sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O fim da silly season

Assim termina esta silly season, pautada por um silêncio, falta de ideias e pouca vontade de partilhar idiotices nunca antes vista. Ainda bem que assim foi, estes últimos meses terão sido, indubitavelmente, a era mais brilhante da Masmorra.

Aproveito para indicar o lançamento de umas obras literárias capazes de levar um dos grandes nomes do romance poético aos diabitos mais novos.





aqui

terça-feira, 19 de julho de 2011

O Horror! O Horror! - SBSR'11

Como já foi aqui levemente discutido na mensagem anterior, é sabido que o magnânime Maléfico (eu próprio) se deslocou em missão secreta a um dos mais badalados festivais de Verão que os humanos destas paragens organizam precisamente no Verão - O Super Bock Super Rock. O que se segue é uma resenha do relatório que preparei e que enviei atempadamente ao nosso Maior.

Todos estamos familiarizados com o conceito de festival, a diferença mais visivel, ao que nós demónios diz respeito, é que neste festival não se ouviriam as doces melodias de Satã (vulgo Heavy Metal) - mas não era isso que lá me enviava, o que interessava mais a Maléfico era o estudo do comportamento humano, que me levou a conclusões interessantes e manifestamente optimistas quanto ao futuro da estupidez humana.

Tudo se iniciou rapidamente, um bilhete caído do céu, o rápido assumir de forma humana, e os cascos a caminho - sempre a tirar notas. O trabalho iniciara-se.

O que cedo agradou a Maléfico foi o caos que se gerou ainda a longos quilómetros se estava do epicentro do festival, o caos no trânsito, com carros parados e a certeza de se perder alguns concertos logo no primeiro dia fizeram com que os humanos começassem a mostrar sinais de irritação logo ali, foi bonito ver o desrespeito com que se tratavam mutuamente, ainda nem tinham saido do carro. Ultrapassagens pela berma, insultos, buzinadelas, algum desepero portanto, isto durante as 5 horas que se demorou a fazer os 30/40 km finais - aliado ao aspecto resignado com que viamos alguns energumenos ficar pelo caminho com os seus bólides avariados - foi bonito.

Chegando ao recinto propriamente dito, tudo melhorou aos olhos de um demónio, quase me senti em casa, não é que chegando ao local e com várias horas de música perdida (bem feito para quem comprou bilhete!) a visão se assemelhava ao Inferno na terra?! Uma neblina de pó denso encobria uma multidão de muitos milhares de pessoas que enchiam um espaço sub-dimensionado e que se encavalitavam, chocavam e vagueavam em todas as direcções. Isto enquanto a desculpa para todos nos encontrarmos ali (a música) ia sendo debitada nos dois palcos com um som sofrível (ia e vinha parecendo ao sabor do vento) o que foi capaz de irritar o mais sofredor dos amantes de música ali presente.

Nos dias seguintes tudo melhorou - o lixo acumulou-se. Toneladas de lixo por todo o lado, os recipientes próprios cheios, partidos, a transbordar e a serem engolidos por volume de lixo quatro vezes o seu tamanho. Sendo então possível verificar na zona do campismo como o ser humano consegue conviver de livre vontade (ainda pagando para isso, note-se) com a imundice e o nojo. Adicionado ao facto de a organização fazer questão que todos os que mais conviveram com o pó e o lixo tivessem extrema dificuldade em aceder a água para a sua higiene pessoal - suspeito que fosse algum colega nosso encarregue deste departamento.

Se na zona de campismo, as pessoas dormem com lixo, na zona de alimentação, as pessoas comem com lixo. O único sitio onde era possível sentar, sem ser na areia/chão desconfortável, era um local diminuto onde as 40 mil pessoas convergiam incessantemente. Tudo a comer por cima dos restos de alimentação de dezenas de pessoas, isto durante três dias de comilanço guloso, que isto de festivais dá fome e, infelizmente, o pó não alimenta ninguém.

A música sofrível (vários milhares de pessoas foram obrigadas a assistir a anomalias como The Gift) aliada a condições deploráveis - o mau génio latente em toda a gente começa a a vir ao de cima. Para exemplificar, após o presenciamento de várias pessoas a exigir boa educação aos berros depois de muitos encontrões e calcadelas, o momento mais hilariante foi mesmo o de uma cândida rapariga a ameaçar calcar todos os que não se levantassem do seu caminho, algumas pessoas sentadas, dificuldade em contornar e os berros: "Se não se levantam calco todos!!!, estou farta disto!!", alguns indicadores que um esganaço podia vir a caminho e tudo ficou sanado com uns olhares de ódio. Era este o ambiente festivo que se viveu, e que descambaria em mortes e batalhas campais se mais dois ou tres dias de festival existissem.

Basicamente foi isto, dir-se-ia estarmos num dos circulos do Inferno a que chamamos casa. O acesso a cerveja era fácil, no meio daquilo tudo assistiu-se a dois ou três concertos fenomenais (de um demónio lhes tirar o chapéu) e a conclusão que tiro e que muito me agrada, tem a ver com o espírito. O chamado espírito festivaleiro que há uns anos podia ser descrito como o passar de uns belos dias na natureza, com condições básicas de campista, a conviver e a assistir a música de artistas adorados ou por descobrir, agora ter-se-á transformado em passar uns dias no lixo e pó, a fazer filas para ter brindes em circos montados ao redor de vários palcos onde por acaso se ouve música.

Li que a organização considerou este evento como um sucesso completo e que jurou a sua continuidade no mesmo local por muitos e bons anos. O que me apraz muito e faz soltar uma gargalhada sonora já antecipando o sofrimento dos energumenos que lá voltarão ou irão, incautos, pela primeira vez. Só vou é pedir ao Sr. Satanás para não me enviar para lá outra vez, nunca mais, por favor.

P.S. - O meu conselho ao idiotas que insistam em falar no "espirito de festival" como razão para se aguentar condições deste género é que mergulhem de cabeça numa das poucas casas de banho disponiveis no recinto - qualquer uma, escolham.

P.S.1 - Houve música, é verdade, como mencionado no texto. Poderei debruçar-me mais sobre este aspecto se o colega mafarrico assim o desejar. Existiram alguns aspectos para louvar e desejar repetir, mas também muitos para ridicularizar e fazer suspirar pelo nosso querido Heavy Metal que nunca nos deixa mal.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

ref. discografica nr. 666 - se uma unha incomoda muita gente ...

... 20 unhas incomodam muito mais!

É com este adágio infernal que retomo os caminho diabólicos das nossas referências discográficas. E já agora, aproveito outro dizer popular, que é "Povo que à referência masmorrenta não atenta, no inferno os glúteos esquenta!" ou qualquer coisa neste efeito.

A referência que ora vos apresento não é de pouca monta, é simplesmente o melhor disco da década de 00 do séc. de 21, não é algo que se diga de ânimo leve, bem sei, mas é a mais pura verdade e um Demónio nunca mente. Este galardão infernal foi atríbuido após grande deliberação de todos os sábios do Inferno (i.e. Mafarrico e Maléfico) - se bem que Mafarrico talvez não lá tenha estado - sendo (após acessa votação), unânime que deveria ir para um agrupamento oriundo do país vizinho àquele em que a Masmorra está sediada fisicamente.

"De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento" dizem, repetidas vezes, alguns energumenos que por ai andam, uma frase que após dissecada se verifica excluir os lançamentos de discos Heavy Metal, o que é bom, porque assim temos coisas como o disco aqui refernciado. Espanha!, o que nós nos divertimos quando lá passamos aquelas célebres férias, sempre de fones nos ouvidos e Walkman no cinto - A Inquisição Espanhola! ainda hoje lhe chamam os que se lembram.

Estávamos em 2004 (que curiosamente é o ano 666 no calendário de Maléfico) e o trio Moho lembrou-se de gravar um conjunto de músicas a que chamou "20 Uñas" - que na lingua de Cervantes, e portanto deles próprios, quererá dizer qualquer coisa que agora não estou a conseguir decifrar. E é pura e simplesmente, o melhor petardo metálico lançado para o ar neste século tão cheio de ruidosos petardos. 6 músicas tão diversas como tomos épicos de 9 minutos (...e até mais) e murros no estômago de 2 minutos e meio, estamos a falar de algo como o exemplar Culebra (com os seus riffs arrastados que provocariam uma defecação colectiva aos membros dos Electric Wizard), e evidentemente o furioso e simplesmente entitulado Punk, que não poucas vezes, quando exímiamente apresentado ao vivo, provocou à audiência uma vontade desenfreada de arrancar a cabeça de quem estivesse ao seu lado e a atirasse para o palco (isto aconteceu várias vezes e está documentado).


Não querendo etiquetar a sonoridade destes Moho, não é todos os dias que uma banda pode ser catalogada de Stoner/Grindcore/Doom, mas eles são isso tudo ... e muito menos!

Dito isto, é fácil e largamente consensual lançar o veredicto : Diabito que nunca tenha ouvido este disco, está-se bem a ver, é um pobre coitado que tem na sua vida uma fraca desculpa para ser pouco mais que um idiota.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ataque nostálgico infernal

Mafarrico e Maléfico tiveram uns anos formativos e de adolescência em cheio, se por isso entendermos não ter amigos, e nada fazer além de manter um olhar fixo para uma qualquer tv e o dedo rápido no botão pause do comando de um qualquer VCR conectado à mencionada TV. O que fazíamos nós nesse estado aparentemente alheado? Esperavamos um qualquer vislumbre de uma banda heavy metal para que a sua performance na televisão ficasse gravada em cassetes VHS, para que mais tarde as pudessemos rever até à nausea.

Foram 40, 50 cassetes de 120min, 180min até por vezes de 240min. preenchidas semana após semana por videoclips, actuações ao vivo e entrevistas que ficaram gravadas nas fitas cada vez melhor preenchidas dado o melhorar dos reflexos do dedo pause ao longo dos tempos. Eram dias pré-internet, talvez agora seja difícil entender esses diabólicos adolescentes que não arranjavam nada melhor que fazer do que deitar no sofá à espera do tão aguardado tempo de antena demoníaco, mas eles lá sabiam. O saudoso Headbanger's Ball era um tesouro, mas também éramos surpreendidos aqui e ali por clips em programas onde tal não era expectável. O que renovava a força anímica para mais umas temporadas de comando em punho.

Feito este exercício nostálgico, talvez só Maléfico e Mafarrico, sintam a verdadeira dimensão de rever o video que se segue, e se questionem, onde andam essas cassetes?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Especial XIV SWR Barroselas Metalfest








Última emissão da Masmorra Infernal Do Sr. Satanás:


Especial XIV SWR Barroselas Metalfest
[Alcest - percees de lumiere@ecailles de lune;
[Ratos de Porão - aids, pop, repressão@brasil;
[Ratos de Porão - plano furado II@brasil;
[Ratos de Porão - expresso da escravidão@homem inimigo do homem;
[Cough - crippled wizard@ritual abuse;
[Voivod - the getaway@katorz;
[Venom - countess bathory@black metal;
[Venom - straight to hell@hell;
[Malevolent Creation - indivious dominion@indivious dominion;
[Evile - infected nation@infected nations;
[Satanic Warmaster - bestial darkness@Nachzehrer
[Atheist - mineral@elements;
[Atheist - live and live again@jupiter;

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Recordar é viver pt. 4

É tempo para mais um capitulo subordinado ao tema "Recordar é Viver", desta feita o tomo IV.

Como cantava o grande bardo Espadinha "Recordar é viver, só tu e eu", pelo que as recordações têm incidido em recordações duplas entre Maléfico e Mafarrico, mas espero muito em breve, no REV nº 5, recordar um dos muitos acontecimentos em que Maléfico esteve ausente para que ele possa também recordar o não lá ter estado.

Por agora, a recordação é da noite de nove de Outubro de dois mil e cinco no, entretanto demolido, Hard Club, a noite foi de Heavy Metal clássico,a puxar ao headbanging e ao vocifero a todo o pulmão dos coros, não voltei a presenciar algo parecido desde então.

Estivemos lá.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cáraoque

Estive procurando por você há tanto tempo. Agora não vai mais conseguir sair de minhas garras.
Você tem vivido há tanto tempo, escondida por trás dessa máscara falsa.
E você e eu sabemos que isso não vai durar pra sempre.
Sua aparência e seus sentimentos é tudo o que restou do seu passado.

Você está substituindo as asas, enquanto espera a cortina cair.
Conhecendo o terror, possuindo você e a todos nós.
Sim, sei que vai me arranhar, aleijar e dilacerar.
Você sabe que estou necessitado do seu hipnótico ronronar.

Mantenha a distância, se afaste, não caia no engodo dele.
Não se perca, nem desapareça.
Cuide-se, ele saiu pra te pegar, é o que quer.
Não se perca, do caminho estreito.

Estou correndo e me escondendo em meu sonho vou estar sempre lá.
Você é o Fantasma da Ópera, é o diabo que está ai para apavorar.
Você prejudicou minha mente e minha alma flutua pelo ar.
Assombre-me, zombe de mim, em sua toca você me tortura.