recupero o âmbito do circulo temático. Desta feita para dar a conhecer o melhor que se fez na sétima arte sobre esse nobre animal humano : o assassino em série.
O humano assassino em série, assim conhecido por cometer series de crimes, é um humano normalissimo, que se distingue simplesmente pelo facto de sofrer graves perturbações mentais que o levam a incutir sério sofrimento nos outros para daí retirar prazer ou alivio.
É para as películas do cinema que devemos orientar as nossas atenções se quisermos um certo vislumbre da vida destes energúmenos.
O primeiro filme que apresento neste circulo foi realizado em 1986 e conta a história vagamente ficcionada de Henry Lucas.
Henry foi, na vida real, um homem que reclamou o assassinio de mais de 600 pessoas. Mais tarde, os investigadores começaram a desconfiar que ele apenas estava a declarar-se culpado de todos os crimes que lhe apontavam para assim ter melhores condições na cadeia.Enfim, o truque que se vê nos filmes de proporem um deal se ele confessasse um crime, funcionava na perfeição, porque assim ele dizia que sim a tudo. Mas, lá terá morto uma meia dúzia, e não se safou de ser condenado à morte. Ou safou-se? Safou-se, porque a certa altura o nosso querido George W. Bush chegou a governador do Texas e comutou-lhe a pena. Pode-se sempre contar com o bom velho W.
O Henry do cinema, é um assassino brutal, que só muito espaçadamente mostra alguma emoção, e que anda para ali a aviar fregueses a torto e a direito conforme lhe dá na gana.
Henry, durante um jantar romântico abre-se com a sua recente amiga : "Yeah, i killed my mamma"Conta-se que no fim da estreia do filme, um homem anónimo acercou-se do realizador e interpelou-o acaloradamente - "Não podem fazer isto! Um filme em que o assassino se safa sem lhe acontecer nada!", ao que o John (o realizador) pensou um pouco e respondeu : "We just did.".
*nota para a excelente versão do tema titulo que os excelentes Fantômas executaram no seu excelente Director's Cut.