sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ref. discografica 666 - um triunfante retorno ...

... à obscuridade.

Só este título já é digno da Masmorra Infernal do Sr. Satanás. É o título do último registo de originais dos norte-americanos Keelhaul,um petardo infernal que todos nós deveríamos auscultar com atenção. Riffs pesadíssimos e constantes mudanças de ritmo, executadas com mestria em longas secções instrumentais tornam este disco dos melhores que têm passado pelo gira-discos maléfico nos últimos milénios. Anda a rodar feito louco.

Loucos são os integrantes da banda, e como não chegasse o ritmo vertiginoso de todo o disco, nomes de músicas como "Everything's a Napkin" e "The Subtle Sound Of An Empty Milkshake" tiram as dúvidas quanto à loucura latente nas cabeças dos compositores.



Tive o desprazer de lhes comprar o cd em mão e devo dizer que toda a humanidade faria bem em escutá-lo pelo menos uma vez nesta quadra natalícia, para bem da música dita pesada e também (e talvez mais importante) da insanidade geral.



Para finalizar, e para cumprir o nosso dever para com a sociedade demoníaca, um lançar de trevas sobre o nome do agrupamento composto por estes excelentes músicos.

Keelhauling was a severe form of corporal punishment meted out to sailors at sea. The sailor was tied to a rope that looped beneath the vessel, thrown overboard on one side of the ship, and dragged under the ship's keel to the other side. As the hull was often covered in barnacles and other marine growth, this could result in cuts and other injuries. This generally happened if the offender was pulled quickly. If pulled slowly, his weight might lower him sufficiently to miss the barnacles but might result in his drowning.


Era só rir naquela altura, havemos de experimentar isto com um qualquer infeliz que não o mereça.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Uma questão assaz pertinente

como já sabem esta masmorra coloca as grandes questões da demoniosidade. Fazemos isto com imensos rodeios e com vista a tornar as respostas tão claras como um lamaçal em dia de tempestade.

A questão que coloco hoje é a seguinte:

Não será pouco lisonjeiro para o estilo de música designada como metal pesado, que a melhor banda de todos os tempos tenha sido a primeira?

Visualizem primeiro o video gravado no longinquo 1970 (belas recordações me trazem este ano) e respondam depois.



oh lord yeeeah

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ref. discografica 666 - O machado cairá

Um dos eternos problemas da humanidade, para aqueles que gostam de filosofar e de discutir o sentido da vida, é o de tentar perceber se um qualquer trabalho é referenciado na Masmorra porque é uma obra-prima ou se se torna uma obra-prima por ter sido referenciado na Masmorra. Nós bem sabemos a resposta, mas a humanidade continuará na dúvida porque nós não falamos com humanos.

Os meus amigos Converge, já diversas vezes referidos neste espaço, e que tiveram até a honra de ser o mote para o primeiro post deste blog (o célebre Nº 8), editaram este ano um trabalho intitulado "Axe To Fall", ora sendo eu um apreciador dos subtis sons emanados pelos seus anteriores registos, acrescido de ter sido esmagado por eles (qual rolo compressor) numa data ao vivo no nosso pais (tambem alvo de palavras neste magnifico blog), agraciei-os com a honra de lhes comprar o recém-editado cd.



Devo, após inumeras audições, dizer com todas as palavras, que este disco superou as minhas elevadíssimas expectativas. Os Converge demonstram ser uma banda que após anos de evolução constante atingiu o seu pico. É fácil encontrar em vários temas, pontos de contacto com grandes temas do passado, e ainda assim encontrar algo de novo e supreendente para o menos atento dos fãs.

Dos treze temas do disco devo destacar Dark Horse, Effigy (com os colegas Cave In), Worms Will Feed/Rats Will Feast e Wishing Well como portentos sónicos que muito agradam ao gira-discos maléfico, não posso também deixar de fora as duas composições que encerram o disco (Cruel Bloom e Wretched World) tal é a sua beleza e intensidade. Acima da média e, portanto, dignas de referencia são também Reap What You Sow, Axe To Fall, Damages, Losing Battle, Dead Beat, Cutter e Slave Driver.

Um disco de qualidade constante, adivinhando muitas dores de cabeça nos decisores quando tiveram de decidir qual música escolhar para destacar com um video. Terão mesmo desistido desta tarefa, quando alguém com superior inteligência terá lembrado que um vídeo dar-lhes-ia mais hipóteses de conseguir uma ref. discográfica nesta Masmorra adorada por todos. Escolheram esta :



"Beasts will become what they were meant to be / in the name of lovers in the name of wars / we'll show the demons for what they are"

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ref. literária - o pequeno Oskar

caros

aqui há atrasado houve um tema muito falado nas esferas masmorrentas, foi até alvo de um rel. veridíco escrevinhado pelo nosso colega, o excelentissimo mafarrico, e deu azo a muita tertúlia, discussóes e ,atrevo-me a proferir, muitos bocejos. O tema em questão era o baptismo católico dos petizes que ainda não sabem muito bem o que lhes está a acontecer.

Devem recordar-se.

Estando a ler eu um livro que se deu ao trabalho de versar um pouco sobre este assunto, e achando que o que estava escrito nessas páginas era de importância relativa para as nossas conversas já esquecidas, decidi copipastar o excerto em questão para que possais julgar novamente o assunto, agora com o conhecimento de uma experiência relatada na primeira pessoa.

Para dar alguma luz ao excerto que se segue, devo dizer que o narrador é um pequeno que desde o seu nascimento tem o discernimento e a inteligência de um vulgar adulto, e se a sua memória desses tempos é monumental só é ultrapassada pela sua vontade de partir vidro, vicio que ganhou desde muito tenra idade.

(...) insistiram em pôr-me o nome Oskar, e o Jan, na qualidade de padrinho, confirmou-o junto ao pórtico. Depois o reverendo soprou-me três vezes na testa para afugentar Satanás, foi feito o sinal da cruz, colocou-me a mão por cima, espalhou sal e voltou a proferir uns ditos contra Satanás. (...) Depois, o reverendo achou por bem dizer uma vez mais vade retro Satanas, e achava que me estava a abrir os sentidos ao tocar no nariz e nos ouvidos, quando eu tinha estado sempre mais do que desperto. Depois quis voltar a ouvir alto e bom som, e por isso perguntou : "Renuncias a Satanás? A todas as suas obras?"
Antes mesmo de eu poder abanar a cabeça - porque não tinha a minima intenção de renunciar - , Jan disse três vezes por mim: "Sim, renuncio."
O reverendo ungiu-me o peito e entre os ombros, sem que por isso eu me tivesse incompatibilizado com Satanás. (...) e quando Jan me levou até ao pórtico da igreja (...) perguntei ao Satanás dentro de mim : "Correu tudo bem?"
Satanás saltou e murmurou :"Viste as janelas da igreja, Oskar? Tudo de vidro, tudo de vidro!"


O livro é o, sobejamente conhecido, "O Tambor de Lata", do germânico Gunter Grass. Penso que já o tereis lido porventura duas ou três vezes.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um duro golpe

Caros,

os nossos inimigos têm agentes altamente inteligentes, este que aqui apresento descortinou alguns dos nossos mais subtis ardis para desviar as crianças humanas para o nosso caminho.

Atentai ao vídeo, para que possamos analisar e descobrir novas formas de actuar, porque estas já não darão resultado no futuro. Este homem estragou-nos o esquema.



Proponho que haja uma reunião extraordinária da masmorra ... no final podemos alugar a Pequena Sereia para descontrair.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ref. discografica 666 - A Grande Depressão

Agora que os dias bonitos regressaram, o gira-discos maléfico escolheu rodar uma rodela plástica recheada de momentos felizes e pensamentos positivos. Daqueles que nos assaltam a mente vezes sem fim durante a nossa existência e que, portanto, nos apetece ouvir em formato musical gravado por um qualquer agrupamento de pessoas mais ou menos humanas.

O disco a que faço referência entitula-se World Coming Down e é um desenrolar de humor negro deprimente acompanhado por musica de excelência, que poderia muito bem ser a banda sonora para esta masmorra que se quer infernal. O disco tem quatro não musicas que, sendo não musicas, dão bem a idea do teor das musicas que as rodeiam, a primeira musica do disco, por exemplo, são onze segundos de emulação de um cd arranhado seguido de um berro, que se poderia traduzir como “IDIOTA!”, conseguindo assim proceder-se a um insulto eficaz a todo e qualquer um que tenha comprado o cd (isto é o humor caracteristico), as outras três não musicas traduzem a depressão que acompanha todas as musicas e tentam simular os canais através dos quais os membros da banda pensam que vão desta para melhor e intitulam-se Sinus, Liver e Lung (Cocaina, Alcool e Tabaco).

As musicas a sério são para ser ouvidas atentamente e com um sorriso nos lábios, destacando-se Everyone I Love Is Dead com a dura realidade no pensamento que todos os que conhecemos e gostamos irão morrer um dia e o depressivo-suicida World Coming Down – “I'm so fortunate yet filled with self-hate that the mirror shows me an ingrate”. A grande musica do disco retoma um assunto já referido (dá pano para mangas), mas com menos subtileza e intitula-se Everything Dies.

White Slavery e Who Will Save The Sane? são para ser ouvidas com um sorriso acompanhado da ocasional gargalhada sarcástica, completando o disco a habitual cena destes senhores com as miudas gótico-pimba na péssima Pyretta Blaze e a ode ao Halloween em Creepy Green Light com uma musicalidade acima da média. O Nosso Senhor Satã está, claro, presente na festiva e excelente All Hallows Eve onde se ouve : “Saint Lucifer hear me praying to thee on this eve of all saints/High be the price but then nothing is free my soul i'll gladly trade”.

Finaliza-se com um medley de covers dos Bitales, medley que tem o condão de tornar audivel as “musicas” que esse quarteto idolatrado pelos humanos produzia.

Despeço-me com um apelo retirado da segunda musica do disco:
“Let me say Pepsi Generation / A few lines of misinformation / Watch your money flow away oh so quick / To kill yourself properly Coke is it”.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Diabo

Homenagem justa, a esse meio de informação social que resiste ao tempo e continua a mostrar-nos as noticias que realmente interessam, um poderoso meio para chegar às massas, algo que deve ser sempre aproveitado pelos nossos (o cheganço às massas).

Em jeito de análise, analisemos as noticias de primeira página da ultima edição.

- ADSE cobra dinheiro a mais desde 2001. (Roubo, multidões enraivecidas)
- Marcelo exige ser senhor absoluto no PSD e impõem saída de Passos. (Política de baixo nível, multidões pasmadas)
- Este socialista (Armando Vara) custa 10 mil euros. (Corrupção, multidões furiosas)
- Pobreza envergonhada cresce e faz disparar suicídios. (Violência, multidões desesperadas)

Isto é informação isenta e bem documentada, sem dúvida um dos últimos jornais de qualidade a ser impresso em todo o mundo.



Para a próxima, um olhar e uma análise profunda sobre o irmão bastardo deste periódico, o jornal "O Crime".

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Uma maldade muito mal disfarçada...



Este tipo de fenómenos e distracções ocorrem quando o Maior abandona à sua sorte estes joguetes que deixam de servir os nossos pricipais designios.

É por demais evidente que este inergumeno apenas caiu em desgraça porque já não interessava para nada.

Passará agora uns bons anos numa masmorra bem menos apelativa, a remoer no pacto que fez connosco e em como faltamos a tudo o que prometemos.

E esta hein?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Este homem é um senhor, parte II

Mais um da equipa dos padrecos que poderia muito bem estar na nossa equipa.

No lugar de Covas do Barroso (Vila Real) aconteceu. A GNR entrou ordeiramente na sacristia após as festividades daquele dia para deter o "senhor" padre, e proceder a umas averiguações, a seguir às quais tiveram de o deter.

É que as averiguações terão sido mais ou menos assim:

GNR1 : Xôr padre, com a sua licença, se me permite, tem alguma arma?
Padreco: Tenho uma, mas está legal!!!
GNR2: Xôr padre, com a sua benção, mas e então este revólver?
Padreco : AAAH! Isso foi herança.
GNR1: Xôr padre, com todo o respeito, e esta caçadeira?
Padreco: AAAAH! Isso não sei.
GNR2: Xôr Padre, peço desculpa pela pergunta, e esta caçadeira?
Padreco: AAAAH! Isso foi herança.
GNR1: Xôr padre, sem querer incomoda-lo, e estes engenhos pirotécnicos?
Padreco: AAAAH! Isso não sei.
GNR2: Xôr padre, sem querer ensinar o pai nosso ao vigário (AAHAHAHA), precisa mesmo dessa soqueira para a homilia?
Padreco: AAAH ....
GNR1: Xôr padre, e estes milhares de munições, não será exagero?
Padreco: Poizeee mueuss filhoses, vós teindes de perxebêr, eu posso ezzplicar....

Não sei se ele explicou ou não, mas deixo um repto ao senhor padre, deixe um comentário aqui na masmorra (da qual é obviamente leitor) que será bem recebido.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A oferenda

Estávamos todos em deprimente comunhão, celebrando mais um centenário do vil Mafarrico, quando por artes negras algo se materializou por entre as suas patas imundas.

Ficamos todos petrificados de espanto ante aquela aparição repentina, todos menos Mafarrico, que como tem os cascos duros não reparou no que lhe tinha ali aparecido e já ia deglutir o objecto junto com uma fatia de pizza de olhos humanos com cebola.

Embora petrificados, gritamos todos em uníssono : "ALTO!"

Ao que Mafarrico respondeu gritando "QUE FOI?"

Agora já não petrificados, mas ainda abalados, apontamos e gritamos : "ORA VÊ LÁ ISSO QUE TENS AI!"

E Mafarrico, mantendo a calma gritou "ISSO O QUÊ? AAAH ISTO AQUI. QUÉ ISTO?!?!?"

E analisamos aquilo que se tinha materializado do nada. Ficamos estupefactos, Mafarrico logo se apercebeu que aquele era um momento que nunca mais iria esquecer na vida. Era uma oferenda do próprio Sr. Satanás, um cd comemorativo compilado no Inferno, com as musicas que o próprio Grande Demónio escolheu e gravou num CD-R para ofertar ao nosso colega e assim não deixar passar em claro a amizade que nutre por ele, isso se notou na dedicatória escrevinhada na capa (excelentemente executada, diga-se já, muito bela). A dedicatória era bastante comovente, mas Mafarrico não deixou ninguém lê-la uma segunda vez pelo que já nao me lembro o que tinha lá escrito.

O alinhamento do CD, caros amigos que queiram ter uma ideia dos sons que estão na moda no Inferno era:

Entombed - Like This With The Devil
Slayer - War Ensemble
Napalm Death - Silence Is Deafening
At The Gates - Under A Serpent Sun
Kreator - Coma Of Souls
Coroner - D.O.A.
Testament - The New Order
Nuclear Assault - Brain Death
Overkill - Gasoline Dream
Megadeth - Countdown To Extinction
Anthrax - N.F.L.
Iron Maiden - Killers

Parece-me que seria isto, já não me lembro o que terá sido gravado. Talvez Mafarrico, tendo sido ele o feliz afortunado recebedor da oferenda, nos queira elucidar mais sobre o conteúdo e, quem sabe explicar, o significado do presente.

Acabo com uma ponte para o post anterior, uma citação retirada da musica primeira desta colectânea infernal:
"And what good is a song for peace
when the fucker doesn't even rhyme"

O Sr. Satanás quer que pensemos nisto.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ref. discografica 666 - não mais cor

Caros,

este é um retorno aguardado a estas mensagens que se querem a espinha dorsal da Masmorra, refiro-me, obviamente, às ref. discográficas.

O Sr. Satanás em pessoa, enviou-me uma série de sinais mais ou menos dissimulados no quotidiano humano que me lembravam e indicavam a urgência de escrevinhar uma destas referencias, o sinal, talvez não o maior, mas o mais contundente, terá sido o calhar em shuffle o disco que aqui vai ser explanado na mesma altura em que pensei "olha, já há algum tempo que não há uma referência discográfica", talvez um pouco antes.

A urgência desta missiva prende-se também com o facto de, aparentemente, muitos demónios de baixa estirpe terem graves crises de ansiedade ao esperarem de nós, seres superiores, uma indicação dos sons com que entreterem as orelhas pontiagudas.


Achei importante, para regressar em grande, trazer um peso pesado da arte de bem fazer música. Os Coroner, estes génios musicais, desconhecidos das massas, muito mais habilidosos do que o comum dos musicos. Acredito que tivessem os seus integrantes nascido em séculos passados e ao falarmos sobre eles seria de espanto sobre as árias que teriam composto em idade imberbe, o que os catapultaria para a fama mundial através dos séculos. Mas não, nasceram na segunda metade do Séc. XX, na Suiça, pelo que não tiveram outra sorte que não a de ser roadies de uma outra banda suiça com um pouco mais de sorte, e depois de fazer um timido salto para uma banda a sério onde compuseram verdadeiros hinos do Heavy Metal, ao longo de cinco LPs de grandiosa memória.

O disco escolhido, No More Color, é obrigatório, tem riffs clássicos e ouvi-lo lança uma labareda de nostalgia que muito me apraz. Uma palmadinhas nas costas para estes musicos que têm sabido manter-se longe desta febre ($$$$) das reuniões e assim mantêm a aura de classicidade que se associou aos seus discos, isto apesar de se manterem todos os três vivos.

Um dos clássicos do disco escolhido, com uma mensagem bem verdadeira - No Need To Be Human:



Consegui escapar a escrever sobre o facto de esta ser a referencia numero 666. oh!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O maior pic-nic de sempre

Depois da trilogia, uma mensagem para descontrair.

Ainda no rescaldo da nossa prestação no Caos Emergente, lembro-me de uma conversa que levou a alguns comentários nas mensagens anteriores. Aquando do concerto dos Napalm Death vários de nós falamos de como seria de inimigo entrar no circulo de compinchas saltadores que nos rodeavam em frente ao palco, é certo que todos corajosamente declinamos, ou por maleitas fisicas, por indisposição do material electrico que transportavamos, por receio de eliminarmos alguns dos nossos próprios servidores, pela possivel destruição do palco no que era ainda o primeiro dia de festival. Resguardamo-nos para uma próxima (porque haverá sempre uma próxima) e falamos (gritamos ... afinal o concerto decorria) sobre rodinhas que outrora frequentaramos desde algumas risiveis (uma festa não sei onde), até outras mais credíveis (converge, ratos de porão, etc...).

Não consta que nenhum de nós tenha frequentado o pic-nic que se segue, mas deixo-vos com as seguintes imagens em tom documental daquele que se quer oficialmente, se não me engano, o maior pic-nic infernal de sempre.




Por acaso, não me parece nada de especial.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dos confins de um planalto....CAOS EMERGENTE!!

Eis a esperada, a aguardada, a inequívoca mensagem da presença de um tridente de 6 6 6 nesse espaço mítico, Sport Club Nun'Álvares em Recarei, outrora cenário de prática desportiva e agora transformado para sempre em local de culto dos rugidos das profundezas!!

Assim foi há 11 Séculos atrás, tanto tempo passou, mas a memória não se apaga, desses momentos de comunhão com tantas outras criaturas diabólicas, maléficas, mafarrificas até. Estaria lá Satanás ele próprio, disfarçado quiçá, mas estavamos em nítida comunhão de ideais, em sintonia de vestes, mas algo se distinguia no meio dos demais...não estou a falar do Maléfico de camâra em punho a apontar para o palco, mas da presença dos fiéis da Masmorra, que estremeceram de pânico os diabos menores que neles tentavam focar o olhar.

O orgulho pelas nossas novas vestes trespassava-nos as mentes e estava patente em cada passada que dávamos. O caminho estava a ser conquistado!!

Não querendo plagiar algo que já li por aí, começamos pelas bifanas com picante servidas por catraios nitidamente em situação de exploração de trabalho infantil, e como nos agradou essa visão de miúdos que tinham de perguntar ao pai como faziam os trocos enquanto nos tentavam sugar pela ratoeira plantada mesmo à frente da barraca das bifanas improvisada para o efeito.

Seguimos para o recinto, percebemos que estavam à nossa espera e não nos alongamos mais, entramos portanto!! Ouvimos mais uma criança chorar por não ter uma armadura como a nossa, mas isso não é para todos miúdo! Vais ter de esperar.

Entramos, agora sim e tratamos de adquir algo para matar a sede. Logo um energúmeno nos veio pedir um pouco do nosso líquido com uma caneca vazia, partilhamos, mas pouco, e eu já tinha bebido e salivado o meu copo.

De seguida um transeunte passa por nós, eu não reparei, o Mafarrico também não, foi o Maléfico que chamou a atenção. Era o vocalista dos Napalm Death, falha-me agora o nome, mas o encontro ficou por aí, estavamos em missão e não iamos para socializar com ele.

Dirigimo-nos ao palco e divertimo-nos com os Holocausto Canibal a grunhir e a girar os longos e feios cabelos. Penso que envergonharam qualquer porco em situação de matança, pois conseguiram fazer bem melhor, de forma mais selvagem e autentica do que os próprios porcos com a faca espetada no pescoço e a esvairem-se em sangue. Prenha de um canídeo, Fetofilia e Punição Anal são apenas alguns temas que recordo como sendo os mais bem conseguidos.



A seguir vieram os Napalm, figuras de cartaz e o povo louco correspondeu numa mosh desmedida, com diabos menores a rolarem pelo chão e outros pelo ar, foi engraçado de se ver. Diabolicus não participou, caso contrário aquela mosh poderia ter deixado estragos no terreno.
Os Napalm corresponderam para quem já os conhece e superaram as expectativas para quem não está tão por dentro dos seus sons. O seu vocalista mostrou garra, são uns senhores!

Finalmente, já toda a planteia estava satisfeita, a missão da Masmorra estava concluída, mas os Moonspell resolveram brindar-nos com um concerto agradável. Não tão agitado como os Napalm, mas de excelente nível. Não sabia que havia tipos de Lisboa capazes de produzir tamanho espectáculo, foram a surpresa da noite.

Gostei da frase do seu vocalista, nem os Moonspeel são grandes demais para o Caos Emergente, nem o Caos Emergente é grande demais para os Moonspeel...ainda bem que chegou a essa conclusão.

Foi uma noite bem passada, num dia em que a Masmorra saiu à rua e alguns privilegiados tiveram oportunidade de ver ao vivo os lendários Mafarrico, Maléfico e Diabolicus.

domingo, 13 de setembro de 2009

CE2009 - Visão do ser Maléfico

Como já foi amplamente divulgado visitei o certame internacional designado como Caos Emergente 2009. Como a quase totalidade de vós saberá fui a acompanhar (e acompanhado) os meus colegas contribuidores nesta Masmorra que se quer Infernal (isto porque a totalidade de vós, sois, de facto os mencionados colaboradores).

Foi uma jornada triunfal.

Saímos da Masmorra pontualmente, as dificuldades surgidas a caminho foram prontamente ultrapassadas e demos connosco no local do evento. Um local ermo e escuro no topo de uma colina, onde era visível a estrutura que serviria de palco, caminhamos para lá encontrando seres e colegas que se notava espantados e humildemente felizes por nos ver a trilhar os mesmos caminhos que eles. Chegando ao local da bilheteira e após rápido e brilhante raciocinio deixamos a aquisição dos bilhetes para mais tarde e fomos morfar.

Encontramos um agradibilissimo restaurante para saciar a fome, onde o chef nos proporcionava uma selecção de bifanas gourmet que foram acompanhadas, por uns, com um consumé de caldo verde e, por outros, por um vinho super bock colheita de 2009. Excelente! Infelizmente não reparei no nome do restaurante mas penso que se chamaria "Buraco no muro do caminho que vai dar à estrada". Gostaria de me alongar mais sobre esta refeição, mas não é isso o mais importante neste relato.



Das bifanas na mão, para o porco no espeto em palco. Os portugueses Holocausto Canibal levaram consigo uns adereços que faziam lembrar uns, não muito longinquos, churrascos. Além do que levaram também instrumentos musicais e debitaram durante um bom bocado um som potente e agradável q.b.. Os H.C. são uma banda com sentido de humor e praticaram um concerto simpático com musicas ininteligiveis e convidativas ao headbanging furioso. Todos nós da masmorra que lá estavamos sentimo-nos ligados emocionalmente aquela banda que não conheciamos de lado nenhum e proponho, aqui e agora, tornarmo-nos membros honorários do line-up. Que acham os restantes membros? Podemos participar com ideias para titulos de músicas, a escolher : "Bailarico c'o maçarico", "Dissecação no pavilhão" ou "Azia rectal". Estes rapazes deram mesmo azo à frase da noite : "Este concerto foi melhor do que o da Madonna", e isto diz tudo.

Depois vieram os senhores Napalm Death, sobre eles já foi tudo dito. Ganharam um "Lifetime Achievement Award" da Masmorra Infernal, pelo que foram apreciados com o respeito que se guarda para os grandes. Com grande profissionalismo tocaram grandes clássicos assim como temas dos discos mais recentes. São uma inspiração e conquistaram todos os que estavam na plateia. Um grande concerto. Fenomenal! Sois grandes ó napalmes.



Depois do ponto alto da noite seguiram-se os Moonspell, um bocado teatrais de mais para o gosto Maléfico, mas interessantes. Arrancaram rasgados aplausos do público mas penso que isso foi porque conseguiram manter os três espectadores mais importantes no recinto até ao final do respectivo concerto, o que encheu de júbilo a organização, a própria banda, os restantes festivaleiros e a população de Recarei em geral.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Isco

Colegas,

hoje é dia 09/09/09 e é neste dia que uma qualquer editora se lembrou de re-lançar massivamente a discografia de uma banda musical que é, talvez, o agrupamento mais reconhecido em todo o mundo.

Pus os meus neurónios maléficos a trabalhar e, verificando que no dia de hoje, milhares e milhares de humanos vagueariam por aí, pesquisando e escrevendo algo sobre este acontecimento, engendrei um plano ("a cunning plan", diriam alguns). Este plano consiste em escrever um texto relacionado com este evento de modo a que, todos e mais alguns que pesquisem o nome da banda, julgando ter hipóteses de encontrar um artigo num blog, ou uma noticia numa página, sejam, como que, sugados para a nossa Masmorra e assim massacrados e reenviados directamente para o Inferno.

Aqui vai o isco em forma de texto, após o que é só esperar que se inicie a chegada em massa dos "convidados".

Eu não gosto dos Bitales, eu estou farto de ouvir falar nos Bitales, eu não acho que os Bitales sejam a melhor banda do mundo, eu vivia muito bem se nunca mais ouvisse uma musica dos Bitales, aliás, a ultima vez que ouvi uma musica dos Bitales foi circa 1987 e não foi por minha vontade, os fãs de Bitales são duros de ouvido.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Um mundo catita

meus caros,

relendo os escritos passados reparei o quão longínquo se situava a ultima ref. discográfica. Vai dai decidi escrever este post.

Acontecia que era domingo à noite e eu praticava um zapping furioso por todos os 4 canais de televisão que chegam a minha casa. Dado certo momento, reparei que estava há mais de um segundo no mesmo canal! Era o canal 2. O programa que aí se iniciava tinha como nome "Um Mundo Catita" e, não sei porque celebração, o tal canal exibia todos os episódios desta mini-série de produção portuguesa. Para meu gáudio, os episódios seriam emitidos por ordem cronológica e uns a seguir aos outros.

Embora o dia seguinte fosse de grandes provações, fiquei acordado até ao que normalmente se chama uma hora da manhã e vi os episódios todos de uma acentada.

Estais com certeza familiarizados com esta obra prima da televisão feita em Portugal. Tudo nela respira Masmorra Infernal, e o personagem principal Manuel João é um diabo a sério. A sucessão de cenas hilariantes e/ou ridiculas é de grande risibilidade e interesse, os diálogos são do melhor que se faz em todo o mundo (um vocabulário muito rico) e, claro, a banda sonora original é de top.

No seu todo a série ganha uma dimensão que não teria se porventura fosse vista episódio a episódio, personagens como o corneto ou o tony barracuda e claro o manuel joão entram assim para o convivio dos grandes do cinema português. E o que dizer da senhora amiga de manuel joão? Uma diva como nunca se viu nos ecrãs nacionais.

Devo, para finalizar, escolher uma cena preferida de todos os cinco (ou seis?) episódios e embora a emotividade me penda para a cena da águia do clube de futebol (épico!!) ("agora toda a gente te odeia pá!", "então e os gajos do porto?"), o momento alto para mim é, sem dúvida, o concerto no casamento da pessoa amada do personagem principal ("estava a brincar! já não se pode brincar?") com o movimento à Pete Townshend por sobre o bolo da noiva.

Quero uma segunda série.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Mais novas das terras nórdicas

Meus caros,

para uma coisa serviu a minha viagem por terras do norte, para adivinhar onde estáveis circa 1626. Vocês estariam , os dois, ou um, ou os dois separados, nas mesmas terras que eu calcorreei em 2009.

Diria mesmo que estariam entre os engenheiros do projecto do barco de guerra de nome Vasa. Diria que estavam preparados para rir a bom rir.

Quase que adivinho que estariam entre a equipe que no séc. XVII recebeu ordens do rei sueco para, no auge do domínio daquele pais por aguas da região, construir o mais potente e temível vaso de guerra a ser usado na guerra dos trinta anos.

Quase que vos adivinho a dizer ao engenheiro responsável para ir supervisionar os adornos no convés enquanto vós trataríeis calmamente dos cálculos para o lastro do navio.

Vejo-vos confiantes e com um secreto sorriso, embrenhados na comitiva que viu o recém-barco, com 150 homens a bordo, com um armamento recorde, ricamente decorado e preparado para espalhar o terror, espanto e inveja nos inimigos se lançar pela primeira vez às aguas do Báltico.

Ouço-vos a rir a bom rir quando o barco andou mil e duzentos metros e afundou.

Histórias destas são dignas da nossa masmorra. E devido aos vossos prováveis actos pessoas de todo o mundo podem visitar um museu na Suécia e rir-se enquanto os próprios suecos tentam rentabilizar o barco sem ser alvos de muito ridículo.

Cliquem aqui para ler a história deste soberbo e risível barco de guerra (os vossos nomes foram omitidos).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Codex Gigas

É sabido que aproveitei a época de férias para visitar, incógnito e sob disfarçe, um pais nórdico sobejamente conhecido por todos e que não irei nomear, de seu nome Suécia.

Eis que enquanto passeava pelas grandes e irritantemente limpissimas avenidas senti um chamamento, é isso ai meus irmãos, senti um chamamento tão forte que todo o meu auto controlo e vontade em não trair a minha verdadeira natureza sofreu uma grande provação. Atento a não provocar desastres de grande dimensão decidi seguir este chamamento, curioso onde me iria ele levar. Sentia as forças que me rodeavam cada vez mais fortes, enormes, gigantescas, até que entrei no edificio baptizado de Kungliga biblioteket. Neste edificio a presença Dele era inegavelmente fortissima pelo que dei por ali uma volta a ver se via alguma coisa.

Não vi nada de especialmente maligno, a nao ser um tipo a tirar fotografias a um livro às econdidas, mas senti a presença fortissima da maldade e como que comunguei com ela silenciosamente até que satisfeito me vim embora.

Após (ou terá sido antes?) este acontecimento pesquisei tomos ancestrais (o guia) na procura de decifrar o mistério e descobri com muita felicidade o que me tinha atraido com tanto poder. Era isto :

(faltam imagens)

A Biblia de Satanás, encontra-se fechada nas catacumbas da Biblioteca de Estocolmo. É, como não podia deixar de ser, o maior livro do mundo e foi escrito por um colega monge que, tendo quebrado (claro!) as regras do seu mosteiro foi condenado a uma pena particularmente horrivel. Alcançou clemencia assegurando aos seus superiores que escreveria da noite para o dia o livro de maiores dimensões alguma vez escrito no decorrer dos tempos. É claro que tal tarefa era impossivel pelo que fez uma pacto com o nosso Maior, que logo pegou na pena e lançando mãos à obra salvou a vida ao monge pecador, escreveu o que ainda hoje é o maior livro do mundo e captou mais uma alma para engrossar as suas fileiras. Este livro foi baptizado de "A Biblia de Satanás".

(faltam imagens)

Obviamente um livro com tal capacidade maléfica teria que me atrair, mas não sabendo eu ao que ia foi impossivel um encontro cara a página, isso e o facto de estar fechada a sete chaves em local inacessivel. Tendo eu podido folhear o livro e teria sido bem agradável, quem sabe poderia ter deglutido calmamente uma duzia de páginas. Fica para a próxima! Podem folhear o assunto aqui , não dá é para deglutir.

Em breve, mais novas da minha viagem à terra dos mil lagos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Verão Infernal

Está a decorrer o que se convencionou chamar de Verão, assim sendo menciono aqui o que convencionei ser o hino desta estação, um mega-hit moderno editado em 1992.

Umas péssimas férias para todos agora que voltei ao trabalho.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Um diabo a precisar de umas lições

Estava passando os olhos pelos escritos do nosso amigo Vlad Nabo quando li, incorporado no romance, este desabafo de um colega inexperiente. Logo descortinei um relato sincero de um pobre diabo que, ao confessar a sua incapapacidade para certas tarefas, procurava conselhos de Diabos a sério como nós. O estilo da missiva, nota-se, é fortemente influenciado pelo da Masmorra, e tenho a certeza que quando foi escrita e incorporada no livro (editado há apenas 50 anos atrás), se destinava tão somente a captar a nossa atenção e aceitar humildemente o que pudessemos dizer sobre o assunto.

Leiam o que se segue e escrevam algumas palavras ao nosso pouco corajoso amigo.

"O cenário era, de facto, perfeito para um assassínio rápido e borbulhante, contando ainda com a vantagem de uma subtileza: o homem da lei e o homem da água estavam suficientemente perto para testemunhar um acidente e suficientemente longe para observar um crime. Estavam suficientemente perto para ouvir um angustiado banhista debater-se na água e gritar e pedir que alguém o ajudasse a salvar a mulher que se afogava; mas estavam muito longe para distinguir (se por acaso olhassem antes de tempo) que o tudo menos angustiado banhista acabava de puxar a mulher para debaixo de água. Ainda não chegara a essa fase; pretendo apenas dar uma ideia da facilidade do facto, da excelência do cenário! Charlotte nadava com aplicada falta de jeito (era uma sereia muito mediocre), mas não sem um certo prazer solene (não tinha o seu tritão ao lado?), e, enquanto a olhava com a crua lucidez de uma futura recordação (compreendem o que quero dizer: tentando ver as coisas como nos lembraremos depois de as ter visto), [...] enquanto observava tudo isso compreendi que me bastava ficar para trás, respirar fundo, agarrar-lhe num tornozelo e mergulhar rapidamente com o meu cadáver cativo. Digo cadáver porque a surpresa, o pânico e a inexperiência levá-la-iam a engolir, logo, um letal galão de lago, enquanto eu poderia aguentar pelo menos um minuto inteiro, de olhos abertos debaixo de água.[...] Eu poderia vir à superficie tomar fôlego, sem deixar de a manter debaixo de água, e mergulhar de novo, as vezes que fossem necessárias, e só quando o pano descesse definitivamente sobre ela me permitiria gritar por socorro. E quando uns vinte minutos decorridos, os dois títeres, a crescer gradualmente, aparecessem num barco a remos, meio pintado de novo, a pobre Mrs. Humbert Humbert, vitima de cãibras, ou oclusão coronária, ou ambas as coisas, estaria a fazer o pino no lodo fervilhante e cor de tinta, uns nove metros abaixo da sorridente superfície do lago Hourglass.
Simples, não era? Mas que querem, amigos? Não fui capaz de o fazer!
Ela nadava a meu lado, foca confiante e desajeitada, e toda a lógica da paixão gritava aos meus ouvidos: "É agora o momento!" Mas, camaradas, não fui capaz! Virei para terra, em silêncio, e, gravemente, obediente, ela virou também, e o Inferno continuou a gritar-me o seu conselho, e eu, continuei sem coragem para afogar a pobre, escorregadia e corpulenta criatura."

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Prémio genérico nº 666

Como gosto de distribuir prémios, e sabendo que um prémio Masmorrifico é o ponto alto na carreira de quem o recebe, decidi criar uma nova categoria, um novo vencedor e mostra-lo ao mundo neste post.

Categoria : Melhor titulo / Melhor Capa
Explicação: esta categoria visa distinguir a banda que lançou um album cujo titulo poderia ser o titulo de um post na masmorra e que ao mesmo tempo tem uma capa digna de ser exibida.
Explicação da explicação : um titulo digno de ser um titulo na masmorra que tenha sido idealizado por alguem que nao seja um dos contribuidores da masmorra é algo merecedor de um prémio. Mas se a capa do disco não for espetacular, então o post a indicar o vencedor não ficaria com nada para o colorir e portanto muito chato, daí que a capa também tem de ser boa e não qualquer coisa lodosa.

E o Vencedor é :

THE SATANIC SATANIST



Como corro o risco de parecer muito simpático com esta coisa de gostar de distribuir prémios ocultei propositada e irritantemente o nome do vencedor.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Escolham o vosso favorito

Os Unsane são a par com os já referidos Iron Monkey, a melhor banda do mundo.

Não só nos brindaram com pérolas musicais atrás de pérolas musicais, como tambem produziram o video que se segue. Este video dir-se-ia feito especialmente para a masmorra e para uma época como a silly season, onde se pretende relaxar um pouco e soltar umas labaredas bem dispostas a custo de uns energumenos humanos.

Escolham o vosso minuto:segundo preferido. Para já voto no 1:21.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Influência geográfica



Legenda:
Área a branco : Área amplamente dominada
Área a verde clarinho : Área completamente dominada (Estamos em força nos oceanos)
Área a verde claro : Área totalmente dominada onde a totalidade da população não consegue passar sem uma visita periódica (periodicidade varia entre os 5 e os 35 minutos)
Área a verde escuro : Área ampla, completa e totalmente dominada. Faz parte das leis destes paises os habitantes procurarem a masmorra como guia espiritual.
Legenda: Visitas em milhares de milhões de visualizações.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

1º Puzzle Estival

Embrenhado profundamente no estado da silly season, venho completar o último post com uma mensagem em forma de charada.

Qual é a foto que faltava?





Têm 4 dias para comentar a resposta correcta, fantásticos prémios.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Silly Season Returns

Este dia marca o inicio da estação patetas.

Desde o ano passado que todos os anos é assim e este ano confirma-se. A Silly Season começou.

Depois deste grandioso anuncio deixo-vos com a reportagem fotográfica do bailarico que se deu no cinema batalha onde mafarrico e eu nos deslocamos para apreciar a festarola que contou com os colegas Benediction.

(brevemente este espaço estará coberto com uma foto demoniaca)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ref. discografica 666 - o macaco de ferro


carissimas e vastas multidões de leitores,

é chegada a hora da derradeira ref. discografica, chegados ao numero 666 é altura de indicar aquele que é, na opinião de todos o que escrevem este post, o melhor disco de sempre. Esta expressão pode parecer extemporânea, mas a verdade é que este LP é considerado pelo gira discos maléfico como o supra sumo do ruido e de toda a pesada sonoridade que soa e ressoa nas nossas orelhas. Não há qualquer outra forma de musica gravada que supere a beleza destas notas debitadas com mestria. Não há nenhum compositor ou músico que possa um dia ter afirmado em consciência que o seu melhor trabalho é melhor que o pior momento deste tomo musical. Este conjunto de musicas é a perfeição gravada e o epíteto "clássico" tem aqui a única verdadeira razão para ser utilizado.

Demónio que se preze conhece este disco e venera-o ouvindo-o pelo menos uma vez de manhã e por fim outra antes de deitar, quem não conhece é um pobre coitado que não merece grande coisa.


Num mundo perfeito todos teriam o completo espaço dos seus ipodes preenchido com estes sons (imaginem como não seria o jogging matinal dos pobres humanos).


Acredito que tenham gritado suavemente a plenos pulmões este desafio cáraoquiano que lhes coloquei.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Não há duas sem três

Convidei estes nossos amigos para serem os primeiros a repetir um video musical na masmorra. O que é certo é que a musica superior que emana dos seus instrumentos a isso permite e o que é bom é para se ouvir, portanto urge ver este video.

Estava tentado a dissertar uma ref. discográfica mas penso que esta banda é tão especial que vou esperar que as ditas referencias cheguem a um qualquer numero mítico para lhes dar a honra.


aquele abraço

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Corrida de Suínos

Conforme estava agendado realizou-se sem demoras a corrida de porcos que anunciamos atempadamente aqui na Masmorra. A corrida foi um sucesso com a participação de muitos animais.

Infelizmente nem todos os porcos convidados puderam participar, alguns encontravam-se indisponíveis e a justificação de falta foi aceite pela organização deste mega evento suíno.


Em todo o caso foram muitos os porcos presentes e a corrida teve lugar perto de Recarei, lugar já aqui citado anteriormente. Eu levei um porco, o Mafarrico também levou o porco dele e o Maléfico participou igualmente com um porco que encontrou a chafurdar na Masmorra.

A corrida incluiu porcos movidos a 2 e 4 patas motrizes mas conforme podemos ver pelas imagens, os animais com tracção às 4 patas levaram a melhor.




No final das primeiras voltas já só os porcos com tracção às 4 patas disputavam a liderança, com o porco do Mafarrico (a verde) e o porco do Maléfico (a vermelho) a superarem bem as barreiras que iam aparecendo pelo caminho. Até ao final estes 2 porcos mantiveram-se na frente, mas não vou divulgar já os resultados finais para manter o suspense.




Nesta foto, bem captada por um dos muitos fotógrafos presentes podemos ver o porco do Mafarrico, já depois de se libertar do equipamento, a saltar num estilo inconfundível!!


Este animal ganhou mesmo um prémio pela suplesse de salto e as suas patas foram o prato mais apreciado no final. O porco do Mafarrico foi portanto, e como depreendem, uma das estrelas da tarde.

Foi sem dúvida um dia bem animado, especialmente para os porcos que se safaram do espeto. A corrida teve o patrocínio da Masmorra e como tal optamos por sacrificar os porcos que ficaram nos primeiros lugares!! Era essa a surpresa que tinhamos preparada, além disso estavamos cheios de fome!!



Actualmente estamos já a preparar o próximo evento suíno com os restante porcos, mais concretamente um jogo de futebol. O Mafarrico e o Maléfico já andam a fazer alguma selecção de porcos e podemos dizer que o evento será igualmente um sucesso com prémios aliciantes para os porcos que se revelarem melhores goleadores.





Boas suinadas para todos!


quarta-feira, 17 de junho de 2009

quando o caos emerge o homem afunda

meu caro e preguiçoso diabolicus, nunca mais nos faça uma destas! É que o seu breve poema teve um efeito tal que foi notória a falta de produtividade de tantos os três quantos o leram.

Eu próprio fiquei num estado precáriamente equilibrado no meu assento, a olhar vagamente para o futuro e sem fazer nada além de respirar de quando em vez. Foram uns bons momentos, mas voltemos ao labor a bem da demoniosidade mundial.

É muito a ferros que descubro um tema para trazer a debate, e a minha escolha é condicionada pela urgência em divulgar um evento antes que seja tarde de mais. É que faltam pouco mais de dois meses para esse espectáculo que se quer de luz e poderoso som a que alguém convencionou chamar de Caos Emergente 2009.

Se bem se lembra mafarrico, deslocamo-nos incógnitos à edição do ano passado (Caos Emergente 2008), deslocação que como não podia deixar de ser foi amplamente ignorada aqui no nosso folhetim da masmorra. Se no ano passado visionamos uma série de bons concertos, este ano perfila-se ainda melhor e é de destacar a presença dos nossos preferidos Napalm Death (depois do lifetime achievement award da masmorra outra coisa não poderia suceder), dos germânicos Destruction (como estarão os guinchos do pequeno schmier vinte anos depois?), dos extremamente malvados, malévolamente satânicos e completamente polacos Behemoth e dos lusitanos Moonspell (na 156434ª actuação no nosso pais).

Noto que este apontamento é curto, mas os efeitos da maldição de preguiça lançada na mansagem anterior foram vastos. Talvez quando outros nomes forem adiantados para o cartaz seja possivel gatafunhar algo mais.

Deixo o video da praxe para aguçar o apetite das nossas já de si aguçadas orelhas.



Uma ultima nota para o facto de termos de abandonar a nossa masmorra para nos deslocarmos à vasta metrópole de Recarei, mas tenho a certeza que talvez nos consigamos orientar pelo menos até um local frontal ao palco.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Breve Poema ao Ócio!

Há quem diga que a preguiça é a mãe de todos os vícios.

Concordo e acrescento: então o Ócio é o pai!!

Venham os filhos por acréscimo.

Neste momento do calendário, quis alguém, não vou dizer quem por ser tão óbvio, que tivéssemos uma semana praticamente dedicada ao Dolce Fare Niente.

Mas alto! Dolce Fare Niente não! Vamos aproveitar o ócio pah, e fazer o que de pior sabemos.

Irei para o Campo! Semearei novos vícios, a destruição seguir-me-á a cada um dos meus passos e à minha volta secará tudo o que ousar manifestar um sopro de vida.

Não faço de propósito, acontece sempre isto, mas é um belo cenário como imaginarão.

Mas vamos ver, o que tiver de ser será, não contrario a minha natureza diabólica e deixarei o Ócio guiar-me pelos seus caminhos largos.

Não faço planos nem estabeleço metas, não tanto pelo trabalho de correr até elas, mas apenas pelo trabalho de fazer os planos.

Espero que o Ócio e a Preguiça de mãos dadas nos presenteiem com o que de melhor têm e regresse inspirado e com novos vícios.

A vós \M/ & MP desejo o mesmo, não vos deixeis abater pelo tédio e prestai homenagem ao ócio fazendo aquilo em que sois mais competentes.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Um pequeno teste

A verdade é que outro dia tive de me locomover por via aérea, e fazendo um esforço por manter o meu disfarce terreno, aturei todas estas idiotices humanas de aeroportos, bilhetes, check-ins, horários e lugares marcados.

Foi precisamente este ultimo aspecto que o Sr. Satanás aproveitou para um pequeno teste à minha demoniosidade.

Não foi depois de olhar poucas vezes para o bilhete que entrei na aeronave e me dirigi pelo corredor ao lugar que me estava destinado. Para quem não sabe o lugar está marcado em forma de charada simples, tipo coordenada (por ex. 16-A), em que o numero se refere a fila de cadeirões a começar da fila um e incrementando uma unidade a cada fila, e a letra refere-se, dentro da fila, a um determinado cadeirão a começar de uma janela até à janela oposta, é fácil para nós mas para alguns energumenos humanos é mais dificil do que parece.

Foi precisamente um desses energumenos humanos que encontrei sentado no lugar que me estava destinado. Com a convicção que tal combinação numero-letra não é dificil de decorar e com o bilhete já guardado no bolso dirigi-me ao reles que não tinha sido capaz de tal raciocinio e , mal escondendo um profundo suspiro, disse-lhe:

- Esse lugar é meu.

Pareceu-me uma boa forma de lhe colocar a questão, uma vez que a interacção com tal ser era incontornável e a iniciativa tinha de partir de mim próprio. O homem olha para mim, um pouco sonolento, e responde-me de uma forma que, confesso, eu não esperava.

- E eu sento-me onde?

Reparem que, naquelas circunstâncias, a violencia brutal estava fora de questão, e os olhares de outros passageiros, ávidos por algo que os distraisse, estavam postos em nós. Retorqui :

- O senhor senta-se no lugar que estiver escrito no seu bilhete.

O homem olhou para mim, sendo impossivel decifrar os seus pensamentos. Eu olhei para ele, pensando quão dificil poderia ser o tal decifrar das coordenadas. Ao que ele quebrou o silêncio dizendo um brilhante:

- Para mim os Fs (o lugar era um F) são todos iguais.

Levantou-se e sentou-se no lugar ao lado, pelo que eu passei por ele, sentando-me no belo lugar a janela ficando ele no lugar do meio de uma série de três.

Passando um pouco de tempo, já com o veiculo em andamento e toda a gente nos seus lugares, estranhei que o tipo tivesse ficado naquele lugar uma vez que tinha afirmado que o seu lugar era tambem um F (e não o E onde estava sentado), tembem achei estranho que o comparsa que me acompanhava não tivesse ficado ao meu lado quando tinhamos feito o check-in em simultâneo.

As provações do Sr. Satanás são muitas e aparecem-nos de todas as formas e feitios, começei a suspeitar que a Sua Garra estivesse metida nesse episódio, pelo que suspirei mais uma vez e enquanto o avião acelerava para descolar, deitei uma olhadela tão discreta quanto possivel, para o bilhete que se encontrava no bolso de dentro do casaco. Lá estava, a terrivel marca Dele, a rasura que ao sair da impressora tinha transformado o meu E num F. Só uma leitura atenta revelava o defeito do bilhete, mas era agora claro que o meu lugar era o do meio e o lugar correcto do ser humano ao meu lado era o que eu ocupava. Era um teste!! O que deveria fazer eu nesta situação?

Deixei-me ficar, claro, já referi que o lugar era a janela?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Nomes que ficam para a história

caros,

Existem personalidades cujo nome ficam para a história, relembrados são estes seres por eras e eras, através das épocas e para todo o sempre. A missão que levamos a cabo impede-nos de nos expormos de tal forma que o nosso nome se entranhe assim nas mentes humanas, mas há humanos que conseguiram superar o teste do tempo e é sobre um deles que vos falo hoje.

Corria o ano de 59 a.C. (o J.C. ainda não tinha aparecido) e em Roma morava um já reconhecido general de seu nome Marco Crasso. Já tinha ganho tudo o que tinha para ganhar e estava bem na vida, quando decidiu que devia procurar novos desafios. Ele era reconhecido por já ter conquistado a Hispânia e Jerusálem mas ainda assim meteu na cabeça subjugar os Partos (não os patos, os Partos), um povo da pérsia.

Pegou então em 50000 homens e lá foi ele confiante, dizimar a meia duzia de partos que se intrometeriam no seu caminho. Chegando perto do local, e inexplicavelmente abandonado todas as tácticas que antes empregara, o nosso general Crasso, decidiu meter por um atalho onde foi emboscado e as suas legiões de 50000 homens pereceram na totalidade contra algumas centenas de oponentes. O próprio Crasso foi desta para melhor, ninguém sabe o que lhe passou pela cabeça, mas este episódio e o erro que o provocou deu a honra a este general de ver o seu nome reconhecido e indelévelmente ligado ao vocabulário corrente até aos dias de hoje.

Trago-vos pois, em jeito de ilustração, uma imagem inédita de Crasso com os seus conselheiros, instantes antes da batalha fatidica.




Parece que dos 50000 só dois se safaram, isto há coisas do Diabo ....

M.P.

domingo, 24 de maio de 2009

Tiveram Sorte!!


...Mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados em êsse fogo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d'elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios destinguiam-se por formas horríveis e ascrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa senhora que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.



quarta-feira, 20 de maio de 2009

Epidemia no Reino da Europa enquanto Os Idiotas Dançam No Escuro

Caros,

chegou a altura de uma referência cinematográfica, apressai-vos a ir a um cinema perto de vós visualizar este filme que ainda não estreou. Porventura nunca estreará, pelo que ide vê-lo antes que seja tarde de mais.

O realizador que o idealizou e filmou é um verdadeiro ser infernal, dos poucos que eu não hesitaria em colocar lado a lado com os nossos calcanhares. O seu nome é Lars Von Trier (Vonti para os amigos) e é perito em fazer peliculas que trazem ao de cima o que pior existe no ser humano, sendo vulgar provocar choro, indignação, incómodo e reacções alérgicas nos seres humanos que vão ao cinema ver os seus filmes, e isto não só pelos preços dos bilhetes, mas também pelo facto de os seus filmes serem realmente bons e provocarem reacções demasiado fortes aos pobres humanos.

Um abraço ao Vonti :



O seu próximo filme. o tal que mencionei aqui àtrasado, já provocou uma série de ataques de nervos num festivaleco que existe para ai, e é uma singela homenagem (pelo menos de nome) ao nosso Maior. Atentai ao anuncio:

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Um túnel relaxante

Caros,

já foi sobejamente referido que a última mensagem e estreia mundial de Diabolicus foi dos momentos altos de todos os momentos altos que temos tido na Masmorra. Depois de missiva de tal qualidade e intensidade penso ser altura para descomprimir e descontrair visualizando um video de excelente qualidade musical.

De certa forma faz-se a ponte com a missiva anterior, sendo que o tema violência está sempre presente nas sonoridades que se seguem. Tentem os meus prezados colegas descobrir onde mais se encontra o ódio nas imagens seguintes:



Despeço-me com um carinhoso murro nos dentes de vós
M.P.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ironia do DEMO

Caros Parceiros do Mal,

Atentai no negro relato que se segue e tirai dele as conclusões possíveis ou impossíveis se fordes mais ousados.

Sem mais demoras e porque o tempo urge passo de seguida ao relato dos factos, não vos fazendo perder mais do vosso precioso tempo e ócio.

Acredito que a curiosidade tomou conta de Vós, e estais neste momento a pensar o que me faz dirigir-me em tão honroso palco às vossas reles pessoas, por isso passemos à acção.

Encontrando-me eu calmamente a correr e aos pontapés no meio de alguns anjinhos e diabos de classes inferiores, eis que num momento de calma aparente sou supreendido por uma violenta patada por trás, desferida por um dos presentes...

Nos breves instantes que se seguem a estas surpresas, temos de ser rápidos a pensar e a reagir, sob pena de sermos conotados com seres desprovidos de inteligência e cujo tempo de reacção é enorme.

Assim pensei rápido....e automaticamente verifiquei!
Este é dos nossos!! Perante tal cumprimento tenho de o saudar de forma ainda mais entusiástica.

Se bem pensei melhor o fiz e esmurrei-o com toda a violência possível mesmo na zona dos dentes.

Automaticamente aconteceu a reacção natural típica destes cumprimentos mais efusivos e em tudo semelhante ao que acontece quando esmagamos com o punho um anjinho...isto é, bastante sangue a jorrar...

No momento seguinte a ter dado ainda mais um cumprimento ao colega, desta feita com o pé, mas não tão forte como a primeira saudação, verifiquei o dito sangue na minha mão...e pensei, eheh, este diabo simpático quis deixar-me uma recordação sua..

Quando verifiquei a quantidade de sangue que tinha na realidade na minha mão, o meu 2º pensamento foi: caramba, obrigado mas não era preciso tanto.

E já num 3º momento de raciocínio verifiquei a Ironia Suprema!!!

O sangue era meu, aquela cor era-me familar, e não parava de jorrar do meu punho!!!

Depois de algumas lambidelas entusiasmadas, tive de deixar o antro em que me encontrava, para colocar alguns químicos que estancassem a referida hemorragia sob pena de ficar desprovido de todo o sangue que corre nas minhas corrosivas veias.

Tive muita pena de não poder continuar os festejos de encontro de iguais, mas uma das minhas manápulas estava inoperante e limitei-me a ensinar algumas palavras ao diabinho que tremia, naturalmente não estava ainda ao nível de convívio com um diabo da minha estirpe.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ao Heavy Metal

Ó Heavy Metal
som preferido
és pelos anjos
inimigo temido

riffs frenéticos
percussão poderosa
guinchos histéricos
missão tenebrosa

cabelos compridos
correntes imundas
teu ritmo é fedor
das trevas profundas

veículo perfeito
no disseminar do mal
tens a tua morada
na Masmorra Infernal

M.P.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O pormenor está nas diferenças

caros,

o universo infernal não é uno, muito há por onde escolher e as diferenças de estilo de vida, trabalho e lazer são visíveis de diabo para diabo. Já vimos por exemplo, que uns gostam de estraçalhar uns anjinhos recorrendo ao tridente pelas tripas acima enquanto outros preferem a táctica do esmagamento com o punho cerrado impelido de cima para baixo tocando no asfalto, enquanto o anjinho se mantém entre o referido punho e o asfalto. Penso que me faço entender (se não, sois burros e fora daqui)

Quiche o destino que aqui na masmorra se discutisse até à náusea as musicalidades infernais nas quais, como em tudo na vida, temos as nossas diferenças. Irreconciliáveis, talvez, quem o poderá dizer? Eu espero bem que sim.

Deixo-os portanto com uma música da melhor banda do mundo que o Mafarrico não gosta, esperando que ele faça o obséquio de retornar o gesto, e postar o melhor agrupamento musical que o Maléfico (que sou eu) não gosta.



sejamos sensatos Mafarrico, se me vem com o anão guinchador outra vez eu parto isto tudo.

M.P.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ref. discografica 666 - filosofia moderna

mafarrico,

é hora de mais uma referencia discografica e chegados ao numero 666 (já vamos neste numero, como o tempo passa) achei que era altura de prestar homenagem a um grupo defunto e recentemente ressuscitado e que portanto andará nos próximos tampos por ai a cirandar qual zumbi putrefacto.

É um agrupamento musical que aprecio por demais, a sua musicalidade é evidente, o seu ecletismo é assinalável e o seu humor caracteristico e negro fazem das suas liricas uma real lição de filosofia para o diabo moderno. Começando pelo seu simples e estranho nome, que traduzido para a nossa lingua (indecifrável para o comum dos mortais) seria algo como "Fé Nunca Mais".

Se a audição dos seu trabalhos é um regozijo para os ouvidos infernais, a leitura dos seus escritos é deveras reconfortante e traduz-se muitas vezes em letras sem um fio condutor e aparentemente insanas, mas que se explanadas linha a linha podem ajudar deveras um demónio em busca de rumo espiritual.

Ora vejamos alguns exemplos retirados da rodela plástica impregnada de sons que de entre a sua vasta discografia escolhi para esta referencia.

If you don't make a friend, now
One might make you -
So learn
The gentle art of making enemies
de The Gentle Art Of Making Enemies

And dying is dry-
Like a fact of history
And when you die, you'll become
something worse
Than dead-
You'll become
A legend
de Star A.D.

Shit lives forever
de Cuckoo For Caca

You did one thing wrong
You woke up.
de Ugly In The Morning

What a day, what a day
If you can look it in the face
And hold your vomit
de What A Day

e o inspirador e sempre presente nas nossas vidas

It's always funny until somone gets hurt...
And Then it's just hilarious!
de Ricochet com que vos deixo



E isto foi de cor, sem qualquer espécie de pesquisa, pelo que se depreende que será recompensador passar à lupa os trabalhos destes filósofos.

M.P.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Grande plano

meus colegas

muitas palavras gastei a explicar-vos que a missao discutida em mensagem anterior tinha sido coroada de sucesso, prometi-vos resultados prometedores, elevei as expectativas.

Se dúvidas perssistissem, deixo-vos com um pequeno exemplo de como estava correcto, vide como um humano tido como dócil e simpático, um humano que serve de exemplo para milhares e cujas acções são seguidas por milhões "perdeu a cabeça" e selváticamente agrediu outro em directo e a cores.

Pergunto-lhes, terá este personagem eliminado da champiões ligue visionado o encontro da sua anterior equipa na semana passada? É óbvio que sim. O Diabo cose errado por linhas tortas e não devemos questionar os seus planos.



"perdi a cabeça", "não sei o que me aconteceu". Nós sabemos Pepe, nós sabemos ....
M.P.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O poder da mentira

Caros,

uma das nossas ferramentas mais importantes é a palavra falada e escrita, e que melhor maneira de a utilizar do que mentir?

Mentiras pérfidas, mentiras mesquinhas, mentiras enganosas, mentiras crueis, tudo se adequa quando se trata de espalhar o mal pelas cidades. Eu por exemplo tenho o habito de mentir quando algum transeunte incauto me pergunta direcções ao vaguear pelo burgo. É uma pequena mentira é verdade, mas que pode tomar proporções agradáveis se, por exemplo, o individuo estiver ao volante de uma ambulancia em urgência e quiser o caminho para o hospital. Diria mesmo que neste caso é hilariante.

Coloco o desafio de comentarem as vossas mais descaradas mentiras para nosso regozijo. Uma pequena e sincera tertulia sobre este assunto poderia serenar os ânimos e colocar-nos de novo em harmonia fraternal.



AHAHAHAAHAHAH!
M.P.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Atenção cambada infernal!

Atenção, pela primeira vez na historia da humanidade uma mensagem escrevinhada na Masmorra será integralmente copiada (vulgo copipasta) de outro local. Claro, isto não contando com esta introdução, e ora uma vez que a introdução, apesar de ser uma introdução, também faz parte da mensagem isto poderá querer dizer que aquela palavra - "integralmente" - se calhar é um bocado exagerada. Se é exagerada se calhar não faz grande sentido estar com este alarido. Pelo que podem ignorar este à parte como se não existisse.*

Atenção cambada!



Bilhetes à venda a partir de hoje para o documentário, exibido dia 21 em várias cidades portuguesas, sobre a digressão dos históricos do "heavy metal" em 2008


Uma única sessão, diríamos que do Inferno, para ver em Portugal "Iron Maiden: Flight 666", o documentário de Scott McFayden e Sam Dunn sobre a primeira parte da digressão dos históricos do "heavy metal" em 2008. A data de estreia é mundial e os bilhetes para a sessão única, mas em várias cidades portuguesas, estão à venda a partir de hoje. O preço são uns icónicos 6,66 euros.

No dia 21, "Iron Maiden: Flight 666" passa no Porto (cinemas Marshopping e Parque Nascente), em Lisboa (Vasco da Gama e Alvaláxia), Almada (Almada Fórum), Torres Vedras (Cinema Zon Lusomundo Torres Vedras) e na Figueira da Foz (Foz Plaza). A Zon Lusomundo diz esperar "uma corrida aos ingressos tal como aconteceu em todos os países onde as mesmas exibições já foram anunciadas".

O filme persegue a banda britânica entre Fevereiro e Março do ano passado, quando entraram em digressão para promover o álbum "Somewhere Back In Time". Esta etapa da digressão passou por 13 países e 23 concertos em estádio e arenas esgotados (500 mil fãs) em três continentes - Ásia, Austrália e América. Foram 45 dias e 70 mil quilómetros a bordo do Boeing 757 pintado com o logo da banda e com a sua mascote, Eddie, na cauda, e com o cantor Bruce Dickinson na cabine de pilotagem. O nome do avião? Ed Force One. Lá dentro, além da banda e da sua equipa, 12 toneladas de equipamento (palco incluído).

"Iron Maiden: Flight 666" foi recentemente premiado no festival texano South By Southwest com o galardão 24 Beats Per Second. Em Portugal, passa em Som Surround 5.1 e com mistura do produtor dos Maiden, Kevin ‘Caveman' Shirley. Além de excertos das actuações, o documentário mostra os bastidores da digressão.

Os Iron Maiden estão no activo desde 1975 e lançaram já 14 discos de originais, para além de nove registos ao vivo. Estiveram em Portugal no Verão passado no Super Bock Super Rock e passaram pelo Pavilhão Atlântico em Junho de 2005 para assinalar os 25 anos de carreira.

* mas se não existe isso quer dizer que esta mensagem é um marco na historia da humanidade porque pela primeira vez (agora que penso nisso ...) uma mensagem na Masmorra é copipastada de outro local.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Este homem é um senhor

mafarrico,

trago-lhe desta vez uma historia veridica e profundamente comovente, daquelas que nos faz olhar o futuro com optimismo e que nos faz sentir acompanhados por outros que partilham os mesmos ideais que nós, ainda que sejam meros humanos desconhecidos e habitantes de paragens longinquas.

Permita que explane a historia do padre católico Guinan, um humano de 66 anos com o coração no lugar certo.

O padre Guinan, que dirigia a paróquia de Palm Beach nos US of A, foi, infelizmente, apanhado nas teias de lei e não sendo mais do que um humano não teve outra hipótese que não a de se declarar culpado de um "crime" que terá vindo a cometer desde 2003.

Ora o nosso amigo padreco, nao se rogava em transferir os donativos dos fieis directamente da caixa de esmolas para os bolsos das suas batinas. Que faria ele com o dinheiro? Obras na igreja? Doações a instituições de caridade? Apoios a sem-abrigo? Não! O padre Guinan fez o que todos fariamos na sua situação, gastou tudo nos casinos de Las Vegas, em mansões no deserto e em outros prazeres terrenos não explicados no artigo jornalistico.

É ao ler este tipo de noticias que sabemos estar o mundo a tomar o caminho certo e nos perguntamos : "Seria possivel coisas destas acontecerem não existisse A Masmorra Infernal Do Sr. Satanás?"

M.P.

quarta-feira, 18 de março de 2009

ref. discografica 666 - politicamente masmorrecto

mafarrico,

é altura de fazer justiça a um album com quase trinta anos e que se mantém no topo da musicalidade e conteudo intelectual. É um daqueles discos que pode mudar a vida a um demónio e que se mantém bastante actual tirando as referencias a anos especificos que já estão um pouco desactualizados e já não soam bem quando se canta no banho.

Deixo-o com uma das que considero no top das 10 melhores composições musicais da vil humanidade da qual nos alimentamos. É um video que me parece ser o mesmo que existia numa cassete VHS que tinheis na anterior masmorra que co-habitamos.



umas fériazinhas é que iam bem agora por acaso
M.P.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

ref. literária nr 23,7

mafarrico,

reli por estes dias um livro editado quando eramos petizes, se bem se lembra, e que tem na sua intrinseca filosofia tudo a ver com a masmorra e o ambiente em que nos movimentamos.

Este trabalho literário dá pelo nome de "O Estranho Caso Do Dr. Jekyll E De Mr. Hyde" escrito pelo colega Robert Louis Stevenson (Roberto Luis Estêves) e publicado pela primeira vez em 1886.

É um livro que conta as peripécias de Dr. Jekyll um médico abastado, honrado e bondoso que nas suas experiências cientificas descobre um preparado que ao ser bebido traz à superficie todos os sentimentos reprimidos que o simpático e alegre doutor tem nas suas profundezas psicológicas. É assim que aparece o nosso colega Mr. Hyde, a espalhar malvadezas por onde passa, um crápula, facínora que mal se vê nas ruas trata de ser o mais antipático e chato possivel.

O busilis da questão é que a mencionada poção transformatória, transforma também o aspecto fisico o que obriga o médicozito a ter de jogar ao gato e ao rato com os seus conhecidos para não ser descoberto como Hyde tornando assim a história mais interessante. Como acontece com todos aqueles que são arrastados para o nosso lado, o médico rapidamente ganha o gostinho de se transformar em Hyde e sair todas as noites para a borga o que descontrola um pouco os acontecimentos até que a parte Hyde se torna mais forte e as coisas dão para o torto. Um final feliz.

Aqui está um belo episódio à Hyde :
"(...) o sr. idoso pedia-lhe que lhe indicasse alguma rua;(...)[Hyde] não respondeu uma palavra ao velho e escutava-o com um modo de impâciencia mal contida. De repente, teve um grande ataque de cólera, dava patadas furiosas no chão e brandia a bengala com gestos de louco; o velho recuou um pouco, como quem estava surpreendido e magoado por um tal acolhimento; num instante depois, Hyde, mais irado ainda, abatia-o à bengalada; não contente com a proeza, pisava a pés o pobre velho e desferia pancada sobre pancada; ouviam-se os ossos estalar: por fim rolou para a valeta(...) a vitima estava estendida no chão com mutilações abominaveis, uma confusa massa de sangue, de farrapos e de fragmentos de miolos; a bengala que devia ser de uma madeira extraordinariamente resistente, estava, no entanto quebrada pelo meio (...)".

É esta a beleza deste livro, simpáticos episódios como este revelam-nos um problema filosofico da humanidade, que pode ser de grande utilidade para nós. Podemos ter certeza que por mais amor e bondade que habite no coração de um homem, tem sempre de haver um pouco de ódio e violência a coabitar e à espera de ganhar força e poder. O que é um pensamento reconfortante e de grande esperança para o futuro.

Por fim, e como já tenho referido noutras referências devo de dizer que o nome do livro está muito bem esgalhado e há edições com capas bem fixes, pelo que ficará sempre bem em qualquer estante da masmorra.



P.S.
O episódio da morte de Stevenson é interessante se conhecido tendo em mente o livro que o próprio tinha escrito uns anos antes. O homem tinha acabado de ir à adega buscar uma garrafa do seu vinho favorito e estava a abri-la quando gritou para a mulher "Que se passa comigo? o meu rosto modificou-se?". E pumba caiu falecido prontinho a vir engrossar os nossos exércitos.

M.P.