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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Leaders... Not Followers Pt.3

Apesar de ser um antro de sobranceria, orgulho desmesurado, altivez e escarnio, não significa que não haja espaço, na Masmorra, para um ou outro heroi. Não serão muitos, serão mesmo muito poucos, mas existem é um facto.
Chuck Schuldiner é um deles.






Há duas grandes razões para este ligeiro curvar da espinha por parte de Mafarrico perante a menção deste nome: uma banda chamada Death e o facto de o Chuck se encontrar morto há 10 anos.
Tal como os anteriores mencionados nesta rúbrica, Chuck Schuldiner era o criador, compositor, mentor de todos os projectos por onde andou. Vocalista e guitarrista exímio, foi um dos impulsionadores do estilo Death Metal (há mesmo quem o apelide de pai desse estilo).

Para a Masmorra tudo começou com a álbum Human de 1991 (o 4º da banda). A tecnica apurada de Chuck na guitarra, com uma precisão e rapidez estonteante aleada à incorporação de melodias do outro mundo e à experimentação de novas sonoridades mais progressivas, transformaram para sempre a forma como Mafarrico viu o Death Metal.

Individual Thought Patterns (93), Symbolic (95) e The Sound of Perseverance (98) foram todos eles apogeus no percurso musical de Mafarrico e na sua formação demoníaca. De salientar o tema The Philosopher, cuja visualização do então denominado teledisco muito marcou este servidor do Sr. Satanás.

Para além disso, as letras abordam temas muito mais realistas e são subversivamente introspectivas. Abordam as questões do poder desmesurado e da submissão das massas ao mesmo, e fazem a ponte para os dilemas do indivíduo enquanto centro do universo. Todas, mas todas as letras são dignas de serem lidas e interpretadas por cada um. Aqui fica apenas um exemplo de como Chuck era um excelente letrista:

Ashes and promises share a bond
Through the winds of change
Words are blown away
When visions that should be
Are tattooed in your mind
The power to let go
Is sometimes hard to find
The answer cannot be found
In the writing of others
Or the words of a trained mind
In a precious world of memories
We find ourselves confined
(Empty words, Symbolic, 1995)



sexta-feira, 14 de março de 2008

resultados animadores (...para nós)

Raríssimo colega,

Apenas um curto apontamento, mais em jeito de glorificação do nosso trabalho do que outra coisa, para que possamos observar os resultados que estão para vir num passado recente.

Mesmo tendo noção de que apenas nós os dois (Maléfico, Mafarrico e eu) temos acesso a este espaço de tertulia e escarnio, devo dizer a todos os outros que lêem recorrentemente e freneticamente os escritos aqui expostos, que apesar de parecerem completamente desgarrados, sem nexo nem sequencia entre eles, os conteúdos apresentados nesta masmorra são parte constituinte de algo maior. Algo que está para além da vossa e da nossa compreensão e que normalmente é interpretado como um acaso absoluto, uma ocorrência imprevisível ou como é vulgo escutar, uma sorte dos Diabos!

Se provas faltassem desta inegável e dúbia verdade, passo a apresentar uma inolvidável demonstração de poder destes dois humildes servidores do Mal.
Pegando em duas temáticas aqui abordadas anteriormente: “O futuro são as crianças” e “MQCCSDB – musicas que começam com solo de bateria” e fazendo a ligação (obvia) entre elas chegamos ao resultado que se segue:


Para os mais desconhecedores destas materias de índole superior, trata-se na verdade de uma criança humana (ou assim aparenta ser) em plena sessão de formação de headbanging (actividade ludica muito popular em manifestações infernais), ao som de uma das melhores malhas de sempre de heavy/death metal. Uma cover do excelente tema Painkiller dos velhadas dos Judas Priest, executada superiormente pelo Chuck Schuldiner (Death) enquanto era vivo (agora está muito melhor)!

Que isto redobre o nosso ânimo para continuarmos a labuta noturna de engrossar as fileiras infernais!
\m/-afarrico

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

ref. discografica 665


Caro Malefico,


Seguindo a que pode ser uma das vertentes mais interessantes e mais ricas em assunto, desta masmorra que partilhamos, gostaria de chamar a sua atenção para um dos trabalhos mais notaveis do nosso colega Chuck Schuldiner.


Tendo acordado com o raiar da aurora, nesta manhã carregada sob um ceu cinza, com a electricidade no ar a mexer com os nossos nervos, com a perspectiva de mais um dia de trabalho pela frente e portanto com um humor dos infernos, aconteceu-me ter a necessidade de abrir a cripta dos cds e a pegar no 1º que me apetecesse, sem grandes processos de decisão. Foi assim que a minha mão foi guiada para o album HUMAN dos Death.


Este album apresenta varias perspectivas notaveis, desde o facto de ser mais uma obra do referido colega (entretanto promovido e transferido para outra dimensão), por ser dos albuns Death aquele que mais se aproximou dos então futuros discos de Cynic e Atheist (Paul Masvidal nas guitarras) ou mesmo pela simples e fantastica artwork da capa.


Mas o facto que me levou a escrever este texto, foi um simples pormenor que apesar de estar lá para todos verem, só se revela aos que têm a mente mais aberta.

Estou a falar de uma sequencia de 2 musicas, com um total de 8 min (aprox) que deve ser simplesmente um dos melhores momentos musicais da cena HM de todos os tempos. Refiro-me aos temas Cosmic Sea (inst) e Vacant Planets que fecham o album.

São musicas carregadas de energia, sentimento, ritmo, tecnica e melodia. Se alguma vez me fosse pedido uma lista das 10 melhores musicas de sempre, dificilmente uma destas não estaria presente. Do melhor que o CS deixou e portanto do melhor alguma vez feito! Convido-o a ouvir a referida sequencia.

Despeço-me com os melhores cumprimentos diabolicos
mafarrico