quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

recordar é viver pt. 2

mafarrico,

numa altura de balanços e relaxe, permita-se recordar alguns momentos bem passados a rever e reouvir os sons demoniacos outrora praticados num lugar que já não existe.

Nós estavamos lá, numa altura em que comprovadamente os jovens se empenhavam de forma activa e participativa nos eventos culturais neste pais :



mas nem tudo é conhaque e como não podemos estar 100% de férias deixo aqui um importante documento com vista a descatolicizar qualquer um pobre crente que o visualize por mais de 30 seg. (com som claro)



sem som, penso que o terá de visualizar na totalidade para surtir efeito. Ou então ler a letra da musica ...

ou então as duas coisas ao mesmo tempo, mas isso já não sei que efeito terá num não-demonio.

M.P.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ordens são ordens

mafarrico,

conhecendo nós tão bem o poder das hierarquias, sabemos que as ordens são para cumprir. E se por um lado ter somente o Sr. Satanás com mais poderes do que nós próprios é reconfortante e tem bastante piada, por outro lado significa acatar as Suas ordens prontamente para depois podermos massacrar os outros com as nossas próprias directivas.

Isto para lembrar que temos de estar preparados para em qualquer altura fazer cumprir a ordem Maléfica.

Episódio insólito aconteceu quando no outro dia tive de pagar a um ladrão para me roubar o carro. Estava eu sentado no lugar do passageiro e o ladrão no lugar do condutor, e ele ia praticando o seu óficio de duplicar chaves, quando deu por cumprido o primeiro passo do seu trabalho. Ao cumprimento desta tarefa deu-se que o rádio se ligou na minha fm preferida e chegou-me logo aos ouvidos e em bom som a voz do Divino a ordenar-me algo. Eu assim fiz, e quando o vulgar rufia sentado ao meu lado me olhou espantado e olhei-o e repeti o refrão da musica (veiculo muitas vezes usado para a Sua voz). É óbvio que o rapazola largou a fugir valendo que já tinha completado o que se lhe tinha sido ordenado. O Sr. Satanás tem bom timing.



M.P.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Tríptico

mafarrico,

o historial infernal de referências triplas é já algo muito antigo, por de certo lhe lembrará automáticamente esse segmento televisivo que visionavamos enquanto petizes chamado 'Triple Thrash Treat'.

Será verdade que o que vou escrever aqui tenha mais afinidades com outro segmento visionado na infância de seu nome "E aqui? O que é que não está bem aqui?" do que com o TTP, mas peço-lhe que tenha ambos em mente ao ler o que se segue.

É que vou fazer uma tripla referencia cinematográfica , literária e musical. Algo inédito, mas que quis o destino e a força temporal que fizesse sentido aqui e agora. Acompanhe-me portanto.

Em 1962, Anthony Burgess escreveu um romance fenomenal intitulado "A Clockwork Orange" e do qual sou ferrenho admirador, este escrito de qualidade superior conta a historia de Alex, um simpatico rapaz que com os seus amigos vivia um estilo de vida bastante saudável para os nossos standars masmorrificos, cujas aventuras com drogas , destruição, violações, roubos e delinquência nos transportava para uma reflexão sobre a moral e a dicotomia bem/mal. O nosso amigo e afável Alex, será resgatado, e "curado", o que levanta outras questões interessantes relacionadas com o livre arbítrio e outros conceitos inerentes ao ser humano, e também a nós próprios.

Um livro brilhante e que pode muito bem ser considerado um dos melhores escritos de todos os tempos.

Nove anos volvidos, Stanley Kubrick realizou um filme baseado neste livro a que chamou "A Clockwork Orange" e do qual sou ferrenho admirador. Um filme de extrema qualidade, fiel ao livro até na linguagem utilizada pelos confusos e violentos teenagers, e que trouxe para o grande ecrã os episódios relatados no livro. É um filme obrigatório. Tenho de acrescentar que quem diz mal dele é obviamente um descerebrado que merece a tortura de rever o "Música No Coração" três vezes por dia até ao fim dos seus dias.

Um filme brilhante e que pode muito bem ser considerado um dos melhores da humanidade.

Isto tudo para chegarmos a 2009 e vermos a edição do novo disco dos Sepultura. É isso ai meu irmão, o Sepultura vai editar um disco totalmente baseado na história acima descrita. O disco dito conceptual e entitulado "A-Lex" sai dia 26 de Janeiro e promete ficar bem longe da qualidade universal dos trabalhos referidos em cima. Mas que não deixa de ser uma visão da história que interessa ouvir e da qual se espera alguma qualidade sonora.

Sepultura esses que, tal e qual,os génios em cima mencionados têm nesta altura uma carreira morta, Burgess e Kubrick morreram efectivamente o que os impede de realizar novos trabalhos, enquanto os Sepultura estão vivos mas não editam nada acima de mediocre desde 1993.

Fica assim feita a primeira referência tripla da masmorra, e como ilustração deixo uma cena do filme de Kubrick, cena esta fiel à passagem do livro e que sem dúvida terá lugar numa faixa bem poderosa do novo A-Lex. É uma das minhas cenas cinematográficas preferidas de todas as cenas cinematográficas que já tive a oportunidade de ver.



assim me despeço de todos os meus droogies infernais
M.P.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

ref. discografica 666 - o caminho

mafarrico,

por onde anda que não o vejo na masmorra há algum tempo? Nisso somos parecidos porque parece que não me tenho visto a mim próprio por aqui também.

Decidi dar um pulinho a este antro quando reparei que era chegada a hora da ref. discográfica nr. 666, nem mais nem menos, o que é sem duvida uma coincidência deveras aprazível.

Tal honra recaiu sobre um agrupamento relativamente novo, porque devemos dar visibilidade aos mais jovens que têm valor e demonstram ser uma lufada de ar bafiento numa cena musical que, por vezes, perde a estagnação e deixa antever vislumbres de ar puro o que se quer evitar e nem faz bem aos nossos pulmões (ouvidos, isto é).

Peço então que direccione a sua atenção musical para os Gojira e o seu mais recente The Way Of All Flesh.



M.P.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Considerações musicais

mafarrico,

é frequente encontrar no Inferno musical agrupamentos de músicos com excelentes capacidades técnicas aliadas a uma fantástica inclinação para escrever grandes musicas, mas que apesar disso não alcançam um reconhecimento alargado à totalidade dos fãs do estilo que abraçaram.

Normalmente os seguidores destes músicos queixa-se da conjuntura musical que os acompanha para explicar este fenómeno, ou problemas vários com as editoras da indústria, diversos factores externos que, qual maldição, se abateram sobre os infortunados músicos e os relegaram para um limbo onde chegam aos ouvidos de poucos. Será tudo, portanto, uma questão de injustiça, acabando estas bandas por cair no nicho do "segredo-bem-guardado" pelos verdadeiros entusiastas.

Ora na minha opinião (há de escrever a sua), se artistas talentosos decidem dedicar a sua vida à música perdendo tempo e dinheiro a criar uma banda que apesar de excelentes músicas e discos editados se mantem na obscuridade é porque são uma desgraça no planeamento e na gestão das suas capacidades e serão, provavelmente, bastante burros.



M.P.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O torneio

Caros colegas,

realizou-se por estes dias o Torneio De Luta Livre Inferno vs. Céu. Este é um torneio que acontece todos os anos desde a assinatura do pacto de agressão-contínua entre os reinos do Céu e do Inferno, decorria o ano que já ninguém se lembra. No inicio, se bem se lembram, os torneios eram todos bastante renhidos, pelo que o Sr. Satanás, não querendo correr o risco de ver um demónio batido por um anjo, ficou-se pela máxima do "se queres algo bem feito, fá-lo tu próprio" e começou a entrar Ele próprio no torneio. Ora, se nas edições seguintes a essa decisão foi uma mortandade bastante agradável, o céu decidiu entrar também no jogo com os seus mais altos colaboradores, o que tornou a equilibrar um pouco as coisas.

Este ano foi igual a todos os outros saldando-se por uma vitória esmagadora das nossas cores. Algumas imagens do evento:


1.O início, todos se preparam, a confiança é notória no nosso Chefe, enquanto o finguelas parece estar a perguntar-se de quem foi a ideia deste torneio.
---------------------------
2.Entrada avassaladora do único possível vencedor, reparem nos níveis de stamina que a realização disponibiliza na parte superior do ecrã.
---------------------------
3.O pequeno lutador adversário insiste na táctica do "dar-a-outra-face", o que ainda está para provar ser uma mais valia.
---------------------------
4.O Sr. Satanás - vitorioso. A imprensa desportiva foi unânime em considera-lo o mais brilhante lutador de todos os tempos.
Jesus - derrotado. "Até ao ano tótó!", foi a frase que mais ouviu no retorno aos balneários.
---------------------------

Assim decorreu mais um excelente torneio com a vitória esperada do nosso lado. Para o ano há mais e se quiserem rever as incidências podem dirigir-se a Inferno vs. Céu 2008.

Saudações vitoriosas,
M.P.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

ref. discografica 666 - A morte magnética

mafarrico,

Aconteceu nestes últimos tempos um lançamento dito musical que muita tinta (sangue no nosso caso) tem feito correr - "E assim acontece .... !", diria o outro.

Esse acontecimento, "happening" para os mais puristas da língua de camões, foi a edição de mais um disco dos nossos conterrâneos, mas não contemporâneos Metallica. Já ouvi uma cópia pirata desse registo e dedico-lhe as linhas que se seguem.

É um disco medíocre, com milhentas ideias de riffs recuperadas e coladas sem a intensidade e/ou fluidez de outros tempos e onde todas as músicas parecem ter dois ou três minutos a mais. Sendo certo que peso e os solos voltam a estar presentes, também é verdade que tudo soa a plágio aos próprios metallica, onde a falta de ideias é tão gritante que chega a existir uma faixa intitulada The Unforgiven III. Nem tudo é mau, encontra-se lá vários momentos agradáveis de fúria e riffs thrashicos, e é um disco melhor do que o seu antecessor mas a verdade é que existem para ai bandas a fazer isto e mais um bocado e muito melhor (The Formation Of Damnation de Testament e o novo dos Kreator está ai a chegar).

O pior para o fim, pelo que deixo ainda uma palavra de não-apreço às letras tão más que se tornam idiotas e embaraçosas. Por ex: "You rise, you fall, your down, then you rise again/What don't kill you make you more strong/You rise, you fall, your down, then you rise again/What don't kill you make you more strong" ou "How can I be lost/If I've got nowhere to go?/Search for seas of gold/How come it's got so cold?". Adiante ...

Outra nota para o regresso aos longos instrumentais aqui feito com uma cópia de tudo o que os Karma To Burn andaram a fazer durante 3 discos, mas com dez minutos. Portanto não acredite quando ouve dizer por ai que isto é um regresso a uma forma perdida e se se cruzar com um fã incondicional a gritar "Metallica are baaaaack!" pode aplicar-lhe o castigo máximo mesmo antes de ouvir o disco, à confiança .... A verdade é que se quisermos um regresso dos metallica o melhor é darmos uma giradela ao ... And Justice For All ou ao Master Of Puppets o que pensando bem não é assim tão dificil e por isso para quê perder tempo com estas coisas.


O meu veredicto para este disco é o Shift+Delete, e um grande fuck off aos Metallica que desta vez nem com o embrulho realmente excepcional como é a caixa deste CD me fazem gastar dinheiro .... se calhar gasto se o vinil tiver a mesma qualidade.

M.P.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Uma lição de história

mafarrico,

aqui está uma resposta à altura de todos os que são mais baixos que nós. Aproxima-se um evento cinematográfico que porventura será o mais importante no seu espaço temporal próprio.Foi realizado nos círculos infernais um documentário sobre uma altura da civilização dita humana que é impossivel descurar.

Neste horrendo planeta em constante evolução foram-se seguindo diversas civilizações e movimentos artísticos, por exemplo a civilização grega com os seus preguiçosos filósofos a convencerem as pessoas que pensar é trabalho, seguida dos romanos com os seus sanguinários e belos espectáculos de variedades, depois houve ali um tempo em que não aconteceu nada, e entretanto chegaram os tempos medievais com a nossa querida peste negra (aqui está o referido movimento artístico),só superada pelas guerras mundiais do violentíssimo séc.XX e, nos anos 80, o thrash metal. Claro que o atento e excelente Nosso Senhor Satanás encomendou um documentário sobre este movimento. Documentário esse que numa inusitada e inovadora acção de marketing vai passar despercebido a todos.

Olhemos, portanto, um traila.



"everyone had a good time, even if they were bleeding"
M.P.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Inicio da época

parece-me que já estamos atrasados.

O outro lado já trabalha da forma mais vil e mesquinha possível (andam a aprender umas coisas), ao lançar desinformação para o público em geral de forma a retirar crédito aos nossos. Chegou-me às mãos um estudo que foi lançado na comunicação social, pretensamente efectuado por uma entidade independente. Passo a transcrever a noticia :

Estudo: Fãs de música clássica e heavy metal são parecidos

Um estudo que analisou a relação entre o gosto musical e a personalidade sugere que há semelhanças entre fãs de música clássica e aqueles que gostam de heavy metal.

O estudo foi realizado na Universidade Heriot Watt, em Edimburgo, na Escócia, através de entrevistas a 36 mil pessoas.

Os investigadores fizeram perguntas sobre as características da personalidade de cada participante e pediram para que os voluntários avaliassem 104 estilos musicais.

Os resultados sugerem, por exemplo, que fãs de jazz são criativos e extrovertidos, enquanto aqueles que gostam de música pop tendem a ter pouca criatividade.

Segundo Adrian North, que liderou o estudo, a surpresa foi descobrir semelhanças na personalidade de fãs de música clássica e heavy metal.

«São pessoas muito criativas e que estão bem consigo mesmas, o que é estranho. Como é que se pode ter dois estilos tão distintos com grupos de fãs tão parecidos?», afirmou North.
O professor sublinha que uma das explicações pode ser o «aspecto teatral desses estilos, que são dramáticos».

«As pessoas em geral têm um estereótipo sobre os fãs de heavy metal, acham que eles têm tendências suicidas, são deprimidos e representam um perigo para si e para a sociedade em geral. Na verdade, são pessoas bem delicadas», afirmou.


CALÚNIAS!!!!! Não sei o que me enfurece mais! Poder ser confundido com um adorador de musica clássica ou esta usurpação dos nossos métodos baixo nível para irritar o inimigo.

De qualquer maneira isto obriga-nos a relançar a luta, e de forma muito objectiva e sem rodeios quero aqui deixar a recomendação de uma forma muito concreta de combater este problema, que se deve pautar por uma acção célere e directa ao assunto, por forma a resolver isto de uma vez por todas.

Cumprimentos objectivos,
M.P.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O fim da estação

mafarrico,

Tenho o desprazer de anunciar o fim da silly season, a partir de agora é businness as usual (como dizem os soviéticos). Assim, com este post inicia-se uma nova época de temíveis e maquiavélicos textos para espalhar os ensinamentos do Sr. Satanás e aproximar no ódio e desprezo todos os demónios que confraternizam na Masmorra.

E o que poderá ser melhor do que os sons mais temíveis e extremos vindos directamente do Inferno? Deixe a inspiração para próximos posts iniciar-se com :



OHHH! Bolas, lá vieram estes Immortal aparecer novamente ... assim não é possível terminar a silly season. Bem, assim seja, fica para a próxima. Um aplauso para os Immortal que assim conseguem mostrar as suas feias cabeças duas vezes na mesma silly season. Eles merecem.

M.P.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Puzzle estival

Isto é uma variante heavy metal daquele puzzle que costuma aparecer nos jornais na época silly season desportiva, no qual se pergunta em que quadradinho é que está a bola. Para facilitar apaguei não só a bola, como os quadrados. (modo ironia ON) Espero ansiosamente pelas vossas respostas! (modo ironia OFF)



M.P.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

vruum vruuuuuuuuuuum .... CRASH! ......lol

o Diabo surpreende-nos a cada passo, e num dos milhões de passos que efectuo por esse universo fora fui surpreendido por uma das suas muitas ocupações terrestres.

Mas foi surpreendido porquê? Oiço-vos perguntar (na realidade, não ouço, mas imagino)

"Então, porquê?" - Perguntam vocês." Terá sido surpreendido pela peste? por um atentado terrorífico? pela inquisição? por um destruidor fenómeno natural?". E outras coisas que costumam perguntar quando eu afirmo que fui surpreendido pelo Demónio mas não concretizo imediatamente como.

Ora, nas minha andanças pelo interior profundo, fui deparado com uma actividade mundana do Sr. das Trevas, "Ah , como Ele é único, nas Suas escolhas de fazer mal à humanidade de formas dissimuladas, ou nem por isso" - isto foi o que eu pensei.

http://www.satansport.com/

vende automóveis.

M.P.

domingo, 20 de julho de 2008

Converge @ Tuatara 19/07/08

mafarrico,

percorri 300 km para sul de modo a poder estar presente num convívio demoníaco para o qual estava ansioso faz uns meses. Fui apreciar e deleitar-me com o show de luz e som dos colegas Converge.

Algumas impressões sobre essa noite:

As bandas suporte são sempre uma seca, e estas não foram excepção. As primeiras duas tinham uma sonoridade idêntica, genérica e ouvida 1000000 de vezes antes. Musicalmente falando devo apontar que a principal diferença entre elas seria mesmo o facto de o vocalista de uma usar um boné com a pala para a frente e o outro usar o boné com a pala para trás. Ver energumenos a usar boné num local fechado é sempre cómico, mas mais cómico eram os seus apelos ao movimento no público que se mantinha estático e os agradecimentos sentidos por as pessoas lá estarem, como se alguém lá tivesse ido por causa deles. No entanto há que apoiar as novas bandas nacionais e eu deixo-lhes uma mensagem de incentivo. Essa mensagem é "O vosso futuro acenta na mediocridade, e nunca chegarão a lado nenhum".

Depois seguiram-se os If Lucy Fell, que estavam a ser suporte mas já têm um estatuto que lhes permite não serem ridicularizados na masmorra. Por isso não digo nada. De salientar o facto de o vocalista ter traços asiáticos e eu ter passado muito do tempo seca a jogar sudoku no telemóvel (acho que é de pensar nisto). Deram um bom concerto e comprei o cd deles na barraquinha do merchandise.

Passado um tempo chegaram ao palco os Converge. Agrupamento tocado pela graça de Lucífer (pareceu-me mesmo que era ele na bateria). Um espectáculo de som arrasador, com muito movimento, suor, calor, stage diving e grandes musicas. Uma intensidade impressionante. No fim ninguém de entre a minha comitiva (eu próprio) se magoou e voltei para a charrete infernal para fazer os 300 km de volta à masmorra com um sorriso nos lábios e os ouvidos a ressoarem com um dos melhores concertos a que tive o prazer de assistir na minha longa existência.



Aviso : Tem de parar de ter faltas de comparência nestes eventos, lembre-se que o Diabo tudo vê.

Encontrei mais este video, que tem como principal curiosidade a de o meu braço (tomei forma humana) aparecer várias vezes do lado esquerdo. Ponho-o aqui não para seu agrado, mas para eu o poder rever facilmente quando assim me apetecer.



M.P.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

mub 08

mafarrico,

aproveitando a sua pertinente pausa na silly season venho dar conta de um pequeno trabalho que efectuei este dia passado.

Desloquei-me vários quilómetros para assistir a um festival designado como mub08. Achei necessário porque era a primeira edição deste evento, e é importante uma deslocação ao local para posterior relatório ao Chefão.

Este festival não era dirigido pelos ruídos pouco subtis a que estamos habituados, mas antes por sonoridades de agrupamentos pouco conhecidos e que apostam mais na tristeza e depressão que conseguem retirar dos seus instrumentos em deterimento de som arrasador. É eficaz e dá azo a grandes momentos musicais, épicos até.

O festival em si estava mau, porque o local e a organização estava preparado para receber "4 mil visitantes diários" e não estariam lá mais do que 400 , 500 almas. quando assim é corre tudo estranhamente, porque basta, por ex. ter la dois gajos a vender panikes mistos que ninguém nota que não há comida, basta ter um caixote do lixo junto da mesa de som, que nada fica excessivamente sujo e as casas de banho chegam e sobram porque não são 4000 pessoas a utilizar, são um décimo. Como é óbvio e dado a nossa natureza, preferíamos ver o pessoal com fome, frio e raiva, a vociferar impropérios contra a sujidade do recinto e problemas de organização, e quantos mais melhor. Isso não aconteceu.

Uma nota à parte para a musica. Vizualizei e ouvilizei cinco concertos. Foram todos bons, ou muito bons ou excelentes.

Como ilustração disto, deixo-o com uma banda que esteve presente, uma prestação noutro sitio qualquer , noutro ano e com um tema que não tocaram.



i bid you farewell, i see you in hell
M.P.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

apogeu de quê?

silly colegas,

continuo na minha senda de verão, deixo de lado os assuntos mais importantes e em espírito de férias vou-lhes deixando aprazíveis desafios, tão irritantes quanto inúteis.

Primeiramente a solução do problema anterior ... uma rápida, mas atenta olhadela à fotografia permite-nos indicar a solução. E ela está na R. Sésamo! É que não era outro que estava por detrás da câmara, se não o infame e conhecido Monstro Das Bolachas! Passo a explicar as reacções dos dois visados pela máquina.

Estavam os dois jovens muito descansados da sua vida, quando vêm o Monstro Das Bolachas a aproximar-se e a repetir na sua voz mongoloidoca "boolaaachiiiinhas!", o pânico é geral, pelo que o jovem da frente só tem tempo de pensar "lá vem este outra vez confundir a minha cabeça com uma OREO!" e é captado precisamente no momento em que hesita entre fugir ou ser devorado pelo Monstro! A sua posição indica que estará a 'defecar-se na vestimenta' tal é o medo sentido. Quanto ao segundo visado, pensando que era chegado o momento de se destacar como herói do dia, foi captado precisamente na altura em que reparou que tem munições suficientes para um exercito, mas que se esqueceu da arma em casa. A frustração é evidente!Um segundo mais tarde e já ele se tinha posto corajosamente em fuga.

Esta era fácil!

Passemos portanto ao próximo desafio, na qual vos mostro uma foto que redefine e relativiza a palavra 'apogeu' utilizada no post anterior. O desafio é apontar os três pontos mais ridículos da imagem. Só três!



mafarrico, só de pensar que no círculo em que nos movemos há quem leve esta gente a sério!
M.P.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

o apogeu do patético

mafarrico e demais colegas,

em relação ao meu jogo silly season anterior, ver post 'os suspeitos do costume', ninguém acertou acertadamente na resposta. O grau de dificuldade era muito baixo pelo que dificultei um pouco ocultando a pergunta, mas ainda assim esperava respostas mais originais.

Deixo-os agora com o seguinte jogo silly season. O desafio é decifrar o que se passaria atrás da câmara aquando do clic que originou esta bela, patética foto de uns ... ahaaam colegas nossos.



O prazo para a resposta a este jogo expira dentro de uma eternidade, apressai-vos...

M.P.

palavras sábias nem todos as proferem (só os sábios) e às vezes é preciso ler do papel

mafarrico,

importa recordar festividades antigas, agora que se aproxima a época dos festivais vindouros. Também importa prestar tributo ao um dos grandes pregadores demoníacos na língua de Camões.

É importante ouvir as suas palavras, e na ausência de palestras em qualquer palco, devemos dissecar as que estão imortalizadas em rodelas de plástico e que andam por ai espalhadas. As que estão ao meu alcance têm tocado com bastante pujança no gira-discos maléfico.



BER-TIII-GEEEEEEEEEEEM,
M.P.

domingo, 6 de julho de 2008

post 101

mafarrico,

If you want a picture of the future, imagine a boot stamping on a human face … for ever.

Esta bela noção de um futuro melhor é-nos deixada no livro de Eric Arthur Blair, 1984. Um belo livro que nos trouxe ideias tão marcantes como o Big Brother, os dois minutos de ódio ou a imagem que pessoalmente mais me agrada e que é a do quarto 101.

O quarto 101, no romance, é uma câmara de tortura no ministério do amor, em que o visado é sujeito à sua pior fobia. No estado totalitário relatado na obra literária, tudo é conhecido acerca de todos, pelo que até os medos mais íntimos de cada um estão
compilados nos registos da polícia. Assim, o individuo prevaricador, ao ser presente ao seu torturador seria introduzido na sala 101, onde teria de enfrentar qualquer que fosse aquilo que mais teme. Uma visão simpática, se se tiver o trabalho de torturador oficial do ministério.

Por exemplo, se eu vivesse nessa sociedade imaginária futurista, e fosse apanhado em falta (muita probabilidade de cometer faltas, mas pouca de ser apanhado). Ao sentir a porta fechar-se atrás de mim que encontraria?

Estou a imaginar, um quarto pesadamente mobilado, mobiliário de madeira, a última ceia retratada num quadro na parede, um crucifixo na parede oposta, o rádio sintonizado na renascença (perpétuamente hora do terço). Nisto entrariam duas ou três religiosas de avançada idade, que me sentariam na mesa com o lanche pronto, bolachinhas e leite com groselha, a sua companhia seria incessante em me relatar passagens da bíblia ou novo testamento, fábulas!!! contar-me-iam fábulas sem parar, sempre a perguntar se estava preparado e sabia os horários da catequese ........... NÃAAAO!! medo! não consigo continuar.

(respirar fundo)

mafarrico, consegue fazer tal exercício de se imaginar no seu quarto 101?

A música de fundo para este post é: Carcass - Room 101

M.P.

terça-feira, 1 de julho de 2008

estação pateta

visitantes,

a 'silly season' chegou à masmorra, pelo menos a esta metade. Enquanto durar prevejo mensagens que não sejam mais do copy+pastes de assuntos idiotas, ou meras curiosidades desprovidas de inteligência, algo totalmente oposto ao que nos habituamos a ler nestas imundas paredes.

É que embora continuemos a laborar em pleno mal, já estamos em piloto automático. O corpo continua a funcionar, mas a mente, essa já há muito que desligou e o único pensamento é Férias. O Sr. Satanás aprova, por isso não há problema.

Para inaugurar esta época, começo por baixar totalmente o nível e convidar os demónios que leiam isso a embarcar numa das mais estúpidas invenções humanas de sempre. Os testezinhos de revista! A minha pontuação foi, como não podia deixar de ser :



You Are 100% Evil



You're the most evil person you know.



Atenção, mafarrico, de si não espero patetices. Ou não seja o seu segundo nome ... Qual é o seu segundo nome?
M.P.

visual/musical - elevado nivel

Sem palavras.



Exceptuando, claro, as palavras 'sem' e 'palavras'.
M.P.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Férias

mafarrico,

fui passear um pouco, o stress da masmorra é stressante e fui destressar. Talvez por isso tenha estado um pouco ausente da masmorra, por isso e por não poder estar em dois sitios ao mesmo tempo. Fui para paragens um pouco mais frescas, tentar praticar o mal o menos possível (para não estar sempre a pensar em trabalho e relaxar um pouco).

O ponto alto do meu passeio foi uma visita à masmorra dos ossos, que os humanos designam como Capela Dos Ossos. É um local bonito e acolhedor, onde podemos respirar fundo e deixar-nos inundar pela beleza do cenário e reflectir e entender um pouco do sentido da morte. É inspirador.


Encontrei por lá um nosso colega, com o qual tentei meter conversa, mas ele não me respondeu, pareceu-me absorto em profundas meditações. É díficil não meditar assim num sitio destes.



Na saída uma mensagem de esperança para todos nós , diz ela : “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”

Venham daí esses ossos,
M.P.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pelo aspecto a coisa não está bem ...

mafarrico,

O aspecto do heavy metal nunca foi muito bom. Entre o azeiteiro e o andrajoso, sempre fomos bombardeados com imagens dos artistas nas várias etapas da sua carreira. São invariavelmente muito feios, mas é algo que não podemos evitar.

Se as fatiotas não são minimamente indicativas da qualidade da música são indicativas de outras coisas a outro nível. É perfeitamente visível através delas entender duas coisas :

- A banda está em inicio de carreira e aparece nas fotos com a roupa com que andaria na rua.
- A banda mantém os pés bem assentes na terra, apesar do seu maior ou menor sucesso.
- A banda é composta por mercenários capazes de tudo o que a editora mandar para vender mais discos e ganhar mais dinheiro.

Passo a explicar com desenhos.

Metallica (1992 vs. 1996)

Pensava-se que em 1992 teriam chegado ao máximo do mainstream, mas em 96 apareceram de cabelo cortado, camisas de desporto, suspensórios, maquilhagem ... o nu-metal estava a chegar e os velhotes queriam vender discos aos miudos.

Paradise Lost (1994 vs. 1999)

Em 1994 havia muitos metaleiros assim e eles pareciam só mais uns com jeito para a música. Em 1999 queriam ser os radiohead, o mais ridiculo é que como agora o metal vende outra vez as fotos actuais são muito parecidas às mais antigas. Tirando um que ficou careca e já não conseguiu deixar crescer o cabelo novamente.

Machine Head (1994 vs. 1999)

1999 era a altura dos limp bizkit, yo! Até foram buscar o macaquinho de rastas no cabelo. Quando os ventos do negócio mudaram o vocalista e chefe tirou a tinta do cabelo e deixou o guitarrista numa estação de serviço durante uma digressão.

Claro que existem artistas genuínos e merecedores das maiores aprovações (1980 vs. 1990 vs. 2000 vs. 2006)





Acho mesmo que este nosso colega deveria quicar o ass dos visados nas fotos anteriores.

Esforçando-me por chegar ao 99 me despeço,
M.P.

terça-feira, 17 de junho de 2008

ref. discografica 666 - chuvas colossais

mafarrico,

já se notava o vazio de referências musicais neste antro pestilento, decidi portanto regressar a este género de missiva fazendo lembrar um dos grandes LPs da história do mundo moderno.

No ano em que foi lançado, 1994, o poderoso estilo musical que adoptamos como nosso estava num impasse. Grandes ídolos de outrora estavam armados em parvos e a serem aceites pelo público em geral, as bandas que se mantinham fieis ao modo de vida que nos apraz não estavam com grande inspiração e as infames editoras discográficas, vendo que também podiam ganhar dinheiro com estes sons diabólicos estavam a desvirtuar tudo o que antes se tinha mantido firme como uma raison d'etre de muitos jovens. Era uma merda!

Por esta altura surgiram alguns discos muito bons, de colectivos brilhantes que foram uma espécie de ultimo fôlego antes do coma que foram os anos acima referidos. Com este disco que indico, houve a ilusão que a banda em questão seria um estandarte na batalha que mudaria o rumo que se estava a iniciar( a musica que lhe vou deixar é notória nesse facto), mas foi por pouco tempo, pois somente dois discos passados, já os nossos colegas assinavam pela multinacional EMI e posavam de cabelos cortados e fatinho de idiota para a capa de um disco de má memória.

Agora que os ventos do negócio mudaram, os colectivos musicais tentam retornar aos tempos áureos mas já nem minimamente genuínos conseguem parecer, nem nós somos jovens diabos nem queremos nada disto. Preferimos recordar tempos idos e a altura em que ouvimos este som pela primeira vez.


M.P.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Mais boas novas sobre a reunião anual!

mafarrico,

por certo lembra-se de eu ter anunciado a reunião anual aqui há uns meses atrás. Aquela que seguindo a tradição se realizaria pela primeira vez e pelo segundo ano consecutivo, e onde existiriam aqueles "bilhetes" que seria necessário adquirir. Mais importante e entusiasmante aquela reunião onde se nos juntariam os nossos colegas Opeth.

Pois muito bem, trago boas novas sobre este evento espectacular!

Foi cancelado.

O efeito de ter sido mencionado na Masmorra foi devastador e o festival is no more (como dizem os islandeses de ascendência paraguaia).

O que é certo é que me parece que aquilo estava a ser organizado por uns demónios de uma estirpe um pouco mais elevada do que poderíamos pensar no inicio. Estariam assim na estirpe entre o esterco e o musgo, penso eu (sem querer ofender ninguém).

Se não vejamos, o festival em si foi anunciado com um cartaz deveras apetecível com algumas das melhores bandas da nossa praça. Logo era possível adquirir os ingressos, mas nunca através dos locais habituais (como é habitual dizer-se), antes deveria processar-se tudo por multibanco, sendo que o talão de multibanco daria para entrar no recinto. Ora isto não parecia muito profissional, mas terá havido uns poucos que mais ou menos entusiasticamente lá se apressaram a passar o seu precioso ouro para o desconhecido.

Alguns tempos passados, e sabe-se lá quantas transferências feitas, a organização anunciou um anuncio bombástico. De um dia para o outro dez das bandas de maior renome teriam 'cancelado' a sua vinda por 'motivos externos à organização'. 10! DEZ! uma banda cancelar a vinda sem dar motivos e dizer "desculpem lá mas numbaidar pa ir" é uma coisa, agora DEZ bandas de uma vez. É estranho, lá isso é. O pessoal lá se queixou, mas iludidos pelos nomes que ainda se mantinham no cartaz lá esperaram que as substituições fossem à altura.

Não, as substituições não foram a altura, bandas de 3ª linha apareceram no cartaz em substituição das de 1ª linha. É mau, se fosse ao contrário era bom, mas assim é mau.

O pessoal queixou-se.

As coisas não pareciam alterar-se em nada, um nome mais vigoroso para o cartaz tardava em aparecer.

Nisto dá-se o que muitos não esperariam, pelo menos aqueles crentes que compraram bilhete com cinco meses de antecedência não esperariam com certeza. O cancelamento. Diz a organização que o recinto foi violentamente destruído por vândalos anónimos o que torna impossível a realização do festival. Mesmo a calhar, digo eu.

Pode pensar-se que eu estou aqui a atirar ao ar acusações de fraude. Se não soubesse eu que o verdadeiro motivo deste azar, má sorte e violência que se abateu sobre tal festividade se deve tão somente à referência prévia na Masmorra (que como sabemos, se mal controlada, tem sempre efeitos devastadores no referido), poderia pensar que sim, mas não.

Arranje agora o mafarrico uma reunião anual para os fãs desejosos de nos ver que a mim já não me apetece.

M.P.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Tiro ao Rei Mago

mafarrico,

ao ler a sua anterior, excelente, missiva - um rel. veridico acerca de um colchão porcalhão e sedento de violência - ficou-me no ouvido uma frase. Essa frase foi "hoje não é um dia da Besta". Apeteceu-me retorquir com "um dia da Besta é quando um demónio quiser", mas não o fiz porque era uma piada idiota, estúpida e inutil.

Mas fiquei a pensar que "dia da Besta" me fazia lembrar qualquer outra coisa que não um dia festivo por si só. "Dia da Besta", "Dia Da Besta", que seria ... ?

Foi então que se deu o clique no meu excelente e belo cérebro enquanto dizia para comigo : "Mas claro, Maléfico! 'O Dia Da Besta' é uma das melhores referências cinematográficas que pode fazer na Masmorra e mais dia menos dia (bestial ou não) terá de o escrevinhar lá para deleite dos seus colegas masmorrentos". Realizado em 1995 pelo simpático Alex de la Iglesia (irónico nome), El Dia De La Bestia é um filme espanhol sobre um sacerdote que em vésperas de natal, tenta impedir o nascimento terrestre de nosso Mestre. Com humor negro, heavy metal, virgens, tiroteios, invocações, explosões, pentagramas e facas afiadas, acrescentado de um excelente Santiago Segura no papel de um cómico colega, as peripécias vão-se desenrolando para um final que não revelo, mas que se eu disser que é feliz fica a dúvida se é verdadeiramente feliz ou se é feliz no que vulgarmente se chama um "final feliz" (infeliz para nós).

Uma palavra para a importância maléfica que se dá neste filme a esse instrumento do mal que é a televisão. E também, em igual medida, às caçadeiras de canos serrados.

Queria deixa-los com o trailer oficial, mas após visualização do mesmo achei que não fazia justiça ao filme, era um trailer manifestamente mal feito com cenas compridas e pouco significativas e outras que poderiam dar a entender coisas que só acontecem largos minutos decorridos do filme, pelo que decidi colocar aqui apenas a primeira cena do filme, não a arranjei na língua original mas vai dar ao mesmo para nós, demónios poliglotas. Infelizmente isso faz com que o título desta referência cinematográfica se mantenha um enigma, mas pronto, fica mais um incentivo para ver o filme.



Digamos em uníssono "Joder! Que pelicula!"
M.P.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Uma ovelha negra tresmalhada

colegas,

venho aqui chamar a atenção para a triste história de um outro colega nosso, o Anung un Rama (nung para os amigos).

Anung un Rama teve uma infância igual a tantas outras, nada faria prever que a sua vida se tornaria um drama tão injusto quanto triste.

Ele é um colega demónio que foi invocado para este planeta pelo nosso servo terrestre Rasputin ajudado por outros colegas que militavam nas hostes ocultistas nazis (isto passou-se por alturas da segunda guerra mundial). Posto nesta Terra de forma tão carinhosa por aqueles que se queriam servir dele para baixar as trevas e convocar os deuses tormentosos de passados gloriosos para de novo a reinar sobre este sitio, heis que! foi "resgatado" pelas forças aliadas. Pois é , foi brutalmente retirado dos braços daqueles que eram por direito os seus "pais" neste mundo.

Foi levado para os USA, onde é actualmente explorado no Bureau for Paranormal Research and Defense (BPRD). Ele cresceu, sem conhecer as suas origens demoniacas e é agora um enorme demónio enorme e de cor vermelha, com cauda e cornos e uma mão direita de grandes dimensões que ele usa como se uma arma se tratasse. Foi , muito pouco originalmente, baptizado de Hellboy e é infamemente utilizado para lutar contra as nossas forças, está a ser brutalmente enganado e a destruir precisamente aqueles que são sua familia e a negar muitos dos nossos esforços para este planeta.

Como se não bastasse toda esta exploração, ainda se adiciona o facto de desde 1993 Mike Mignola desenhar uma banda desenhada espetacular, que não fora os bons ganharem sempre (com a ajuda do nosso confuso colega) seria uma leitura obrigatória. As histórias estão bem assentes no género terror-oculto satisfatório, o estilo de desenho é muito bom (muito bom mesmo) e tem acção e porrada q.b. . Até já fizeram um filme disto (assim-assim) e vem ai a sequela (medo).

Meus amigos, deveríamos resgatar o nosso colega das garras desses seres do bem que o usurpam desta forma mesquinha e infame. Atentem ao olhar perdido deste que deveria ter a mesma missão que nós e não o contrário.

M.P.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ele há coincidências...

Colegas,

estamos no dia 02/06/2008 .... é um dia dos Diabos.

Ora acompanhem-me.

o dia 02 acrescentado do mês 06 diminuído do primeiro digito do ano 2008 = 6

o mês 6 = 6

o ano 2008, invertido (todos sabemos o poder das coisas invertidas), 8002, tirando os zeros e subtraindo o agora ultimo digito ao primeiro (8-2) = 6

o que dá o nr. 666, o nosso numero, o nr. da besta! Coincidências? São coisas que acontecem ... AH! Para nós peritos em numerologia e criptografia sabemos que não é assim.

M.P.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Encontro de irmãos

mafarrico,

Encontro De Irmãos é um filme realizado por Barry Levinson em 1988. Ganhou 4 óscares e eu não o aprecio muito. Mas há quem goste.

E encontros de irmãos há muitos, não se pense que é só esse, nós próprios já presenciamos muitos, de quase todas (se não todas) as vezes que nos encontramos.


Estes, já agora, podiam ter-se encontrado escrevendo uma musiquinha melhor, mas já não está mal. Com aquela besta a correr e a fazer barulho também não seria fácil concentrarem-se , ainda assim já os ouvi a fazer melhor.

M.P.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Boris @ LX Factory 27/05/08

mafarrico,

ontem dirigi-me a uma fábrica abandonada e sem condições para receber um concerto rock'n'roll. Para quê? Para assistir a um concerto rock'n'roll. Foi pena que me tenha deslocado para assistir exactamente a um evento para o qual o local não era adequado, mas ... acho que já percebeu a ideia. Mas afinal, uma fábrica abandonada é adequada para quê? Grandes questões do nosso tempo.

É que o som, ao ser debitado em grande volume fazia eco em tudo quanto era paredes e tectos e parecia que vinha de cima e era preciso uma grande dose de concentração para se perceber o que é que o colectivo japonês estava a tentar fazer em cima do palco. Outros presentes, porventura mais familiarizados com o trabalho do trio (eram quatro) estavam em extâse, mas eu não, eu estava só a pensar que a prestação de uma grande banda, com grandes músicas e grande postura estava a ser arruinada por um som deficiente.

Foi pena, mas lembre-se, vizinhos dos nossos vizinhos, nossos vizinhos são (se não formos nós, claro!).




M.P.

domingo, 25 de maio de 2008

Recordações

mafarrico,

descobri nos arquivos da masmorra um video da altura em que o meu colega era um aprendiz. É verdade! Que bela surpresa! Mas antes que desate para ai a verter lágrimas de nostalgia, elucide-me quanto a qual dos três seres de vermelho é o nosso conhecido mafarrico.



M.P.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Trio infernal

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

É só isto, e nada mais."
e etecetera e tal. Todos conhecemos esta tradução de referência, e todos a sabemos de cor. Sendo de bom tom chamar a atenção para ela quando passa aproximadamente uma hora que escrevi na masmorra um excerto do poema original.

Pessoa, que fez a tradução, é por muitos considerado o maior escritor de língua portuguesa de todos os tempos, pela qualidade da sua escrita, pela profundidade dos sentimentos que imprime nos seus escritos, mas também e principalmente por ter sido a primeira pessoa a arranjar a palavra "umbrais" para rimar com "mais" e com "jamais", permitindo assim a tradução do poema de Poe.

Claro que Pessoa militava nas nossas hostes infernais, tendo o seu encontro com Aleister Crowley em Lisboa feito correr muita tinta. Tanta que o Sr. Ozzy Osbourne teve a ideia de fazer uma música sobre o nosso conterrâneo ao ler a noticia sobre o encontro num jornal da época. Quando lhe disseram que o poeta português era o "Mr. Pessoa" ela achou que o nome não ficava bem e era um pouco redundante pelo que terá dito "Fuck! Faço uma música sobre o outro".



M.P.

Olha o passarinho!

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
"'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door —
Only this, and nothing more."

And so on and so on .... É uma obra de referência, todos a sabemos de cor. Acho que é meu dever chamar a atenção para ela no dia em que passam aproximadamente 159 anos, 4 meses e 14 dias da morte do autor.

A sua obra é extensa e fica marcada principalmente pelas fortes influências retiradas da N.W.O.B.H.M . Sabe-se que o autor era um ávido fã deste género de musica e que muita da sua inclinação para temas mais lúgubres e melancólicos se deve ao facto de as suas bandas preferidas teimarem em não fazer digressão nos US of A.



Voltarei a este tema na próxima efeméride digna de nota, relacionada com este ou com outro qualquer escritor,
M.P.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O mistério de Ugolino

mafarrico,

Dante nas suas deambulações pelo nosso lar cruzou-se com várias personagens (que nós, na maioria, conhecemos de vista), entre elas encontra-se Ugolino de Pisa encarcerado no circulo nove, circulo destinado aos traidores. O homem está congelado nos gelos do Inferno, só com a cabeça de fora e roendo a caveira de Ruggieri que fora o Arcebispo de Pisa.

Parece que em vida, não morriam de amores um pelo outro.

Em tempos idos, antes da morte de ambos, Ruggieri teria razões de queixa de Ugolino e , tendo poderes para isso encarcerou-o mais os quatro filhos na Torre da Fome onde os deixou até sucumbirem à ... fome.

Em conversa com Dante, Ugolino conta como ao fim de uns dias na dita torre e após pesadelos terríveis começa a enlouquecer e a morder as próprias mãos. Os filhos pensado que o seu pai tinham fome ainda lhe disseram :
... tu ne vestisti queste miseri carni, e tu le spoglia (Inferno, XXXIII, 62-63)
Ele não liga muito a isso, e ao quinto e sexto dia vê-os morrer (presumivelmente uns de cada vez e não todos ao mesmo tempo). No dia seguinte Ugolino fica cego e apalpa os corpos dos filhos falando com eles. Um terror imaginável.

É então que é proferida a frase que até hoje não está bem clarificada e que tem sido objecto de debate por pensadores através dos tempos. Diz Ugolino
"Poscia, piú che'l dolor, potè il digiuno."


É claro que eu nunca li Dante, aquilo pode ser porreiro mas é em verso e é grande à brava e eu não estou para ai virado. No entanto, tenho na minha posse um livro escrito pelo génio Jorge Luis Borges intitulado "Nove Ensaios Dantescos" que é a compilação de nove pontos de vista de Borges sobre nove passagens do livro de Dante e mais um prólogo interessante.

É mais um livro que nos convém porque assim com pouco esforço podemos passar a ilusão que lemos esta obra maior que todos conhecem ... de nome. Pode dar bom aspecto, depende da situação.

Finalizo com a convicção que se esta minha referencia literária tiver tanto sucesso como as outras me pedirá o livro emprestado por alturas do primeiro equinócio do próximo milénio, e então terei muito gosto em o deixar passar os olhos pela capa.

M.P.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Momentos de qualidade

colegas,

volto mais uma vez aqui hoje só para informar que a encomenda já chegou. A antiga mesa de matrecos já estava a cair aos pedaços, as figuras já estavam desactualizadas e desde que a atiramos para o fogo infernal ficou um vazio ali no canto do tasco. Por isso , não me fiz rogado e mandei vir uma nova mesa. Aqui ficam algumas imagens e constituição das equipas em jeito de convite.






20 paus, 7 bolas. Eu fico nos maus e quero ficar com o espeto do Hitler. Quem ficar nos bons perde e é obrigado a usar asinhas durante um mês.

M.P.

Cinema só se for com pipocas

caros colegas do mal,

chamo a atenção para um colega que se tem mantido muito atarefado ao longo dos anos e que merece agora uma referência na masmorra por ter decidido espalhar a palavra por um novo meio.

Paul Bruce Dickinson foi durante anos a voz de uma das bandas mais queridas da Masmorra (tão querida que já foi aqui enxovalhada pelo colega mafarrico), é a voz mais carismática do som infernal e conhecido por todos.

Se essa faceta é a mais conhecida do senhor, também é sabido que tem carreira como piloto de aviões comerciais, sendo mesmo ele que pilota a sua própria banda para países longínquos durante as suas extensas digressões musicais. Além disso é por poucos conhecida a sua incursão pelos caminhos literários quando lançou um livro que não me lembro do nome e que não devia ser muito bom porque ninguém ouviu falar nele, mesmo aqueles que ouviram falar nele (se é que me faço entender).

Ora, há gente que não para queta. E o nosso querido frontman, e menos querido escritor e desconhecido aviador lançou-se na aventura da sétima arte. É verdade, escreveu um filme a que deu o nome de "Chemical Wedding" e como não sabia realiza-lo (já seria demais) deu-o para realizar a um tipo Julian qualquer-coisa que ninguém conhece e nunca realizou nada de jeito.

Pelo que vi o filme não será muito bom, mas pela amizade que nutro pelo sr. Dickinson deixo aqui um pouco de publicidade gratuita.



M.P.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Edição comemorativa

mafarrico,

a Masmorra não pára, não pense nisso porque a prova-lo acaba de chegar ao universo o primeiro CD comemorativo deste projecto masmorrifico!

Sendo a musica do Demo o fio condutor das nossas mensagens escrevinhadas a sangue nestas paredes que melhor maneira de comemorar este feito do que editar um trabalho discográfico contendo algumas das referências musicais feitas neste espaço?

Numa edição limitada a 2 cópias, e após aturada pesquisa e selecção aqui fica, com um tema inédito nunca antes mencionado nestas paredes o Masmorra Infernal - Vol. 666. Aprecie ....


Entombed - Serpent Saints
Satyricon - K.I.N.G.
Motorhead - Iron Fist
Annihilator - Human Insecticide
Megadeth - Tornado Of Souls
Slayer - Angel Of Death
Carcass - No Love Lost
Opeth - The Grand Conjuration
Morbid Angel - Blessed Are The Sick
Death - Cosmic Sea/Vacant Planets

Aqui ficam mais umas imagens exclusivas, onde se pode ver o carimbo de aprovação do nosso mestre ,















mantenhamos a calma com este acontecimento brutal!
O que fizer headbanging mais lento é um anjinho depenado ....

M.P.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Nº 29

mafarrico,

qual não é o meu espanto quando, em conversa com um outro demónio o ouço proferir estas palavras sobre as paredes da nossa masmorra :

"É , pois é!! Os escritos têm piada até ."

Piada?! Enfiei-lhe o meu fiel machado na cabeça e enquanto o via escorregar encostado à parede fiquei a pensar no que me tinha ele acabado de dizer.

"Repete lá isso?" - disse-lhe eu ameaçadoramente.
"Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh" - respondeu ele lá de baixo.
"Formiga! Não tens coragem de repetir o que dissestes!".

Mas fiquei-me com aquela .... "Piada", como se alguma vez nos tivessemos apoiado em subterfugios cómicos para espalhar os Ensinamentos.

Para esse e outros energúmenos que possam encontrar alguma comicidade nas nossas Palavras Infernais deixo este aviso. Tenham Medo!!!



M.P

sexta-feira, 2 de maio de 2008

um sinal do Demo

mafarrico,

o Chefe gosta de nos por à prova através dos nossos bólides locomocionais. Hoje gozando de um dia de férias e aproveitando o sol quente de verão dirigi-me na minha charrete infernal para a zona da praia. Onde tinha um encontro marcado com uma diabinha.

Férias, praia, diabinhas! Nosso Senhor Belzebu não nos deixa gozar tais prazeres sem uma prova para nos por à prova. E nisto, quando entro na ultima rua antes do local marcado, sinto a charrete a descair para a direita, e o carro instável assim como quando se está com um pneu furado.

Parei numa sombra, sai do carro e que se me depara? Consegue imaginar? Era um pneu furado.

Fiquei a olhar para aquilo. E ..... fui almoçar.

Voltei do almoço, troquei o pneu para um que tinha na mala e não estava furado e continuei o meu dia. Que emoção!

No caminho de volta, pensava em mais esta provação do Senhor. Porque me teria ele posto à prova desta maneira? Mas ... teria sido mesmo uma prova infernal? Poderia nem tudo ser obra do nosso Mestre? Filosoficamente pensando, poderia Ele não existir? Começava a questionar a minha fé, com este episódio tão sem sentido e tão facilmente ultrapassado.

Precisava de um sinal.

Nisto o meu olhar cruza-se com o conta-quilómetros da charrete. E fez-se luz, senti uma calma diabólica a descer sobre mim. Tudo estava bem, tinha sido efectivamente posto à prova e tinha-me portado bem, o visor marcava 90 666 Km.

Há-de estar atento porque ciclicamente o Senhor manda-nos este tipo de sinais pelo visor do conta quilometros, devemos pensar nisso para decifrar o que quer ele dizer-nos.

M.P.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

ref. literária 80 - o príncipe

mafarrico,

passado os festejos, voltemos ao conhaque. Porque a vida não é só trabalho como é costume dizer-se.

Estava eu sentado no sofázito do canto da sala de estar da Masmorra, olhar fixo numa mancha branca na parede, quando pensei "Tenho de ir ali sujar aquilo, afinal nem tenho nada melhor para fazer." Nisto ouço a voz do nosso Líder a materializar-se na minha cabeça.

AI NÃO TENS NADA MELHOR PARA FAZER? ENTÃO PEGA LÁ ....



E puuuuuuuuuf , cheiro a enxofre, um pouco de fumo (cof cof) e tinha no meu colo o mais recente tomo desse volumoso livro que é "O Príncipe" de Maquiavél. É um livro prodigioso, escrito no ano de 1513 e que até hoje é sinónimo de perfídia e golpes baixos, falsidade e deslealdade. E mais importante vitória! É realmente impressionante a maneira como o nome do autor ficou sinónimo de alguns dos mais altos valores que seguimos nesta Masmorra.

Dito isto, é fácil perceber que é um óptimo livro para se ter na mesinha de cabeçeira, tanto mais que esta edição que tenho é acrescentada de notas na margem do nosso colega Napoleão que nos vai brindando com uns aprazíveis comentários do estilo : "Não me esqueçerei disto ao lidar com meus antagonistas" em algumas passagens particularmente desprezíveis. Muito bom para impressionar visitas ao dar a entender que se o leu.

Finalmente, a minha opinião pessoal sobre o livro é que ele é intragável, tanto metafórica como literalmente. Experimentei as duas coisas e não dá mesmo.

Abraços literário-patéticos
M.P.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Urgente

mafarrico,

estava eu a realizar uma qualquer tarefa de somenos importância, quando se me prespassou um pensamento pelo meu belissimo e desenvolvido cérebro que me deixou inquieto.

Não fui capaz de ocupar o meu ser noutra tarefa enquanto não viesse aqui repor a justiça aos olhos de si , Dele, e da Masmorra como entidade por si só.

Justiça semântica da maior profundidade possível.

Vou directo ao assunto : parece-me que nunca aqui utilizamos o vocábulo 'ATROZ'. A ser verdade é um escândalo e uma falha da nossa parte, é especialmente agravante para quem nunca nos chamou delicadamente atenção para o facto.

ATROZ
A T R O Z
A TROZ

uma das palavras mais belas do nosso vocabulário. Pode ser que esteja errado e que já tenhamos utilizado no passado, ou até no futuro, mas pelo sim pelo não fico mais descansado e já posso retornar à minha soneca.

Um abraço atroz,
M.P.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

It's fucking art, man!!!

mafarrico,

é a fucking arte, homem! Claro que a sua imensa sabedoria já localizou a que arte pertence esta lírica, proferida por esses líricos de tempos idos.

E a arte? O que é a arte? É uma questão que nos atravessa os pensamentos pelo menos nenhuma vez na vida, ou até menos. Pelo que se impõem que se chame a atenção para ela.

Falemos a sério de assuntos sérios. A arte foi um conceito criado por Satanás para levar uma percentagem considerável da população humana para o Inferno. Passo a explicar, grande parte da população fica bastante irada ao ser confrontada com a dita 'arte' nos museus, basta reparar com atenção como os mortais proferem de forma raivosa "ISTO é arte?". Dito isto, estão a incorrer no pecado da ira, e como se não bastasse, muitas vezes, dão um pontapé no caixote do lixo mais próximo, espalhando chicletes e papeis amarrotados pelo chão.

Entre nós sabemos o que é a verdadeira arte e sabemos que ela é disseminada na forma de capas de LPs Heavy Metal. Ora foi imbuído de espírito artístico que decidi dar um pouco mais de cor à masmorra e escolher um quadro para pendurar na parede.

Primeiro escolhi o local - o corredor que vai dar às salas de tortura da sub-cave. Depois fui vasculhar os LPs em busca da imagem mais apropriada, que tivesse algo a ver com o local, o ambiente e a parte mais poética das nossas não-almas ... a minha escolha recaiu sobre :







O LP homónimo dos Metallica, por certo terá outras escolhas. Pendure-as ao lado deste, se o conseguir encontrar que eu dei uns passos atrás para ver se estava torto, deviei os olhos e não mais o consegui localizar.

M.P.

terça-feira, 15 de abril de 2008

sábado, 12 de abril de 2008

MCa - Capitulo primeiro

"Deixai-os pousar, mafarrico, deixai-os pousar ....".

Quantas vezes já me ouviu proferir esta frase, mafarrico? Uma, exactamente. A primeira vez que estupefacto não me viu a arremeter destruidora, agressiva e freneticamente contra um anjinho que pairava a nosso alcance, e me questionou quanto ao que se passava. Passado esse episódio e sendo dotado de soberba inteligência infernal, o meu colega, entendendo o esquema, não mais pôs em causa a minhas acções.

É verdade que às vezes os anjos nos visitam. Muitas vezes, e devido à sua idiota natureza, vêm com ideias de nos converter. Há várias maneiras de lidar com esses seres dependendo de vários factores. O principal, ensino eu, é a paciência com que nos encontramos na altura do embate. Podemos então esquematizar este capitulo em dois pontos.

PONTO 1 - Se nos encontramos sem paciência nenhuma (o que é mais provável), existem muitas maneiras de lidar com o ser angelical. Todos eles são caracterizados por uma violência extrema e bastante rápida. Pode-se usar o esquema tridente, moca com pregos ou o esquema mata-moscas, bastante populares. No entanto a táctica da funda é a minha preferida, este método consiste em usar o anjinho como se de uma funda se tratasse, segurando-o pelas asitas, o anjo comporta-se como uma pedra que se arremessará para as profundezas do inferno onde será devorado por varias criaturas infernais. É divertido q.b..

PONTO 2 - Se nos encontramos num momento zen infernal, podemos dar ao anjo a possibilidade de se passear pela masmorra até ele se sentir seguro. Poderá o inocente pensar que afinal é capaz de conseguir os seus intentos e sair daqui com vida. É nessa altura que nos devemos aproximar sorrateiramente sem sermos vistos. Muito devagarinho, sem fazer qualquer ruído, até estarmos a poucos centímetros da sua nuca, podemos respirar por sobre o ombro da pobre criatura, deixa-lo só pressentir o perigo sem nunca verdadeiramente se aperceber do que se passa.

É importante para o impacto final, deixar-se ficar assim por largos minutos, para o dito animal ficar com aquela sensação que está a ser observado e que nem tudo está bem. Fazemos isto até se nos acabar a paciência.



Brevemente o capitulo segundo.
M.P.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Manual de Caça ao Anjo - Introdução

mafarrico,

os anjinhos são nossos antagonistas desde sempre. Um anjo é um ser limpo e portanto desprezível. Um anjo pratica boas acções sem retirar daí nenhum orgulho e proveito pessoal. Um anjo pensa no bem da humanidade e tudo faz para que o mundo evolua favoravelmente. Um anjo é conciliatório e prefere ficar calado a dar uma opinião controversa ou menos pensada. Um anjo é um sinal de pureza. Nós odiamos anjos.

Como seres superiores que somos (mesmo entre iguais somos superiores) e juntando o útil ao agradável, decidi deixar para as gerações demoníacas passadas um texto escalpelizando a temática da caça e posterior destruição do anjo. Dividi o meu trabalho, que ainda não fiz, porque eu não só vou escrevendo os meus textos sem rascunho, como a maior parte das vezes escrevo muito antes de pensar no assunto em questão (ora aqui está um bom exemplo disto mesmo). Dizia eu, dividi o meu trabalho em duas partes.

1ª Parte - O massacre do anjo - relaxadamente na Masmorra / deixai-os pousar!
2º Parte - A carnificina do anjo - laborando em terreno neutro
3ª Parte - A matança do anjo - piquenique no paraíso

Como agora está na moda as mensagens em vários episódios, despeço-me. Continuarei este trabalho quando menos oportuno.
M.P.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

ref. discográfica 666 - riffs e mais riffs (ganda malha pá!)

mafarrico,

deixemo-nos de brincadeiras com as referências musicais, chegados ao numero bestial é importante quedarmo-nos por uma rodela vinilica que seja verdadeiramente uma referência.

E qual é o melhor disco de speed/thrash metal de todos os tempos idos e vindouros? É o Rust In Peace. Mas como já sabemos que o sr. que idealizou essas gravações caiu em desgraça, não o vou sequer mencionar.

O meu disco escolhido para este nr. 666 é o Alice In Hell.

A melhor maneira de tecer louvores a este disco é desafia-lo de uma forma agressiva e prepotente, mesmo à laia de quem quer porrada : Aponte-me uma falha nestes 37 minutos de rodela plastica! Aponte ande lá. Apontar é feio por isso ... aponte!

Tirando a voz do , infelizmente, vocalista (os outros têm má voz mas não se nota) que é um bocado lodosa. Aponte-me uma falha neste disco ideal.

É só riffs e riffs, ritmos do Diabo, de tal forma diabólicos que o headbanging involuntário se faz notar ao longo de todo o disco. Diria mesmo que é perigoso ouvir estes sons num sitio menos próprio porque tentar evitar o dito headbanging pode dar azo a lesões graves ao nível do pescoço e coluna. E é uma pena que esta banda tivesse cedido ao impulso que ataca muitos agrupamentos que é o de "evoluir musicalmente", é uma idiotice. Tivessem eles feito exactamente o mesmo disco anos a fio com as musicas idênticas (ou iguais,quero lá saber) e seriam os meus preferidos, mas não, tiveram de "evoluir". Idiotice! Agora cederam aquele outro impulso, também esperado ($$$) de "voltar às raizes", não! agora já não quero.

Estou a divagar.

Ref. 666 - Annihilator - Alice In Hell

Ponto alto - Human Insecticide - musica 9 do primeiro ao ultimo segundo!!! Ou a instrumental Schizos Are Never Alone .... não me consigo decidir. O tema que verdadeiramente introduz todo o album é perfeito. W.T.Y.D é perfeita!
Ponto baixo - a introdução na forma da primeira faixa, guitarras acústicas em harmonia perfeita? Ide logo pró que interessa!



Re-ta-li-ATE!!!
M.P.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

uma lição para a (curta) vida

mafarrico,

estava eu num momento de descontracção, sentado numa esplanada infernal a contemplar as negras estalactites do firmamento quando me chama a atenção o burburinho causado pela brincadeira de dois demóniozitos que por ali andavam. Eis a conversa infantil e desprovida de inteligência que os dois tiveram.

Diabinho 1 diz:
tou a brincar
Diabinho 2 diz:
tas nada, nao és um demonio a serio. vou dizer ao satanás!
Diabinho 1 diz:
diz burro! diz, a ver o q acontece ... ele tb não gosta de ti nem das tuas asneiras. buurro!!!!!! parvo!!!!és um catolico praguejante.
Diabinho 2 diz:
vais ver! vais ver! vou-lhe dizer e tu vais ver!
Diabinho 1 diz:
pois vou! vou ver tu a seres consumido pelas chamas.
Diabinho 2 diz:
vais nada.
Diabinho 1 diz:
ai vou vou, tu mesmo disseste antes
Diabinho 2 diz:
vais é ver uma chama labareda na tua direcção
Diabinho 1 diz:
eu desvio-me mt rapido para o lado e a chama dá a volta e acerta-te! ahahahahah , ganhei.
Diabinho 2 diz:
ahahahah, era giro! fluuuuuuuuuuuuuuush!!! mas o satanas ressuscitava-me
Diabinho 1 diz:
oh pois era ele faz sempre isso.
Diabinho 2 diz:
pára com esta conversa!
Diabinho 1 diz:
para tu primeiro
Diabinho 2 diz:
tu é que começaste
Diabinho 1 diz:
foi nada, foste tu
Diabinho 2 diz:
foi sim ... tu!
Diabinho 1 diz:
eu! não, tu! és um diabo palhaço
Diabinho 2 diz:
nao, eu! nao! tu! palhaço és tu diabo

nesta altura levantei-me com um sorriso nos lábios, aproximei-me das crias, inclinei-me para eles e disse-lhes " SENHOR!!! Satanás. Miúdos! Para a próxima mostrem mais respeito pelo nosso Mestre.", Mas não haverá próxima, pois logo de seguida lhes mandei tamanho pontapé na zona das caudas que eles voaram e ficaram empalados nas estalactites.

O que, penso, chamará muita clientela para aquela esplanada durante os tempos mais próximos.

Um abraço.
M.P.

Mensagem de 1º de Abril pt.III

mafarrico,

as regras do bom senso dizem-nos que para termos uma boa perspectiva de qualquer assunto devemos distanciar-nos, contemplarmos e reflectirmos sobre esse mesmo assunto.

A temática do 1º de Abril não foge a essa regra (a única temática que foge é o futebol), e portanto pareceu-me lógico que com o distanciamento de um dia já poderia dar uma opinião educada e salutar sobre o assunto.

Quer-me parecer que a contemplação e a reflexão dão demasiado trabalho para um assunto destes.

Assim me despeço completando este trilológico trabalho sobre o 1º de Abril.
M.P.