quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um duro golpe

Caros,

os nossos inimigos têm agentes altamente inteligentes, este que aqui apresento descortinou alguns dos nossos mais subtis ardis para desviar as crianças humanas para o nosso caminho.

Atentai ao vídeo, para que possamos analisar e descobrir novas formas de actuar, porque estas já não darão resultado no futuro. Este homem estragou-nos o esquema.



Proponho que haja uma reunião extraordinária da masmorra ... no final podemos alugar a Pequena Sereia para descontrair.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ref. discografica 666 - A Grande Depressão

Agora que os dias bonitos regressaram, o gira-discos maléfico escolheu rodar uma rodela plástica recheada de momentos felizes e pensamentos positivos. Daqueles que nos assaltam a mente vezes sem fim durante a nossa existência e que, portanto, nos apetece ouvir em formato musical gravado por um qualquer agrupamento de pessoas mais ou menos humanas.

O disco a que faço referência entitula-se World Coming Down e é um desenrolar de humor negro deprimente acompanhado por musica de excelência, que poderia muito bem ser a banda sonora para esta masmorra que se quer infernal. O disco tem quatro não musicas que, sendo não musicas, dão bem a idea do teor das musicas que as rodeiam, a primeira musica do disco, por exemplo, são onze segundos de emulação de um cd arranhado seguido de um berro, que se poderia traduzir como “IDIOTA!”, conseguindo assim proceder-se a um insulto eficaz a todo e qualquer um que tenha comprado o cd (isto é o humor caracteristico), as outras três não musicas traduzem a depressão que acompanha todas as musicas e tentam simular os canais através dos quais os membros da banda pensam que vão desta para melhor e intitulam-se Sinus, Liver e Lung (Cocaina, Alcool e Tabaco).

As musicas a sério são para ser ouvidas atentamente e com um sorriso nos lábios, destacando-se Everyone I Love Is Dead com a dura realidade no pensamento que todos os que conhecemos e gostamos irão morrer um dia e o depressivo-suicida World Coming Down – “I'm so fortunate yet filled with self-hate that the mirror shows me an ingrate”. A grande musica do disco retoma um assunto já referido (dá pano para mangas), mas com menos subtileza e intitula-se Everything Dies.

White Slavery e Who Will Save The Sane? são para ser ouvidas com um sorriso acompanhado da ocasional gargalhada sarcástica, completando o disco a habitual cena destes senhores com as miudas gótico-pimba na péssima Pyretta Blaze e a ode ao Halloween em Creepy Green Light com uma musicalidade acima da média. O Nosso Senhor Satã está, claro, presente na festiva e excelente All Hallows Eve onde se ouve : “Saint Lucifer hear me praying to thee on this eve of all saints/High be the price but then nothing is free my soul i'll gladly trade”.

Finaliza-se com um medley de covers dos Bitales, medley que tem o condão de tornar audivel as “musicas” que esse quarteto idolatrado pelos humanos produzia.

Despeço-me com um apelo retirado da segunda musica do disco:
“Let me say Pepsi Generation / A few lines of misinformation / Watch your money flow away oh so quick / To kill yourself properly Coke is it”.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Diabo

Homenagem justa, a esse meio de informação social que resiste ao tempo e continua a mostrar-nos as noticias que realmente interessam, um poderoso meio para chegar às massas, algo que deve ser sempre aproveitado pelos nossos (o cheganço às massas).

Em jeito de análise, analisemos as noticias de primeira página da ultima edição.

- ADSE cobra dinheiro a mais desde 2001. (Roubo, multidões enraivecidas)
- Marcelo exige ser senhor absoluto no PSD e impõem saída de Passos. (Política de baixo nível, multidões pasmadas)
- Este socialista (Armando Vara) custa 10 mil euros. (Corrupção, multidões furiosas)
- Pobreza envergonhada cresce e faz disparar suicídios. (Violência, multidões desesperadas)

Isto é informação isenta e bem documentada, sem dúvida um dos últimos jornais de qualidade a ser impresso em todo o mundo.



Para a próxima, um olhar e uma análise profunda sobre o irmão bastardo deste periódico, o jornal "O Crime".

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Uma maldade muito mal disfarçada...



Este tipo de fenómenos e distracções ocorrem quando o Maior abandona à sua sorte estes joguetes que deixam de servir os nossos pricipais designios.

É por demais evidente que este inergumeno apenas caiu em desgraça porque já não interessava para nada.

Passará agora uns bons anos numa masmorra bem menos apelativa, a remoer no pacto que fez connosco e em como faltamos a tudo o que prometemos.

E esta hein?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Este homem é um senhor, parte II

Mais um da equipa dos padrecos que poderia muito bem estar na nossa equipa.

No lugar de Covas do Barroso (Vila Real) aconteceu. A GNR entrou ordeiramente na sacristia após as festividades daquele dia para deter o "senhor" padre, e proceder a umas averiguações, a seguir às quais tiveram de o deter.

É que as averiguações terão sido mais ou menos assim:

GNR1 : Xôr padre, com a sua licença, se me permite, tem alguma arma?
Padreco: Tenho uma, mas está legal!!!
GNR2: Xôr padre, com a sua benção, mas e então este revólver?
Padreco : AAAH! Isso foi herança.
GNR1: Xôr padre, com todo o respeito, e esta caçadeira?
Padreco: AAAAH! Isso não sei.
GNR2: Xôr Padre, peço desculpa pela pergunta, e esta caçadeira?
Padreco: AAAAH! Isso foi herança.
GNR1: Xôr padre, sem querer incomoda-lo, e estes engenhos pirotécnicos?
Padreco: AAAAH! Isso não sei.
GNR2: Xôr padre, sem querer ensinar o pai nosso ao vigário (AAHAHAHA), precisa mesmo dessa soqueira para a homilia?
Padreco: AAAH ....
GNR1: Xôr padre, e estes milhares de munições, não será exagero?
Padreco: Poizeee mueuss filhoses, vós teindes de perxebêr, eu posso ezzplicar....

Não sei se ele explicou ou não, mas deixo um repto ao senhor padre, deixe um comentário aqui na masmorra (da qual é obviamente leitor) que será bem recebido.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A oferenda

Estávamos todos em deprimente comunhão, celebrando mais um centenário do vil Mafarrico, quando por artes negras algo se materializou por entre as suas patas imundas.

Ficamos todos petrificados de espanto ante aquela aparição repentina, todos menos Mafarrico, que como tem os cascos duros não reparou no que lhe tinha ali aparecido e já ia deglutir o objecto junto com uma fatia de pizza de olhos humanos com cebola.

Embora petrificados, gritamos todos em uníssono : "ALTO!"

Ao que Mafarrico respondeu gritando "QUE FOI?"

Agora já não petrificados, mas ainda abalados, apontamos e gritamos : "ORA VÊ LÁ ISSO QUE TENS AI!"

E Mafarrico, mantendo a calma gritou "ISSO O QUÊ? AAAH ISTO AQUI. QUÉ ISTO?!?!?"

E analisamos aquilo que se tinha materializado do nada. Ficamos estupefactos, Mafarrico logo se apercebeu que aquele era um momento que nunca mais iria esquecer na vida. Era uma oferenda do próprio Sr. Satanás, um cd comemorativo compilado no Inferno, com as musicas que o próprio Grande Demónio escolheu e gravou num CD-R para ofertar ao nosso colega e assim não deixar passar em claro a amizade que nutre por ele, isso se notou na dedicatória escrevinhada na capa (excelentemente executada, diga-se já, muito bela). A dedicatória era bastante comovente, mas Mafarrico não deixou ninguém lê-la uma segunda vez pelo que já nao me lembro o que tinha lá escrito.

O alinhamento do CD, caros amigos que queiram ter uma ideia dos sons que estão na moda no Inferno era:

Entombed - Like This With The Devil
Slayer - War Ensemble
Napalm Death - Silence Is Deafening
At The Gates - Under A Serpent Sun
Kreator - Coma Of Souls
Coroner - D.O.A.
Testament - The New Order
Nuclear Assault - Brain Death
Overkill - Gasoline Dream
Megadeth - Countdown To Extinction
Anthrax - N.F.L.
Iron Maiden - Killers

Parece-me que seria isto, já não me lembro o que terá sido gravado. Talvez Mafarrico, tendo sido ele o feliz afortunado recebedor da oferenda, nos queira elucidar mais sobre o conteúdo e, quem sabe explicar, o significado do presente.

Acabo com uma ponte para o post anterior, uma citação retirada da musica primeira desta colectânea infernal:
"And what good is a song for peace
when the fucker doesn't even rhyme"

O Sr. Satanás quer que pensemos nisto.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ref. discografica 666 - não mais cor

Caros,

este é um retorno aguardado a estas mensagens que se querem a espinha dorsal da Masmorra, refiro-me, obviamente, às ref. discográficas.

O Sr. Satanás em pessoa, enviou-me uma série de sinais mais ou menos dissimulados no quotidiano humano que me lembravam e indicavam a urgência de escrevinhar uma destas referencias, o sinal, talvez não o maior, mas o mais contundente, terá sido o calhar em shuffle o disco que aqui vai ser explanado na mesma altura em que pensei "olha, já há algum tempo que não há uma referência discográfica", talvez um pouco antes.

A urgência desta missiva prende-se também com o facto de, aparentemente, muitos demónios de baixa estirpe terem graves crises de ansiedade ao esperarem de nós, seres superiores, uma indicação dos sons com que entreterem as orelhas pontiagudas.


Achei importante, para regressar em grande, trazer um peso pesado da arte de bem fazer música. Os Coroner, estes génios musicais, desconhecidos das massas, muito mais habilidosos do que o comum dos musicos. Acredito que tivessem os seus integrantes nascido em séculos passados e ao falarmos sobre eles seria de espanto sobre as árias que teriam composto em idade imberbe, o que os catapultaria para a fama mundial através dos séculos. Mas não, nasceram na segunda metade do Séc. XX, na Suiça, pelo que não tiveram outra sorte que não a de ser roadies de uma outra banda suiça com um pouco mais de sorte, e depois de fazer um timido salto para uma banda a sério onde compuseram verdadeiros hinos do Heavy Metal, ao longo de cinco LPs de grandiosa memória.

O disco escolhido, No More Color, é obrigatório, tem riffs clássicos e ouvi-lo lança uma labareda de nostalgia que muito me apraz. Uma palmadinhas nas costas para estes musicos que têm sabido manter-se longe desta febre ($$$$) das reuniões e assim mantêm a aura de classicidade que se associou aos seus discos, isto apesar de se manterem todos os três vivos.

Um dos clássicos do disco escolhido, com uma mensagem bem verdadeira - No Need To Be Human:



Consegui escapar a escrever sobre o facto de esta ser a referencia numero 666. oh!