segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Verão Infernal

Está a decorrer o que se convencionou chamar de Verão, assim sendo menciono aqui o que convencionei ser o hino desta estação, um mega-hit moderno editado em 1992.

Umas péssimas férias para todos agora que voltei ao trabalho.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um gato na terra dos toinos - cat@tonia.vg

A semana que decorreu imediatamente antes desta que agora tem lugar, foi sem dúvida desconcertante, mesmo para um demónio experimentado como eu próprio, tal foram as especifidades dos bizarros eventos que nela tiveram lugar e que envolveram, como não poderia deixar de ser, este vosso odioso comparsa.

Tendo sido deixado para trás, enquanto os restantes 66,6% dos contribuintes desta Masmorra se deslocavam a locais ermos e distantes para gozar umas imerecidas ferias, vi-me a braços com uma peculiar missão que tomou grande parte do meu precioso tempo e me ocupou a mente e assombrou o espírito.
Vi-me assim na obrigação de entreter e alimentar dois maléficos felinos, que normalmente co-habitam com o colega Maléfico, que é o seu habitual servo e que desta feita me permitiu ter a honra de contactar diariamente com estas bestas, providenciar servilmente os seus repastos e remover de forma meticulosa e criteriosa os resultados intestinais que tais refeições induziam em tão malévolas criaturas do mal. Tarefas nas quais me tornei especialmente hábil, há que dize-lo.

Os dias iam correndo lestos e animados pelo que o aborrecimento ia obviamente tomando conta dos seres a meu cargo. Assim, foi imperioso tomar uma atitude. Era demasiado arriscado partilhar o espaço com estes felinos de grande porte, irritados e sedentos de festivais de verão de Heavy Metal.
Após longa e aturada meditação, ocorreu-me leva-los a um festival de verão de Heavy Metal, para que pudessem estravazar toda a tensa energia contida nos seus poderosos músculos e descarregar o conteúdo das suas nefastas entranhas em local ermo, no qual eu não me tivesse que ver a braços com tão hedionda e delicada tarefa como a sua remoção.

Da vasta lista de possibilidades que se me apresentaram pela frente, a minha escolha recaiu pelo Vagos Open Air 2009. As razões que conduziram a minha mente prenderam-se com o binómio espaço / tempo, que condiciona os negros desígnios de tantas escolhas que fazemos: espaço por me parecer suficientemente longe para lá poder abandonar as valentes bostas dos meus comparsas e tempo porque era o único que era este ano.

O cartaz era também ele apetecível: Épica, Katatonia e The Gathering, formaram a dupla de banda e meia que se apresentou perante o vasto público de demónios presente.

No início, tudo parecia bem encaminhado para que o resultado fosse uma desgraça rotunda. Quanto me apresentei em tão ermo local, verifiquei que a afluência não era abundante, que o piso por ser em terra batida prometia uma nuvem de pó congestionante das vias respiratórias, o dia abrasador antevia uma noite fria e especialmente propicia à propagação da nossa estirpe de gripe.
Foi sob tão prometedores e deprimentes augúrios que presenciamos o final da actuação dos Épica, uma espécie de boys-band de power metal. O publico ainda escasso parecia estar a apreciar mas o meu espírito permanecia alerta e ciente de que todo o evento não passaria de um logro e uma grande desilusão.
Mas o pior estava para vir, caros colegas...


De repente, vindos do nada, hordas de demónios concentraram-se em frente ao palco enchendo o vasto espaço, a luz da noite substituiu a do dia, e das trevas surgiram os Katatonia, que apoiados numa sistema sonoro irrepreensível e num esquema de luzes sem falhas, descarregaram um melhores concertos até hoje descarregado perante mim. Foi hora e meia de metal melancólico e envolvente, tecnicamente perfeito e sem falhas.


De seguida e sem grandes falhas organizativas, vieram os The Gathering, que apesar de terem um look um pouco mais à Sonic Youth e um som mais electrónico, entretiveram os presentes com mais 90 minutos de sons pesados entrelaçados pela voz melodiosa da jovem vocalista.

Quem não teve a oportunidade de testemunhar tão interessante prestação, foram aqueles que foram caçados e ingeridos pelos nossos amigos felinos. Daí ter-se notado uma diminuição na massa humana entre o show dos Katatonia e dos Gathering.

Posto isto, e após uma pequena volta para os gatinhos aliviarem os seus humores internos após tal festim de carne crua, voltamos para casa cientes de que se perdeu uma grande oportunidade para fazer muito pior!

domingo, 2 de agosto de 2009

Ice Masmorra World Tour

Dignissimos correlegionarios de Masmorra,

Acabo de perder, informaticamente falando, todo um extenso texto onde relatava a epopeia infernal que empreendi no gelado continente da Antárctica!
O meu masmorrento pc acaba de fazer sumir nas suas maquiavélicas entranhas, esse que seria certamente um dos pontos altos das vossas experiências satânicas.

Nesse testemunho, agora perdido para sempre, expunha com toda a minúcia, passo a passo, a empreitada da minha descida aos gelos infernais, a passagem por locais tão inóspitos e agrestes como Sesimbra, Aljezur, Lagos e também Vilamoura. Descrevia como após domar com pulso de ferro hordas e hordas de passivos pinguins, transformando-os em brutais legiões do Mal, disseminei o terror e o pânico por entre focas, orcas e mamutes. Juntos derretemos as calotes polares de gelos eternos em sucessivas festas escaldantes, num fenómeno entretanto divulgado como aquecimento global.



Deixava como testemunho para gerações vindouras de demónios, como a Antárctica se transformou, paulatinamente e sob o meu jugo e mão de ferro, num local de ferias para massas de veraneantes, que agora se acumulam aos milhares em estreitas faixas de conspurcadas praias, derretendo sob o novo sol tropical que agora banha aquelas paragens, por entre brutais condomínios de betão recém construídos e capilares acessos de asfalto que agora calcorreiam toda a derretida superfície Antarctidense.



Pena é que não podais jamais por os olhos, nesse que seria com certeza o compêndio por excelência da arte da conquista malévola.

De todos os triunfos alcançados resta-me destacar o objectivo único desta World Tour que ficou por alcançar: Acabei por não construir o tal centro comercial. De resto foi um sucesso!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Um diabo a precisar de umas lições

Estava passando os olhos pelos escritos do nosso amigo Vlad Nabo quando li, incorporado no romance, este desabafo de um colega inexperiente. Logo descortinei um relato sincero de um pobre diabo que, ao confessar a sua incapapacidade para certas tarefas, procurava conselhos de Diabos a sério como nós. O estilo da missiva, nota-se, é fortemente influenciado pelo da Masmorra, e tenho a certeza que quando foi escrita e incorporada no livro (editado há apenas 50 anos atrás), se destinava tão somente a captar a nossa atenção e aceitar humildemente o que pudessemos dizer sobre o assunto.

Leiam o que se segue e escrevam algumas palavras ao nosso pouco corajoso amigo.

"O cenário era, de facto, perfeito para um assassínio rápido e borbulhante, contando ainda com a vantagem de uma subtileza: o homem da lei e o homem da água estavam suficientemente perto para testemunhar um acidente e suficientemente longe para observar um crime. Estavam suficientemente perto para ouvir um angustiado banhista debater-se na água e gritar e pedir que alguém o ajudasse a salvar a mulher que se afogava; mas estavam muito longe para distinguir (se por acaso olhassem antes de tempo) que o tudo menos angustiado banhista acabava de puxar a mulher para debaixo de água. Ainda não chegara a essa fase; pretendo apenas dar uma ideia da facilidade do facto, da excelência do cenário! Charlotte nadava com aplicada falta de jeito (era uma sereia muito mediocre), mas não sem um certo prazer solene (não tinha o seu tritão ao lado?), e, enquanto a olhava com a crua lucidez de uma futura recordação (compreendem o que quero dizer: tentando ver as coisas como nos lembraremos depois de as ter visto), [...] enquanto observava tudo isso compreendi que me bastava ficar para trás, respirar fundo, agarrar-lhe num tornozelo e mergulhar rapidamente com o meu cadáver cativo. Digo cadáver porque a surpresa, o pânico e a inexperiência levá-la-iam a engolir, logo, um letal galão de lago, enquanto eu poderia aguentar pelo menos um minuto inteiro, de olhos abertos debaixo de água.[...] Eu poderia vir à superficie tomar fôlego, sem deixar de a manter debaixo de água, e mergulhar de novo, as vezes que fossem necessárias, e só quando o pano descesse definitivamente sobre ela me permitiria gritar por socorro. E quando uns vinte minutos decorridos, os dois títeres, a crescer gradualmente, aparecessem num barco a remos, meio pintado de novo, a pobre Mrs. Humbert Humbert, vitima de cãibras, ou oclusão coronária, ou ambas as coisas, estaria a fazer o pino no lodo fervilhante e cor de tinta, uns nove metros abaixo da sorridente superfície do lago Hourglass.
Simples, não era? Mas que querem, amigos? Não fui capaz de o fazer!
Ela nadava a meu lado, foca confiante e desajeitada, e toda a lógica da paixão gritava aos meus ouvidos: "É agora o momento!" Mas, camaradas, não fui capaz! Virei para terra, em silêncio, e, gravemente, obediente, ela virou também, e o Inferno continuou a gritar-me o seu conselho, e eu, continuei sem coragem para afogar a pobre, escorregadia e corpulenta criatura."

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Prémio genérico nº 666

Como gosto de distribuir prémios, e sabendo que um prémio Masmorrifico é o ponto alto na carreira de quem o recebe, decidi criar uma nova categoria, um novo vencedor e mostra-lo ao mundo neste post.

Categoria : Melhor titulo / Melhor Capa
Explicação: esta categoria visa distinguir a banda que lançou um album cujo titulo poderia ser o titulo de um post na masmorra e que ao mesmo tempo tem uma capa digna de ser exibida.
Explicação da explicação : um titulo digno de ser um titulo na masmorra que tenha sido idealizado por alguem que nao seja um dos contribuidores da masmorra é algo merecedor de um prémio. Mas se a capa do disco não for espetacular, então o post a indicar o vencedor não ficaria com nada para o colorir e portanto muito chato, daí que a capa também tem de ser boa e não qualquer coisa lodosa.

E o Vencedor é :

THE SATANIC SATANIST



Como corro o risco de parecer muito simpático com esta coisa de gostar de distribuir prémios ocultei propositada e irritantemente o nome do vencedor.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Evil Antartida

Escrevo estas breves palavras directamente das geladas estepes Antartidenses.
Acabado de chegar há breves instantes, embebido do maquiavélico espírito condicente com a negra missão que me predispus levar a mau termo, eis que se não quando, dou de caras com um jovial e simpático grupo de nativos. Esta comunidade apresenta duas curiosas curiosidades: são todos bastante semelhantes na indumentária (casaco preto e t’shirt branca) e chamam-se todos Pinguim (há traços físicos que indiciam que se possam tratar de elementos da mesma família)!

Após uma breve troca de palavras e alguma confraternização, senti que o espírito destes amigalhaços começa a vergar-se perante os preceitos malignos que lhes induzi.
Eis o que me foi possível captar com a minha MPCISPPVA (maquina portátil de captar imagens e som para posterior visionamento e audição):

EVIL PENGUINS: When Cute Penguins Go Bad