terça-feira, 29 de janeiro de 2008

ref. literária 349 - The Lucifer Principle

mafarrico,

ao contrário da opinião generalizada dos não crentes, o headbanger médio lê (o acima da média é que só ouve musica). Não só lê, como é um ávido consumidor de literatura e existem para ai espalhadas muitas obras dignas de nota.

Uma dessas obras é a intitulada "The Lucifer Principle" e pedantemente sub-intitulada "A Scientific Expedition Into The Forces Of History". Escrito por um completamente desconhecido Howard Bloom, este livro tenta explicar, através de exemplos históricos mais ou menos conseguidos, que a violência é algo inerente à condição humana, que o Homem não consegue resistir a fazer merda, a partir tudo e a ir mais cedo ou mais tarde para uma guerra, e que basicamente, isto é uma maneira de as coisas andarem para a frente e ficar tudo mais ou menos organizado a um nível global. Como se existisse uma força maior (pisca-o-olho) a manter a ordem deixando-nos massacrar uns aos outros ao longo da história.



Eu já li o livro há alguns anos, e já não me lembro muito bem de casos concretos, lembro-me que tinha exemplos muito interessantes e um ou dois capítulos totalmente idiotas. O que eu queria mesmo chamar a atenção, e quero deixar isto bem claro, é que o livro tem um título mesmo cool, e fica muito bem em qualquer estante lá em casa.

Tendo-o nos meus arquivos, posso empresta-lo a qualquer um de nós dois que ainda não o tenha tido em exposição no seu covil.

cumprimentos literários
M.P.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

as crianças pt. III (nunca mais crescem)

mafarrico,

às crianças deste planeta não faltará entretenimento, e vão crescer diabólicas, malévolas e maquiavélicas ..... (profundo riso tenebroso)



despeço-me com um desafio jovial : Já praticou a sua má acção de hoje?
M.P.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

reflexão II - as crianças

Ex.mo colega,

Após leitura atenta do seu post anterior, entendi o quão importante é a tematica que aborda!

As crianças são a coisa mais importante do mundo! São indefesas, frageis, de sentimentos puros e portanto carentes de toda a orientação que a sociedade lhe possa dar, na busca de um futuro melhor que merecem e que temos a obrigação de lhes dar incondicionalmente!

É portanto claro que o processo de corrupção e demonização deve começar pelos petizes! Deste modo adivinham-se economias de escala e taxas de sucesso dificeis de atingir com adultos.

Esta lenga lenga toda apenas porque descobri o video que se segue, que se insere na perfeição na disciplina HM para infernizar infantis.

Gosto particularmente no efeito conseguido pelos colegas da multinacional de brinquedos, para recriar o fogo danado!

Com os piores cumprimentos,
Mafarrico

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

respirar fundo

mafarrico,

tamanha emoção! Sinto o meu coração - que guardo num frasco na mesinha de cabeçeira (uso um de pedra como sabe), a bater desenfreadamente. É altura de respirar fundo a brisa do Inferno e cerrar fileiras. Combater o inimigo, que sabíamos existir, e que agora ousou mostrar a sua face na nossa horrorosa MI.

As tácticas mais imediatas não as discutiremos tão abertamente (até as paredes da masmorra têm ouvidos), mas podemos discutir planos a longo prazo.

E quem é o futuro? São as crianças.

As crianças de hoje, serão os demónios pestilentos de amanhã. É nosso dever educar-mo-las desde o berço, aos poucos. Aqui ficam algumas sugestões:
- alterar as canções de embalar (Six Feet Under, Cannibal Corpse, parece-me um bom começo)
- trocar a catequese por actividades lúdicas violentas
- re-inventar os clássicos contos para crianças.



Assim poderemos encarar o futuro, e o passado também, com redobrada esperança,
M.P.

o trabalho do Demo, um relato verídico

...então, como eu estava a dizer antes de ser interrompido, eis que acordo para um novo dia a sentir-me doente e terrivelmente indisposto. Enjoos, nauseas, dores de cabeça, tonturas, sensações muito comuns para quem está prestes a entrar no Inferno ou a experimentar situações que comprovam a sua existência.

E tal foi de facto o que me aconteceu, caro Malefico, se não atente no relato que se segue.

Devido a essa indisposição que me tomava e me retirava a força anímica, optei nessa manhã por não proceder a determinados rituais matutinos, tais como o corte dos pelos faciais.
Foi assim nesse estado de abandalhamento, que me arrastei para o meu local de trabalho terreno, onde tenho por missão causar o maximo de perturbações, e assim levar todos a sentirem-se mizeraveis, dizerem mal das suas vidas e se possivel encomendarem a alma ao Diabo.

Estava eu portanto na longa espera da passagem das horas, dos minutos, dos segundos, quando recebo a informação de que uma entidade superior (vulgo, o chefe) me iria visitar para proceder a uma auditoria, juntamente com agentes externos chegados propositademente de países longinquos para tal facto.
Segundo a missiva que me chegou via electronica, tal concílio iria ter lugar no inicio da tarde.
Foi então que me veio à mente que o meu estado de apresentação não seria o mais adequado para tal evento e personagens!
Tomei então uma decisão temerária: iria ao covil a que chamo casa durante a hora de almoço e procederia aos rituais adiados desde a manhã. Apenas dessa forma, pensei eu, poderei estar à altura do que se espera de um verdadeiro Corporate Demon!

Mas alto!!!!
Eis que mais uma dificuldade me é colocada no caminho! Não havia duvida. Eu estava a ser testado pelo proprio Sr. Satanás!
Não é que eu nessa manhã tinha colocado a minha viatura metalica, auto-locomovida em local apropriado para que fosse executada uma lavagem profunda, meticulosa e bastante necessaria, sendo que portanto não a tinha disponivel para percorrer os longos quilometros que me separavam do meu objectivo: a masmorra caseira!

Ah, difíceis são os caminhos que o nosso Mestre nos faz percorrer para aferir do nosso valor, caro Malefico!
Eis que tomo então a seguinte decisão para levar a cabo tal empreitada: iria utilizar uma das viaturas, propriedade da entidade para quem laboro diariamente, para calcurrear o caminho que se me apresentava pela frente.
O plano era terrivelmente simples, utilizaria a hora de almoço para ir a casa, barbear-me, uma banhoca, trocar de roupa e apresentar-me a tempo e horas, com uma disposição e apresentação mais diabolica e malefica que nunca e portanto cheio de confiança para enfrentar as questões da referida auditoria interna.

Por me parecer demasiado simples, decido que o poderia complicar um pouco mais e assim agradar um pouco mais Áquele que sabemos: decidi levar a carroça mais velha e putrefacta (e unica disponivel, na verdade) que me apareceu à frente!

Mal coloquei o motor da viatura eleita em acção, tive a certeza que ela propria era um dos nossos. Tal era o ronco engasgado, entupido e a ameaçar falhar a qualquer instante, o cheiro a mofo quase pestilento, tudo sinais que tão bem conhecemos. Esta carrinha tinha por missão servir o Mal! O destino tinha-nos unido para juntos levarmos a cabo a temeraria viagem.

Arranco... a coisa desloca-se numa lentidão vertigionosa, o suor escorre-me pelas faces lividas de terror perante tal abominação dos infernos.

É neste ponto, caro Malefico, que o vou poupar aos detalhes de tão atribulada viagem, comparavel à descida aos Infernos de Dante. Recordo-me de todas (mesmo todas) as outras viaturas que se deslocavam passando por mim, de observar as ervas e outra vegetação rasteira a crescer vagarosamente nas bermas da estrada, do arrastar lento e melancolico dos ponteiros do relogio, do evento ocasional (mas sempre assinalavel) que é a passagem de um marco dos kms na auto-estrada (tive a oportunidade de os observar um a um com meticulosa atenção, aconselho-o vivamente a fazer o mesmo)...

Mas voltando ao fio da narrativa e precipitando-me para o apoteotico final.

Alterei então toda a minha imagem externa, para me tornar digno de partilhar o espaço com tais signatarios auditorantes das altas esferas corporativas e encetei nova viagem de regresso ao antro empresarial. Peito feito, cheio de vil esperança e com auto-confiança redobrada e reforçada de instintos maqueavelicos, pronto para disparar perolas de sabedoria e conhecimento à minima questão que me fosse formulada. Ou não fosse eu um dos grandes mentores ao serviço do grande Belzebu!

Eis que senão quando, estou eu a conduzir o demoniaco artefacto movel que me transportava, (decrepita era sua imagem e portanto decrepita era a minha) através dos altivos portões que abeiram a entrada das profundezas onde trabalho, e me deparo com a seguinte edionda visão, apenas passivel de ser congeminada pela mente da Besta superior, ela propria:
O meu superior hierarquico, acompanhado pela hoste de vis auditores, abandonavam nesse preciso momento o local para o qual eu me dirigia ao seu encontro.
Espanto....foi o que vi transbordar do olhar do dito ser. Nem uma palavra lhe saíu da garganta perante a demoniaca visão que eu lhe proporcionei no comando da tal besta rolante.
Apenas me recordo de balbucinar umas palavras sobre o meu carro estar na oficina (mentira) e de perguntar se então já se íam embora, ao qual ele respondeu afirmativamente e atirou não sem algum desprezo pela minha pessoa que mais tarde falariamos. Isto enquanto esboçavamos pseudo-sorrisos como que parecendo que estavamos perante uma situação perfeitamente normal...

E é assim, que enquanto escrevo estas linhas, aguardo o malfadado momento em que tentarei explicar que não, eu não estava a usar um carro da empresa para uso pessoal e não, eu não me decidi ausentar da empresa por outros motivos negros e escusos, que não fossem os de melhorar a minha aparencia pessoal.

Isto de ser demonio tem o seu lado misterioso... a missão é longa e os seus designios escuros.

os minutos passam...

sábado, 19 de janeiro de 2008

clássicos

mafarrico,

sentindo-me com disposição para tal, resolvi dar um salto à masmorra infernal e soltar dois pedaços de malvadez satânica sonora de outros tempos. Acredito que gostará dos vídeos que apresento.

No primeiro, uma jovem banda em inicio de carreira, um guitarrista ainda com cabelo a imitar os seus ídolos Venom, o melhor baterista do mundo tão elegante nas sua t-shirt D.R.I., o vocalista ainda a insistir nos guinchos um pouco irritantes e um grande solo de guitarra numa música deveras agradável e de mensagem verdadeiramente maléfica.

No segundo, a mesma banda já consagrada, na que considero uma das cinco melhores composições HM que já alguma vez saiu das profundezas do Inferno que nos é tão querido. Uma actuação ao vivo realmente intensa, como deve ser.





assim me despeço,
M.P.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Nº 17

mafarrico,

já aqui conversamos sobre as pessoas patéticas que o deixam de ser. Mas também existe a outra face da moeda. O vice-versa como se costuma dizer. Isso irritam-me fortemente, ao ponto de desejar que tais fulanos passem a eternidade na brisa amena do céuzinho (ao contrário de nós que iremos para as chamas do Inferno).

Infelizmente uma dessas pessoas já foi figura proeminente na nossa causa, líder e ídolo de uma geração, ele é o otário Dave Mustaine. E como todos os otários não consegue estar calado, agora diz :

"I made clear to my agent that I won't play with Satanic bands, and the promoter booked the band without checking with the agent. Because I'm a legend, I don't need to play with people who have gone on record and said they're an enemy of mine. Because I believe in God and he believes in Satan, that means we're enemies, right? It doesn't mean I can't pray for the guy; it just means he doesn't like me and he said so. And I told them that I was stepping off the bill. I never said to cancel those guys. "

Ah! A velha tolerância cristã, que em consciência não o deixa utilizar o palco que horas ou minutos antes foi utilizado por um ser maléfico da nossa estirpe (buuuuhuuuuu!!!).... Será que o nosso amigo também não utilizaria uma carruagem de metro se soubesse que no dia anterior o Vincent Price a tinha utilizado a caminho do seu pequeno-almoço? Será que iria procurar um outro hospital de urgência se o sr. enfermeiro lhe dissesse "Por acaso, ontem tivemos aqui o Sr. Crowley com um braço partido.". Será que se a sua influência no mundo musical fosse outra, ele continuaria com a mesma posição e voltava ele para casa, em vez de obrigar os nossos rapazes a desistirem do concerto? Não sei ,são questões que não interessam ao menino jesus (como é costume dizer-se).

Interessa é recordar o obra deste senhor quando tinha algo que não era totalmente idiota a dizer:

"If there's a new way,
I'll be the first in line.
But, it better work this time.
"

(e que grande, grande música, enorme!)



Infelizmente para o Sr. Mustaine a sua "new way" foi uma paspalhice total

Um forte abraço,
M.P.