terça-feira, 20 de janeiro de 2009

And now for something completely different ...

mafarrico,

estou a escrevinhar uma missiva com este titulo uma vez que é uma frase que nos diz algo e imediatamente nos remete para um registo amigável em que o tom nos dispõe para aceitar e gostar do que venha escrito a seguir, por muito ridiculo que seja.

M.P.

sábado, 10 de janeiro de 2009

The Kicking Machine

mafarrico,

afinal de que se queixam tanto os humanos se no ano transacto lhes oferecemos o novo Melvins. Deveria ser o suficiente para não ligarem tanto a ninharias como as guerras, a fome, o desemprego, a miséria, a doença e o desaparecimento do dinheiro que tinham e que nunca existiu.



e em 2009 vem o novo Napalm Death.

M.P.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Annus 2008

Cabe-me a mim a primeira missiva do ano de 2009, e como é comum neste tipo de missiva deve-se passar em revista o Annus que se fina,Annus Findus, para os mais distraidos o Annus 2008.

Elaborei portanto uma vasta lista do melhor e do pior do ano que ora acaba, tendo acontecido o pequeno revés de a ter perdido algures no caminho entre o fosso e a masmorra, o que equivale a dizer que não a tenho nem a posso apresentar. Diria mesmo que tendes toda a razão ao pensar que nunca por um instante a tive, ou sequer pensei em fazê-la, mas não deixa de ser um transtorno e portanto só vos digo :

"Que chatice, pá!"

De qualquer maneira, e fazendo um balanço do tal Annus, Horribilis para muitos, faço muito simplesmente a seguinte apreciação :

O MELHOR DE 2008.

O melhor de 2008 foi o aparecimento de espaço metafisico, fisico, sobrenatural e naturalmente infernal denominado 'A Masmorra Infernal Do Sr. Satanás'.

O PIOR DE 2008.

O melhor de 2008 foi o aparecimento de espaço metafisico, fisico, sobrenatural e naturalmente infernal denominado 'A Masmorra Infernal Do Sr. Satanás'.

Atentem que no copy+paste nem me dei ao trabalho de alterar a palavra 'melhor' por 'pior', mas também posso dizer que para nós demónios, as duas noções se confundem bastante.

M.P.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

recordar é viver pt. 2

mafarrico,

numa altura de balanços e relaxe, permita-se recordar alguns momentos bem passados a rever e reouvir os sons demoniacos outrora praticados num lugar que já não existe.

Nós estavamos lá, numa altura em que comprovadamente os jovens se empenhavam de forma activa e participativa nos eventos culturais neste pais :



mas nem tudo é conhaque e como não podemos estar 100% de férias deixo aqui um importante documento com vista a descatolicizar qualquer um pobre crente que o visualize por mais de 30 seg. (com som claro)



sem som, penso que o terá de visualizar na totalidade para surtir efeito. Ou então ler a letra da musica ...

ou então as duas coisas ao mesmo tempo, mas isso já não sei que efeito terá num não-demonio.

M.P.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ordens são ordens

mafarrico,

conhecendo nós tão bem o poder das hierarquias, sabemos que as ordens são para cumprir. E se por um lado ter somente o Sr. Satanás com mais poderes do que nós próprios é reconfortante e tem bastante piada, por outro lado significa acatar as Suas ordens prontamente para depois podermos massacrar os outros com as nossas próprias directivas.

Isto para lembrar que temos de estar preparados para em qualquer altura fazer cumprir a ordem Maléfica.

Episódio insólito aconteceu quando no outro dia tive de pagar a um ladrão para me roubar o carro. Estava eu sentado no lugar do passageiro e o ladrão no lugar do condutor, e ele ia praticando o seu óficio de duplicar chaves, quando deu por cumprido o primeiro passo do seu trabalho. Ao cumprimento desta tarefa deu-se que o rádio se ligou na minha fm preferida e chegou-me logo aos ouvidos e em bom som a voz do Divino a ordenar-me algo. Eu assim fiz, e quando o vulgar rufia sentado ao meu lado me olhou espantado e olhei-o e repeti o refrão da musica (veiculo muitas vezes usado para a Sua voz). É óbvio que o rapazola largou a fugir valendo que já tinha completado o que se lhe tinha sido ordenado. O Sr. Satanás tem bom timing.



M.P.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Tríptico

mafarrico,

o historial infernal de referências triplas é já algo muito antigo, por de certo lhe lembrará automáticamente esse segmento televisivo que visionavamos enquanto petizes chamado 'Triple Thrash Treat'.

Será verdade que o que vou escrever aqui tenha mais afinidades com outro segmento visionado na infância de seu nome "E aqui? O que é que não está bem aqui?" do que com o TTP, mas peço-lhe que tenha ambos em mente ao ler o que se segue.

É que vou fazer uma tripla referencia cinematográfica , literária e musical. Algo inédito, mas que quis o destino e a força temporal que fizesse sentido aqui e agora. Acompanhe-me portanto.

Em 1962, Anthony Burgess escreveu um romance fenomenal intitulado "A Clockwork Orange" e do qual sou ferrenho admirador, este escrito de qualidade superior conta a historia de Alex, um simpatico rapaz que com os seus amigos vivia um estilo de vida bastante saudável para os nossos standars masmorrificos, cujas aventuras com drogas , destruição, violações, roubos e delinquência nos transportava para uma reflexão sobre a moral e a dicotomia bem/mal. O nosso amigo e afável Alex, será resgatado, e "curado", o que levanta outras questões interessantes relacionadas com o livre arbítrio e outros conceitos inerentes ao ser humano, e também a nós próprios.

Um livro brilhante e que pode muito bem ser considerado um dos melhores escritos de todos os tempos.

Nove anos volvidos, Stanley Kubrick realizou um filme baseado neste livro a que chamou "A Clockwork Orange" e do qual sou ferrenho admirador. Um filme de extrema qualidade, fiel ao livro até na linguagem utilizada pelos confusos e violentos teenagers, e que trouxe para o grande ecrã os episódios relatados no livro. É um filme obrigatório. Tenho de acrescentar que quem diz mal dele é obviamente um descerebrado que merece a tortura de rever o "Música No Coração" três vezes por dia até ao fim dos seus dias.

Um filme brilhante e que pode muito bem ser considerado um dos melhores da humanidade.

Isto tudo para chegarmos a 2009 e vermos a edição do novo disco dos Sepultura. É isso ai meu irmão, o Sepultura vai editar um disco totalmente baseado na história acima descrita. O disco dito conceptual e entitulado "A-Lex" sai dia 26 de Janeiro e promete ficar bem longe da qualidade universal dos trabalhos referidos em cima. Mas que não deixa de ser uma visão da história que interessa ouvir e da qual se espera alguma qualidade sonora.

Sepultura esses que, tal e qual,os génios em cima mencionados têm nesta altura uma carreira morta, Burgess e Kubrick morreram efectivamente o que os impede de realizar novos trabalhos, enquanto os Sepultura estão vivos mas não editam nada acima de mediocre desde 1993.

Fica assim feita a primeira referência tripla da masmorra, e como ilustração deixo uma cena do filme de Kubrick, cena esta fiel à passagem do livro e que sem dúvida terá lugar numa faixa bem poderosa do novo A-Lex. É uma das minhas cenas cinematográficas preferidas de todas as cenas cinematográficas que já tive a oportunidade de ver.



assim me despeço de todos os meus droogies infernais
M.P.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

ref. discografica 666 - o caminho

mafarrico,

por onde anda que não o vejo na masmorra há algum tempo? Nisso somos parecidos porque parece que não me tenho visto a mim próprio por aqui também.

Decidi dar um pulinho a este antro quando reparei que era chegada a hora da ref. discográfica nr. 666, nem mais nem menos, o que é sem duvida uma coincidência deveras aprazível.

Tal honra recaiu sobre um agrupamento relativamente novo, porque devemos dar visibilidade aos mais jovens que têm valor e demonstram ser uma lufada de ar bafiento numa cena musical que, por vezes, perde a estagnação e deixa antever vislumbres de ar puro o que se quer evitar e nem faz bem aos nossos pulmões (ouvidos, isto é).

Peço então que direccione a sua atenção musical para os Gojira e o seu mais recente The Way Of All Flesh.



M.P.