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terça-feira, 11 de março de 2008

ref. discográfica 666 - sujos podres e imbecis

mafarrico,

o gira-discos maléfico tem tocado com alguma insistência uma banda que merece ser referenciada. Os nossos veteranos colegas D.R.I., o disco - 4 Of A Kind. Porquê? Porque escolheu o gdM esta rodela de plástico em particular? Não sei.

O gdM tem estes humores e já me habituei a não o questionar e a deixa-lo rodar e debitar o nosso querido ruído infernal. Para gáudio dos meus ouvidos, não me costuma deixar ficar mal.

É um disco estranho este, não tem nada de particularmente fascinante e no entanto é difícil não o ouvir na totalidade. O som é particularmente característico da banda e aqueles riffs metal com aquela atitude punk (só R.D.P. se aproxima?), a voz inconfundível, os mini solos de bateria e baixo sempre presentes, as frequentes mudanças de tempo. É bom!

Não sei se o disco merecia mais reconhecimento do que o que tem, o que é certo é que teremos sempre um sorriso e um headbanging para ele, uma vez que esteve bem presente nos nossos anos formativos, quando éramos uns petizes sedentos de novos sons.

E será essa a razão! Se calhar, o Sr. Satanás encaminhou o gdM até este disco, todos estes anos depois porque estamos (ou deveríamos estar) a comemorar 20! anos da sua edição. 20 anos, mafarrico! E a banda por aí continua, com uma saudável postura underground a editar quando não na estrada. O que me faz lembrar um agradável show ao vivo em 97 ou 98 no Hard Club.

Belo espectáculo a que tive o prazer de assistir na integra e que foi tudo o que se esperava destes rapazes que até então só tinha visionado na tv. Até uma cena de pancadaria se desencadeou no público. Entre uns skinheads e uns punks (clássico). Se bem se lembra o hard club tinha uns lampiões, no meio daquilo que parecia ser uma rua frente ao palco. Pois que um dos lampiões até veio abaixo quando um dos punks deu com os costados no referido, sendo posteriormente posto na rua (o punk, o lampião ficou lá). Este episódio está pejado de vaticínio, uma vez que uns anos depois todo o Hard Club veio abaixo.

Na impossibilidade de o deixar com a minha faixa preferida (Do The Dream), colepasto na parede da masmorra uma outra faixa bem agradável do mesmo álbum. Uma musica dedicada aos gajos de fato e gravata que por ai andam.



Despeço-me executando um movimento idêntico ao do símbolo que acompanha a banda em todos os seus trabalhos,
M.P.