quinta-feira, 11 de março de 2010

O assassino em série, esse animal (3/3)

Acompanhemos, nesta ultima instalação subordinada a este simpático tema, um assassino de nome Ben.

Este Ben é um assassino profissional, isto é, ganha a vida a praticar crimes que, invariavelmente, terminam numa morte rápida, mas não indolor, de algum transeunte que aparente ter mais de uns poucos euros no bolso.

O que diferencia Ben dos seus comparsas de outras paragens, é o facto de ser um intelectual, bem-falante, pândego mas culto, com preocupações sociais, adorador de sua família e companheiro de seus amigos. Um cavalheiro, que só perde a compostura quando assassina brutalmente alguém, ou quando bebe um pouco de mais. Resumindo: Tem um bocado a mania, mas é um tipo porreiro.

O filme que aqui trago segue uma equipa que procede às filmagens de um documentário sobre o dia-a-dia deste singular personagem. Temos assim um olhar por dentro de uma ocupação que temo ser mal compreendida pelo público em geral.

Ben, um assassino diferente (talvez por ser belga) e o seu oficio, a conhecer melhor no filme C'est Arrivé Près De Chez Vous de 1992.



Um ponto de contacto interessante entre este Ben e o Henry do primeiro filme apresentado : Uma cena brutal de assassínio familiar em que uma câmara de filmar é parte integrante do crime, sendo que o assassino se faz filmar no acto que perpetra. Não tenho dúvidas que isto tem um significado profundo.

Não resisto a dar-vos a oportunidade de saber já o que sucede à senhora idosa que aparece no trailer. Se não quiserem esperar por ver o filme :



"É muito mais simples, para os vizinhos, para mim e para ela."

terça-feira, 9 de março de 2010

ref. discografica 666 - Arizmenda

E assim acontece nesta esfera infernal em que nos movemos.

O suportável colega mafarrico andou a visitar colegas de masmorras distantes e chegou-me com um desafio : "Vil Maléfico" - disse-me ele. "Porque não escreveis uma crónica sobre o agrupamento designado como Arizmenda?"

Retorqui: "Arizmenda? Pelo que ouvi falar parecem ser um bom bocado de estrume destilado e vomitado pelos bodes negros das profundezas".
- "Sim, deverão ser um belo esterco infernal." - vociferou Mafarrico. "Mas eu agora tenho de ir arranjar as unhas dos cascos e não tenho tempo de gatafunhar as paredes da nossa Infernal Masmorra. Porque não tentais vós a tarefa de dar a conhecer ao mundo estes desconhecidos?"
- "Assim farei!"

E assim se iniciou um aturado labor de pesquisa que durou cerca de cinco minutos, não encontrei nada digno de nota, nem tão pouco consegui ouvir qualquer som ou arranjar uma fotografia de suas, sem dúvida feias, frontes.

Aproveito assim, para chamar a atenção para o que tem vindo a rodar insistentemente no gira-discos maléfico, uma rodela plástica de grande qualidade, editada no ano de 2008. Refiro-me a "Bird Of Prey" dos Zozobra. Um debitar constante de grandes e potentes ruidos, onde a mestria e peso sonoro é de louvar. Fatias como "Heavy With Shadows", "Sharks That Circle" ou o fenomenal e último "Laser Eyes", são o caminho onde iniciar a caminhada para conhecer um dos grandes discos da década que se finou.

Esqueçam os Arizmenda, permanecerão desconhecidos e não chegarão a lado nenhum (muito menos às minhas orelhas), e ouçam os Zozobra que são mestres e merecem toda a nossa atenção.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O assassino em série, esse animal (2/3)

Psicopata americano.

Há duas maneiras de estudar o psicopata americano, lendo o livro ou visualizando o filme que adaptou o livro.

O filme:
O filme é um bom filme. Os humanos que o vêm ficam com a excelente sensação de terem visto uma película eximiamente realizada, com excelentes diálogos e planos, um humor negro de primeira ordem e boas interpretações. É esta uma boa maneira de se estudar o negro ser que é o assassino em série? Não. O personagem do filme nunca parece ser nada mais do que um simples personagem de ficção, não enoja nem assusta ninguém, antes pelo contrário, até me atrevo a dizer que é um filme que dispõem bem.

O livro:
O livro enoja e assusta. É um desenrolar de actos bárbaros e descerebrados, executados com uma frieza cruel. Bret Easton Ellis deve ser ele próprio uma pessoa bem lixada da cabeça para ter tido tantas e tão brutais ideias. Se realizassem um filme fiel ao livro, podiam ir os senhores do manicómio com as camisas de força e levar quem tivesse ficado até ao fim, à confiança.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O assassino em série, esse animal (1/3)

Caros,

recupero o âmbito do circulo temático. Desta feita para dar a conhecer o melhor que se fez na sétima arte sobre esse nobre animal humano : o assassino em série.

O humano assassino em série, assim conhecido por cometer series de crimes, é um humano normalissimo, que se distingue simplesmente pelo facto de sofrer graves perturbações mentais que o levam a incutir sério sofrimento nos outros para daí retirar prazer ou alivio.

É para as películas do cinema que devemos orientar as nossas atenções se quisermos um certo vislumbre da vida destes energúmenos.

O primeiro filme que apresento neste circulo foi realizado em 1986 e conta a história vagamente ficcionada de Henry Lucas.

Henry foi, na vida real, um homem que reclamou o assassinio de mais de 600 pessoas. Mais tarde, os investigadores começaram a desconfiar que ele apenas estava a declarar-se culpado de todos os crimes que lhe apontavam para assim ter melhores condições na cadeia.Enfim, o truque que se vê nos filmes de proporem um deal se ele confessasse um crime, funcionava na perfeição, porque assim ele dizia que sim a tudo. Mas, lá terá morto uma meia dúzia, e não se safou de ser condenado à morte. Ou safou-se? Safou-se, porque a certa altura o nosso querido George W. Bush chegou a governador do Texas e comutou-lhe a pena. Pode-se sempre contar com o bom velho W.

O Henry do cinema, é um assassino brutal, que só muito espaçadamente mostra alguma emoção, e que anda para ali a aviar fregueses a torto e a direito conforme lhe dá na gana.

Henry, durante um jantar romântico abre-se com a sua recente amiga : "Yeah, i killed my mamma"

Conta-se que no fim da estreia do filme, um homem anónimo acercou-se do realizador e interpelou-o acaloradamente - "Não podem fazer isto! Um filme em que o assassino se safa sem lhe acontecer nada!", ao que o John (o realizador) pensou um pouco e respondeu : "We just did.".



*nota para a excelente versão do tema titulo que os excelentes Fantômas executaram no seu excelente Director's Cut.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Este homem é um senhor, parte III

Mais um para a colecção!

Depois de termos um espécimen metido no jogo, seguido de um a fazer negócio com a venda de armas, heis que aparece um senhor padre que foi, aparentemente, desviado pelo nosso Maior.

Lede a noticia:
Samuel Martín, o pároco de 27 anos destituído de funções por oferecer serviços sexuais na internet, vai ser submetido a exames psiquiátricos. O anúncio foi feito pelo arcebispo de Toledo que indicou que, uma vez concluída a análise, “as autoridades eclesiásticas irão actuar em conformidade”.
A mesma fonte preferiu não revelar o paradeiro do pároco, mas suspeita-se que esteja internado numa instituição de saúde mental em Espanha.
Na passada terça-feira o arcebispo anunciou publicamente que o afastamento de Samuel incidia não só no facto de este se prostituir, mas também por ter desviado cerca de 17 mil euros dos cofres da paróquia para gastar em linhas eróticas e financiar a actividade.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Musica maléfica

Vede e ouvide se tiverdes corajem (guts).

Your pentagram is down below our floor.
Your naked body shimmers in the night.
Dancing and chanting in a sacrificial rite.
Your feet are dry with the ashes from dead babies


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Hora do filme

É chagada a hora de visualizar um pequeno filme nesta sala a que chamamos ergástulo horrendo.

Penso que agradará a todos, pese embora saibamos a história de cor e salteado.



TRUE! nervous, very, very dreadfully nervous I had been and am; but why WILL you say that I am mad? The disease had sharpened my senses, not destroyed, not dulled them. Above all was the sense of hearing acute. I heard all things in the heaven and in the earth. I heard many things in hell. How then am I mad? Hearken! and observe how healthily, how calmly, I can tell you the whole story.


Um génio, este Edgar. Lembro-me de lhe dizer: "Vais longe, ó Edgar!".