliz alvo do meu desdém e superior capacidade argumentativa são desta vez os velhinhos e já não muito diabólicos Iron Maiden.
Quem são eles? Não carecem de apresentações. Agrupamento musical oriundo da ilha britânica, foram pioneiros e criadores do estilo a partir de então denominado Heavy Metal nos idos anos de 1980…

A questão agora, não será analisar a carreira destes devotos seres das trevas que na verdade talvez nunca o tenham chegado a ser, mas sim dissecar este seu último trabalho e perceber o que devemos fazer com eles em termos de planos futuros.
A verdade é que a audição consecutiva e insistente deste que é o 14º álbum, deixa neste seu amigo, uma sensação de confusão e de que algo já não está certo.
Comecemos pelo título da obra – a matter of life and death – uma questão de vida e de morte. O recurso a um trocadilho muito pouco evidente foi no meu entender um erro. Ao pegarem no chavão “uma questão de vida ou de morte” e trocarem o “ou” pelo “e”, Steve Harris e os seus comparsas pretendiam concerteza dar a entender algo que sinceramente não atinjo, mas ao faze-lo de forma tão subtil perdem completamente o sentido e banalizam este que sempre foi um dos pontos fortes da imagem dos I.M.

Mesmo as palavras vida e morte, é algo já visto e revisto nos discos dos Maiden: live after death, a real dead one, a real live one, no prayer for the dying, dance of death…

A verdade verdadinha é que após o fulgurante retorno do Bruce Dickinson no álbum A brave new world, os dois seguintes: dance of death e este de que falamos, são álbuns estranhos.

Essa estranheza advém também em grande parte da exaustão de uma fórmula que foi em tempos de sucesso mas que agora está maniestamente esgotada. Refiro-me aos longos temas épicos, com grandes intros e terminus, que os tornam por vezes maçadores. Neste disco temos 7 musicas (em 10) com mais de 7 minutos que se perdem em variantes mais ou menos previsíveis (parecem tiradas a papel químico do disco anterior).

Longe vão os tempos em que os álbuns dos Maiden eram cheios de temas rasgadinhos, sempre a abrir e deixavam para o fim um ou outro tema mais vasto e épico em jeito de grande final. Lembra-se com certeza de to tame a land, phantom of the opera, hallowed be thy name, rime of the ancient mariner, Alexander the great, seventh son of a seventh son… grandes malhas que nos ficarão para sempre na memoria e de toda uma geração! Mas dai a fazer álbuns só com temas deste género vai uma grande distancia…

E as letras? São complicadas, têm uma métrica cansativa (demasiadas palavras, pouco eficaz), e os significados são quase sempre incompreensíveis: muita coisa para dizer muito pouco. Dá a entender que o Bruce Dickinson canta o que lhe apetece sem ligar ao resultado final.

O que safa este e qualquer disco dos Maiden, são as incríveis sucessões de solos de guitarra que assumem proporções infernais, principalmente após a formação do trio de guitarras com o regresso do Adrian Smith há 3 discos atrás. Para quem for um apreciador da técnica e do virtuosismo destes guitar heroes, Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers serão sempre uns senhores!

Acho que infelizmente Steve Harris e companhia voaram tão alto que à que assumir que a queda é inevitável.
Já não são capazes de criar temas clássicos. Falharam-no nestes 2 últimos álbuns de forma clamorosa e tenho as minhas dúvidas que o voltem a fazer (os anos já pesam).

Quem como nós já esteve num concerto destes senhores, sabe que uma das características do reportório de clássicos normalmente interpretados é a facilidade com que o publico entoa as melodias e os referões. É de facto fantástico ouvir os milhares de pessoas a sobreporem as suas vozes aos mega decibéis debitados pela banda em plena actuação!
Mas mais uma vez, optaram pelo facilitismo. É que neste álbum parece que em todas as músicas lá está um inevitável ooohooohoooh, já como quem prepara a entoação do público nos concertos… já não há a espontaneidade de outros tempos.

Em termos de originalidade safa-se este tema the reincarnation of Benjamin Breeg que mostra uma abordagem mais simples e mais retro. Apesar dos seus 7 minutos (a passar) ouve-se bem e tem um solo a fazer lembrar os tempos do Seventh Son, ora senão veja:


Perdoe-me caro Maléfico se lhe pareço demasiado azedo e caustico para com estes nossos parceiros, mas tenho andado especialmente de bom humor e apetecia-me desenfreadamente dizer mal de algo ou alguém.

Claro que nada disto é verdade obviamente!

Cumprimentos metálicos, MAIDEN -MAIDEN -MAIDEN!!!
Mafarrico

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Nº 18

mafarrico,

ao longo da sua longa e atribulada vida (recheada de confrontos, trabalhos e complicações), ao longo dessa luta diária de proporções épicas, com certeza já sentiu necessidade de parar e "por ordem na casa". Um simples respirar fundo e organizar as coisas de maneira a que o trabalho futuro pareça mais simples e ao mesmo tempo menos complicado.

Acontece a todos, desde os demónios de castas inferiores até aos mais importantes, passando por nós que estamos no topo, e daqui se depreende a importância das listas, topes e afins na nossa vida. Penso mesmo que todos os dias devemos parar para pensar e organizar as coisas mais importantes por ordem de importância para conseguirmos distinguir as que verdadeiramente importam das que não importam. De uma forma simples e objectiva.

Sendo assim, penso que de ora em diante a Masmorra poderá ser um local para partilharmos os nossos Topes, fúteis e ao mesmo tempo de extrema importância e para começar indico um dos que mais me assalta o pensamento durante os longos dias em que mal tenho tempo para parar.

Aviso : Sabendo que um top é algo extremamente volátil e efémero, procedi a uma aturada e profunda pesquisa, sendo que escolhi os primeiros três espécimenes que me lembrei e que obedeciam aos critérios. Ainda assim penso que será um desafio para o meu caro colega destronar o primeiro, segundo e terceiro lugar.

Outro aviso : Também o quero avisar que, tendo um top a importância que tem, e sendo de âmbito musical, achei que devia alargar o espectro do estilo, e não me debruçar apenas sobre a musica dita mais extrema.

Deixo-o com o TOP 3 de musicas cujo inicio (vulgos primeiros segundos) é um solo de bateria.

3ª Posição


2ª Posição


1ª Posição


Gargalhada maléfica! Enganei-o com aquele pequeno pormenor do estilo musical alargado? Nova gargalhada! Mesmo que eu perdesse tempo a ouvir e pensar em estilos musicais inferiores, ambos sabemos que nenhum baterista entre esses reles músicos tem talento e sequer força nos braçitos para fazer frente aos nossos rapazes.

Tum-ba-di-dum batitum pataaaaaa ,
M.P.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

um dia festivo!

mafarrico,

eles têm os seus dias de festa e de sensibilização, existe o dia da árvore, o da criança, o dia sem-carros, etc. etc. etc.

Nós também temos os nossos dias, e devo lembrar-lhe que hoje é o Dia Europeu Da Vítima.

Não posso deixar passar em claro a hipótese de relembrar a importância que são para o mundo moderno, as vítimas. Já existem em numero considerável, mas são precisas muito mais. Devemos agir em consciência e, de uma forma responsável, criar mais vítimas e fazer grande alarido em relação às que já existem.

Lanço-lhe o desafio de criar um slogan para o dia de hoje, de maneira a que possamos sensibilizar e atrair mais demónios para esta causa ... a de vitimizar cada vez mais e melhor.

Despeço-me com uma musica para este dia, consegue descortinar quantas vítimas estão na audiência?



M.P.

P.S - este vídeo serve também para mostrar a alguns anjinhos que por aí andam o que é um espectáculo ao vivo a sério. Esses concertos em que não se corre risco de vida são uma seca.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Nº 18

mafarrico,

o nosso trabalho é um trabalho duro, muitos claudicariam no nosso lugar, mas nós não. Nós somos fortes, a esperança num mundo pior faz-nos seguir em frente.

A esperança de um mundo onde o bem e a amizade, a respeito pelo próximo e pela diferença sejam relegados para o lugar secundário que merecem. Um mundo onde as coisas bonitas sejam completamente massacradas e aniquiladas pelos nossos. Onde os sorrisos das crianças sejam ignorados, onde as belas obras de arte sejam destruídas.Um mundo sem compaixão. Um mundo sem amizade nem solidariedade, um mundo onde os escuteiros sejam obrigados a engolir as violas com que fazem as suas rodinhas à volta da fogueira. Um mundo onde o "Musica No Coração" seja banido e o "Massacre No Texas" passe a M/6. Um mundo onde se faça a grande festa da extinção do panda e da baleia azul. Um mundo onde todos se sintam miseráveis e deprimidos.

Óh mafarrico, a lista é infindável, tantos sonhos que procuramos e que nos esforçamos por alcançar. PELO SR. SATANÁS!!! Nunca desistiremos porque o sonho comanda a vida!

É um mensagem de força que lhe deixo, com perseverança e deslealdade triunfaremos porque estamos do lado do MAL.

e agora uma musiquinha ..... se aos 2 min. e 28 seg. não se levantar de um salto com os braços bem erguidos, e um sonoro "YEAAAAAAAAAAAHH!!!" ... questione a sua lealdade ao nosso movimento



despeço-me com um sólido devil's grip, the iron fist

M.P.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

ref. discografica 666 - heartwork

mafarrico,

voltando ao tema preferido da masmorra - estas recomendações que vamos rasgando a sangue nas costas dos infelizes que aqui estão detidos, vis criaturas que não sabem adorar o Sr. Satanás, seguidores do bem que estão agora subjugados ao Mal, o nosso desprezo é bom demais para tais vermes.

Dizia eu, voltando a este tema, decidi recuperar as ref. discográficas que tanto trabalho nos deram a enumerar e decidi relembra-lo desta rodela de plástico gloriosamente barulhenta e tão tocada no meu gira-discos maléfico.

Refiro-me ao fantástico, pioneiro e inultrapassável Heartwork editado em 1994 e desde então mantendo-se sempre no top das preferências de qualquer seguidor do Mal que se preze. Tudo neste disco é excelente, desde a capa do nosso caro colega de outras artes H.R.Giger, passando pela excelente musicalidade, e boas letras que foram um passo em frente em relação ao que os jovens desta banda faziam até então.

Não existe neste curto disco(pouco mais de meia hora), uma única música que seja possível passar à frente, e neste caso particular nem foi preciso nenhum esforço extra do nosso Querido Lorde Das Trevas, a começar nos primeiros acordes da música de abertura (clássico, mafarrico, clássico ... quando a bateria arranca dando o mote para todo o disco..... uma beleza extrema é o que lhe digo), até ao ultra-rápido Death Certificate são 10 temas indispensáveis ao ouvido apurado do amante requintado de música que é o apreciador de Heavy Metal.

De realçar o mérito que este disco e os seus autores têm ao conseguir atrair para o mundo escuro e pestilento de Masmorras e afins novos seguidores, pelo menos a julgar pelo sem número de novas bandas que editam covers de uma ou outra música deste CD.

É muito difícil escolher uma faixa, uma vez que são todas fantásticas e com certeza já terá as suas preferidas, mas deixo-o com a que me atraiu mais nas primeiras audições nesse longínquo ano de 1994.



In futility, for self preservation
We all need someone
Someone to hate

M.P.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

respirar fundo

mafarrico,

tamanha emoção! Sinto o meu coração - que guardo num frasco na mesinha de cabeçeira (uso um de pedra como sabe), a bater desenfreadamente. É altura de respirar fundo a brisa do Inferno e cerrar fileiras. Combater o inimigo, que sabíamos existir, e que agora ousou mostrar a sua face na nossa horrorosa MI.

As tácticas mais imediatas não as discutiremos tão abertamente (até as paredes da masmorra têm ouvidos), mas podemos discutir planos a longo prazo.

E quem é o futuro? São as crianças.

As crianças de hoje, serão os demónios pestilentos de amanhã. É nosso dever educar-mo-las desde o berço, aos poucos. Aqui ficam algumas sugestões:
- alterar as canções de embalar (Six Feet Under, Cannibal Corpse, parece-me um bom começo)
- trocar a catequese por actividades lúdicas violentas
- re-inventar os clássicos contos para crianças.



Assim poderemos encarar o futuro, e o passado também, com redobrada esperança,
M.P.

sábado, 19 de janeiro de 2008

clássicos

mafarrico,

sentindo-me com disposição para tal, resolvi dar um salto à masmorra infernal e soltar dois pedaços de malvadez satânica sonora de outros tempos. Acredito que gostará dos vídeos que apresento.

No primeiro, uma jovem banda em inicio de carreira, um guitarrista ainda com cabelo a imitar os seus ídolos Venom, o melhor baterista do mundo tão elegante nas sua t-shirt D.R.I., o vocalista ainda a insistir nos guinchos um pouco irritantes e um grande solo de guitarra numa música deveras agradável e de mensagem verdadeiramente maléfica.

No segundo, a mesma banda já consagrada, na que considero uma das cinco melhores composições HM que já alguma vez saiu das profundezas do Inferno que nos é tão querido. Uma actuação ao vivo realmente intensa, como deve ser.





assim me despeço,
M.P.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Nº 17

mafarrico,

já aqui conversamos sobre as pessoas patéticas que o deixam de ser. Mas também existe a outra face da moeda. O vice-versa como se costuma dizer. Isso irritam-me fortemente, ao ponto de desejar que tais fulanos passem a eternidade na brisa amena do céuzinho (ao contrário de nós que iremos para as chamas do Inferno).

Infelizmente uma dessas pessoas já foi figura proeminente na nossa causa, líder e ídolo de uma geração, ele é o otário Dave Mustaine. E como todos os otários não consegue estar calado, agora diz :

"I made clear to my agent that I won't play with Satanic bands, and the promoter booked the band without checking with the agent. Because I'm a legend, I don't need to play with people who have gone on record and said they're an enemy of mine. Because I believe in God and he believes in Satan, that means we're enemies, right? It doesn't mean I can't pray for the guy; it just means he doesn't like me and he said so. And I told them that I was stepping off the bill. I never said to cancel those guys. "

Ah! A velha tolerância cristã, que em consciência não o deixa utilizar o palco que horas ou minutos antes foi utilizado por um ser maléfico da nossa estirpe (buuuuhuuuuu!!!).... Será que o nosso amigo também não utilizaria uma carruagem de metro se soubesse que no dia anterior o Vincent Price a tinha utilizado a caminho do seu pequeno-almoço? Será que iria procurar um outro hospital de urgência se o sr. enfermeiro lhe dissesse "Por acaso, ontem tivemos aqui o Sr. Crowley com um braço partido.". Será que se a sua influência no mundo musical fosse outra, ele continuaria com a mesma posição e voltava ele para casa, em vez de obrigar os nossos rapazes a desistirem do concerto? Não sei ,são questões que não interessam ao menino jesus (como é costume dizer-se).

Interessa é recordar o obra deste senhor quando tinha algo que não era totalmente idiota a dizer:

"If there's a new way,
I'll be the first in line.
But, it better work this time.
"

(e que grande, grande música, enorme!)



Infelizmente para o Sr. Mustaine a sua "new way" foi uma paspalhice total

Um forte abraço,
M.P.