quinta-feira, 24 de junho de 2010

Caos mergulhante

Já se estaria por ventura à espera, é impossível escapar ileso à visita simultânea dos três soberbos donos desta Masmorra. Somos enviados directos do Sr. Satanás neste mundo, e quando nos deslocamos juntos, uns com os outros e na companhia de nós próprios, perfazendo um conjunto de três seres tão infernais quanto nós somos .... as consequências nunca são pouco menos do que brutais.

Quero com isto dizer, que o Caos Emergente, tão bem acompanhado no ano transacto e que até foi alvo de três crónicas nesta Masmorra Infernal, não recuperou dessas visita tripla e desses textos triplos e neste ano não se irá realizar. É evidente, era esperado, todo o bom senso diabólico apontava para este desfecho e se por acaso já houvesse bilhetes à venda antes do cancelamento, tenho a certeza que nós já os teríamos comprado.

Os jovens diabos que tentavam aguentar isto têm as suas explicações a dar - http://metalimperium.blogspot.com/ - mas nós bem sabemos que mesmo quando somos condescendentes e até um pouco amigáveis como fomos com este evento no passado, isto feito simultâneamente pelo conjunto da totalidade dos três ... a devastação é total, nada nem ninguém recupera.

Que este festival descanse em agonia, iremos agora visitar um outro qualquer, um outro que após o climax de nos receber irá com certeza, implodir e desvanecer-se como este. Desta vez, se calhar, podíamos era escolher um com bandas mais chungas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Clatto Verata Nicto

A importância das trilogias no mundo Infernal é por demais reconhecida, basta olhar para trás e pensar quantas obras influentes se dividiram em três partes e a evidência é avassaladora (o ideal era que fossem três, mas assim não eram tantas).Vou, portanto, dissecar (desmembrar talvez fosse a palavra mais indicada) uma das muitas trilogias que por aí polulam. Uma trilogia maravilhosa e que teria um lugar cativo no nosso coração, se acaso nós possuíssemos um.


  • The Evil Dead (1981)

O primeiro filme (todos eles realizados por Sam Raimi) conta a história de cinco amigos que vão passar uns dias a uma cabana no meio da montanha. Na cabana encontram um estranho livro milenar e um gravador que contém uma fita onde um arqueólogo vai relatando os seus trabalhos de tradução do livro. Os jovens aprendem alguns factos pouco agradáveis sobre o livro e um trecho é recitado na gravação, estas palavras acordam demónios diabólicos que supostamente estavam a descansar à sombra dos pinheiros circundantes, a partir daí é sangue por todo o lado e não tarda muito a ficarmos sozinhos com o que vem a ser o grande herói da trilogia, Ash, que tem um trabalho danado a desmembrar todos os seus amigos-agora-zombies e apanha uns valentes banhos de sangue. Muita violência, uns sustos bem pregados e sempre mais sangue de todas as cores, tudo isto bem filmado e com belos efeitos especiais. Um clássico.

"You bastards, why are you torturing me like this? Why?"


  • Evil Dead II (1987)

O segundo filme é o virar definitivo para o registo mais cómico inerente a um filme sobre mortos-vivos, a quantidade de desmembramentos e sangue não decresce (antes pelo contrário) mas o personagem Ash revela-se em toda o seu esplendor e fenomenais one-liners. É aqui que ele se torna o verdadeiro herói reconhecido por todo o nosso mundo. O filme não é bem uma sequela do primeiro, mas também não é bem um remake. Os primeiros minutos, esses sim, são um remake da hora e vinte do primeiro, e depois a história segue um novo rumo. Ash fica sozinho logo no início, depois fica acompanhado da sua mão direita, depois fica sozinho outra vez (glorificando o uso de moto-serras em filmes deste género) e depois utrapassa-se a falta de humanos para transformar em zombies com a chegada de alguns espécimens que vão sendo desmembrados pelo super-Ash. No final é preparado o caminho para o filme seguinte.

"You're going down! Chainsaw."


  • Army Of Darkness (1992)

O último filme da trilogia é completamente diferente dos outros, abandonamos a agradável cabana de montanha e viajamos para o mundo medieval de 1300 d.c. Aqui já não há muitos sustos, nem caves, nem pinheiros violadores, mas há muitas piadas e múltiplos Ashs pequeninos, um clone maléfico, castelos, fossos, moinhos e cemitérios, exércitos de esqueletos e, claro, sangue e violência. A moto-serra (ainda que usada) é substituída por uma mão biónica que Ash genialmente constrói a partir de coisas encontradas num estábulo medieval. O filme não é uma obra-prima, mas é constituído por várias cenas brilhantes de cariz hilariante.

O clímax é aceitavelmente engraçado mas o final é verdadeiramente épico e imperdível – “Hail to the king, baby!”.